Aprovada em 1º lugar para o cargo de Auditor no Concurso Câmara Municipal de Saquarema

“[…] A diferença do aprovado para o concurseiro, é que o aprovado não desistiu. Não conheço nenhum concursado que se arrependeu de estudar.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Erika Feldman, aprovada em 1º lugar no Concurso Câmara Municipal de Saquarema/RJ para o cargo de Auditor:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-la. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Erika Feldman: Direito, 30 anos e sou natural do Rio de Janeiro.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Erika: meu pai era concursado e minha mãe trabalhou a vida toda na iniciativa privada. Cresci escutando os benefícios de fazer concurso público. Eu estava trabalhando num escritório de advocacia quando meu pai ficou doente e percebi cedo o ônus de permanecer na iniciativa privada, principalmente, em relação à falta de tempo que implicava na baixa qualidade de vida.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Erika: no início dos estudos, eu trabalhava cerca de 8h por dia. Me acostumei a acordar cedo, por volta de 4:30h da manhã para conseguir estudar antes do expediente. Em geral, estudava até às 9:30h e, se o dia de trabalho fosse tranquilo, tentava estudar pela noite quando chegava em casa. Posteriormente, consegui trabalhar de forma mais autônoma e obter uma carga horária de trabalho mais flexível. Isso foi muito importante, ainda mais na reta final de estudos que fazia cerca de 8h líquidas por dia.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovada?
Erika: fui aprovada em 1º lugar no concurso para Auditor Fiscal do Município de Saquarema/RJ e, atualmente, estou em 44º lugar das 60 vagas para o concurso de Auditor Fiscal do Estado do Ceará.
Além disso, já obtive algumas aprovações dentro do CR (cadastro de reserva) para o cargo de Auditor Fiscal, sendo elas no Estado de Minas Gerais, Município de Arraial do Cabo (RJ), Cajamar (SP), Macaé (RJ), Nilópolis (RJ) e Nova Iguaçu (RJ), dentre outros.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos?
Erika: minha vida social antes dos estudos para concurso público era bastante agitada. Eu tinha o costume de sempre sair de casa, encontrar amigos, familiares, fazer viagens, então, certamente essa área da minha vida foi muito impactada pelos estudos.
No início, eu ainda continuei frequentando alguns eventos e saindo com amigos, mas com o passar do tempo e com a rotina de estudos aumentando, eu acabei tendo que optar por deixar a vida social de lado, principalmente quando estava em pós edital.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseira?
Erika: minha família me apoiou desde o início. Sempre foi o sonho dos meus pais que eu saísse da iniciativa privada e fizesse concurso público. Lembro até hoje do brilho no olhar da minha mãe e do meu pai quando contei sobre a minha decisão.
Logo no início da minha jornada de estudos, o meu pai faleceu em razão de um câncer, então, esse período envolveu também um luto. O estudo me ajudou nessa caminhada e me deu força para seguir adiante, achar um novo propósito de vida.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Erika: iniciei meus estudos no final do ano de 2022, quando decidi que iria fazer a prova da SEFAZ MG (início do ano de 2023). Como eu já iniciei os estudos em ritmo de pós edital, sem ainda ter consolidado as disciplinas base da área fiscal, tive essa falha na formação da minha base que me custou um preço alto. Aliado a isto, no início dos estudos eu trabalhava num ritmo muito mais intenso e ajudava a cuidar do meu pai que estava doente e veio a falecer em 2023. Portanto, neste início, eu não conseguia render muitas horas de estudo, atingia no máx. 4 horas.
No ano de 2025, eu tive uma “virada de chave” de que eu precisava me esforçar mais, já que tinha avançado para obter os 80% de acertos, mas não era o suficiente para aprovação. Passei a render mais horas líquidas de estudo (com qualidade) e me esforcei para fechar as lacunas nas disciplinas que eu não conseguia obter um bom desempenho. Com isso, no ano de 2026 eu consegui começar a colher os primeiros frutos.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Erika: eu usei os PDFs e dava preferência para o material escrito, já que eu consegui avançar com mais rapidez. A depender do conteúdo, quando eu só precisava “revisar” e estava em pós edital, eu preferia utilizar o PDF com grifos dos aprovados que era ainda mais objetivo e “direto ao ponto”.
No entanto, algumas matérias que eram minhas maiores dificuldades, eu optei por assistir todas as videoaulas, dentre elas Contabilidade com o Prof. Silvio Sande e as aulas de Estatística. Apesar de as videoaulas tomarem mais tempo para estudar todo o conteúdo, quando o aluno tem alguma dificuldade entendo que esse é o caminho já que as videoaulas te ajudam a consolidar melhor o conhecimento e os professores em geral possuem uma excelente didática que jamais seria substituída por um texto escrito.
Quando eu estava em pós edital, me ajudava bastante assistir os vídeos de hora da verdade que davam as dicas e revisão das matérias no viés de cobrança específico da banca do concurso. Por fim, eu sempre assistia as aulas de revisão de véspera e gostava da modalidade à distância durante os meus deslocamentos para os locais de prova, o que me ajudava a revisar e otimizava o meu tempo.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Erika: um grande amigo que é Auditor no Tribunal de Contas de Santa Catarina, Rafael Scherb, foi aluno do Estratégia e me deu a dica de assinar a plataforma assim que decidi iniciar os meus estudos.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos?
Erika: apenas usei material do Estratégia.
