
“[…] Se você continuar quando a maioria para, a aprovação deixa de ser uma possibilidade e passa a ser consequência.”
Confira a nossa entrevista com Emanuelle Queiroz, aprovada em 1° lugar (PCD) no CNU para o cargo de Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários (Bloco 9 – ANTAQ):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-la. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Emanuelle Queiroz: Sou estudante de Direito, tenho 19 anos e sou natural de Macapá, no Amapá.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Emanuelle: Eu trabalhava como estagiária no Ministério Público Federal e convivia diariamente com pessoas extremamente inteligentes e experientes em concursos. Eles me incentivavam todos os dias a estudar.
No começo, eu achava que ainda não era “a minha hora”, mas chegou um momento em que eu entendi que, se eu não começasse, ela nunca chegaria.
Eu queria mudar o rumo da minha vida e queria fazer isso por mim e também pela minha família.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Emanuelle: Sim. Eu estudava em todas as horas livres que tinha: nos intervalos da faculdade, nos momentos de pausa no trabalho, à noite, aos fins de semana. Foi uma fase de muita renúncia.
Quando a prova se aproximou, eu percebi que eu precisava dar um passo mais ousado. Pedi desligamento do estágio para focar 100% na preparação. Foi assustador, mas eu sabia que precisava apostar em mim.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovada? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Emanuelle: Esse foi o primeiro concurso que eu realmente abracei como projeto de vida.
Fui aprovada em 1º lugar no CNU para o cargo de Técnico em Regulação da ANTAQ, com lotação em Belém/PA. E isso foi a prova de que, quando você decide fazer algo com seriedade, a sua realidade pode mudar muito mais rápido do que você imagina.
E eu não pretendo parar. O meu grande sonho é me tornar Delegada de Polícia Civil.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Emanuelle: Foi reduzida ao mínimo.
Eu saía uma vez por semana para comer na minha hamburgueria favorita e abdiquei da maior parte das convenções sociais. Era a minha fase de matança e eu não podia perder tempo algum.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseira? De que forma?
Emanuelle: Foram a minha base. A minha família e o meu namorado foram essenciais. Eles entenderam as minhas ausências, as minhas crises de ansiedade, o meu cansaço. Eles me incentivavam, me lembravam de descansar e, principalmente, acreditavam em mim quando eu mesma duvidava. Essa aprovação também é deles.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Emanuelle: Foram três meses intensos para a primeira fase e dois meses para a segunda. O que me manteve firme, foi o propósito. Eu queria ajudar a minha família. Eu queria dar orgulho à minha mãe. Eu queria poder contribuir com os estudos dela.
Eu sabia que cada hora estudada, era um passo mais perto de mudar não só a minha vida, mas a nossa história.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Emanuelle: Estudei principalmente por PDFs e utilizei videoaulas como complemento. As videoaulas de Português e Matemática foram fundamentais para superar as minhas maiores dificuldades. Os PDFs de Regulação e Direito me deram profundidade e segurança.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Emanuelle: Por meio dos concurseiros de elite do MPF.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Emanuelle: Totalmente. Antes, eu estudava de forma dispersa. Depois, passei a ter método, organização e foco. O filtro de questões foi uma das ferramentas mais importantes para mim. Eu estudava a teoria já direcionada ao que a banca cobrava.
As Trilhas Estratégicas me deram disciplina quando eu estava cansada e clareza quando eu estava perdida.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Emanuelle: Organizei os meus estudos por ciclos. Eu estudava entre 4 e 6 disciplinas, simultaneamente.
Nos dois primeiros meses, eu priorizei as matérias com maior peso na prova objetiva. Depois, incluí as demais.
Estudava, em média, de 4 a 6 horas líquidas por dia, chegando a 7 horas em alguns momentos. No entanto, eu sempre priorizei constância em vez de intensidade ocasional. A minha meta mínima diária era de 4 horas líquidas.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Emanuelle: As minhas revisões se baseavam em três pilares:
Revisão ativa dos PDFs com marcações estratégicas; Caderno de erros; Resolução massiva de questões; simulados semanalmente para treinar tempo, resistência e controle emocional, além de utilizar flashcards para pontos mais específicos.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Emanuelle: Foi decisiva. Eu aprendi que concurso se passa resolvendo questões. A teoria constrói a base, mas é a prática que revela como a banca pensa. Eu resolvi cerca de 5.000 questões ao longo da preparação. Isso me ajudou a identificar falhas, entender padrões e ganhar velocidade e segurança.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Emanuelle: Eu sempre tive dificuldade em Raciocínio Lógico e Matemática. Superei assistindo repetidamente às aulas do professor Brunno Lima e, principalmente, fazendo muitas questões até me sentir mais segura.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Emanuelle: Na semana anterior, eu não estudei nada novo. Eu foquei em revisões rápidas, leitura do caderno de erros e resolução pontual de questões para manter o ritmo. No dia anterior, eu fiz apenas uma revisão leve e priorizei descanso e equilíbrio emocional.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Emanuelle: A minha preparação foi baseada em treino intenso. Escrevi mais de 40 redações ao longo da preparação e reescrevia após cada correção. Treinei estrutura, fundamentação e controle de tempo. O meu conselho é: Não subestime a discursiva. Ela aprova e reprova candidatos muito bem preparados na objetiva, atribuo a minha colocação em primeiro totalmente à discursiva.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Emanuelle: Erros:
- No início, tentar estudar de forma muito extensa, perdia muito tempo com detalhes que não eram cobrados;
- Também negligenciava as revisões, o que me atrasou muito no início.
Acertos:
- Constância diária;
- Resolver muitas questões;
- Manter a disciplina mesmo sem motivação;
- Não comparar a minha trajetória com a de outras pessoas.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Emanuelle: Sim, em alguns momentos o cansaço e a ansiedade bateram, mas eu tinha um objetivo muito claro. Eu sabia que aquele esforço era temporário, mas o resultado seria permanente. A minha motivação sempre foi a minha família, a estabilidade, a realização pessoal e a prova para mim mesma de que eu era capaz mesmo com as minhas limitações.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Emanuelle: Se eu pudesse deixar uma mensagem seria:
Não espere as circunstâncias perfeitas e nem a motivação para começar. Comece, e a motivação vem depois. Concurso não é sobre inteligência ou genialidade. É sobre constância, disciplina, estratégia e determinação. Faça o básico bem-feito todos os dias. Resolva questões. Revise. Leia muito. Confie no processo, é lento e exaustivo, mas vale à pena. Se você continuar quando a maioria para, a aprovação deixa de ser uma possibilidade e passa a ser consequência.