Dígrafo: Resumo completo
Olá, alunos do Estratégia! Tudo bem? Neste artigo, vamos falar sobre Dígrafo. Em primeiro lugar, para entender o assunto, você precisa ter uma noção de fonologia, isto é, a função dos sons na formação e distinção das palavras.
Saber sobre encontros vocálicos ou consonantais fazem parte do entendimento da estrutura da palavra e ajuda na separação de sílabas e, consequentemente, na classificação da sílaba tônica.
Fonema e Dígrafo
Fonema é uma unidade sonora que serve para formar palavras e distinguir uma palavra da outra. Só para exemplificar, observe o exemplo a seguir:
G-A-T-O -> são 4 letras e 4 fonemas e cada letra tem o seu próprio som.
A letra é a representação gráfica de um som, ou seja, é o símbolo visual do fonema. No entanto, um fonema nem sempre corresponde exatamente a uma letra, uma vez que existem dígrafos e letras que não têm som próprio, como o “h” em “chocolate”. Nesse caso, há mais letra do que sons, pois o fonema é /x/ e há duas letras.
Por conseguinte, essa diferença entre o número de fonemas e letras é resultado da existência de dígrafos, isto é, encontro de duas letras, vogais ou consoantes, com som de uma só.
Em outras palavras, o dígrafo ocorre quando duas letras são utilizadas para representar um único fonema (um único som). O termo vem do grego (di = dois; grafo = escrever).
Por isso, as bancas examinadoras, como FGV e Cebraspe, adoram explorar a diferença entre a representação gráfica (letras) e a realidade sonora (fonemas).

Tipos de Dígrafos
Agora vamos falar em classificação, há dois grandes grupos para os dígrafos: dígrafos consonantais e dígrafos vocálicos. Assim, essa classificação depende do tipo de som representado pelas letras que formam o dígrafo.
Os dígrafos consonantais são aqueles em que duas letras representam um único som consonantal. Entre os exemplos mais conhecidos estão os grupos ch, lh, nh, rr e ss. Eles ainda podem ser classificados da seguinte forma:
- Inseparáveis (permanecem na mesma sílaba):
- ch (chuva), lh (filho), nh (ninho), qu (quando o ‘u’ não soa, ex: queijo), gu (quando o ‘u’ não soa, ex: guerra).
- Separáveis (ficam em sílabas diferentes):
- rr (carro), ss (passo), sc (nascer), sç (desça), xc (exceção), xs (exsudar).
Por outro lado, existem os dígrafos vocálicos, que estão relacionados à nasalização das vogais. Eles ocorrem quando uma vogal é seguida pelas letras m ou n, formando um único som nasal. Palavras como “campo”, “tempo”, “banco”, “santo” e “canto” apresentam esse tipo de dígrafo.
Nesses casos, as letras m ou n não representam um som independente; elas apenas indicam que a vogal anterior deve ser pronunciada de forma nasal.
Atenção: Nesses casos, o “m” e o “n” não são consoantes. Eles funcionam apenas como um sinal gráfico de nasalidade (como se fossem um til). Portanto, na palavra CAMPO, temos 5 letras, mas apenas 4 fonemas, pois “am” conta como um único som vocálico nasal.
Dígrafos vs. Encontros Consonantais
Uma das dúvidas mais comuns entre candidatos é a diferença entre dígrafo e encontro consonantal. Embora ambos envolvam a presença de duas consoantes próximas na palavra, esses fenômenos não são equivalentes.
No dígrafo, duas letras representam apenas um som. Isso significa que, na pronúncia, elas funcionam como uma única unidade sonora. É o que ocorre em palavras como “chave”, “filho”, “ninho” e “carro”, nas quais os grupos ch, lh, nh e rr produzem apenas um fonema.
Já no encontro consonantal, cada consoante mantém sua pronúncia própria. Em outras palavras, os dois sons são percebidos separadamente na fala. Exemplos desse fenômeno são as palavras “prato”, “bloco”, “claro” e “fruta”. Nessas palavras, os grupos pr, bl, cl e fr correspondem a dois sons distintos.
Com o intuito de identificar a diferença entre esses dois fenômenos é necessário observar a pronúncia da palavra. Se as duas letras representam apenas um som, trata-se de dígrafo. Se cada letra possui um som próprio, estamos diante de um encontro consonantal.
A diferença é simples, veja abaixo:
- Dígrafo: Duas letras = 1 som. (Ex: Passo -> o “ss” é um som só).
- Encontro Consonantal: Duas letras = 2 sons. (Ex: Prato -> você ouve claramente o “p” e o “r”).
Além disso, veja o caso particular do QU e GU: Eles só serão dígrafos se o “u” não for pronunciado (ex: Quente, Guerrilha). Se o “u” for pronunciado, como em Quase ou Aguitar, temos um encontro vocálico (ditongo), e não um dígrafo.
Por fim, cuidado com o SC. Ele só é dígrafo quando representa o som de “s” (ex: Crescer, Fascículo). Assim, em palavras como Escola ou Escrita, o “s” e o “c” são pronunciados distintamente, caracterizando um encontro consonantal.
Considerações finais
Em síntese, as bancas examinadoras costumam cobrar esse tema de maneiras variadas, como na identificação de dígrafos em palavras, na contagem de fonemas ou na classificação de fenômenos fonéticos.
Portanto, o estudo dos dígrafos é primordial para compreender melhor a relação entre escrita e pronúncia na língua portuguesa.
Espero que o artigo seja útil para a sua preparação. Desejo bons estudos e boa sorte em sua jornada!
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