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Concurso Câmara dos Deputados: como evitar erros na prova discursiva? 

Prova discursiva da Câmara dos Deputados é parte importante do concurso; veja como evitar erros nesta fase

Fala, estrategistas! Vamos falar sobre como evitar erros na prova discursiva para o Concurso da Câmara dos Deputados.

A maior parte dos concorrentes acredita que a parte discursiva tem como finalidade apenas “tornar a vida mais difícil” ou “dificultar o concurso”. No entanto, isso não é verdade. A realidade é que ela existe por uma razão bem definida: identificar aqueles que possuem um conhecimento que vai além de simplesmente marcar X. Isso será avaliado na discursiva para o Concurso da Câmara dos Deputados.

Como evitar erros na Prova Discursiva Câmara dos Deputados

Enquanto o exame objetivo avalia sua compreensão teórica de maneira rápida e ampla, a parte discursiva avalia algo mais significativo: sua habilidade de utilizar esse conhecimento com clareza, lógica e propriedade. Esse ponto será o diferencial para a discursiva no Concurso da Câmara dos Deputados.

Como é a prova discursiva da Câmara dos Deputados?

Bem, você já está ciente de que a prova discursiva inclui questões dissertativas. Agora, ao abordar a forma de uma prova desse tipo, ou seja, o que você encontrará ao pegar a prova, a maioria das perguntas dissertativas geralmente consiste em:

  1. Instruções;
  2. Texto motivador;
  3. Enunciado (composto por texto motivador, comando e tópicos);
  4. Rascunho; e
  5. Folha de resposta.

Logo de início, você encontrará as orientações gerais da banca organizadora. Nesse espaço, informa-se quantas questões dissertativas existem, o peso de cada uma, se há limite de linhas, e o uso de caneta preta ou azul, entre outras orientações. 

Pode parecer evidente, porém muitas pessoas desconsideram essas orientações — e isso é onde começam os erros que podem ser evitados, como escrever fora dos limites permitidos ou utilizar uma linguagem inadequada. 

Em algumas ocasiões, é necessário escrever uma frase específica para checar a caligrafia, e em outras não há instruções, valendo apenas o listado no edital.

Diversas provas dissertativas apresentam um ou mais textos de apoio antes da pergunta. Eles têm a finalidade de contextualizar o assunto ou estimular uma reflexão inicial. Em boa parte das provas, você não deve incluir partes do texto de apoio na sua resposta.

Como entender uma questão discursiva?

Lembre-se que o enunciado é a essência da pergunta. É nele que você descobre exatamente o que deve escrever. Normalmente, está dividido em três seções: a introdução (contexto), o comando (o que você deve realizar: “comente”, “analise”, “explique”, “compare” etc.) e os tópicos (elementos específicos que precisam ser abordados no texto). 

Ignorar ou entender mal essa parte pode resultar em fuga do tema — e isso pode resultar em perda significativa de pontos.

Imediatamente após a pergunta, existe uma folha para rascunho. Essa folha é opcional e não será avaliada pela banca, mas é bastante útil. 

Utilize o rascunho para planejar seu texto, testar a estrutura e organizar suas ideias antes de elaborar a versão final. Isso ajuda a evitar erros e aumenta a clareza da sua redação. 

Por fim, há a folha oficial onde sua resposta será analisada. Em geral, essa folha tem linhas numeradas e espaço delimitado. Qualquer conteúdo escrito fora desse espaço não será levado em consideração. Ademais, não é permitido se identificar (sem assinaturas ou iniciais). Se cometer um erro, faça um traço simples sobre a palavra errada. Escreva com atenção, preste atenção na apresentação e revise antes de entregar — afinal, é nesse momento que você será realmente avaliado.

Erros comuns nas provas discursivas da Câmara dos Deputados

A maior parte dos concorrentes não perdem pontos por falta de conteúdo, mas sim por falhas que poderiam ser eliminadas com um pouco mais de cuidado e prática. 

Desvio do tema

O equívoco mais frequente em provas discursivas — e o mais sério — é desviar-se do tema proposto. Isso ocorre quando o candidato escreve bem, mas aborda outra questão. Em algumas ocasiões, ele ignora um dos pontos solicitados, mal interpreta a instrução ou simplesmente se desvia do tópico.

Ignorar o tema pode resultar na anulação parcial ou total da resposta. Portanto, antes de começar a redigir, leia atentamente o enunciado e destaque os verbos que indicam as ações necessárias.

