Aprovado em 1º lugar (PCD) no Concurso ARTESP para o cargo de Analista Administrativo

“[…] O grande diferencial que funcionou para mim foram as questões integradas ao material. Resolver uma quantidade massiva de exercícios foi a chave para a minha aprovação.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Ivanilton Alves, aprovado em 1º lugar (PCD) no Concurso ARTESP para o cargo de Analista Administrativo:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo.
Ivanilton Alves: Meu nome é Ivanilton (mas todos me chamam de Nilton), tenho 50 anos (completando 51 no dia 25 de maio). Sou tecnólogo em Automação Industrial e possuo três pós-graduações: duas na área de TI (Redes e Segurança; Desenvolvimento de Sistemas) e uma em Gestão de Orçamento Público. Nasci no bairro do Belém, na região central da capital paulista. Hoje, atuo como servidor público no cargo de Auxiliar de Apoio Administrativo na Prefeitura de Mogi das Cruzes.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Nilton: Quando terminei o colégio, tentei alguns vestibulares e achei muito marcante a sensação de ver meu nome nas listas de aprovados. Passei em 20º lugar na FATEC-SP em 2001 e cheguei a fazer a segunda fase para Licenciatura em Física no período pré-ENEM. Depois disso, sempre trabalhei na indústria. Tive a oportunidade de construir minha carreira em uma multinacional alemã, onde consegui formar minha família, comprar casa, carro e ter uma remuneração muito boa. No entanto, um dia essa empresa resolveu encerrar suas operações no Brasil. Diante disso, decidi empreender, mas acabei quebrando duas vezes. Após enfrentar o fantasma do desemprego e de subempregos, resolvi estudar para concursos públicos para alcançar estabilidade, não precisar mais procurar emprego e nunca mais depender de favores de ninguém.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Nilton: Em 2017, eu estava desempregado e estudava cerca de 19 horas por dia, mas de forma totalmente desorganizada. Lembro que decorei a Lei Orgânica e o Estatuto dos Servidores de Mogi das Cruzes. Assim que entrei na prefeitura, passei a conciliar o trabalho com os estudos, dedicando religiosamente o horário das 18h às 00h todos os dias, além de estender a carga horária nos finais de semana.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado?
Nilton: Minha trajetória tem uma bagagem de muita persistência:
- 2016 (INSS): Consegui 100 acertos de 120 questões na prova do Cebraspe, mas bati na trave por muito pouco.
- 2017 (TJ-SP): Fiquei a apenas 1 ponto de ir para a fase de digitação.
- 2018 (Prefeitura de Mogi das Cruzes): Consegui o 3º lugar quase gabaritando a prova da Vunesp. Foi minha primeira nomeação, em maio de 2018 (meu cargo atual).
- 2018 (TRT-15): Fiquei em 9º lugar na cota, mas não alcancei a nomeação para o polo de São José dos Campos.
- 2022 (Fiscal de Posturas – Mogi das Cruzes): Aprovado em 30º lugar.
- 2024 (Operador de Redes – Mogi das Cruzes): Aprovado em 1º lugar na cota PPP (aguardando nomeação).
- 2025 (CRO-SP): Aprovado em 4º lugar PCD e 5º lugar PPP (aguardando nomeação).
- 2025 (CRP-SP): Aprovado em 1º lugar PCD e 4º lugar PPP (aguardando nomeação).
- 2025 (UNESP – Instituto de Artes): Aprovado na 29ª colocação.
- 2026 (ARSESP): Aprovado em 5º lugar PCD.
- 2026 (ARTESP): Consegui o 1º LUGAR PCD (e 17º lugar na Ampla Concorrência).
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos?
Nilton: Minha vida social era praticamente zero. Reservava apenas um domingo por mês para o lazer com a família. Todo o resto do meu tempo livre era passado no meu “calabouço” — o apelido carinhoso que minha esposa e minha filha deram para o meu cantinho de estudos. Eu entrava lá às 18h e só saía quando o sono vencia.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro?
Nilton: Quem realmente compreendeu e esteve ao meu lado foi o meu núcleo familiar de casa: minha esposa e minha filha. No cotidiano de quem estuda para concurso sempre surgem pequenos conflitos e desgastes, mas, na maior parte do tempo, elas foram a minha base, me apoiando e me incentivando a realizar esse sonho.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Nilton: Para o concurso da ARTESP, fiz uma preparation pós-edital de 3 meses com muito foco nas matérias básicas, revisões semanais e engenharia reversa por meio de questões. Para a parte específica, foquei muito na leitura da lei seca nos temas de concessões, agências reguladoras, AFO, Administração Geral e Pública. Nas duas últimas semanas antes da prova, encarei uma verdadeira maratona de videoaulas e treinamento de redação. Minha disciplina e vontade foram potencializadas por uma necessidade real de mudança: eu precisava sair do meu ambiente de trabalho atual, onde vinha sofrendo com assédio moral e pressões internas ilegais. Foi um desgaste psicológico gigante, mas que usei como combustível. Felizmente, a justiça foi feita no âmbito jurídico e a busca por um cargo melhor se manteve viva em mim durante todo o processo.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Nilton: Sou assinante do Estratégia Concursos há alguns anos. Utilizava os PDFs como complemento para o estudo da lei seca e assistia assiduamente às videoaulas dos professores. Além disso, comprei dois livros específicos para me aprofundar nas matérias que eu queria me especializar: AFO e Administração Pública. A maior dificuldade sempre é gerenciar o tempo para vencer o edital. O grande diferencial que funcionou para mim foram as questões integradas ao material. À primeira vista, dá medo de não dar conta do tamanho do conteúdo, mas os PDFs realmente nos deixam preparados. Resolver uma quantidade massiva de exercícios foi a chave para a minha aprovação.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Nilton: Conheci o Estratégia através do YouTube. Lembro que as aulas do professor Mohamed Jará me ajudaram muito lá atrás, na minha preparação para o INSS em 2016.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos?
