IBGE - Tecnologia da Informação - Comentários à prova
Celson Carlos Martins Junior

IBGE – Tecnologia da Informação – Comentários à prova

Olá pessoal.

Vamos aos comentários da prova para Analista Suporte Operacional do IBGE. A prova foi elaborada pela banca organizadora FGV.

No tocante à disciplina de Sistemas Operacionais, tivemos 11 questões, de um total de 35 de conhecimentos específicos. 06 questões com nível médio de dificuldade e 05 questões de maior dificuldade.

Foram 04 questões sobre conceitos básicos de SO; 03 questões sobre Windows Server; 02 sobre SO Linux; 01 questão sobre servidor Apache; 01 sobre servidor Apache Tomcat.

Entendo que a banca manteve seu perfil característico: questões teóricas de nível razoável de dificuldade.

Vamos comentar os itens.
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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 44 –  Um analista de suporte utilizou o novo formato suportado pelo serviço Hyper-V do Windows Server 2012 para configurar os discos virtuais de um servidor. Nesse caso, a capacidade máxima de armazenamento e o nome do novo formato são, respectivamente:

(A) 64 TB e VHDX;

(B) 128 TB e VHDX;

(C) 256 TB e VHD;

(D) 512 TB e VHD;

(E) 1024 TB e VHDX.

Comentários:

Esta questão já foi abordada por diversas bancas. Poderíamos classificá-la como questão pacificada. ;-) Observamos no site https://technet.microsoft.com/en-us/library/hh831446.aspx que o novo formato de disco virtual suportado pelo serviço Hyper-V do Windows Server 2012 é o VHDX. Uma das vantagens em comparação com VHD é o tamanho máximo da capacidade do disco virtual VHDX. O VHDX pode ter até 64 TB de capacidade, enquanto o VHD pode ter até 2 TB. Outros benefícios do VHDX incluem a utilização de log para melhorar a resiliência a falhas de energia. O gabarito apontado corretamente pela banca foi a letra A.

Gabarito: A 

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 45 – O Windows PowerShell presente nos sistemas operacionais Windows 8 e 2012 é capaz de executar cmdlets. Os cmdlets se distinguem dos comandos dos sistemas operacionais e dos scripts de ambientes de shell por serem:

(A) derivados das classes base SRClet e PSCmdlet;

(B) programas executáveis do tipo stand-alone;

(C) instâncias de classes do framework .NET;

(D) scripts orientados a eventos e hooks;

(E) APIs compiladas pelo usuário.

Comentários:

Pessoal, recomendo fortemente recorrer à banca pela anulação desta questão por extrapolar claramente o conteúdo previsto no edital para o cargo de ANÁLISE DE SISTEMAS – SUPORTE OPERACIONAL.

O gabarito apontou como correta a alternativa C: “scripts de ambientes de shell são instâncias de classes do framework .NET“. Ocorre que a formulação da questão extrapolou a previsão do edital (Linguagens de Script Shell, BAT, VBS, PowerShell), pois sua resolução requer conhecimentos relativos ao framework .NET.

Podemos observar na página 32 do edital regulador do concurso, sem sombra de dúvidas, que este framework não integra o conteúdo definido para o cargo de desenvolvimento de Analista de Suporte Operacional.

De todo modo, a alternativa C está realmente correta. Podemos observar em https://msdn.microsoft.com/en-us/library/ms714395(v=vs.85).aspx, que

Cmdlets perform an action and typically return a Microsoft .NET Framework object to the next command in the pipeline. To write a cmdlet, you must implement a cmdlet class that derives from one of two specialized cmdlet base classes”.

Gabarito: C 

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 46 –  Um analista de suporte necessita garantir a integridade de dados do seu recurso de armazenamento de dados compartilhados, e também necessita desconectar um dos nós de um cluster utilizando um dos métodos de fencing disponíveis no CentOS. Um dos quatro métodos de fencing suportados pelo CentOS é o:

(A) DLM;

(B) CMAN;

(C) GFS;

(D) CLVM;

(E) GNBD

Comentários:

Questão baseada no seguinte link: https://www.centos.org/docs/5/html/Cluster_Suite_Overview/s2-fencing-overview-CSO.html

Segundo este link, a definição de fencing é:

Fencing is the disconnection of a node from the cluster’s shared storage. Fencing cuts off I/O from shared storage, thus ensuring data integrity. The cluster infrastructure performs fencing through the fence daemon, fenced.

