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A FGV e os mecanismos de coesão textual para o TCE-AM

Entenda como podem ser exigidos, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os mecanismos de coesão textual para o TCE-AM a partir da Língua em uso presente nos textos cobrados pela banca examinadora

Olá, queridos, tudo bem?

Recentemente, saiu o edital para o concurso do TCE-AM. Diante disso, este artigo auxiliará você que pretende seguir a carreira nos cargos de Auditoria Governamental, Ministério Público de Contas, Auditoria de Obras Públicas e Auditoria de Tecnologia da Informação no Órgão.

Antes de iniciarmos o assunto propriamente dito, cabe ressaltar a observação prevista no edital que traz a seguinte informação: “os itens deste programa serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão ser estudados sob o foco de sua participação na estruturação significativa dos textos.”. Sendo assim, este texto tem como objetivo orientar você à compreensão dos mecanismos de coesão textual para o TCE-AM, considerando, antes de qualquer coisa, a esfera do texto em si. Para isso, trouxemos alguns exemplos de questões já cobradas pela banca examinadora.

Aplicação dos mecanismos de coesão textual para o TCE-AM

Em geral, os estudos voltados à interpretação linguística ocorrem em favor do texto e em detrimento de frases isoladas. Isso ocorre, porque uma frase pode ser apresentada fora de contexto, o que prejudica a coerência e a coesão textuais. Frente a esse panorama, entendemos que o texto está hierarquicamente acima da frase, fazendo não só parte de um sistema linguístico, mas também de uma unidade de uso em uma situação comunicativa específica. Assim, podemos entender o texto a partir da esfera da contextualização. Essa esfera é traduzida por meio de um processo que contribui para elaboração do texto.

O processo de contextualização na elaboração do texto como mecanismo de coesão textual para o TCE-AM

Como sabemos, o aspecto da contextualização no processo de interpretação de textos é extremamente valioso. Para que esse aspecto seja coerente, é preciso observar alguns fatores que tendem a trazer clareza e objetividade aos textos, tornando-os cada vez mais possível de ser interpretado corretamente. Hoje, apresentamos dois deles: os contextualizadores e os perspectivos. Dito isso, a FGV pode trazer os mecanismos de coesão textual para o TCE-AM com os seguintes aspectos:

Contextualizadores

Os contextualizadores, na perspectiva de Harweg (1974; 1978), indicam uma espécie de sinais éticos “que contribuem para avançar expectativas a respeito do texto, situando-o num universo contextual de interação” (MARCUSCHI, 2012, p. 39). Assim, produzem-se ferramentas que ajudam a delimitar o caminho do “fazer textual” desde o início até o fim do texto. Essas ferramentas servem para indicar o leitor a respeito de um tipo textual.

Por exemplo, se o gênero da questão fosse ‘carta’ alguns elementos, tais como, assinatura, localização e data, seriam indicadores/contextualizadores desse gênero textual. Já em uma charge, os elementos gráficos são de extrema importância para analisar o conteúdo desse tipo textual, o que corrobora a um bom desenvolvimento do texto e da sua clareza no ato da interpretação. Com isso, não deixe de observar os contextualizadores, pois são eles que costuram o texto e orientam o aluno à interpretação adequada de determinado tipo textual, nesse sentido, podem ser cobrados os mecanismos de coesão textual para o TCE-AM.

Perspectivos

Os fatores perspectivos têm como função principal orientar o leitor a perspectivas de interpretações possíveis. Em outras palavras, criam-se oportunidades de leitura dentro do aspecto da contextualização, visto que são capazes de gerar expectativas reais no leitor, evitando arbitrariedades interpretativas. Trataremos de 02 (dois) fatores perspectivos que ajudam você a interpretar um texto como todo: o título e o início do texto.

O título: um dos mecanismos de coesão textual para o TCE-AM

O que a FGV pode cobrar sobre os mecanismos de coesão textual para o TCE-AM em relação ao título e subtítulos, dá-se no sentido de deixar rastros sobre “o poder de avançar comunicativamente elementos cognitivos em termos de expectativas” (MARCUSCHI, 2012, p. 45). Em outras palavras, o título é considerado a primeira escolha entre possíveis expectativas do leitor em relação ao texto como um todo, pois serve como mecanismo linguístico que marca um ponto de partida essencial à produção textual. Tomemos como exemplo a questão da banca no passado.

Questão de banca – FGV (2020)

É TRABALHO OU MALHAÇÃO?

Uma academia dentro do escritório. Esse é o benefício da vez em empresas que levam a sério a saúde (e a produtividade) dos funcionários.”

