Teorias da Administração para Sefaz-SP
Olá, turma! Seguindo nossa jornada rumo ao cargo de Auditor Fiscal, vamos rever os conceitos das Teorias da Administração para Sefaz-SP!
Esse é um tema clássico das provas de Administração Geral e com quase todas as formas de cobrança já exploradas em concurso anteriores, então, a recomendação é: revisar rapidamente o conteúdo e partir para resolução de exercícios.
Neste artigo, vamos focar nos temas mais cobradas em provas:
- Administração Científica
- Teoria Clássica
- Teoria Burocrática
- Teoria dos Sistemas
Aos estudos!
Teorias da Administração para Sefaz-SP: Administração Científica
Essa é a teoria que alimenta a famosa sátira de Charlie Chaplin em Tempos Modernos, vejamos o trecho abaixo para compreender:
Frederik Taylor, buscando reduzir desperdícios e aumentar a produtividade, desenvolveu a Administração Científica.
Por meio do estudo de tempos e movimentos no “chão de fábrica”, Taylor defendeu que a padronização dos processos, eliminação de movimentos inúteis e a especialização da mão-de-obra, geraria um melhor resultado para a companhia.
Os principais atributos relacionados à Teoria Científica são:
- prêmios por produtividade: a remuneração não deveria ser relacionado ao tempo trabalho, mas sim, no resultado individual de cada operário;
- padronização de máquinas e processos: todos deveriam realizar o mesmo processo da mesma forma;
- controle do ambiente: níveis adequados de temperatura, iluminação e conforto no local de trabalho para reduzir a fadiga e aumentar a produtividade.
Como críticas à Administração Científica, tem-se:
- limitação da aplicação: foi desenvolvida para aplicação restrita à operação fabril, sem muita aplicabilidade em outras áreas da organização;
- Alienação do profissional: o profissional é tratado como “máquina”, executando trabalhos repetitivos e sem a “visão do todo”;
- Falta de comprovação científica: talvez a principal pegadinha sobre esse tema em provas, a Teoria Científica não tem respaldo em estudos conduzidos por métodos científicos.
Teoria Clássica da Administração
Desenvolvida por Henry Fayol, se distingue da visão Científica por ter foco na estrutura organizacional.
As funções básicas da administração foram divididas em seis: administrativas, comerciais, técnicas, contábeis, de segurança e financeiras.

Além disso, foi na Teoria Clássica que se originou o conceito de funções do administrador, Prever / Organizar / Controlar / Comandar / Coordenar.
Agora, as características principais da Teoria Clássica:
- Foco na organização e eficiência organizacional;
- Conceito de homo-economicus (movido por recompensas monetárias);
- Organização como sistema fechado (não interage com o ambiente);
- Unidade de comando: cada profissional deve se reportar a apenas um superior.
Seguindo a linha de raciocínio, os principais questionamentos a essa teoria são:
- Ignora o ambiente: enxerga apenas a organização, sem relação com o ambiente ao qual está inserida;
- Inflexível: não se adapta a diferentes modelos e tipos de estruturas;
- Excesso de formalismo.
Observação:
Lembrem-se de contextualizar os estudos. Essas teorias fazem parte da Era Clássica, período desde a revolução industrial até os anos 40.
Conceitos como cultura organizacional, competências ou teletrabalho (rs) ainda não haviam se desenvolvido, então, para a época, esses estudos representavam avanços importantes e os primeiros passos de uma gestão profissional.
Teorias da Administração para Sefaz-SP: Teoria Burocrática
Chegamos a mais “mal falada” das teorias administrativas, e, sabendo disso, as bancas costumam ser o contrassenso e cobrar os aspectos positivos do modelo, visto que, os negativos são amplamente conhecidos. Por isso, vamos focar neles!
A burocracia surge como uma alternativa ao patrimonialismo, que priorizava interesses pessoais à gestão profissional, prejudicando a gestão.
A tomada de decisão por meio de processos formais e regulamentos, de forma impessoal, traria maior racionalidade e rapidez à operação.
Segundo alguns aspectos da Teoria Clássica, a estrutura organizacional seria bem definida, com normas claras para cada função a ser desempenhada, ainda, seria incentivada a remuneração por resultados e a profissionalização do empregado.
Aspectos Negativos
Como visto, usamos o futuro do pretérito para definir as aspirações da Teoria Burocrática, pois, na prática, é mais conhecida por suas disfunções.
Como dito, essas já são bem conhecidas, então, elenquemos apenas as mais importantes:
- foco no processo e não no resultado;
- dificuldade de mudança;
- despersonalização;
- priorização das demandas da organização em detrimento das demandas dos clientes;
- excesso de formalismo.
Teorias da Administração para Sefaz-SP: Teoria dos Sistemas
Dentre as mais atuais, a mais cobrada em provas é a Teoria dos Sistemas. Preconiza organizações como sistemas abertos, que interagem com o ambiente externo e se moldam a ele.
O modelo entende que não há controle total sobre os estímulos externos e a companhia é afetada por variáveis externas, muitas vezes imprevisíveis.
Assim, deve-se focar na resiliência e retroalimentação (feedback) para fortalecer os processos internos, esses, sim, sobre maior controle da empresa.
Para a prova, é importante conhecer os componentes do sistema:
- entradas: insumos/informações inseridas para serem tratadas dentro do sistema;
- processamento: processos de transformação das entradas;
- saídas: resultados, em geral, direcionados ao ambiente externo;
- retroalimentação (feedback): retorno de informações de todo o processo para otimizar, principalmente, os processos internos.

Sempre importante lembrar que sistema aberto, feedback e entropia, são conceitos relacionados à Teoria dos Sistemas de Ludwig Von Bertalanffy.
É isso, pessoal! O conhecimento dos conceitos que vimos aqui certamente vão garantir alguns pontos a mais na hora da prova.
Até a próxima!
Saudações e aprovações,
Julio Moraes
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