Aprovada em 1° lugar no CNU (Bloco 7 - MGI) para o cargo de Bibliotecário
Concursos Públicos
“É meio clichê e todo professor de concurso fala isso, mas é uma verdade: só não passa quem desiste […]”
Confira nossa entrevista com Mayara Cintya do Nascimento Vaconcelo, aprovada em 1° lugar no CNU (Bloco 7 – MGI) para o cargo de Bibliotecário:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-la. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Mayara Cintya do Nascimento Vaconcelo: Sou graduada em Biblioteconomia e mestra em Ciência da Informação pela Universidade Federal do Ceará. Tenho 32 anos e sou natural de Fortaleza – Ceará.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Mayara: Eu pretendia continuar na carreira acadêmica logo após a defesa da dissertação de mestrado, mas a pandemia mudou meus planos, foi a época em que comecei a estudar para concursos. Mas acredito que o maior “incentivo” foi a situação difícil do mercado de trabalho. Existe um movimento muito forte de indicações para cargos, então nem sempre as qualificações são levadas em consideração.
Decidi focar nos concursos porque era uma forma mais justa de conseguir trabalhar, sem precisar de indicações e participações em processos seletivos humilhantes. Também era uma oportunidade de melhorar a situação financeira da minha família.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Mayara: A maior parte do tempo trabalhei de forma autônoma, com normalização de trabalhos acadêmicos e aulas de idiomas. Tinha certa flexibilidade para organizar meus horários, separava algum tempo para estudar pelo menos duas disciplinas por dia (uma delas sendo sempre o conteúdo de Biblioteconomia).
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovada? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Mayara: Fui aprovada para o cargo de bibliotecário na Fundação Regional de Saúde do Ceará em 9° lugar; no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte em 4° para o cargo de Analista judiciário – especialidade biblioteconomia; no Tribunal Regional do Trabalho da 7° região em 7° lugar para o cargo de Analista judiciário – especialidade biblioteconomia; no Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza em 2° lugar para o cargo de Analista de Planejamento e Inovação – Área 1 Acervo; no Concurso Público Nacional Unificado da Justiça Eleitoral (TRE/ES) para o cargo de Analista judiciário – especialidade biblioteconomia em 10°.
No Concurso Nacional Unificado em 1° para o Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos para o cargo de bibliotecário; em 6° no Instituto Brasileiro de Informações Geográficas para o cargo Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas / Biblioteconomia; e em 7° no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia / Biblioteconomia.
Estou estudando para o concurso da Câmara dos Deputados.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Mayara: Não fui radical ao ponto de cortar a vida social durante esse período, acho que sempre é necessário certo equilíbrio. Eu buscava fazer as coisas que gostava para relaxar: ir ao cinema, cafeterias, caminhar na praia, encontrar com amigos. Mas é claro que em alguns momentos tive que renunciar para focar nos estudos, então, encontrar um meio-termo é essencial para manter a saúde mental.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseira? De que forma?
Mayara: Sim, sempre me incentivaram afirmando que minha aprovação estava próxima. Acho que eles acreditavam até mais que eu.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Mayara: Para o último concurso, estudei menos de um ano. Como o formato do Concurso Nacional Unificado era diferente dos concursos tradicionais, tive que fazer um esforço maior para conseguir estudar o conteúdo dos eixos temáticos.
O que me ajudou a manter a disciplina foi pensar no pouco tempo que eu tinha até a data de realização da prova. Preencher o campo de conteúdo visto no meu cronograma funcionou como um incentivo.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Mayara: Dependendo da disciplina eu optava por um tipo de material específico. Caso o conteúdo fosse algo que tinha afinidade, eu focava nos cursos em PDF, eles são mais simples e é possível aprender e revisar rapidamente. O meu foco principal quando estudava por PDF era a resolução de questões.