A questão indaga qual um dos quatro métodos de fencing suportados pelo CentOS.

De acordo com a alternativa apontada no gabarito, letra E, podemos concluir que a questão se baseou no seguinte texto, constante do link acima citado:

Red Hat Cluster Suite provides a variety of fencing methods:

Power fencing — A fencing method that uses a power controller to power off an inoperable node.

Fibre Channel switch fencing — A fencing method that disables the Fibre Channel port that connects storage to an inoperable node.

GNBD fencing — A fencing method that disables an inoperable node’s access to a GNBD server.

Other fencing — Several other fencing methods that disable I/O or power of an inoperable node, including IBM Bladecenters”

Malgrado, percebe-se claramente que houve um equívoco do elaborador da questão, pois conforme cita a fonte por ele utilizada, o método GNDB fencing é provido pelo Red Hat Cluster Suite. Portanto, não é um método de fencing nativo do CentOS.

O ponto é que o Red Hat Linux não está previsto no conteúdo para o cargo de Analista de Suporte no edital regulador do concurso.  Assim, sugere-se recorrer à banca organizadora do concurso pela anulação da questão, por extrapolar o conteúdo previsto no edital regulador.

Gabarito: E

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 47 – Considere que um analista de suporte operacional deseje configurar o GRUB no SUSE Linux Enterprise Server de um servidor que contém BIOS tradicional. Nesse cenário, os arquivos de configuração utilizados pelo boot loader são:

(A)/boot/grub/menu.lst, /boot/vmlinuz, /etc/grub.config e /etc/sysconfig/bootloader;

(B)/boot/grub/menu.lst, /boot/grub/device.map, /etc/grub.conf e /etc/sysconfig/bootloader;

(C) /boot/initrd, /boot/grub/device.map, /etc/grub.config e /etc/sysconfig/bootloader;

(D)/boot/initrd, /boot/grub/device.map, /etc/grub.config e etc/s ysconfig/loader;

(E) /boot/initrd, boot/grub/menu.lst, /boot/grub/devices.map e /etc/sysconfig/loader.

Comentários:

Mais uma questão confusa elaborada pelo examinado. Desta feita, a questão indaga quais os arquivos de configuração utilizados pelo boot loader do Grub. Ocorre que o comando da questão não explicitou a que versão do Grub do  SUSE Linux Enterprise Server se refere.

Para exemplificar o equívoco da questão, se tomarmos a versão 2 do Grub para o Suse Linux Enterprise, os arquivos de configuração utilizados pelo boot loader do Grub são: /boot/grub2/grub.cfg (substitiu o menu.lst); /boot/grub2/custom.cfg; /etc/default/grub; /etc/sysconfig/bootloader

 

Assim, sugere-se recorrer à banca organizadora do concurso pela anulação da questão, por omissão de informação e dubiedade que prejudica fatalmente a resolução da questão.

Gabarito: B 

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 48 – Os servidores HTTP podem estar sujeitos a ataques do tipo DoS. No entanto, os analistas de suporte operacional utilizam diversas medidas para mitigar tais ataques. São exemplos de diretivas dos servidores HTTP Server Apache (versão 2.4) que auxiliam a mitigar esses problemas:

(A) TimeOut e ProxyBlock;

(B) KeepAlive e ProxySet;

(C) LimitRequestLine e SessionMaxAge;

(D) MaxRequestWorkers e SSLVerifyClient;

(E) RequestReadTimeout e KeepAliveTimeout.

Comentários:

Questão bastante difícil, pessoal. O Apache Server possui uma infinidade de diretivas, é humanamente impossível saber a função de cada uma.

A questão baseou-se no texto presente no seguinte link:

https://httpd.apache.org/docs/trunk/misc/security_tips.html

O gabarito apontou corretamente a alternativa E como o gabarito da questão.

Gabarito: E 

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 49 – Considere que um analista de suporte deseje remover o servidor de aplicação Tomcat (versão 9) que está sendo executado como um serviço no S.O. Windows sob o nome de tomcat9. O comando a ser utilizado pelo analista é:

(A) tomcat9 //DS//tomcat9;

(B) tomcat9 //US//tomcat9;

(C) tomcat9 //TS//tomcat9;

(D) tomcat //RS//tomcat9;

(E) tomcat //SS//tomcat9.

