Redação sobre Drogas: Como obter a Pontuação Máxima?
Daniel dos Reis Lopes

Redação sobre Drogas: Como obter a Pontuação Máxima?

Neste artigo, o professor Daniel Reis ensinará você a obter nota máxima numa redação sobre drogas, tema possível de ser cobrado no Enem e/ou em vestibulares.

REDAÇÃO SOBRE DROGAS – INTRODUÇÃO

O uso das drogas é um tema bastante recorrente no noticiário, mas tem ganhado cada vez mais espaço também em artigos acadêmicos. Por esse motivo, acreditamos que tanto o Enem quanto os principais vestibulares poderão cobrar uma redação sobre drogas.

Redação sobre drogas - possível tema do Enem e/ou de vestibulares
Redação sobre drogas – possível tema do Enem e/ou vestibulares

Embora esse seja um assunto polêmico e que vem sendo continuamente explorado tanto na mídia quanto no meio científico, nem sempre o aluno consegue abordá-lo de forma precisa ou estruturar adequadamente o texto, o que acaba gerando a perda de pontos preciosos no exame.  

No artigo de hoje, vamos esclarecer os principais aspectos que devem ser levados em consideração no momento de desenvolver sua argumentação na redação sobre drogas, garantindo assim uma excelente nota em sua prova. Confira!

REDAÇÃO SOBRE DROGAS – MODELO

O uso de drogas é uma das questões mais complexas enfrentadas pelas sociedades do mundo todo. Porém, ainda hoje é considerado um tabu, a despeito do crescente consumo e do agravamento de problemas a ele relacionados, como o aumento da criminalidade e de doenças psicossociais ligadas à dependência química. A grande discussão existente em torno de sua descriminalização revela que se trata, mais do que de uma matéria de segurança pública, de um tema de grande relevância social, cujas consequências atingem desde a comunidade até o núcleo familiar do usuário.

Segundo pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em abril de 2019, mais de 3,5 milhões de brasileiros consumiram drogas ilícitas em um período recente. Em que pese a quantidade significativa de pessoas identificadas pelo estudo como usuárias frequentes ou que apenas experimentaram o contato com a droga em ocasiões isoladas, especialistas alertam para a urgente necessidade de uma reformulação na maneira agressiva de se tratar o vício em entorpecentes, contra os quais vêm sendo implementadas duras políticas de combate e criminalização.  

Na opinião de pesquisadores e psiquiatras que defendem uma abordagem mais racional e livre do viés punitivo da guerra às drogas, as atuais políticas voltadas ao tema não têm sido capazes de diferenciar aqueles que apresentam comportamento de risco e abusivo daqueles que sequer se classificam como dependentes. Com isso, acaba-se por penalizar a todos indiscriminadamente e afastar da rede pública quem dela poderia se beneficiar por meio de tratamentos de saúde adequados.

Assim, de um lado, retira-se o indivíduo da esfera assistencial, enquadrando-o no âmbito criminal, e com isso perde-se a oportunidade de priorizar o tratamento dos que mais necessitam de auxílio, justamente por serem mais vulneráveis. Por outro lado, problemas de difícil e complexa solução, como o aumento do tráfico e da criminalidade, são enfrentados de forma superficial, ao ignorar a necessária diferenciação entre a legalização, que corresponde à liberação irrestrita do comércio de substâncias ilícitas, e a descriminalização, que favoreceria o acesso dos mais necessitados ao sistema de saúde pública.

Finalmente, é preciso dotar de maior efetividade as iniciativas de combate às drogas, procedendo-se, em primeiro lugar, a uma reforma legislativa e a uma reclassificação dos tipos penais pertinentes. Em segundo lugar, deve-se dar maior atenção à expansão da rede pública de tratamento aos dependentes químicos, cuidando-se de individualizar cada caso particular, de acordo com o nível de acompanhamento psicológico e familiar necessário. Por último, a intensificação de campanhas de conscientização teria o condão de reduzir o desejo e a demanda por alucinógenos, reduzindo as chances de dependência e o avanço das drogas no Brasil e, consequentemente, amenizando os índices de criminalidade e violência no país.

