Aprovado em 1° lugar no concurso MPMG para o cargo de Oficial do Ministério Público
Concursos Públicos
“A quem está começando agora, eu diria que o caminho é longo, silencioso e, muitas vezes, solitário, mas absolutamente possível […]”
Confira a nossa entrevista com Gabriel Francisco de Andrade Domingos da Silva, aprovado em 1° lugar no concurso MPMG para o cargo de Oficial do Ministério Público:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua idade, formação e cidade natal?
Gabriel Francisco de Andrade Domingos da Silva: Sou Gabriel Andrade, tenho 37 anos, sou mineiro de Andrelândia e formado em Direito.
Estratégia: Conte o início da sua trajetória. O que o levou a iniciar os estudos para concursos?
Gabriel: O meu pai é servidor público estadual e, desde sempre, eu frequentei o seu local de trabalho, percebendo o quão harmonioso era aquele ambiente. Nas inúmeras experiências que tive na iniciativa privada, nenhuma delas reproduziu tal realidade que transbordava qualidade de vida. Somado a isso, algumas frustrações profissionais me levaram, em 2010, ao primeiro concurso público como motorista na Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais. Posteriormente, em 2017, já cursando Direito, deixei o cargo que ocupava para me dedicar à conclusão da graduação e, novamente, aos estudos para concursos, mas agora de forma planejada e contundente.
Estratégia: Como você conheceu o Estratégia Concursos e por que tomou a decisão de se tornar nosso aluno?
Gabriel: Durante a graduação, eu busquei no YouTube videoaulas sobre temas que não ficaram claros em sala de aula. Foi nesse momento que conheci o Estratégia Concursos e pude perceber a qualidade didática dos materiais e dos professores. Essa percepção também era compartilhada pelos meus colegas de classe. Assim, quando decidi retomar os estudos de forma direcionada para concursos, escolher o Estratégia foi algo natural. Além de oferecer conteúdo de excelência, eu já estava habituado ao material e confiava plenamente na metodologia e nos professores.
Estratégia: Como era sua rotina e plano de estudos?
Gabriel: Como passei um longo período estudando, a minha rotina e o meu plano de estudos foram evoluindo progressivamente. Inicialmente, quando ainda conciliava faculdade, trabalho e estudos para concurso, eu dedicava cerca de duas horas líquidas de estudo diário, o que não se mostrou eficiente para o meu aprendizado.
Dessa forma, após um longo planejamento financeiro, pude me dedicar integralmente aos estudos por pouco mais de 18 meses, com uma carga horária entre 8 e 12 horas líquidas diárias. O meu plano de estudos conciliava matérias comuns aos editais que eu almejava, bem como as específicas de cada concurso.
Assim, estudando nos três períodos do dia, sete dias por semana, com raros momentos de descanso, eu consegui percorrer inúmeras vezes todo o conteúdo programático dos três últimos concursos que realizei (TJMG, MPMG e TJSP). De forma muito controlada e planejada, eu mantinha um cronograma cíclico e ajustável, contemplando de 6 a 10 matérias por dia, inclusive redação.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Gabriel: Sim. Durante todo o período de estudos, eu exerci a advocacia privada, mas apenas para subsistência, uma vez que a minha prioridade profissional já era outra. Dessa forma, nas variações de carga horária de estudo e em ocasiões excepcionais, realizava alguns atendimentos e acompanhamentos, desde que não interferissem substancialmente na rotina de estudos.
Estratégia: Quais ferramentas do Estratégia você mais utilizou em sua preparação e quais eram os diferenciais de cada uma?
Gabriel: Iniciei com as videoaulas ainda na graduação, pois sempre que surgia alguma dificuldade ou lacuna educacional, buscava apoio no conteúdo gratuito do Estratégia. As aulas em vídeo sempre me acompanharam na trajetória de estudos, sobretudo como ferramenta para refinar conhecimentos que não consegui absorver totalmente por meio dos PDFs ou das questões.