No subtítulo do texto, os parênteses em “(e a produtividade)” visam destacar um dos objetivos da empresa, que também está mencionado no seguinte trecho do texto:


A) “É na área do bem-estar que parecem estar os novos e desejáveis benefícios”.

B) “No Brasil, são 3,6 bilhões de dólares por ano”.

C) “O que uma empresa pode oferecer para fazer os olhos do funcionário brilharem”

D) “A tendência é impulsionada por algo mais do que altruísmo”

E) “Um deles é oferecer mais do que apenas acesso a uma academia de ginástica”

Resolução de banca – FGV (2020)

Nessa questão que trata do subtítulo, é possível notar que esse serve para nortear o leitor, criando reais expectativas de interpretação. Há dois pontos que devem ser considerados para a resolução adequada do comando: o uso dos parênteses e do conectivo ‘e’.

O título e o subtítulo cumprem sua função, na medida em que a força ilocutiva do texto é cumprida adequadamente. Em síntese, o uso dos parênteses pretende enfatizar uma informação – a questão da produtividade no trabalho que se contrapõe à ideia da saúde – e o conectivo ‘e’ que informa ao leitor os dois benefícios de se ter uma academia no trabalho: a melhoria tanto na saúde quanto na produtividade. Assim, entende-se que a tendência de se construir uma academia no local de trabalho é impulsionada por algo mais do que a simples benevolência da empresa, sendo, por esse motivo, a resposta correta a letra D.

O início do texto: mecanismos de coesão textual para o TCE-AM

Entre os mecanismos de coesão textual para o TCE-AM, a banca pode exigir dos candidatos os conhecimentos interseccionais entre o título e o início do texto. Diante disso, é preciso reconhecer que ambos os mecanismos apresentam funções bem marcadas, respeitando os princípios gerais que regem a estrutura textual, criando-se, já no início do texto, raios de dependência com certo alcance do que será discutido.

Comumente, esse mecanismo de coesão textual traz o tom e seus possíveis efeitos de expectativa no leitor à medida que ajuda esse leitor a se situar, de forma contextual, ao delimitar, desde logo, a continuidade do texto. Em outras palavras, o início do texto pretende situar a comunicação na qual esteja inserida a estrutura textual. Dito isso, continuemos a análise da questão em estudo.

Resolução de banca – FGV (2020)

O início do texto da questão em análise traz o seguinte parágrafo:

“O que uma empresa pode oferecer para fazer os olhos do funcionário brilharem? A lista tem crescido nos últimos anos: horário flexível, sala de descompressão, propósito… A resposta também passa pela saúde. É na área do bem-estar que parecem estar os novos e desejáveis benefícios. Um deles é oferecer mais do que apenas acesso a uma academia de ginástica – e, sim, uma academia dentro do próprio escritório.”

A partir da leitura desse trecho, compreende-se que o tema do texto percorrerá um caminho que seja capaz de responder a questão indicada já na primeira sentença. Pensando nisso, notamos que a resposta para a pergunta no início do texto encontra-se ainda nesse trecho, ressaltando a ideia de bem-estar, visto que esse é fundamental à garantia da “saúde” do funcionário. Cria-se, com isso, um espaço que atenda às necessidades do funcionário no próprio escritório. Fato esse que beneficiaria não só aquele que trabalha, mas também aos seus donos. A importância do início do texto dá-se, assim, no sentido de criar rotas possíveis à elaboração do conteúdo do texto como todo. Por isso, atente-se a essa parte da estrutura textual.

O que saber sobre os mecanismos de coesão textual para o TCE-AM

Não se pode interpretar um texto meramente pela observância aos princípios linguísticos, pois, sem contexto, a frase tende a se tornar sem coesão. Nesse sentido, aprendemos, aqui, a evitar a interpretação arbitrária de frases isoladas na aplicação de norteadores linguísticos.

Considerando o texto como uma unidade que, hierarquicamente, é superior à frase, “a importância dessas observações reside precisamente na questão central da natureza da linguagem. Ela não é apenas um sistema de representação, mas de produção e reprodução, criação e recriação de realidades” (MARCUSCHI, 2012, p. 82).

Diante do que foi exposto neste texto, esperamos ter contribuído um pouco mais para sua jornada de estudos de Língua Portuguesa para concursos. Para aprofundar o tema sobre os mecanismos de coesão textual para o TCE-AM, o Estratégia Concursos oferece um curso completo específico para cada cargo, para acessá-los, clique aqui

Um abraço,

Igor Alcântara

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