Aprovado em 2° lugar no concurso Prefeitura de Arraial do Cabo para o cargo de Professor de Ciências I
Concursos Públicos“[…] É duro, suado e requer sacrifícios. Você aprende a conciliar com a sua vida profissional, familiar e amorosa, independentemente da sua demanda […]”
Confira a nossa entrevista com Rodrigo Prado Rodrigues de Miranda, aprovado em 2° lugar no concurso Prefeitura de Arraial do Cabo para o cargo de Professor de Ciências I:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Rodrigo Prado Rodrigues de Miranda: Eu sou formado em Ciências Biológicas modalidade Bacharelado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Mestre em Ciências e Biotecnologia pela UFF e Doutor em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Vou me formar neste mês em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) agora em fevereiro. Tenho 31 anos e sou natural do Rio de Janeiro, capital.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Rodrigo: Sempre fui bolsista na graduação e na pós-graduação. Depender da bolsa passou a ser um empecilho, pois a incerteza dos investimentos é algo que assombra o pesquisador não concursado ou celetista nos dias de hoje.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Rodrigo: Como bacharel, informalmente dava aulas particulares para aumentar a renda da bolsa e estudava quando não estava trabalhando no laboratório, seja no ônibus ou em casa mesmo.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Rodrigo: Fui aprovado em concursos como biólogo da UFRJ, mas fora das vagas, em 2019. Recentemente, eu fui aprovado no TRE Unificado (TRE/SP), porém, fora das vagas, para o cargo de Técnico Judiciário – Área Administrativa. Nesse, estou na posição de 163 AC e espero ser convocado futuramente. No dia 16 de janeiro deste ano, fui aprovado no concurso de Arraial do Cabo para o cargo de Professor de Ciências I, dentro das vagas (2) e no dia 29 fui convocado.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Rodrigo: Ocasionalmente eu saía com a família, em alguns almoços, mas a minha vida era só estudar e conciliar o estudo com a pós-graduação (doutorado) e, mais tarde, com o pós-doutorado.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Rodrigo: Sempre me deram apoio, seja respeitando a minha vontade de ficar sozinho, estudando ou me amparando emocionalmente a cada crise de ansiedade.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Rodrigo: Confesso que estudei por uns três meses, pois o foco não era o cargo de prefeitura. Como sou assinante da Assinatura Básica do Estratégia, eu selecionei o curso para a prova nacional docente (PND), pois me ajudaria em seleções e concursos educacionais futuros. Nesse ínterim, descobri o concurso de Arraial do Cabo, selecionei o curso na plataforma do Estratégia e consegui estudar muitas matérias em comum.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Rodrigo: Apenas PDF. As principais vantagens são a objetividade do material e a diagramação que tornam a leitura agradável. A principal desvantagem, de certa forma, é também a objetividade, pois como não conhecia a banca do meu concurso direito, temi algumas informações estarem muito simplificadas, mas o resultado veio.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Rodrigo: Através do Professor Fabiano Pereira. Eu fiz mentoria com ele para o concurso do TRE e, nesse período, assinei o Pacote Básico do Estratégia para um reforço no estudo.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Rodrigo: Nunca estudei por outros cursos. Na biologia, eu estudava por livros e quando fiz o TRE, comecei direto com o Estratégia.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Rodrigo: O diferencial da objetividade é ensinar o que a banca realmente cobra. Foi assim tanto para o concurso de tribunal quanto para o de Arraial do Cabo.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Rodrigo: Sou Assinante da mentoria do professor Fabiano. Ele monta tudo. Por causa dos meus horários, eu conseguia apenas estudar 4 horas líquidas por dia.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Rodrigo: Para o concurso de professor, eu não fiz simulados, mas fiz questões. Não fiz resumos também. Sempre voltava ao material do Estratégia para fazer as minhas revisões.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Rodrigo: Confesso que para o concurso de Arraial do Cabo, eu fiz pouco mais de uma centena, pois a banca é pequena.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Rodrigo: Português. Ainda não superei totalmente. Por isso, faço muitas questões.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Rodrigo: Revisão, revisão e revisão.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Rodrigo: Eu fazia uma redação por semana nos meses anteriores ao mês da prova e dobrei esse valor no mês da prova.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Rodrigo: Não sei responder essa questão, mas erro muito. Talvez falta de foco.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Rodrigo: Não. Estudar para concursos é algo que vira hábito. Já fiz longas pausas entre uma prova e outra, mas sempre vejo as possibilidades para investir em uma carreira nova.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Rodrigo: O estudo não é vocação e tampouco diversão. É duro, suado e requer sacrifícios. Você aprende a conciliar com a sua vida profissional, familiar e amorosa, independentemente da sua demanda. Estamos caminhando a passos largos para a precarização das carreiras e serviços públicos e ter consciência disso pode ser uma faca de dois gumes, seja como um fator de incentivo ou dissuasão do estudo pra concursos. De qualquer modo, a vida de concursado (e principalmente do estatutário) é diferencial nos dias de hoje. Dependendo da carreira, vive-se bem ou confortavelmente. Salvo algumas carreiras que são o ápice do serviço público brasileiro (magistratura, MP e setores do legislativo), o servidor público de base (professores, enfermeiros, assistentes administrativos e etc) é erroneamente tido como parasita do Estado e os golpes que a classe recebe, seja por falta de reajustes em remuneração, carreira e perpetuação de processos simplificados, pode desestimular o concurseiro a seguir. Tendo tudo isso em mente, decidi seguir, pois o estudo pra concursos, atualmente, é um ato de resistência e de prova de qualidade, haja vista que se estuda muito para pouquíssimas vagas e na direção de movimentos políticos de puro sucateamento do serviço de base. Enfim, adaptando a fala de uma querida personagem da fixa, digo “continue a estudar” e sempre planeje o seu próximo passo, consciente da carreira que está escolhendo e como todo o país a observa de forma social e política. Paz e bem.