Aprovado em 2° lugar no concurso Prefeitura de Boa Vista/RR para o cargo de Assistente Administrativo
Concursos Públicos“O meu conselho para quem está começando é: primeiro, entenda quem você é, o que quer conquistar e como pode adaptar o estudo à sua realidade. Comece com o que tem, sem esperar condições perfeitas […]”
Confira a nossa entrevista com Davi Rodrigues Sardinha, aprovado em 2° lugar no concurso Prefeitura de Boa Vista/RR para o cargo de Assistente Administrativo:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Davi Rodrigues Sardinha: O meu nome é Davi, tenho 19 anos, sou natural do Rio de Janeiro-RJ, sou Técnico em Informática formado pelo Instituto Federal de Roraima (IFRR) e, atualmente, curso o 5º semestre de Direito.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Davi: Comecei a estudar para concursos pela busca de estabilidade profissional e pela referência de familiares que já eram militares e servidores públicos, o que me permitiu enxergar de perto os benefícios de seguir carreira no serviço público.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Davi: Sim. Eu trabalhava nos turnos da manhã e da tarde e cursava a faculdade à noite. Eu conciliava os estudos aproveitando todos os intervalos possíveis: horário de almoço, ponto de ônibus, deslocamentos de ônibus ou carro e, em algumas aulas da faculdade, quando a matéria não exigia tanta atenção, além dos finais de semana, em que conseguia estudar com mais foco e qualidade.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Davi: Esta foi a minha primeira aprovação em concursos públicos. Antes disso, ainda na época escolar, eu fui aprovado em escolas técnicas, como o IFRR e também fiquei em 1º lugar no Processo Seletivo de Estagiários do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima. Pretendo continuar estudando e o meu foco é alcançar aprovações em concursos de nível superior, especialmente para os cargos de Promotor de Justiça e Delegado de Polícia.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Davi: A minha vida social era bem restrita, porque a rotina de trabalho, faculdade e estudos não permitia muitos compromissos. Eu saía eventualmente com a família e encontrava os meus amigos principalmente na faculdade; já festas, resenhas e programas mais longos eram praticamente inviáveis.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Davi: Felizmente, a minha família sempre me apoiou e me incentivou nos estudos para concursos. O meu pai, em especial, acompanhou toda a minha trajetória: via os meus finais de semana de estudo, mandava mensagens de incentivo, perguntava ansiosamente pelos resultados, motivava a não desistir após reprovações e, muitas vezes, me levava de carro até os locais de prova.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Davi: Estudei cerca de um mês e meio focado exclusivamente neste concurso. Eu já tinha uma base de concursos e alguma experiência, sempre aprendendo com erros anteriores, então, eu montei a minha preparação priorizando a estratégia de prova: como eram apenas 3 horas de duração e a banca era o Cebraspe, concentrei-me em resolver questões da própria banca e em focar nas disciplinas com que eu tinha menos intimidade. Para manter a disciplina, eu lembrava constantemente da situação em que me encontrava, de tudo que já tinha aberto mão pela aprovação e do fato de que desistir simplesmente não era uma opção.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Davi: No início da minha trajetória, eu usava muitas videoaulas, o que acabou tornando o avanço mais lento. Depois que construí uma base, parti para PDFs e resolução de questões, com o objetivo de acelerar a preparação e conhecer o máximo possível de formas de cobrança da mesma banca sobre os mesmos assuntos. Os simulados também foram fundamentais para medir quais temas tinham maior probabilidade de cobrança e acompanhar a minha evolução. Acredito que cada concurseiro precisa descobrir a sua forma ideal de estudar; quanto mais você se conhece, mais consegue adaptar a rotina, aumentar o foco e potencializar o aprendizado.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Davi: Conheci o Estratégia Concursos por volta dos 14 anos, quando sonhava com concursos militares como EPCAR e Colégio Naval e acompanho o trabalho de vocês desde então.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Davi: Sim. Usei materiais de diversos cursos e considero isso positivo, porque pude comparar metodologias e, com o tempo, perceber que um curso específico, o Estratégia Concursos, era o que melhor se encaixava no meu perfil e nas minhas necessidades.