Concurso de Professor: 10 erros fatais na hora de estudar e como evitá-los
Descubra como estudar para concurso de professor sem perder tempo. Veja os 10 piores erros na preparação e aprenda o que fazer para garantir sua aprovação
Da falta de revisão à prova de títulos esquecida, descubra os 10 principais erros na preparação e o que fazer para evitá-los.
A preparação para concurso de professor quase sempre acontece no intervalo de uma jornada que já é dupla ou tripla: dar aula, cuidar da casa, criar os filhos e ainda abrir o material de estudo.
Nesse cenário, é comum perder tempo com estudo passivo, revisão mal distribuída ou método que não se converte em ponto na prova.
Para otimizar seu processo de aprendizagem e garantir melhora de performance, listamos os 10 erros mais frequentes e sugestões para evitá-los.
- Estudar a matéria, e não o edital
Você abre a obra Didática de Libâneo e estuda o livro inteiro. Mas o edital cobrava apenas três tópicos.
O que fazer?
Reúna os últimos editais da secretaria de educação de seu interesse, analise como aparece nas provas anteriores, observe o que se repete e monte sua lista de estudo a partir desses tópicos.
- Trocar material focado por resumos de internet
O resumo da internet pode até dar uma ideia geral. Porém, um PDF bem escrito, voltado para o seu concurso e elaborado por um professor especialista (que conhece a forma exata como cada conteúdo é cobrado) será muito mais eficaz.
O que fazer?
Invista num bom material, leia o PDF, use esquemas para fixar o conteúdo e resolva (muitas) questões. O resumo entra depois, apenas na fase de revisão.
- Deixar matérias de maior peso para o final do processo.
Legislação e conhecimentos pedagógicos, por exemplo, formam o bloco mais previsível da prova e, na maioria dos editais de professor, o de maior peso.
O que fazer?
Coloque esses conteúdos na primeira semana do seu ciclo de estudos. Nenhum outro bloco converte tantos pontos por hora estudada.
- Focar em “decoreba” desnecessária em vez da aplicação do conceito
Dificilmente a banca vai perguntar o ano de nascimento de Piaget. Ela apresenta uma situação de sala de aula e pede a teoria que a explica.
O que fazer?
Busque entender como a teoria de cada autor resolve um problema prático no dia a dia da escola e guarde três informações principais:
- o termo que só ele usa;
- o que ele espera do professor;
- o tratamento que ele dá ao erro do aluno.
- Ler muita teoria e resolver poucas questões
Muita gente lê durante meses à espera de se sentir pronta para começar as questões. Porém, a segurança nasce da prática com questões e não apenas com a leitura.
O que fazer?
Divida cada hora do ciclo em meia hora de leitura e meia hora de questões sobre o mesmo assunto, no mesmo dia. Errar no início faz parte do processo, mas saiba o que fazer com os erros…
- Estudar sem Caderno de erros ou monitoramento de performance
Errar é barato. Caro é errar a mesma coisa em março, em julho e no dia da prova. Quem não mede o próprio desempenho não sabe o quanto ainda falta aprender e, consequentemente, não consegue calcular o esforço necessário para ser aprovado.
O que fazer?
Registre seus erros. Identifique o tema da questão, o que motivou o erro e o que precisa melhorar/estudar para não repetir a falha. Sempre revise o caderno de erros. Ele deve ser flexível e dinâmico.
Além disso, transforme suas falhas em métricas: se tiver um aproveitamento de 60% em uma lista de questões, identifique o que precisa ajustar para alcançar a faixa dos 80% a 90%.
- Ignorar o perfil da banca examinadora
Uma banca cobra a letra da lei. Outra prefere partir de situações de sala de aula. Estudar sem saber qual abordagem será utilizada é treinar para a prova errada.
O que fazer?
Dê preferência a resolver provas anteriores da banca provável e identifique o padrão de cobrança.
- Esquecer as fases além da prova objetiva
Prova discursiva, prova didática, prova de títulos e avaliação psicológica definem a classificação final. Muita gente só percebe isso quando sai o resultado da objetiva.
O que fazer?
Prepare-se para todas as fases.
- Prova discursiva/redação: estude língua portuguesa, treine textos semanais sobre temas educacionais atuais, simule o tempo.
- Prova didática: grave uma aula de dez minutos e treine a escrita e execução do plano de aula.
- Avaliação psicológica: tem aparecido com frequência nos editais recentes. Verifique o que o edital exige e, se possível, busque orientação profissional.
- Prova de títulos: mantenha uma pasta com todos os documentos organizados e digitalizados. É a única fase em que se ganha ponto sem estudar.
- Estudar sem revisão programada
O conteúdo estudado e não revisado chega ao dia da prova como se nunca tivesse sido visto. No entanto, criar métodos muito complexos de revisão gera frustração em quem tem pouco tempo.
O que fazer?
Programe revisões realistas (como rever o conteúdo 24 horas depois e, novamente, 7 dias depois). Se possível, revise também em 30 dias e em 3 meses. Não ignore a “curva de esquecimento”.Se a semana apertar, corte o estudo de um conteúdo novo, mas nunca corte a revisão.
- Depender da motivação e estudar isolado
A motivação pode render seis horas em um domingo e sumir por dez dias. Quem estuda totalmente sozinho leva meses para perceber que o método estava errado, porque não tem parâmetro externo.
O que fazer?
Defina um mínimo que você consiga cumprir no seu pior dia — meia hora de estudo e dez questões — e mantenha uma referência externa corrigindo sua rota.
Materiais para concursos de Professor
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