Comentários:

A questão baseou-se na documentação presente no seguinte endereço:

https://tomcat.apache.org/tomcat-9.0-doc/windows-service-howto.html

Conforme esta fonte, cada diretiva em linha de comando utiliza o seguinte formato  //XX//ServiceName. A diretiva para deletar (remover) um serviço é //DS//. Assim, a única alternativa plausível é a letra A, apontada como gabarito pela banca.

Gabarito: A 

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 51 – No contexto do servidor dos Serviços de Domínio Active Directory (AD DS) do Windows 2012, analise as afirmativas a seguir:

  1. O servidor fornece um banco de dados distribuído capaz de armazenar e gerenciar informações sobre recursos da rede.
  2. TCP/IP, NTFS, infraestrutura de DHCP e Adprep são requisitos necessários para executar o AD DS.

III. As OUs simplificam a delegação de autoridade e facilitam o gerenciamento de objetos.

Está correto somente o que se afirma em:

(A) I;

(B) II;

(C) III;

(D) I e II;

(E) I e III.

Comentários:

A alternativa I está correta, efetivamente o AD consiste em um “banco de dados” com informações sobre os objetos de um domínio.

A alternativa II está equivocada, e constitui mais uma questão elaborada pelo examinador utilizando a documentação do Technet. No seguinte link obtemos referência para a resolução do item II:

https://technet.microsoft.com/en-us/library/cc771188(v=ws.10).aspx

Pelo que podemos concluir, o item II está errado, somente TCP/IP, NTFS, e Adprep são requisitos necessários para executar o AD DS. O link acima não lista infraestrutura de DHCP como requisito para instalação do AD DS.

A alternativa III também tem sua dicção acertada. Como bem sabemos, as unidades organizacionais (OU) do AD têm como principal propósito facilitar a administração de objetos do domínio.

Gabarito: E 

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 62 – Geodésia é a ciência que se ocupa da determinação da forma, das dimensões e do campo de gravidade da Terra. João, Analista do IBGE, precisa desenvolver um Sistema Operacional de Tempo Real (SOTR) que será embarcado em um Robô motorizado utilizado no projeto do Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) para mapear áreas de difícil acesso. A política de escalonamento do SOTR desenvolvido por João deve ser estática e online, com prioridades fixas. Ela também deve permitir preempção. As tarefas a ser escalonadas são periódicas e independentes. O deadline de cada tarefa é igual ao seu próprio período. Além disso, o tempo máximo de computação delas é conhecido e constante e o chaveamento entre as tarefas é tido como nulo. A política de escalonamento que o SOTR de João deve adotar é:

(A) RM – Rate Monotonic;

(B) EDF – Earliest Deadline First;

(C) FIFO – First In First Out;

(D) LIFO – Last In First Out;

(E) Round Robin.

Comentários:

Pessoal, esta questão foi certamente a de resolução mais difícil do conteúdo de sistemas operacionais (SOTR). Aliou dois assuntos individualmente bastante complexos: sistemas operacionais de tempo real com algoritmos de escalonamento. Mas a dificuldade da questão não se restringiu a isso, pois delimitou um subconjunto ainda mais restrito e pouco conhecido desse universo, ao tratar de escalonamento de tarefas periódicas em SOTR.

Segundo a literatura, os algoritmos de prioridade fixa clássicos são: Taxa Monotônica (Rate Monotonic), Deadline Monotônico (Monotonic Deadline) e Earliest Deadline First.

Dentre estes três algoritmos de escalonamento, o que mais se assemelha às características elencadas pelo elaborador da questão é o de Taxa Monotônica (Rate Monotonic). Observem que disse o que mais se assemelha, pois a descrição elaborada pelo examinador não se amolda perfeitamente ás descrições do RM constantes na literatura.

O ponto principal para entender o RM é que, se um conjunto de processos pode ser escalonado com prioridades fixas, ele também pode ser escalonado com rate monotonic.

O principal ponto  que entendo estar discordante é “o chaveamento entre as tarefas é tido como nulo”. Percebe-se que houve um equívoco patente do elaborador da questão neste aspecto. Conforme se observa facilmente, o tempo de chaveamento do RM entre tarefas é praticamente nulo, o que é frontalmente dissonante com afirmamos que o chaveamento é nulo. Esta afirmação elabora equivocadamente e impugnada “o chaveamento entre as tarefas é tido como nulo” leva uma forte dubiedade, pois induz a entender que não há chaveamento entre tarefas, uma conclusão totalmente despropositada com o papel de um algoritmo de escalonamento, qualquer que seja ele.