REDAÇÃO SOBRE DROGAS – O QUE É DEPENDÊNCIA QUÍMICA?

Redação sobre drogas: o que é dependência química?
Redação sobre drogas: o que é dependência química?

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que nem todo usuário de drogas pode ser considerado dependente da substância. De acordo com a definição proposta pelo DENARC – Divisão Estadual de Narcóticos, “A dependência química está classificada entre os transtornos psiquiátricos, sendo considerada uma doença crônica que pode ser tratada e controlada simultaneamente como doença e como problema social, (OMS, 2001)”, sendo, portanto, “uma doença de evolução própria, que pode levar à insanidade, prisão, morte ou ao tratamento.”.

O aluno deve ficar atento à tendência à generalização dos termos empregados, o que pode causar a impressão, no examinador, de total desconhecimento sobre o assunto. Assim, incluir definições ou conceitos, ainda que brevemente e, se possível, mencionar a fonte da informação, é muito importante e confere maior credibilidade e solidez à argumentação.

REDAÇÃO SOBRE DROGAS: COMO OBTER A PONTUAÇÃO MÁXIMA?

Considerando a ampla abrangência do tema, a primeira decisão a ser tomada se refere ao foco da dissertação. É muito comum o candidato iniciar o texto com uma ideia em mente e, já no parágrafo seguinte, estender o alcance da proposta e acabar se perdendo em meio à variedade de assuntos.

Para lidar com essa dificuldade, uma boa dica é refletir alguns minutos antes de começar a escrever, enumerando os principais tópicos a serem enfatizados em cada parágrafo. Com isso, fica mais fácil manter a coerência e a coesão textual, evitando interrupções bruscas de raciocínio.

A ESTRUTURA DA REDAÇÃO: O texto dissertativo-argumentativo pressupõe uma certa habilidade em apresentar um ponto-de-vista por meio da exposição gradativa de ideias e fundamentos.

Assim, logo no início você deve revelar qual será a tese que será defendida, dando um breve panorama sobre o contexto do problema a ser enfrentado. O primeiro parágrafo servirá para situar o leitor dentro do cenário em que se desenvolverá o assunto, além de direcionar o tema e estabelecer o foco da argumentação.

Repare que a INTRODUÇÃO deve ser sucinta, porém suficiente para que o examinador entenda qual o caminho escolhido pelo aluno dentre as inúmeras abordagens possíveis. Evite a problematização excessiva:  apenas deixe claro que você está ciente da controvérsia inerente ao tema e que pretende desenvolvê-lo mais adiante.

Em seguida, no corpo central da redação, você terá espaço para dedicar-se ao DESENVOLVIMENTO, apresentando justificativas e contraposição de ideias, além de dados para embasar sua fundamentação.

Nesse ponto mostra-se crucial a fidelidade ao núcleo argumentativo. É nesse momento que o aluno acaba “se empolgando” e ocorre a famosa fuga ao tema. Aconselha-se montar um pequeno roteiro, até mesmo com o intuito de a ele recorrer em caso de esquecimento de palavras e termos essenciais para elucidar o texto. Além disso, conforme forem surgindo novos elementos a serem incluídos ao longo de sua exposição, anote-os na parte do rascunho, de forma que sejam inseridos no momento certo, sem correr o risco de desviar do objeto central da dissertação.

Seja preciso. Já que você determinou o foco principal e filtrou uma série de assuntos para sustentar sua tese, não faz sentido partir para uma nova abstração ou generalização. Mantenha a objetividade e a coerência, sem jamais tumultuar as linhas com expressões vagas, sem ligação direta com o conteúdo principal. Ao invés de enriquecer o texto, isso irá empobrecê-lo e retirar a intensidade e a força de seus argumentos, tornando-os vazios e quebrando o ritmo de leitura do examinador.

Ao conduzir o leitor até o parágrafo final, já na CONCLUSÃO, tome o devido cuidado para não surpreendê-lo com uma mudança repentina de direção e colocar um ponto final no assunto, sem mais nem menos. Isso acontece sempre que há falta de planejamento e o candidato perde o controle sobre a extensão do desenvolvimento, o que acaba prejudicando principalmente o arremate de ideias, parte fundamental da estrutura e responsável por impactar a interpretação do examinador.

