Aprovada no concurso PC PA nos cargos de Investigador e Escrivão
“A caminhada até a aprovação é árdua. Disciplina, persistência e resiliência fazem parte da rotina de pessoas vencedoras. Quem realmente quer conseguir fazer da dificuldade a maior oportunidade para mudar de vida. Aceite e aprecie o processo. Haverá momentos de dificuldades e renúncias, e isso é natural. Diga sim para os seus sonhos!”
Confira nossa entrevista com Robéria Rocha, aprovada no concurso PC PA nos cargos de Investigador e Escrivão:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formada em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Robéria Rocha: Tenho 25 anos e sou de Picos, cidade localizada no Sul do Piauí. Sou graduada em Direito pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e pós-graduada em Direito do Trabalho e previdenciário pela Uninovafapi.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial/Segurança Pública?
Robéria: Concurso público sempre foi uma realidade na minha família. Minhas duas irmãs são servidoras públicas e o incentivo a participar destes concursos esteve presente desde o começo de minha graduação. Além disso, o mercado saturado na advocacia e a falta de estabilidade nesta profissão foram determinantes na decisão de começar a se preparar para os processos seletivos.
Inicialmente, estudava para cargos de tribunais e Ministério Público (Analista/ técnico), mas era algo sem muito foco e propósito. Lembro que saí da prova do MP/CE decidida a mudar. Fiz algumas pesquisas e havia projeção de grande quantidade de vagas na área de Segurança Pública em 2021. Iniciei os estudos para o Depen, mas, logo que saiu o edital da Polícia Civil do Pará, não pensei duas vezes em abraçar este cargo. Sempre gostei deste Estado do Brasil e as matérias presentes no edital eram compatíveis com o que já estudava.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseira, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Robéria: Durante minha caminhada como concurseira me dedicava inteiramente aos estudos para os concursos públicos.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovada? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Robéria: Fui aprovada no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas em concurso público são minhas primeiras aprovações o cargo de investigador da PC/PA na 67ª colocação, e de escrivão da PC/PA, na 122ª posição (preliminar).
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?
Robéria: A sensação é de dever cumprido. Ao olhar para meu histórico, sinto que as renúncias, dedicação e foco nos estudos valeram a pena. O processo é dolorido, mas a alegria da vitória é maravilhosa. É entender que hoje faria tudo novamente.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Robéria: Minha vida social durante os estudos para tribunais e Ministério Público era bem comum: saía com amigos e gostava de viajar. Apesar de almejar essas carreiras, não me enxergava trabalhando ali, então tinha uma preparação sem muito foco. Foi nas carreiras policiais que me encontrei. Adotei uma postura totalmente radical, meus pais passaram a ser ainda mais meus amigos e minha irmã, Roberta Rocha, minha confidente.
Tinha uma rotina de estudos, oração e academia bem definidos. Foram sete meses de muita renúncia e dedicação. Entretanto, minha família, sempre que possível, viajava – o que acabava sendo meu momento de fuga e lazer.
Estratégia: Você é casada? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?
Robéria: Morei um tempo com minha irmã e depois voltei a morar com meus pais. Costumo falar que eles são os patrocinadores do impossível. Eles acreditavam, enquanto eu tinha dúvidas. São a razão de iniciar e continuar os estudos. Na jornada das carreiras policiais aprendi, antes de tudo, a valorizar, respeitar e amar ainda mais minha mãe e meu pai. Minha aprovação é o resultado da fé inabalável de um Deus, e é dedicada aos meus pais, Roberto Rocha e Lúcia Borges, e para minha tia, Terezinha Rocha.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Robéria: Meu objetivo maior hoje é conseguir a tão sonhada independência financeira. O edital da PC/PA possuía um salário satisfatório e uma boa quantidade de vagas. A ideia é utilizar como concurso-escada para o de membro do MP ou Delegada de Polícia.
Com relação a se vale a pena ou não fazer outros concursos com foco diferente, depende muito da situação do candidato. Um concurso de membro do MP demanda muito mais tempo de estudo do que um de investigador, por exemplo. A situação financeira fez com que optasse por essa estratégia. Agora, posso reiniciar meus estudos sem tanta cobrança.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovada?
