Aprovada em 1° lugar (PCD) no concurso TRF1 para o cargo de Analista Judiciário - Área Administrativa
Tribunais
“A melhor coisa que você pode fazer por si mesmo é respeitar o seu próprio caminho. Não importa se ele é mais longo, mais pausado ou mais cheio de curvas do que o dos outros […]”
Confira nossa entrevista com Marcela Barbosa Cardoso, aprovada em 1° lugar (PCD) no concurso TRF1 para o cargo de Analista Judiciário – Área Administrativa:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-la. Qual a sua idade, formação e cidade natal?
Marcela Barbosa Cardoso: Tenho 33 anos, sou formada em Administração pela UFAM e nasci em Tabatinga, no interior do Amazonas, na tríplice fronteira com Colômbia e Peru. Minha trajetória sempre foi marcada pelo estudo e pelo trabalho no serviço público, além de fases significativas de autodescoberta e superação pessoal. Ao longo dos anos, aprendi a compreender meu funcionamento, minhas particularidades e o impacto disso em minha rotina de estudos.
Atualmente, resido em minha cidade natal e exerço o cargo efetivo de Administradora no IFAM – Campus Tabatinga desde 2015, uma conquista que representa muito mais do que uma posição profissional.
Estratégia: Como você conheceu o Estratégia Concursos e porque tomou a decisão de se tornar nosso aluno?
Marcela: Conheci o Estratégia em 2018, quando comecei a procurar materiais que fossem realmente completos e diretos ao ponto. Mesmo nos períodos em que meus estudos tiveram pausas, o Estratégia permaneceu como uma referência para mim, tanto pela qualidade dos PDFs quanto pela didática dos professores.
Quando decidi retomar os concursos em 2024, de maneira mais madura e estratégica, ficou claro que eu precisava de um material que transmitisse segurança e me ajudasse a manter constância. O Estratégia sempre representou exatamente isso: uma base sólida, confiável e alinhada ao que eu buscava.
Estratégia: Como era sua rotina e plano de estudos?
Marcela: Minha rotina variava conforme o edital e a intensidade do trabalho, mas, de modo geral, eu estudava entre 3 e 4 horas líquidas por dia durante a semana, sempre reservando um dia inteiro para descanso. Eu organizava meus estudos por ciclos, alternando disciplinas que exigiam mais leitura com outras focadas em resolução de questões. Percebi que só conseguia manter constância quando o estudo acompanhava meu próprio ritmo, por isso priorizava blocos curtos, revisões frequentes e continuidade, mesmo nos dias menos produtivos. Esse método se tornou cada vez mais eficiente à medida que fui compreendendo melhor meu funcionamento cognitivo.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Marcela: Sim, sempre trabalhei enquanto estudava. Minha maior dificuldade era o cansaço mental, porque meu trabalho exige muito foco. A conciliação aconteceu quando parei de tentar encaixar grandes blocos de estudo e passei a respeitar meu ritmo. Eu estudava mais cedo, antes do expediente, ou no fim da tarde, quando conseguia manter o foco.
Aprendi que conciliar não é sobre “ter tempo”, mas sobre entender como o seu corpo e sua mente funcionam para aproveitar os intervalos certos.
Estratégia: Quais ferramentas do Estratégia você mais utilizou em sua preparação e quais eram os diferenciais de cada?
Marcela: O que mais utilizei foram os PDFs completos — eram meu ponto de segurança, trazendo a teoria de forma aprofundada e bem organizada. E as questões comentadas foram fundamentais para consolidar a segurança e entender o padrão da banca.
Mas as videoaulas tiveram um papel essencial. A didática dos professores fazia toda a diferença quando eu chegava em um conteúdo novo ou quando algo não “destravou” na minha cabeça. Muitas vezes, aquilo que eu não absorvia só lendo, eu entendia rapidinho ouvindo a explicação.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Marcela: Para o TRF1, eu estudei de forma direcionada por alguns meses, mas essa preparação veio em cima de uma base que comecei a reconstruir no começo de 2024, quando retomei os concursos entendendo melhor o meu próprio ritmo. A disciplina começou a aparecer quando parei de me cobrar perfeição e percebi que constância é só seguir em frente, mesmo que em dias mais curtos. Eu entendi que não precisava estudar horas e horas para ter resultado; precisava estudar o que fosse possível dentro da minha realidade. Quando aceitei isso, o processo ficou mais leve e, justamente por isso, mais consistente — sem deixar de ser trabalhoso, claro, mas muito mais sustentável para mim.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Marcela: Raciocínio Lógico e Matemático sempre foi a matéria que mais me desafiou. Eu percebia que precisava estar com a mente descansada para conseguir acompanhar o raciocínio das questões, porque é um conteúdo que exige um tipo de atenção bem específica.
Para lidar melhor com isso, ajustei minha forma de estudar. Comecei a deixar RLM para os horários em que eu estava mais alerta e passei a focar na compreensão do raciocínio por trás de cada questão, em vez de tentar memorizar procedimentos. Resolver questões e analisar os comentários também ajudou bastante, porque eu conseguia entender onde estava errando.
