Aprovado em 14º lugar para Analista em Geociências - Administração no Concurso CPRM
“[…] A constância foi mais importante do que o isolamento. […] A fila anda e, em algum momento, chega a vez de quem não sai dela!”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Diogo Bezerra, aprovado em 14º lugar no concurso CPRM para o cargo de Analista em Geociências – Administração:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Diogo Bezerra: meu nome é Diogo, nasci em Brasília em 1980. Tenho 45 anos, sou casado e pai de dois filhos maravilhosos. Sou graduado em Administração com Habilitação em Comércio Exterior, com pós-graduações em Formação Socioeconômica do Brasil e em Administração Pública. Além das trajetórias familiar e profissional, sou cristão luterano, musicista e praticante de artes marciais.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Diogo: minha primeira investida foi em 2001, logo após me formar e passar pela minha primeira demissão. Eu buscava a estabilidade do setor público. Na época, foquei no cargo de Analista de Comércio Exterior e não passei por um detalhe. Cometi o erro clássico de iniciante: deixei o desânimo bater e parei de estudar para concursos. Voltei para o setor privado, onde construí uma carreira importante. Fui Trainee e Gestor na Viação Itapemirim, por dois anos e meio, atuando em várias partes do país. Esta vivência na iniciativa privada foi fundamental para a maturidade que tenho hoje no serviço público. Em 2005, decidi retomar os estudos e fui aprovado para Escriturário do Banco do Brasil e Agente Administrativo no Ministério da Integração Nacional. Escolhi o MI e fui convocado em 2007, quase um ano após ter retornado a Brasília. De lá para cá, exerci funções de análise, assessoria, coordenação-geral e direção em diversos órgãos e entidades do Executivo, representando as instituições até em audiências no Parlamento Federal e no Ministério Público.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Diogo: em 2001, eu apenas estudava e não passei. Em todas as tentativas vitoriosas depois disso, eu conciliava com o trabalho. Guardo uma lembrança muito clara da preparação para o Banco do Brasil: eu e minha esposa sentados em espreguiçadeiras na praia durante as férias do trabalho; ela lia um romance e eu devorava uma apostila de concurso. Foi um estudo com o que eu tinha em mãos, mas com foco. Preciso destacar que minha trajetória não foi uma linha reta de 25 anos de estudo. Foram ciclos. Entre 2007 e 2024, bati na trave em vários concursos e “patrocinei” muitas bancas. Eu sentia uma dificuldade imensa de concentração; pensamentos intrusos dominavam minha mente e o fantasma da frustração de 2001 me assombrava, tentando me convencer de que eu não era capaz de passar em cargos de nível superior. Por volta de 2018, os concursos minguaram e veio a pandemia. Busquei ajuda médica para entender essa dificuldade crônica de foco e recebi o diagnóstico de TDAH. O tratamento foi um divisor de águas: me permitiu compreender e lidar com o transtorno e também aceitar que eu não precisava ser perfeito, mas sim constante. Não vou entrar em detalhes sobre o tratamento, pois não quero que ninguém entenda como uma prescrição. Se você tem extrema dificuldade de focar nos estudos e acha que não é algo normal, recomendo procurar profissionais habilitados para uma avaliação adequada como psicólogos e neurologistas. Hoje, foco na persistência e, curiosamente, no erro nos simulados, quanto antes eu erro nos simulados, mais eu aprendo para não errar na prova.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado?
Diogo: fui aprovado fora das vagas em várias ocasiões ao longo dos anos, mas as convocações marcantes foram para o Ministério da Integração e o Banco do Brasil em 2007. Recentemente, tive resultados muito gratificantes:
- Estou aprovado dentro das vagas para o IPHAN;
- Muito bem colocado em outro concurso federal;
- Sigo no cadastro de reserva de outros dois concursos federais.
No momento, sinto que alcancei um bom patamar, mas sigo atento às oportunidades que se alinhem ao meu propósito.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos?
Diogo: aprendi que o sacrifício radical nem sempre traz o resultado esperado. Para os concursos mais recentes, adotei uma estratégia de longo prazo. Mantive a convivência com minha família e amigos, priorizando a saúde espiritual e física. Isso tornou a jornada mais longa, é verdade, mas garantiu que eu não “saísse da fila”. A constância foi mais importante do que o isolamento.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro?
