Aprovado em 2° lugar no concurso TRF5 para o cargo de Juiz Federal Substituto
Concursos Públicos
“Constância. Mais vale um pouco de conhecimento adquirido todo dia do que um estudo intenso e sucedido de uma longa pausa. A aprovação é um projeto de longo prazo. Encare-a assim […]”
Confira nossa entrevista com Deivisson Manoel de Lima, aprovado em 2° lugar no concurso TRF5 para o cargo de Juiz Federal Substituto:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Há quanto tempo se formou em Direito? Qual sua idade e cidade natal?
Deivisson Manoel de Lima: Meu nome é Deivisson Manoel de Lima. Sou graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (FDR/UFPE), com colação de grau em 2018.2. Tenho 29 anos e sou natural de Palmares/PE.
Minha trajetória em concursos públicos começou ainda na faculdade, estudando para as carreiras de técnico e analista, já pelo material do estratégia concursos. Obtive minha primeira aprovação ainda na graduação (analista judiciário – TRF 5/SJPE), tendo sido empossado logo depois.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Escolheu o seu curso superior já pensando em fazer concurso ou chegou a advogar?
Deivisson: A busca da estabilidade e da adequada remuneração proporcionada pelo serviço público foi, sem dúvidas, um fator determinante na minha decisão de iniciar os estudos para concursos. Não escolhi a minha graduação pensando, inicialmente, nisso, mas a decisão foi naturalmente incorporada no decorrer do curso, o que me ajudou a iniciar, com alguma antecedência, o estudo mais focado nos certames – sem deixar de lado, evidentemente, os conhecimentos acadêmicos necessários a uma boa formação.
Estratégia: Sempre fez concursos para carreira jurídica?
Deivisson: Iniciei meus estudos visando obter aprovação nas chamadas “carreiras-meio” (técnico e analista). Devo dizer que essa nomenclatura não é das melhores. Afinal de contas, tenho muitos colegas que decididamente permanecem nos cargos mencionados e estão absolutamente satisfeitos. Mas a nomenclatura, embora não muito adequada, ajuda a compreender a razão pela qual, geralmente, muitos buscam esses cargos: estabilidade, segurança financeira e, com isso, possibilidade de maior dedicação aos concursos mais penosos das carreiras jurídicas (magistratura, DPE e MP). No meu caso, não foi diferente.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Deivisson: Desde que saí da graduação, exerci o cargo de analista judiciário, na SJPE. Inicialmente, tirei um bom período sabático após a posse e o término da graduação. Devo ter voltado a estudar, agora para as tradicionais carreiras jurídicas (e com objetivo final na Magistratura Federal), de forma mais séria, no começo de 2020. Como minha carga horária era de 7 horas diárias, eu utilizava a manhã para exercícios físicos, a tarde para dar expediente no trabalho e estudava à noite, cerca de 3 a 4 horas por dia.
A rigor, nunca me preocupei muito ortodoxamente com horários ou quantidade de horas, mas buscava estudar todo dia. Na minha jornada, penso ter ficado bastante claro ter mais valia a frequência e a constância do que propriamente a contagem fria de horas de estudo.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Deivisson: Nas carreiras jurídicas:
DPE CE 17º (Defensor Público)
MP-PE 12° (Promotor de Justiça)
TRF 1 – 16º (Juiz Federal Substituto)
TRF 5 – 2º (Juiz Federal Substituto)
Além disso, como já dito, fui aprovado em outros cargos para a carreira de: Analista e técnico judiciário (TRF5); Analista e Técnico Judiciário (TJPE). Dentre esses, assumi o cargo de analista judiciário TRF 5.
Estou satisfeito com o cargo que exerço. Foi para ele que, desde o início, planejei os meus estudos. Por ora, não me vejo exercendo outras funções.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Deivisson: Apesar de ter terminado a graduação em 2018, meu estudo mais sério para as carreiras jurídicas iniciou apenas em 2020. Conforme disse antes, após a posse do cargo de analista, tirei um período longo de descanso. Desde o início, então, projetei meus estudos para a magistratura federal, mas, considerando a sazonalidade das provas da carreira, prestar outros certames foi uma constante para mim. Daí a aprovação na Defensoria e MP.
Tendo em conta, portanto, o início sério dos meus estudos para as carreiras jurídicas em 2020 até a primeira posse (DPE CE) em 11/2023 foram três anos de estudo. Depois, tomei posse no MP PE em 2024; no TRF 1, em 2024; e, em 2026, tomarei posse no TRF 5.