Nilton: Sim, cheguei a comprar materiais de outros cursos de grande porte no início, mas tive muita dificuldade com a qualidade do material escrito. Pareciam resumos rasos de bancas de jornal, sem o aprofundamento necessário para o nível das provas atuais.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material?
Nilton: Não consegui aprovações com esses outros materiais. Minhas aprovações consolidadas vieram com o Estratégia. Embora existam bons professores no mercado, sinto que nenhum outro curso cobre o edital inteiro de ponta a ponta com a mesma profundidade técnica.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação?
Nilton: A qualidade do meu aprendizado mudou completamente e os resultados começaram a aparecer. O material escrito é excelente e autossuficiente. Além disso, os vídeos de “Reta Final” e as revisões de véspera são ferramentas indispensáveis para fechar o ciclo de estudos antes de entrar na sala de prova.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Nilton: Como eu já vinha estudando há algum tempo, já tinha uma base muito sólida nas matérias troncais (Constitucional, Administrativo, Português e RLM). Passei a me inscrever em muitos concursos para que o momento da prova se tornasse algo natural e menos tenso. Eu estudava cerca de 5 horas líquidas nos dias de semana e de 8 a 10 hours aos sábados e domingos. No meu planejamento, eu focava quase todo o tempo nas matérias específicas inéditas e mantinha as básicas apenas com revisões rápidas por questões.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Nilton: Minhas revisões eram totalmente direcionadas pelo meu índice de erros nos exercícios. Se eu errava uma questão, voltava na teoria daquele tópico específico para entender o erro e sedimentar o assunto, impedindo que a falha se repetisse.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios?
Nilton: A resolução de exercícios é tudo. Ao longo da minha trajetória, com certeza fiz muito mais de 2.000 questões focadas no perfil das bancas.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade?
Nilton: Minhas maiores dificuldades eram AFO (Administração Financeira e Orçamentária) e Administração Geral e Pública. Para superar isso, precisei comprar livros doutrinários para entender a lógica de origem desses conceitos e criar uma base sólida que me permitisse acertar as questões de nível superior.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Nilton: A semana de véspera foi focada em revisão rápida, leitura de resumos, baterias de questões e produção de redações. Eu não tenho o hábito de descansar no dia anterior à prova; para mim, o sábado de véspera é o dia ideal para estudar tópicos de última hora. Sempre funcionou comigo, pois a memória de curto prazo me ajuda a pescar detalhes importantes na hora do exame.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame?
Nilton: No começo, eu não dominava as técnicas de redação e fui aprendendo na marra ao longo da jornada. Meus textos não eram brilhantes e minhas notas não eram as maiores, mas o suficiente para me manter competitivo. Tomar consciência disso virou o meu novo desafio: treinar para buscar notas excelentes na discursiva. Para a ARTESP, assisti às aulas estruturais de reta final, anotei os esqueletos de texto dos professores e treinei escrevendo redações dia sim, dia não.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Nilton: Meu principal erro foi negligenciar a matéria de Português no início, achando que por ser nossa língua nativa eu já dominava o assunto. Quebrei a cara e vi que ainda pecava muito em interpretação e reescrita de frases. Meu grande acerto foi o oposto: me desafiar a sentar e aprender justamente as matérias que eu odiava ou achava difíceis. Colhi meus melhores frutos saindo da zona de conforto.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir?
Nilton: Sim, muitas vezes. Principalmente naqueles concursos que eram o meu sonho, nos quais eu saía da sala de aula confiante e, ao conferir o gabarito em casa, percebia que tinha tomado um tombo. O pós-prova de uma reprovação na trave é doloroso e deprimente. Nessas horas a vontade de largar tudo batia forte, mas o desejo de dar uma vida melhor para minha família e a busca pela dignidade profissional falavam mais alto.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Nilton: Construam uma base de ferro nas matérias básicas (que de “básicas” não têm nada). O conteúdo que é comum a quase todos os editais precisa estar completamente sedimentado na sua mente; assim, o seu tempo de pós-edital fica livre e focado apenas nas especificidades do cargo. E o mais importante: deem a maior atenção do mundo justamente para as matérias que vocês acham chatas ou difíceis. São exatamente essas questões complexas que todo mundo erra que vão te colocar dentro das vagas. Não desistam, o “calabouço” vale a pena!