Diogo: sem dúvida. Minha mãe foi minha primeira incentivadora em 2001. Minha esposa tem sido uma parceira fiel e paciente em todas as fases, assumindo frentes em casa para que eu pudesse estudar. Meus filhos hoje entendem o valor desse esforço. Inclusive, celebramos recentemente a vitória do meu filho mais novo, que se preparou por um ano e foi convocado para um colégio militar. Ver a família unida em oração e torcida faz toda a diferença. Uma lição que aprendi: compartilhe seus projetos apenas com esse grupo seleto de pessoas que realmente torcem por você.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Diogo: eu já vinha no embalo do CNU-1 e emendei os estudos para o CNU-2 e para a CPRM. O foco era na área administrativa. A disciplina veio de estudar as matérias comuns e, principalmente, participar das revisões do Estratégia no YouTube. Essas revisões foram a “chave” para identificar lacunas que eu não percebia sozinho.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Diogo: como sou assinante vitalício do Estratégia, tive acesso a todo o ecossistema de materiais. Eu avaliava as prioridades de cada edital e priorizava o conteúdo em que eu estava mais fraco e que era mais relevante para o concurso.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Diogo: conheço o Estratégia desde a época das primeiras apostilas digitais. Eu fazia cursos presenciais, mas via a qualidade do material do Estratégia crescer a cada ano. Quando o Estratégia se consolidou como referência, decidi pela assinatura vitalícia.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos?
Diogo: usei materiais variados, como os da Vestcon nos anos 2000. Eram materiais bons para a época, mas muito “pesados” e pouco especializados. Senti que, para parar de bater na trave, eu precisava de algo mais direcionado e tecnológico.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Diogo: sim, as aprovações de 2007 vieram dessa base de cursinhos presenciais e muito estudo de legislação seca.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação?
Diogo: com certeza. O diferencial foi a praticidade do “Pacotaço”. As Trilhas Estratégicas me davam o norte para começar, e os materiais de revisão eram fundamentais para os momentos pré-prova. Além disso, as lives de revisão de véspera no YouTube são um diferencial competitivo enorme.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Diogo: intercalava matérias diferentes para não cansar e fazia muitas questões. Minha carga horária variava: em tempos de muita disciplina, estudava entre 2 e 3 horas por noite. Em períodos mais complicados, mantinha ao menos 30 minutos a 1 hora para não perder o contato com a matéria. Aos sábados, eu tentava compensar, chegando a fazer de 6 a 8 horas de estudo.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Diogo: foquei massivamente em questões. Elas me mostravam onde eu estava falhando. Usei também os mapas mentais e as revisões de véspera do Estratégia para consolidar o conhecimento.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios?
Diogo: é a parte mais importante. Perdi o medo de errar. Entendi que o erro durante o estudo é um presente, pois é ele que evita o erro na hora da prova. Não sei quantas milhares de questões fiz, mas sei que cada uma delas me ajudou a construir a aprovação.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Diogo: Economia, Contabilidade e Estatística. Superei com persistência, aceitando que o aprendizado nessas áreas é incremental. Não tentei aprender tudo de uma vez; fui vencendo tópico por tópico através de exercícios.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Diogo: mantive a constância de revisões rápidas e foquei totalmente nas lives de revisão de véspera.
Estratégia: No seu concurso teve prova discursiva. Como foi sua preparação? O que você aconselha?
Diogo: mapeei temas prováveis com ajuda dos professores e até ferramentas de IA. Treinei a escrita com um método fixo: identificar o comando da questão, esquematizar os tópicos e só então escrever. Meu conselho é: tenha uma estrutura pronta na mente para não perder tempo com a “folha em branco”.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Diogo:
- Principais Erros: Buscar a perfeição (ela não existe, foque na constância); acreditar que não era capaz por causa da idade ou por causa de fracassos anteriores; e ter medo de errar questões nos treinos.
- Principais Acertos: Buscar aproximação com Deus (me deu equilíbrio); buscar ajuda profissional para entender melhor minhas dificuldades e limitações; a leitura de “O Obstáculo é o Caminho”, de Ryan Holiday; e entender que o erro é a chave para o aprimoramento.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua motivação para seguir?
Diogo: eu desisti várias vezes ao longo desses 25 anos, e cada desistência me afastou um pouco do objetivo, pois tive que recuar alguns passos nos estudos por conta de conteúdos que havia esquecido. Retomar agora, depois dos 40 anos e com mais maturidade, foi diferente. Minha motivação foi o propósito de servir e a percepção de que minha experiência de vida e profissional agregaria muito ao setor público.
Estratégia: O que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos?
Diogo: o serviço público precisa de pessoas comprometidas em transformar a realidade do país. Se o seu coração está alinhado com o propósito de servir, não desista. Escolha uma área, estude com o material que você tem, faça muitas questões e aceite seus erros como parte do crescimento. Confie em Deus, acredite no seu potencial e persista. A fila anda e, em algum momento, chega a vez de quem não sai dela! Você se identificou com esse propósito? Ótimo! O povo brasileiro precisa de pessoas como você, com espírito e atitude de servidor e dispostas a transformar o país apesar dos políticos que vêm e vão.