Para manter a disciplina, não há muito segredo. Foco permanente no objetivo. A existência de um material direcionado, aliás, ajuda nisso e evita dispersar energia em atividades menos produtivas. De modo geral, o foco, ao menos para mim, tanto mais se fazia presente quanto mais eu me imaginava no exercício da função, como se eu estivesse prometendo algo para mim mesmo. E, no fim das contas, estava, efetivamente.
Especificamente para o meu último concurso, minha disciplina teve base no desejo constante de voltar para casa e de exercer a magistratura na minha terra. Em que pese o certame ter transcorrido em um período pessoalmente conturbado (havia acabado de entrar em exercício no TRF 1, mudado de cidade, precisando me ambientar na nova função e tomar par dos processos da minha unidade), considero que o valor simbólico de passar em casa foi o meu maior fôlego.
Olhar para trás e ver que o esforço valeu a pena é gratificante a ponto de faltar palavras para expressar isso tudo.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Deivisson: Considero essencial que o método de estudo seja construído de acordo com o perfil de cada pessoa. Por isso, permiti-me testar, de forma contínua, diferentes estratégias, até identificar aquela em que eu obtive melhor aproveitamento.
Nesse processo, experimentei livros, aulas e materiais em PDF, entre outros. Cada formato tem vantagens e limitações. Os livros oferecem base teórica mais densa, mas, em regra, são mais difíceis de manter atualizados e podem levar a um gasto excessivo de tempo com temas de baixa incidência em prova. As videoaulas, por sua vez, são úteis para conteúdos mais complexos, porém costumam exigir mais tempo. Já os PDFs foram, na minha realidade, a alternativa que melhor se ajustou: permitem leitura mais fluida, atualização mais simples e maior economia de tempo, sem prejuízo da consistência do estudo.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Deivisson: Pelos amigos de faculdade e dos colegas de concurso público.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Deivisson: Antes de utilizar o material do Estratégia, utilizava, como fonte de estudo, principalmente, os livros físicos.
Como a instituição na qual me graduei (FDR/UFPE) era bastante tradicional em termos de método de ensino, em boa parte do curso de Direito os livros eram minha fonte mais próxima de conhecimento.
Insisti bastante com eles. Muito embora confiram uma base teórica bastante robusta, a preparação para concursos por esse método fica um tanto prejudicada. Como acima dito, a atualização é difícil, assim como a revisão. É necessário, aliás, não raramente, readquirir exemplares, tamanha a profusão de inovações legislativas tão comum ao Brasil
Tirando os livros físicos, o Estratégia foi o primeiro curso que adquiri.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Deivisson: Apenas com livros físicos, não obtive aprovação.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Deivisson: Bastante. A profundidade dos livros digitais (PDFs) é bastante satisfatória, de modo a permitir a aquisição do arsenal teórico necessário ao enfrentamento das temidas fases discursivas, as quais considero o ponto mais desafiador dos concursos de carreiras jurídicas.
Demais disso, destaco as mais recentes inovações do ECJ: o Direto ao Ponto; a Central de Jurisprudência e a Jurisprudência Estratégica.
Aqui devo abrir um parêntese sobre o porquê destaquei as mais recentes ferramentas acima: porque foram as que utilizei na minha última aprovação (Juiz Federal – TRF 5ª Região), poupando-me um tempo absolutamente importante, considerando o contexto pessoal em que prestei o concurso. Havia acabado de tomar posse no TRF 1, estava no meio de um curso de formação e, na segunda fase, estava assumindo as atividades na minha primeira lotação, com tudo que daí decorre: mudança de domicílio, necessidade de ajustar rotinas, administração de gabinete, etc.
Por isso, dei preferência e utilizei quase que exclusivamente as ferramentas mencionadas. E deu certo. Aprovado em 2ª colocação, em casa.
Aliás, por curiosidade, também nesse interregno, decidi fazer o ENAC, apesar de nunca ter tido contado com o D. Registral e Notarial. Na preparação, de pouco mais de 2 meses, utilizei apenas o Direto ao Ponto. E deu certo, novamente 😊, conforme se vê abaixo

Penso em deixar a magistratura? Jamais. Mas é bom estar preparado para uma mudança de ares, rs.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Deivisson: Aqui vou pedir licença à imensa maior parte dos colegas com os quais tive contato nessa vida de estudos, os quais decididamente são adeptos aos ciclos matérias e a cronogramas que envolvem mais de uma disciplina por dia.