Além disso, em redações dissertativo-argumentativas, geralmente temas dessa natureza sugerem uma proposta de intervenção,  em que o aluno é estimulado a ir além do mero diagnóstico e descrição do problema, apresentando também uma ou mais  alternativas para uma eventual solução, na parte final do texto. Entretanto, deve-se atentar para o risco de, mais uma vez, cair na armadilha da imprecisão e superficialidade. Este é o momento de demonstrar que o esforço empreendido na fundamentação serviu também para justificar a viabilidade das sugestões que serão elencadas. Portanto, seja assertivo, não faça rodeios e indique com clareza os itens específicos que irão compor o desfecho do seu texto.

A PRÁTICA PERFEITA DA REDAÇÃO SOBRE DROGAS

Tenha sempre em mente que esse é um tema que comporta uma grande diversidade de opiniões, sendo por esse motivo extremamente polêmico e exigindo uma boa dose de sutileza em sua abordagem.

Redação sobre drogas
Redação sobre drogas: como obter pontuação máxima?

Antes de iniciar a escrita, reflita acerca da existência de linhas de pensamento distintas ou até contrárias, como por exemplo a que é a favor da legalização das drogas, em contraste à que defende sua criminalização. Ambas as correntes possuem justificativas, e será preciso optar pela relativização desse conjunto de ideias ou assumir um posicionamento favorável a uma ou outra vertente. Nesse caso, entretanto, será necessário ponderar os argumentos e enfatizar o embasamento por meio de informações e explicações adicionais.

É importante também exercitar seus conhecimentos sobre do assunto, especialmente no que diz respeito às liberdades individuais e aos direitos humanos, uma vez que o tema envolve políticas de atuação incisiva por parte do Estado, principalmente na área de segurança pública. Nesse aspecto, mencionar os efeitos da intervenção do Estado na esfera individual e os impactos dessas ações na comunidade e na vida privada dos cidadãos pode render pontos adicionais na sua nota.

Procure evitar também contradições entre o posicionamento adotado e as justificativas apresentadas. Lembre-se de que deverá ser elaborado um texto coeso, harmônico, onde a conclusão deve corroborar a tese apresentada na introdução, servindo-se dos fatos e dados que compõem o desenvolvimento.

Por fim, não se esqueça de que, para obter uma boa nota em sua redação, será preciso colocar em prática todo o passo a passo aqui apresentado, exercitando o pensamento crítico e ampliando a capacidade argumentativa em relação a quaisquer assuntos que poderão vir a ser objeto de prova.

Espero que você tenha gostado do tema de hoje! Continue acompanhando o blog, para ler vários outros temas que analisaremos por aqui.

Abraços,

Daniel dos Reis (Coordenador do Estratégia Enem)

Como estudar para o ENEM

Redação Nota 1000

Como estudar Redação para o ENEM

Como calcular a Nota do ENEM

Posts Relacionados

Compartilhe:

Daniel dos Reis Lopes

Daniel dos Reis Lopes

  Meu nome é Daniel Reis, graduado em Ciências Biológicas (Licenciatura) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Fui aprovado em 2º lugar na Escola de Formação Complementar do Exército em 2009 na área de Magistério Ciências Biológicas, onde obtive a primeira colocação na área de Magistério durante o Curso de Formação de Oficiais. Nessa escola desenvolvi monografia sobre o Oficial de Controle Ambiental no Exército Brasileiro, através da qual obtive o grau de Especialista em Aplicações Complementares às Ciências Militares. Exerci a função de Oficial de Meio Ambiente na Companhia de Engenharia de Força de Paz – Haiti, e sou professor do Sistema Colégio Militar do Brasil.    

Veja os comentários:
Deixe seu comentário:

Deixe seu comentário:

Vídeos Relacionados

Cadastre-se para receber novidades e ofertas especiais sobre cursos.

Estamos aqui para ajudar você!
x