Portanto, em virtude do equívoco cabal da assertiva elaborada pelo examinador, pela sua incongruência com a literatura sobre o algoritmo de escalonamento RM, pelo prejuízo causado à correta interpretação da questão, e pela ausência de outra alternativa plausível na questão, sugiro recorrer à banca organizadora pela anula da questão.

Gabarito: A

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 63 – Em um sistema computacional, o Sistema de Arquivos possui diferentes estratégias para superar o problema de alocação de espaço em disco, de uma maneira em que ele possa ser explorado de forma eficiente e os arquivos nele contidos acessados rapidamente. Considere as imagens a seguir que representam 3 métodos de alocação utilizados pelo Sistema de Arquivos.

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As ilustrações dos métodos A, B e C representam, respectivamente, os Métodos de Alocação:

(A) fila, encadeada, contígua;

(B) fila, indexada, direta;

(C) contígua, indexada, direta;

(D) contígua, encadeada, indexada;

(E) fila, sequencial, indexada.

Comentários:

Pessoal, esta é uma questões de menor dificuldade de resolução. Conforme observamos em nossa aula, os métodos de alocação em sistema de arquivos são: alocação contígua, alocação encadeada e alocação indexada. Respectivamente em relação à figura, estes três métodos constam da alternativa D. Gabarito apontado corretamente, questão D.

Gabarito: D 

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 64 – Jonas, Analista de Suporte Operacional do IBGE, realizou uma análise minuciosa dos processos e threads do servidor que ele mantém. Durante a análise, Jonas identificou que três processos estavam na lista de espera por um recurso compartilhado. Além disso, Jonas também identificou uma situação inusitada: um desses processos nunca conseguia executar sua região crítica e, por conta disso, nunca acessava o recurso compartilhado. A situação inusitada encontrada por Jonas é a de:

(A) lock;

(B) starvation;

(C) sincronização condicional;

(D) threads;

(E) stack.

Comentários:

Questão bastante simples e intuitiva, apenas observando com atenção podemos eliminar as alternativas C, D e E. Poderia permanecer uma dúvida entre as alternativas A e B. Mas, como o comando da questão nos orientauma situação inusitada: um desses processos nunca conseguia executar sua região crítica e, por conta disso, nunca acessava o recurso compartilhado”, podemos concluir que a alternativa mais adequada é a letra B, inanição ou starvation.

Gabarito: B 

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(2016 – FGV – IBGE – Analista Suporte Operacional) – questão 70 –  Analise as seguintes equações binárias:

111 ×11

111 -11

110 ÷11

O resultado das equações apresentadas é, respectivamente:

(A) 10101, 10 e 10;

(B) 11101, 101 e 11;

(C) 10111, 110 e 1;

(D) 10101, 100 e 10;

(E) 10100, 11 e 101.

Comentários:

Vamos resolver da forma mais rápida e compreensível, como se trata de números binários de poucos dígitos, convertamos primeiramente para decimal, façamos as operações, e após encontrar o resultado, convertamos novamente para binário para encontrar a alternativa correta.

111×11 =>  7 x 3 = 2110 => 101012;

111 – 11 => 7 – 3 = 410  =>  1002;

110  ÷11 => 6 ÷ 3 = 210  => 102

O gabarito informa corretamente a letra D.

Gabarito: D

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É isso pessoal. Agradeço a paciência a todos os nossos alunos. Boa sorte e ótimo desempenho a todos.

Grande abraço!

Celson

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Celson Carlos Martins Junior

Celson Carlos Martins Junior

Celson é servidor público, cargo de Analista em Tecnologia da Informação, lotado no Ministério do Planejamento, onde atua com Normatização de Contratações de TI e com Contratações Conjuntas destinadas ao SISP, Executivo Federal. Sua formação acadêmica é em Redes de Computadores, especialização em Segurança da Informação  e Mestrando em Computação Aplicada pela Universidade de Brasília. Aprovado nos seguintes concursos: SERPRO 2008, ATI MPOG 2009, STM 2010 e CNMP 2015. Experiência profissional em Tecnologia da Informação no serviço público de mais de 10 anos, atuou nas áreas de Infraestrutura, Servidores, Redes e Segurança da Informação.  

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