Minha organização era a mais simples possível: uma disciplina por vez até esgotar o conteúdo. Para mim sempre funcionou melhor assim, mas insisto: cada candidato deve ir testando o que funciona consigo mesmo.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Deivisson: Utilizava essencialmente questões para revisão. Muitas questões. Muitas. Não tinha um horário específico para respondê-las, mas, geralmente, fazia isso aos fins de semana ou no tempo livre durante a semana.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Deivisson: É essencial, não só na primeira fase, mas também na fase discursiva. E por muitos motivos: permite revisitar temas, detectar eventuais direções da banca examinadora, constatar deficiência teórica do candidato.
Devo ter feito, seguramente, mais de 20 mil questões desde quando comecei a estudar para concursos, incluindo, claro, a época em que estudava para as chamadas “carreiras-meio”.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Deivisson: Intensa. Dei mais atenção às ferramentas de seleção de jurisprudência e de resumos objetivos de pontos principais. Definitivamente, não é o momento de tentar revisitar toda a matéria e, sim, de focar naqueles pontos mais cobrados e nos precedentes mais recentes. No dia pré-prova, prefiro sempre descansar. Às vezes, uma mente descansada é o diferencial entre seguir ou não para a fase seguinte do certame.
Estratégia: Concursos para carreira jurídica são compostos por várias fases. Como foi sua preparação para a prova discursiva? E para a prova oral?
Deivisson: A prova discursiva considero ser o ponto decisivo nos certames das carreiras jurídicas. Como diz o ditado, é o que separa os adultos das crianças, rs.
Talvez por isso, comecei a me sair melhor nas discursivas quando compreendi que a preparação para essa fase deve ser feita paralelamente às preparações para a fase objetiva, seja exercitando mentalmente como um assunto pode ser cobrado no formato discursivo, seja com a simulação efetiva de uma “prova aberta”, como dizem os mais antigos.
Superada a 1ª fase, no entanto, o foco passava a ser total na forma discursiva de cobrança de conteúdo, com a realização de simulados (sentenças, peças, questões) e revisão de precedentes qualificados (súmulas, repetitivos e repercussão geral). Foi assim que consegui minhas aprovações em segunda fase.
Para a prova oral, a forma de preparação é um pouco distinta, pois aqui conta não apenas o conhecimento, mas a forma de exposição e o domínio do raciocínio. Não basta saber, é preciso convencer o examinador de que você efetivamente sabe e, mais, estruturar esse conhecimento de maneira organizada. A preparação com outros colegas (com bancas simuladas) e professores faz aqui bastante diferença.
Em ambas as fases (discursiva e oral) os cursos oferecidos pelo Estratégia foram fundamentais, sobretudo porque possibilitam o teste do conhecimento do candidato, antecipando eventuais pontos de melhora.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Deivisson: O maior erro, sem dúvida, foi deixar a preparação para a segunda fase apenas para o período posterior à fase objetiva. Comecei a avançar para as provas orais quando compreendi que essa preparação deve ser conjunta. Paulatina, mas conjunta. O período entre a primeira e a segunda fase deve ser o momento de refinar o conhecimento por meio de simulados e de revisão de precedentes qualificados. Quando internalizei essa compreensão aos meus estudos, a chave virou.
Como acerto, reputo a decidida compreensão de que o método de estudo perfeito é aquele que se adequa ao candidato. À realidade, tempo, experiência dele. É na tentativa e erro que esse método vai sendo encontrado, testado e refinado. Com paciência é possível encontrar o que se encaixa melhor para cada situação.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Deivisson: Constância. Mais vale um pouco de conhecimento adquirido todo dia do que um estudo intenso e sucedido de uma longa pausa. A aprovação é um projeto de longo prazo. Encare-a assim. Tijolo a tijolo, qual uma casa em construção, é desse modo que se vai edificando o conhecimento necessário ao êxito.
Permita-se. Teste o método mais adequado à sua situação pessoal. Modifique-o. Revisite-o. Se necessário, troque-o quando perceber que não é o mais adequado.
Sem comparações. Como está nas escrituras sagradas, há um tempo determinado para todo propósito debaixo dos céus. Não é diferente com a sua aprovação. Alguns serão aprovados mais rápido; outros, um pouco mais devagar. Não importa. Essa caminhada é sua, com os seus percalços. Concentre-se em você e na sua jornada. Persista: a aprovação virá.
Cuide de si. Faça exercícios físicos. Mantenha-se ativo. Se possível, alimente um Hobbie. Será importante para quando faltar força mental. Se necessário, pare um pouco. A caminhada é longa e o descanso é parte da preparação.