Estrutura do texto

Outra questão recorrente é a estrutura confusa. Um texto que não possui introdução, desenvolvimento e conclusão cansa quem corrige e prejudica a compreensão da resposta. 

Parágrafos excessivamente longos, ausência de conectores ou ideias apresentadas de maneira desorganizada são sinais de falta de organização. E a organização é um dos critérios de avaliação. Praticar a estruturação é tão essencial quanto ter domínio do conteúdo.

Linguagem no texto

Também existe a enrolação. Muitos concorrentes acreditam que precisam preencher todas as linhas a qualquer custo, e acabam repetindo ideias, dando voltas ou utilizando frases genéricas que não comunicam nada. O corretor percebe isso de imediato. É mais vantajoso apresentar uma resposta clara, concisa e objetiva do que um texto repleto de palavras sem conteúdo efetivo.

A utilização de linguagem inadequada também é um fator importante. Erros de ortografia, concordância ou pontuação impactam sua nota. Além disso, adotar uma linguagem informal ou vaga, como se estivesse enviando mensagens de celular, demonstra falta de domínio. O ideal é adotar um tom formal, mas claro e direto — sem tentar ser um dicionário, ou escrever como se estivesse em um grupo de WhatsApp.

Revisão do texto

Por último, um erro sutil, porém arriscado: não revisar o texto. Na pressa, muitos concorrentes entregam a prova com frases incompletas, palavras ausentes ou ideias mal conectadas. Um minuto extra de revisão pode garantir pontos valiosos e até evitar uma reprovação.

Evitar esses erros não requer nenhum talento especial. Exige prática, atenção e consciência de que a prova discursiva é, na verdade, uma oportunidade para demonstrar o que você sabe — mas apenas se você souber como expor isso.

Como se preparar para a prova discursiva da Câmara dos Deputados?

A preparação para a prova de redação requer uma metodologia distinta da utilizada para as provas objetivas. Não é suficiente dominar o assunto; é necessário também saber como escrever sobre ele. Isso requer prática. Esse ponto será o diferencial para o Concurso da Câmara dos Deputados.

Primeiro Passo

O primeiro passo é compreender o estilo da banca examinadora. Ela prefere textos extensos ou concisos? Atraem mais os assuntos contemporâneos ou os mais técnicos? Utiliza instruções como “explique” ou opta por “analise, compare, argumente”? Todos esses fatores são relevantes. 

Se você for fazer a prova da FGV, não adianta treinar para a redação como se estivesse se preparando para Cebraspe, e o contrário também se aplica.

Lembrando que a banca do Concurso Câmara dos Deputados 2026 é a Cebraspe.

Segundo Passo

Em seguida, é vital praticar com frequência. Escrever uma ou duas redações por mês não fornecerá a confiança necessária. O ideal é estabelecer uma rotina de escrita, até mesmo com textos curtos. Comece com uma redação semanal e, aos poucos, aumente a regularidade. Praticar é exaustivo? Sim. Entretanto, ser capaz de escrever com clareza sob pressão é uma competência que se desenvolve com a prática.

Outro aspecto importante é respeitar as limitações de tempo e espaço. Treinar em papel pautado, com um número limitado de linhas e controlando o tempo é o que reproduz de forma mais fiel as condições do exame. Isso impacta significativamente a sua autoconfiança. Durante a prova, não é possível se dar ao luxo de escrever e revisar; é preciso acertar na primeira tentativa, principalmente para o Concurso da Câmara dos Deputados.

Além disso, é fundamental ler boas redações comentadas. Essa leitura ajuda a entender como as ideias podem ser estruturadas, como utilizar conectores e como argumentar de forma clara e direta. Porém, é importante ressaltar: apenas ler não substitui a prática da escrita. Serve para inspirar, mas não para replicar a estrutura.

E, claro, se possível, busque correções individuais. Ter alguém com experiência revisando seus textos, apontando falhas, sugerindo melhorias e ressaltando seus pontos fortes pode acelerar bastante o seu desenvolvimento.

Passo final

Por último, encare a redação como uma disciplina principal, em vez de um elemento secundário do edital. Ela pode ser o seu diferencial. Enquanto muitos candidatos evitam a escrita, você pode utilizá-la como uma vantagem para conquistar a vaga. Esse ponto será o diferencial para o Concurso da Câmara dos Deputados.

Por hoje é isso, pessoal!

Abraços e até a próxima.

Bárbara Rocha

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