Sem dúvida, porém, os PDFs, os cadernos de questões e o sistema de questões foram as ferramentas mais utilizadas. O PDF simplificado, aliado às marcações dos aprovados, diferencia-se por ser enxuto sem perder qualidade, indo direto aos pontos mais relevantes, com linguagem extremamente didática. Isso é fundamental para quem faz controle rigoroso do tempo de estudo, pois evita perda de tempo com conteúdos desnecessários e, em regra, dispensa a complementação com outras fontes.
Quanto aos cadernos de questões, são excelentes para verificação do aprendizado, pois apresentam questões alinhadas não apenas ao tema estudado, mas também ao perfil da banca examinadora, inclusive com questões inéditas elaboradas pela equipe do Estratégia. Já o Sistema de Questões é imprescindível quando se busca variedade e aprofundamento em determinado tema, permitindo, por meio dos filtros, a criação de novos cadernos para consolidação do conhecimento e aumento progressivo dos índices de acerto.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Gabriel: Seguindo as orientações dos professores do Estratégia, eu estudei com bastante antecedência. Além disso, ao longo da preparação, que também é um processo de autoconhecimento, tornaram-se evidentes as minhas peculiaridades de aprendizado, que demandaram tempo e empenho consideráveis para serem superadas. Assim, estudei por, no mínimo, 18 meses, com muito foco, para esses três concursos.
A disciplina foi mantida de forma quase inabalável, com muita oração e com a certeza de que eu já havia renunciado a muitos momentos preciosos ao lado de pessoas importantes. Retroceder não seria justo comigo nem com elas. Desistir, portanto, não era uma opção, embora a vontade de parar tenha batido à porta em raras ocasiões.
Estratégia: Quais disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superá-las?
Gabriel: Sem dúvida, Matemática, Informática e Português. A superação veio com muito estudo e revisões diárias, semanais e quinzenais de todo o conteúdo estudado. Basicamente, dentro do meu cronograma de revisões, separava 45 minutos por dia, 15 minutos por matéria para revisar através de flashcards elaborados de próprio punho. As revisões semanais eram realizadas em períodos de 50 minutos e, havendo necessidade, ajustava o meu cronograma inserindo nova revisão com mesmo prazo na mesma semana. Essa revisão mais alongada tinha como base as anotações decorrentes de aulas e videoaulas.
Estratégia: Qual sua estratégia de reta final?
Gabriel: Na reta final, eu mantive o ritmo e horas líquidas de estudos, direcionando o foco para a resolução de questões e a leitura de resumos e grifos produzidos ao longo da preparação, bem como a releitura dos Mapas Mentais, Bizus Estratégicos e Passo Estratégico, que já utilizava durante o período regular de estudos. Desse modo, eu conseguia passar, com muita eficiência, por todos os pontos relevantes do edital em um prazo curto de tempo. Obviamente, eu acompanhava no canal do Estratégia no Youtube a Hora da Verdade, das matérias mais cobradas e que ainda tinha insegurança, assim como a Revisão de Véspera.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, houve prova discursiva. Como foi sua rotina de estudos para essa fase?
Gabriel: Nos concursos de Analista do TJMG e Oficial do MPMG foram cobradas redações. No primeiro, tratava-se de algo semelhante a um estudo de caso; no segundo, um tema amplo, dissertativo-argumentativo. Em ambos os casos, eu utilizei como base os temas sugeridos pelos professores do Estratégia dentro dos pacotes completos de cada concurso, o que me permitiu alcançar boas notas nas duas redações. Inclusive, o tema de redação do cargo de Analista do TJMG foi Improbidade Administrativa (lei 8.429/92) e, minutos antes da prova, eu revisei o tema com base no material do Estratégia que havia levado para o local de prova.
Estratégia: Como sua família e amigos apoiaram sua caminhada?
