Próclise: Resumo Completo
Olá, candidatos! Hoje vamos falar da próclise, que é a colocação do pronome oblíquo átono antes do verbo. Em termos simples, ocorre quando dizemos “não me diga” em vez de “não diga-me”. Embora pareça um detalhe, esse tema é altamente cobrado em concursos porque envolve regras específicas e armadilhas frequentes.
O erro mais comum do candidato é tentar “decorar” posições do pronome sem entender o mecanismo central: a existência de palavras atrativas, que puxam o pronome para antes do verbo.
Portanto, nesse artigo você vai entender de uma vez por todas as regras da próclise para não errar mais nas questões de provas.

Regras fundamentais da próclise
Bom, antes de tudo, você deve saber a regra principal da próclise: o pronome deve ser inserido antes do verbo quando houver palavras atrativas. Essas palavras exercem força sintática que obriga o pronome a se posicionar antes do verbo. Veja os principais casos:
• Palavras negativas
Palavras como “não”, “nunca”, “jamais” exigem próclise.
Por exemplo: Não me avisaram sobre a prova. Nesse caso, o “não” atrai o pronome “me”.
• Advérbios (sem pausa)
Advérbios, que são palavras invariáveis, também atraem o pronome, desde que não haja vírgula. Por exemplo: Sempre me esforço nos estudos. A palavra “sempre” atrai o pronome.
No entanto, se o advérbio vier com uma vírgula, não haverá atração: Sempre, esforço-me (ênclise possível).
• Pronomes relativos
Palavras como que, quem, qual, onde, cujo. Por exemplo: O candidato que me procurou foi aprovado. Nesse caso, o “que” exige próclise.
• Pronomes indefinidos
São palavras como “alguém”, “ninguém”, “tudo”.
Exemplo: Alguém me avisou do perigo. / Quem te chamou aqui?
A palavra “alguém” atrai o pronome.
• Conjunções subordinativas
Por fim, temos as conjunções subordinativas, que são palavras que iniciam orações dependentes, como embora, se, caso, quando, conforme, porque. Ex.: Quando me chamaram, já estava pronto. A conjunção cria dependência sintática e atrai o pronome.
Casos Especiais e Orações Optativas
Agora que já sabemos as principais regras das palavras atrativas, vale lembrar que existem estruturas sintáticas específicas que exigem a próclise por uma questão de estilo ou tradição gramatical.
Esses casos, algumas vezes, passam despercebidos pelos candidatos, mas aparecem em questões de alto nível.
Primeiramente, temos as orações optativas, que são aquelas que exprimem um desejo. Nelas, o pronome deve vir anteposto ao verbo, mesmo que não haja uma palavra atrativa óbvia no início. Veja a seguir exemplos clássicos que são usados a todo momento por nós:
- Exemplo: Deus te abençoe! / Bons ventos o levem!
Outro caso recorrente é a estrutura “Em + Gerúndio”. Sempre que você encontrar a preposição “em” seguida de um verbo terminado em -ndo, a próclise é obrigatória.
- Exemplo: Em se tratando de política, prefiro não opinar.
Por fim, vale mencionar a próclise facultativa. Se o sujeito estiver explícito e não for uma palavra atrativa (como um substantivo ou um pronome pessoal do caso reto), você pode escolher entre a próclise ou a ênclise.
Só para ilustrar, analise essa frase: “O aluno se preparou”. (Ou: “O aluno preparou-se“). Em concursos, saber que ambas as formas estão corretas é crucial para questões que pedem a substituição de uma frase por outra sem prejuízo à correção gramatical.
Proibições da próclise
Para finalizar, vamos ao que faz a diferença entre o candidato comum e o aprovado. Há proibições para o uso da próclise que as bancas amam cobrar, pois pega o candidato desavisado. Veja abaixo esses casos:
A Proibição Absoluta: Nunca, sob hipótese alguma, inicie uma frase (ou após uma pausa de pontuação) com um pronome oblíquo átono. Começar com “Me empresta” ou “Te amo” é erro crasso em concursos. A frase correta seria “Empreste-me” ou “Amo-te”. Claro que no dia a dia as pessoas costumam falar assim, mas na hora da prova não esqueça que isso é um erro.
O bloqueio da vírgula: Se houver uma vírgula entre a palavra atrativa e o verbo, a força de atração é quebrada: Ontem, apresentaram-me os documentos. (A vírgula impede a próclise).
Futuro não aceita ênclise: Se o verbo estiver no futuro do presente ou futuro do pretérito, e não houver palavra atrativa, usa-se a mesóclise (dir-te-ei), e nunca a ênclise (direi-te). Porém, se houver uma palavra atrativa, a próclise vence a mesóclise.
- Exemplo: Não te direi a verdade. (A palavra “não” ganha do futuro).
Para fixar o conteúdo, resolva a questão a seguir:
Ano: 2025 Banca: ADM&TEC Órgão: Prefeitura de João Alfredo – PE Prova: ADM&TEC – 2025 – Prefeitura de João Alfredo – PE – Auxiliar de Serviços Gerais – Aplicação em 06/04/2025
Assinale a alternativa que apresenta colocação pronominal CORRETA:
Alternativas
A – Nunca senti-me tão apático.
B – Se você precisar, me chame.
C – Sempre te amarei, filha!
D – Se fará o que for necessário.
Gabarito C – A palavra “sempre” é um advérbio que atrai o pronome, portanto o uso da próclise está correto.
Considerações finais
Pois bem, chegamos ao final do nosso artigo. A próclise é um tema recorrente porque combina teoria simples com aplicação traiçoeira. Quem apenas decora regras tende a errar; quem entende o papel das palavras atrativas acerta com segurança.
Na revisão, foque menos em listas extensas e mais em reconhecer estruturas. Ao bater o olho na frase, você deve se perguntar: há elemento que puxa o pronome? Se a resposta for sim, a próclise pode ser a resposta. No entanto, lembre-se das proibições também.
Assim, espero que o artigo seja útil para a sua preparação. Desejo bons estudos e boa sorte em sua jornada!
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