Robéria: O edital da PC/PA saiu no final do ano de 2020 e, desde então, o foco era só nesse concurso. Embora outros editais das carreiras policiais estivessem abertos e houvesse compatibilidade, decidi ser especialista na PC/PA. Então, conheci muito bem minha banca e sua metodologia de cobrança.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Robéria: Após a prova do MP/CE, iniciou a pandemia. Em maio de 2020 abriu o edital para o concurso do DEPEN, o que acabou sendo o edital base. Em novembro do mesmo ano optei em seguir pela PC/PA. Queria muito voltar ao Pará, não só pela estabilidade financeira e para ajudar meus pais, como também para servir à população do Estado. Tratava o fato de ser concurseira como minha profissão, então mentalmente batia ponto e tinha que cumprir minhas metas diárias. O professor Lucas Neto, da cidade de Quixadá – CE, ajudou a fazer um reset emocional e a manter o hiperfoco.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Robéria: Utilizei videoaulas, materiais em PDF na forma simplificada e os mapas mentais. As videoaulas formaram minha base: sempre aprendi melhor com o professor, afinal, poderia voltar e assistir quantas vezes fosse necessário; porém, a completude do conteúdo era garantida pelo PDF. Por estes materiais eu conseguia estudar mais rápido e de forma mais abrangente que nas videoaulas. Já os mapas mentais são ótimos para revisão: fixava o conteúdo por meio deles.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Robéria: Desde a época da graduação conheci o Estratégia Concursos. Lembro que estudava para as provas pelas aulas gratuitas no YouTube. Minha segunda fase do Exame de Ordem da OAB foi com a professora Priscila Ferreira e logrei êxito na primeira tentativa. Pouco tempo depois surgiu a assinatura vitalícia e, com isso, não poderia perder a oportunidade de estudar de forma acessível.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Robéria: Já tinha uma base muito boa de Direito Constitucional e Administrativo, e optei por assistir o curso exclusivo da Adriane Fauth e do Thallius Moraes. No geral, estudava duas matérias durante o dia, três horas durante a manhã e três horas durante a tarde, e fazia todas as questões do PDF do conteúdo estudado. Meu foco era nas matérias com peso 2. Cheguei a abdicar de informática, que tinha um conteúdo gigantesco e apenas duas questões. No sábado, fazia um simulado e uma redação, e, aos domingos, fazia a correção juntamente com a “letra seca” de lei. Nos dois meses finais não tinha um tempo definido: era o tempo que tivesse tendo produtividade. Assisti várias maratonas e aulas de revisão. Preferi imprimir os cadernos de questões direcionados a PC/PA e revisava por meio destes impressos, dos mapas mentais e da “letra seca” de lei.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Robéria: A maior dificuldade foi na disciplina de contabilidade, pois, até então, não tinha tido contato. Comecei assistindo as aulas do Silvio Sande e parecia coisa de outro mundo. Assisti o curso regular duas vezes e só na segunda tentativa eu comecei a “pegar” o assunto. Depois passei para as aulas do Professor Gilmar Possati e revisava pelo curso exclusivo do Willian Notário. Digo que venci contabilidade pela repetição, pois era um eterno “enxuga gelo”.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Robéria: Minha reta final era nível @Virtuallves: passava o dia todo assistindo aula de revisão e refazendo os mapas mentais no quadro branco. Repetia e repetia. Além disso, gostava de ler a “letra seca” de lei.
A semana que antecede a prova carrega a pior sensação de todas: você estudou tudo, fez uma ótima preparação e só pensa em desistir. Dentro de você, a impressão é de que não vai ser dessa vez.
Na véspera de prova fui passear na beira-rio na cidade de Marabá e fiz uma revisão dos possíveis temas que seriam cobrados na prova.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Robéria: Nos sábados, sempre fazia uma redação. Pegava o caso prático e estudava a explicação do conteúdo. Só então elaborava a minha. Aos domingos, fazia a correção pelo modelo disponibilizado.
Estratégia: Como foi sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Robéria: Minha preparação para o Taf está ocorrendo, no entanto, antes disso já tinha uma rotina de academia. Agora, o momento é de aperfeiçoar os exercícios.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Robéria: Acredito que minha preparação teve muitos erros. No início, utilizava o Estratégia como uma Netflix. Assistia muitas aulas e não me preocupava em revisar e fazer os simulados. Com o tempo, entendi que a melhor forma de aprender algo é por meio de questões e revisão.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Robéria: Quando você decide tomar uma postura radical, se afastando do convívio social, o início é bem complicado. Ver os jovens se divertindo, saindo e curtindo a vida, enquanto você está “de cara” nos livros… Passei uns meses fora das redes sociais e só voltei quando percebi que aquela vida de curtição já não fazia mais sentido. Comecei a seguir e a modelar minha vida com pessoas de sucesso. Minha referência foi o Professor Lucas Neto. Com o tempo, comecei a apreciar o processo. Passava horas estudando e já não errava as questões como no início. Cada questão correta era um ânimo a mais para continuar. No entanto, nem todos os dias são fáceis: você fez uma ótima preparação, mas o medo toma de conta e faz pensar que não será dessa vez. Sempre que pensava assim, voltava para as minhas orações.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Robéria: Minha principal motivação foi o desejo de mudar de vida. Ao longo dos anos de 2020 e 2021 vi pessoas brigando por coisas que não estavam ao seu alcance. Um ano em que a cultura do cancelamento foi idolatrada e que pessoas adoeciam dentro de suas casas, sem perspectiva de futuro. Decidi caminhar contra a corrente e fazer do ano mais difícil até aqui o melhor da minha vida. Mergulhei de cabeça nos estudos, disse vários “nãos” e um “sim” gigantesco ao meu futuro. Sei que a honra e a glória são do Senhor Deus, mas que o propósito é dele para mim.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Robéria: A caminhada até a aprovação é árdua. Disciplina, persistência e resiliência fazem parte da rotina de pessoas vencedoras. Quem realmente quer conseguir fazer da dificuldade a maior oportunidade para mudar de vida. Aceite e aprecie o processo. Haverá momentos de dificuldades e renúncias, e isso é natural. Diga sim para os seus sonhos!