Se o conteúdo fosse mais difícil de entender ou algo que nunca estudei, eu optava pelas videoaulas. Elas são mais demoradas, porém acho que é uma forma melhor de assimilar o conteúdo, principalmente se você acompanhar tomando notas e resolvendo questões logo depois de assistir.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Mayara: Conheci pelo Instagram, vi que o Estratégia oferecia um curso geral para quem estava desempregado. Estudei as disciplinas desse curso e depois consegui fazer a assinatura pelo Corujinha Social.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Mayara: Antes eu tinha que procurar o conteúdo dos editais em diferentes fontes (e muitas vezes não conseguia encontrar), perdia muito tempo nesse processo e o aprendizado ficava muito disperso.
A grande vantagem do Estratégia é que você não precisa buscar mais nada “por fora” e, consequentemente, economiza tempo, um aspecto muito importante para quem estuda para concursos. Usei bastante o PDF Simplificado e o Sistema de Questões.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Mayara: Eu costumava estudar, pelo menos, 2 disciplinas por dia, uma delas sendo sempre a específica para o meu cargo.
Para o CNU decidi adotar a estratégia de focar nos eixos temáticos que pudessem me fazer pontuar mais. Eram 3 disciplinas por dia, para cada disciplina eu dedicava 1h (quando estava muito concentrada, estudava por mais tempo).
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Mayara: Gosto muito de escrever com caneta e papel, funciona melhor para mim. Fazia resumos em folhas de ofício e usava fichas para revisar as questões que eram comuns em cada banca. Mas também utilizei muito o digital para fazer simulados, montar cadernos de questões e aplicativos para fazer resumos mais interativos.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Mayara: Em uma escala de 1 a 10 de importância, eu classificaria a resolução de exercícios como 10. É uma ferramenta importante não só para fixar o conteúdo, como também para entender como as bancas de concurso atuam. É possível traçar um perfil da forma que elas abordam os conteúdos comparando as questões ao longo dos anos e até “prever” questões em um concurso próximo.
Não tenho um número certo de questões resolvidas, mas acho que o número chega perto de 10.000.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Mayara: Raciocínio lógico e matemática, eu dediquei mais tempo em videoaulas para poder compreender melhor. Busquei também aprender o básico, para depois tentar o mais difícil.
Acho que é necessário um pouco de humildade quando você estiver tentando aprender algo que tem dificuldades.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Mayara: Foquei nas revisões e nos pontos mais importantes dos conteúdos nas minhas anotações. Sei que muitas pessoas aconselham que no dia que antecede a prova o candidato relaxe, porém, eu não consigo desacelerar. Passo o dia todo revisando e preparando a logística para chegar ao local de prova. É uma questão particular de cada pessoa, para alguns o descanso funciona e para outros não.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Mayara: Foi um ponto em que falhei um pouco, acho que deveria ter me dedicado mais estudando para a prova discursiva. Fiz uma prova boa por conta da prática de escrita que já possuía do mundo acadêmico.
O meu conselho é realizar simulados de provas discursivas, ter um número claro de quantos vai realizar por mês, por exemplo. É importante também ler bastante para ter um arcabouço teórico, não é necessário fazer uma redação muito rebuscada, acho que o básico funciona, o famoso “feijão com arroz”.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Mayara: Os principais erros foram: passar muito tempo buscando conteúdos que estavam dispersos; querer me aprofundar muito em coisas que não eram necessárias; ter deixado de lado as disciplinas mais gerais no começo da minha preparação.
E os acertos: ter adquirido um curso estruturado; entender que para concursos é importante saber o que a banca cobra; equilibrar o cronograma de estudos para que nenhuma disciplina fosse negligenciada.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Mayara: Todo concurseiro já passou por essa fase, ainda mais depois de alguma prova que você não passou por pouco. Toda vez que pensava em desistir, eu também pensava em todos os objetivos que tinha, a vida que eu planejava, a estabilidade que eu queria e todo o percurso que já havia percorrido. Sabia que a aprovação estava próxima depois de algumas colocações no cadastro de reserva.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Mayara: É meio clichê e todo professor de concurso fala isso, mas é uma verdade: só não passa quem desiste. Tenha muito claro o que você almeja. Não desanime com as reprovações e os “quases”, isso indica que você está no caminho certo. Saiba que é necessário fazer algumas renúncias, mas você vai colher os frutos em breve.