Com esses ajustes e mantendo a constância, meu desempenho foi melhorando aos poucos.
Estratégia: Qual sua estratégia de reta final?
Marcela: Na reta final eu mantive o foco bem simples: resolvia questões, fazia revisões curtas e corria simulados. Os PDFs eu deixava de lado, usando‑os apenas para esclarecer dúvidas pontuais que surgissem.
Os simulados da banca foram essenciais, porque me ajudaram a ajustar o tempo e a entender o estilo das questões na prática.
Essa combinação deixou o estudo mais objetivo e eficiente nos últimos dias.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi a sua rotina de estudos para esta importante fase do certame?
Marcela: A prova discursiva sempre foi uma etapa que me deixava um pouco insegura, por isso optei por começar a praticar com antecedência. Dediquei-me a estudar estrutura, organizar modelos mentais e compreender os temas com maior probabilidade de cobrança. A profundidade do material do Estratégia foi essencial nesse processo, pois permitiu que eu construísse um arcabouço sólido sobre os principais assuntos. Isso facilitou não apenas a elaboração dos textos, como também fez com que minhas notas na discursiva impulsionassem de forma decisiva o meu resultado final.
Estratégia: De que forma sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada?
Marcela: Sou noiva e sempre encontrei na minha família um ponto de apoio muito importante. Ter esse respaldo fez diferença, porque a preparação para concursos envolve fases difíceis e algumas renúncias.
Meu noivo sempre acreditou no meu potencial, mesmo nos momentos em que eu mesma duvidava, e esteve ao meu lado nos períodos de cansaço, silêncio e recomeços. Esse suporte constante tornou a caminhada mais leve e possível.
Estratégia: Qual a sensação de ter sido convidado para o Baile dos Primeiros do Estratégia Concursos?
Marcela: Receber o convite para o Baile dos Primeiros foi uma sensação muito especial. Quando vi a mensagem, lembrei imediatamente de toda a caminhada — as tentativas, as pausas, as dúvidas, os recomeços e cada pequena conquista ao longo do processo. Estar em um evento que celebra justamente essa trajetória de persistência e transformação foi profundamente emocionante.
Senti como se minha história tivesse sido reconhecida, como se alguém dissesse: “Tudo o que você fez valeu a pena”. Foi uma honra que eu realmente não imaginava viver tão cedo.
Estratégia: Durante sua preparação, ouviu falar sobre o Baile dos Primeiros? Imaginou que um dia estaria nesta confraternização?
Marcela: Sim, meu noivo me apresentou o Baile dos Primeiros quando soube que um amigo dele havia sido convidado. Ele sempre dizia que um dia eu também estaria lá. Mesmo assim, eu via aquilo como algo distante da minha realidade. Quando percebi que o convite realmente chegaria para mim, foi como minha trajetória ganhar um significado ainda mais especial — a confirmação de que todo o esforço valeu a pena.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Marcela: Meu maior erro foi tentar seguir um ritmo que não era o meu, durante muitos anos. Eu insistia em métodos que funcionavam para outras pessoas, mas que não se ajustavam à minha forma de aprender.
O acerto veio quando decidi me conhecer melhor, aceitar diagnósticos que explicavam minhas dificuldades e adaptar o estudo ao meu funcionamento real. Outro acerto importante foi manter a constância, mesmo que em alguns dias ela fosse menor do que eu gostaria. E, por fim, escolher materiais que realmente entregavam o que eu precisava, como os do Estratégia, fez diferença ao longo da preparação.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? O que você diria para a sua versão de 5 anos atrás?
Marcela: Sim, pensei em desistir várias vezes, especialmente nos períodos em que eu não conseguia manter uma rotina porque minha mente e meu corpo já estavam sinalizando esgotamento.
Hoje, olhando para trás, eu diria à Marcela de cinco anos atrás que ela não precisava ter tanto medo. Que seu tempo não seria igual ao dos outros, e tudo bem ser assim. Que a força que ela buscava estava justamente no processo de se entender e se aceitar. Eu diria simplesmente: “Continua. Você não tem ideia do que ainda vai conquistar.
Estratégia: Por fim, deixe sua mensagem para todos aqueles que estão começando e almejam chegar aonde você chegou!
Marcela: A melhor coisa que você pode fazer por si mesmo é respeitar o seu próprio caminho. Não importa se ele é mais longo, mais pausado ou mais cheio de curvas do que o dos outros; o que realmente importa é que ele é seu. Estude com constância, aceite seus limites, celebre cada pequeno avanço e evite comparações que apenas atrapalham. Quando você passa a caminhar alinhado com quem realmente é, os resultados começam a aparecer de forma mais leve, consciente e verdadeira. E, no fim das contas, o mais importante é ter noção do seu valor e da sua força para enfrentar e correr atrás daquilo que você realmente deseja.