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Davi: Sim, mas nunca fui aprovado. Estava no início da minha preparação.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Davi: Sempre tive uma preferência pelos PDFs do Estratégia. Mesmo quando os materiais eram extensos, devido à complexidade da disciplina, eu gostava de grifar o conteúdo essencial e, principalmente, de fazer as questões comentadas, lendo com atenção o motivo de cada alternativa estar certa ou errada.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Davi: Organizava os meus estudos em ciclos, priorizando as matérias que ainda não tinha visto. Como o concurso era para a área administrativa, eu dava um foco maior nas disciplinas específicas, que tinham peso superior, mas sem descuidar das matérias gerais, que representavam 50% da prova. Estudava, em média, duas matérias por dia, buscando sempre fechar o conteúdo e resolver questões. Estudava de domingo a domingo, sem pausas fixas. Como eu estudava em blocos curtos ao longo do dia, era difícil quantificar as horas líquidas, mas a média ficava em torno de 2 a 4 horas diárias.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Davi: As minhas revisões eram feitas, principalmente, por meio de provas anteriores, simulados e muitas questões, sempre retomando os temas em que eu tinha mais dificuldade ou cometia mais erros.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Davi: A resolução de questões foi, sem dúvida, o ponto mais forte da minha preparação. Era nelas que eu realmente colocava à prova o que tinha aprendido e, ao longo da trajetória, eu resolvi em torno de 10 mil questões, sempre buscando entender cada erro e cada acerto. Foquei bastante em tópicos característicos do Cebraspe, como interpretação de textos em Língua Portuguesa, buscando ganhar velocidade e precisão e esse foco fez diferença: acertei 19 das 20 questões de Português na prova, que exigia muita leitura e interpretação.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Davi: Eu tinha mais dificuldade em Administração Financeira e em alguns tópicos de Matemática, principalmente porque, na prova, a resolução precisava ser rápida e objetiva, o que exigia domínio total do conteúdo. Além disso, embora Português não fosse exatamente uma grande dificuldade, foi uma disciplina em que decidi investir bastante tempo, justamente por saber do peso que teria na prova.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Davi: Na semana que antecedeu a prova, eu ainda me sentia atrasado em relação ao que imaginava como “ideal” de preparação. Mesmo assim, mantive o foco naquilo que ainda podia ser feito: revisitei pontos principais de Português por meio de questões, reli erros de simulados anteriores e concentrei os meus esforços no básico bem feito. Cuidei para dormir bem, me alimentar adequadamente e, no dia da prova, levei apenas um chocolate, porque sabia que não teria tempo para parar e comer.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Davi: Neste concurso não houve prova discursiva, apenas prova objetiva.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Davi: Entre os erros, destaco ter sido, em alguns momentos, negligente com determinados assuntos, acreditando que já dominava o conteúdo. Isso é perigoso, porque o concurseiro precisa encarar cada questão por completo, sempre em busca de aprender algo a mais. Entre os acertos, considero fundamental ter adaptado o meu estudo ao estilo da banca e ao formato da prova, o que me permitiu fazer uma preparação mais direcionada e assertiva, errando poucas questões no exame.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Davi: Pensei em desistir diversas vezes, principalmente quando chegava em casa exausto, depois de um dia cheio de trabalho, faculdade e estudo. Porém, entendia que, se eu desistisse, eu acabaria aceitando uma vida distante do meu verdadeiro sonho. Saber que ainda estou longe do objetivo final, mas caminhando na direção certa, é justamente o que me motiva a continuar.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Davi: O meu conselho para quem está começando é: Primeiro, entenda quem você é, o que quer conquistar e como pode adaptar o estudo à sua realidade. Comece com o que tem, sem esperar condições perfeitas. Segundo, aceite que o início é difícil, que você vai se sentir perdido e sem saber de nada, mas com o tempo, o estudo se torna parte da rotina e passa a agregar muito à sua vida. Terceiro, faça provas, questões e simulados com seriedade, como se fossem a sua última chance, sempre buscando o máximo aproveitamento. No fim, o que realmente define um concurseiro, é a persistência.