CNU 3? Governo pode avaliar nova edição; entenda

Governo indica que continuidade do CNU dependerá de avaliação orçamentária

A possibilidade de uma terceira edição do CNU (Concurso Nacional Unificado) voltou a entrar no radar dos concurseiros.

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo pretende manter a política do chamado “Enem dos Concursos” em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração foi dada durante entrevista ao portal “JOTA”, quando a ministra foi questionada sobre a continuidade do modelo unificado de seleção para o serviço público federal.

“Sim. Aí seria discutido em 2027, para inserir no Orçamento de 2028”, disse.

A resposta indica que uma eventual terceira edição do CNU dependerá das discussões orçamentárias previstas para 2027, com possibilidade de realização ao longo de 2028.

CNU se consolidou como modelo de seleção federal

Criado durante a atual gestão federal, o Concurso Nacional Unificado foi desenvolvido com o objetivo de centralizar a seleção de servidores para diferentes órgãos da administração pública em um único processo seletivo.

Segundo Esther Dweck, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização da gestão de pessoas no governo federal.

A ministra destaca que o modelo permitiu uma nova forma de planejamento das contratações, baseada não apenas na reposição de cargos vagos, mas também na análise das necessidades futuras da máquina pública.

Até o momento, duas edições do CNU já foram realizadas. A mais recente ofertou 3.652 vagas distribuídas entre 32 órgãos federais, com provas aplicadas em dois dias.

Governo aposta em carreiras mais flexíveis

Outro ponto destacado pela ministra foi a ampliação das chamadas carreiras transversais, que permitem a movimentação de servidores entre diferentes órgãos conforme as necessidades da administração pública.

De acordo com Dweck, a estratégia busca tornar a gestão de pessoal mais eficiente e evitar situações em que órgãos utilizem profissionais altamente especializados para atividades administrativas que poderiam ser desempenhadas por servidores de carreiras gerais.

A ministra também ressaltou que o governo vem realizando estudos de dimensionamento da força de trabalho, considerando fatores como aposentadorias futuras, áreas estratégicas e demandas específicas dos órgãos federais.

Transformação do Estado

Ao fazer um balanço dos últimos anos, Esther Dweck afirmou que a pasta promoveu uma ampla reorganização da estrutura administrativa federal.

Entre as medidas citadas estão a realização de concursos públicos, a reestruturação de carreiras, mudanças nos processos de progressão funcional e avanços nos mecanismos de avaliação de desempenho dos servidores.

Com a sinalização de continuidade do CNU em um eventual novo mandato presidencial, a expectativa agora fica por conta das definições que poderão ocorrer em 2027, quando o governo deverá avaliar a viabilidade orçamentária de uma nova edição do concurso unificado para 2028.

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