Gabriel: Não tenho filhos e a minha família foi essencial nessa trajetória, assim como a minha noiva. O meu pai foi servidor público e, junto com a minha mãe, sempre apoiou a mim e aos meus irmãos que também são servidores. Cada um contribuiu como pôde: fazendo silêncio, ajudando financeiramente nos deslocamentos para as provas ou trazendo um copo de suco, água ou algo para comer quando esquecemos que existe vida além da mesa de estudos.
A minha noiva sempre foi o meu porto seguro e quem mais compreendeu a necessidade de uma rotina disciplinada e constante, que nos impôs um grande distanciamento. Durante esse longo período, muitos dos momentos que tínhamos juntos também eram dedicados ao estudo, até porque ela também é servidora pública e acumulou algumas aprovações com muito estudo e dedicação, sendo ela a minha maior inspiração nessa caminhada. Os meus amigos próximos também foram importantes, pois, nos raros encontros, traziam uma leveza muito necessária naquele período, me ajudando a ser 1% melhor a cada dia.
Estratégia: Qual a sensação de ter sido convidado para o Baile dos Primeiros do Estratégia Concursos?
Gabriel: Ser convidado para o Baile dos Primeiros do Estratégia Concursos é, sobretudo, a materialização simbólica da vitória após um caminho longo, silencioso e muitas vezes solitário. O convite funciona quase como uma confirmação externa daquilo que, por muito tempo, existiu apenas como fé interna: Valeu a pena continuar! É uma recompensa pessoal e emocional no fechamento de um ciclo. Percebo que o baile celebra não apenas o resultado, mas a história por trás dele.
Estratégia: Durante sua preparação, ouviu falar sobre o Baile dos Primeiros? Imaginou que um dia estaria nessa confraternização?
Gabriel: Sim, diversas vezes, entre os intervalos das aulas no YouTube. Inclusive, tenho um colega do TJSP, aprovado na DPE Campinas, que participou do Baile e falou coisas incríveis sobre o evento, aumentando ainda mais a expectativa para o evento. Confesso que, talvez entre um delírio ou outro, naqueles raros momentos em que gabaritou uma bateria de questões, cheguei a imaginar brevemente esse momento.
Estratégia: Quais foram seus principais erros e acertos nessa trajetória?
Gabriel: Sem dúvida, o meu maior erro foi não estabelecer, desde cedo, um cronograma de estudos adequado às minhas necessidades de aprendizagem, intimamente ligado ao meu modo de aprender, bem como não ter cuidado, com igual atenção e compromisso, da minha saúde física e mental durante o período de estudos. O meu maior acerto, sem dúvidas, foi ter feito tudo aquilo que eu não queria, mas precisava fazer. Deixar de lado as minhas vontades, fazer o que era necessário e suportar as consequências desse processo, acompanhado das pessoas que me amam e que, naquele momento, podiam estar próximas, foram meus maiores acertos e eu os repetiria de olhos fechados
Estratégia: Chegou a pensar em desistir? O que diria para a sua versão de cinco anos atrás?
Gabriel: Em raríssimos momentos, eu pensei em desistir. Não foi fácil, mas desistir nunca foi uma opção. Olhando para trás, eu diria que valeu a pena cada segundo de estudo.
Estratégia: Por fim, deixe sua mensagem para aqueles que estão começando e almejam chegar onde você chegou.
Gabriel: A quem está começando agora, eu diria que o caminho é longo, silencioso e, muitas vezes, solitário, mas absolutamente possível. Não romantize a preparação: ela exige renúncias, disciplina e autoconhecimento. Descubra como você aprende, respeite os seus limites, cuide da sua saúde física e mental e tenha um plano de estudos realista e ajustável. Haverá dias difíceis, em que a vontade de parar vai surgir, mas lembre-se sempre do motivo que o fez começar e das pessoas que acreditam em você. Confie no processo, confie no material que você escolheu e, principalmente, confie em si mesmo. A aprovação não é um evento isolado, é a consequência inevitável de quem insiste, mesmo quando ninguém está vendo.