Estratégia: Depois que você se tornou aluna do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação?
Erika: os PDFs com grifos dos aprovados e os mapas mentais me ajudaram bastante no estudo inicial para concurso. Além disso, o Estratégia tem uma abrangência enorme e sempre que decidia estudar para um fisco municipal, existia um material específico para aquele pós edital, o que facilitava bastante a organização dos estudos.
Além disso, eu sempre tive o costume de assistir as videoaulas direcionadas para determinadas bancas, principalmente em pós edital, para revisar a matéria e os padrões de cobrança.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Erika: apenas nos primeiros meses eu estudava por conta própria, mas desde cedo tinha uma assessoria de estudos que organizava o meu planejamento. De toda forma, com o passar dos anos e experiência, eu comecei a organizar sozinha o meu cronograma e voltava meus esforços sempre para as matérias de maior peso e para as minhas maiores falhas que precisavam ser sanadas. No início eu não conseguia render mais do que 4h líquidas de estudos, mas nos últimos anos conseguia obter uma média de 6/7h por dia.
Em ritmo de pré-edital, eu sempre tirava um dia e meio da semana livres, dando prioridade para sábado de tarde e domingo todo o dia. No entanto, se eu estivesse em pós edital, não tirava dias livres, mas reduzia um pouco a carga horária de estudos diária (cerca de 8h líquidas) nos domingos.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Erika: eu nunca fui de elaborar resumos, mas com o passar do tempo comecei a fazer resumos das minhas principais falhas. Basicamente meu resumo usava como base as questões e matérias que eu tinha dificuldade ou eram mais cobradas por cada banca.
Quando estava em pós edital, eu gostava de fazer simulados, principalmente para controlar tempo de elaboração da prova e tentar verificar lacunas de erros para reforçar a tempo.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios?
Erika: os exercícios são essenciais desde o início da preparação. O ideal é alternar o dia de estudo da matéria por meio de leituras ou videoaulas com os de elaboração das questões, para que você consiga ter dimensão do que realmente aprendeu e internalizou e do que ainda precisa ser reforçado. Não recomendo fazer a bateria de exercícios sempre em sequência aos estudos daquele conteúdo, porque você pode não estar realmente cobrindo as suas lacunas.
Com o avanço dos estudos, quando eu não lia mais as aulas de PDF, meu estudo era basicamente por questões. Não sei a dimensão exata diária, mas estimo que eu resolvia de 150 a 200 questões por dia.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade?
Erika: as disciplinas de exatas eram a minha maior dificuldade, já que sou formada em Direito. Eu consegui superar fazendo muito exercício, assistindo muita videoaula e, no caso de Contabilidade, a leitura da doutrina me ajudou bastante a consolidar o conhecimento.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Erika: na semana anterior e no dia da prova, eu sempre me organizo para fazer o máximo de revisões possíveis, com base nos resumos que eu mesma preparei contendo as minhas principais dificuldades e as matérias que costumam ser cobradas com mais frequência pela banca.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame?
Erika: sim, o meu concurso contou com um texto dissertativo. Confesso que as questões discursivas nunca me espantaram considerando a minha formação em Direito e atuação como advogada, já que estou muito acostumada a escrever. Sendo assim, eu nunca treinei a escrita em si, como o uso de conectivos ou regras de coesão e nunca levei um “esqueleto” de redação pronto. No caso de discursivas, se houvesse uma matéria ou tema pré-definido pela banca, eu analisava o estilo de cobrança das questões anteriores e fazia anotações de palavras-chave sobre potenciais temas.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Erika: meu principal erro foi achar que eu conseguiria ser aprovada tendo algumas lacunas em matérias de grande peso. Achei que poderia compensar pelo conhecimento que eu tinha, principalmente, nas matérias jurídicas, mas eu estava enganada. Para alcançar êxito em concurso de excelência, você precisa estar afiado em todas as matérias mais importantes.
Dentre os meus acertos, acredito que cuidar do meu psicológico e não sucumbir diante dos desafios foram os meus maiores acertos nesse período. Em breve, eu me despedirei da vida de concurseira e saio dessa jornada mais forte e consciente de mim, das práticas que funcionam comigo nos estudos e do que não funciona.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir?
Erika: sinceramente, acho que todo o concurseiro tem esse tipo de pensamento autodestrutivo. No fundo, eu sabia que eu não aceitaria desistir, mas obviamente já pensei sobre, porque é inevitável imaginar se você efetivamente vai alcançar o êxito e quanto tempo ainda levará nessa jornada extremamente cansativa e mentalmente desgastante. Acredito que esse esgotamento faça parte da vida de todo concurseiro e duvido bastante que exista algum concurseiro que se manteve otimista a todo o momento na caminhada dos estudos.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Erika: aos colegas que pensem em estudar para concurso público, em primeiro lugar, não existe fórmula mágica e não existe aprovação em meses sem que exista uma base. Entrem nessa missão sabendo que vocês vão tomar alguns meses/anos da sua vida para a formação da sua base. Ser aprovado rapidamente é uma exceção para os cargos de excelência no Brasil. No entanto, demorar não significa não ter um estudo/rotina inteligente. Se organizem e persistam. A diferença do aprovado para o concurseiro, é que o aprovado não desistiu. Não conheço nenhum concursado que se arrependeu de estudar. Certamente, os dias de glória e estabilidade vão compensar todos os dias de exaustão.