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Fechar edital não garante vaga

Fechar edital não garante vaga

O presente artigo, de título “Fechar edital não garante vaga”, visa quebrar um paradigma de estudantes de concurso, de bancas como a CEBRASPE.

Com um edital muito extenso, que necessita de um material muito grande para a cobertura, nasce uma lenda: é necessário consumir o material todo, com o objetivo de ter conhecimento de todos os pontos do edital.

Isto se torna uma métrica, um guia, um dos grande objetivos do concurseiro, na fase de estudos para o concurso.

Mas existe alguma prova de que ter percorrido o edital inteiro é sinônimo de aprovação? Realmente é possível conhecer um edital inteiro com a profundidade necessária em todos os seus pontos?

Essas respostas não são um simples sim ou não, e são complexas, com muitos fatores a se analisar. 

É o que o presente artigo pretende fazer, através de pequenas dicas e reflexões.

Quanto a prova cobra do edital

Iniciando a temática sobre fechar edital não garante vaga, reflete-se o quanto a prova do concurso, efetivamente, cobra do conteúdo previsto em seu edital.

Matematicamente, é impossível o número de questões conseguir abordar todos os tópicos que um edital exige em suas disciplinas.

Geralmente, as 20 ou 30 questões de Português por exemplo, não conseguem trazer todo o conteúdo previsto no edital da disciplina. Porém, já é de conhecimento geral que sempre ocorre uma questão de pontuação, e uma de crase, e que uma boa parte delas é de interpretação de textos.

Por vezes, um ponto que parece relevante no edital, pode ser totalmente ignorado na prova do concurso. 

No concurso de 2021 para Auditor Federal de Controle Externo, do Tribunal de Contas da União (TCU), ocorreu uma situação destas. O Regimento Interno do TCU é tema importante para o cargo, e tradicional em provas de concurso. Estava previsto no edital, e não foi abordado nas questões da prova.

Os exemplos são muito, mas é possível concluir, que é muito difícil uma prova de concurso abordar ponto a ponto, o edital que a rege na integridade.

Fechar edital não garante vaga – Conhecendo as bancas

Prosseguindo com o tema fechar edital não garante vaga, analisa-se a necessidade de conhecer a banca do concurso público em específico.

Outro ponto a se considerar, é que cada banca aborda a mesma disciplina à sua maneira. E isso deve ser levado em conta nos estudos e respectivos planejamentos.

Voltando ao exemplo de Português, tece-se comparação de duas bancas: a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Fundação Carlos Chagas (FCC).

A FCC procura abordar todos os tópicos de disciplina, dando mais ênfase à alguns. A gramática, nas provas da banca, quase sempre se faz presente, e de uma maneira bem profunda. Os textos das questões costumam ser longos.

Já a FGV, em grandes provas recentes, como as da Controladoria-Geral da União e a do TCU, abordou a disciplina de maneira um pouco diferente. Trouxe textos pequenos, de Às vezes uma frase. E focou a cobrança na interpretação de textos, linguística e um pouco até de lógica. Fugindo da gramática clássica.

Tal fato, da cobrança variar por banca, ocorre em todas as disciplinas, e também em provas discursivas. 

Assim, conhecer o perfil da banca é muito importante para os estudos de concurso público.

Apostando no que estudar

Continuando com o tema sobre fechar edital não garante vaga, analisa-se nas apostas no que estudar.

É importante conhecer a tendência geral de cobrança das bancas, e a tendência específica de cada banca, para cada concurso em si.

Nos estudos, tempo, prioridade e foco são investimentos de recursos escassos, que definem quem é aprovado e quem não é. Utilizar com sabedoria esses investimentos de recursos é a chamada eficiência dos estudos.

É muito difícil fechar o edital de maneira completa, e com profundidade em todos os seus temas. 

Aí vem a necessidade de saber apostar no que estudar. Como toda aposta, esta envolve o fator sorte. Mas também envolve um trabalho de análise de provas anteriores do cargo, da banca, e da tendência dos concursos públicos em geral.

Existem riscos, mas existe base para a aposta, e ela pode definir uma vaga.

Fechar edital não garante vaga – Conclusão

Fechando o artigo “Fechar edital não garante vaga”, tece-se uma conclusão.

Geralmente, as provas de concurso não abordam todos os tópicos das disciplinas previstas no edital. 

Aí, é necessário apostar, com sabedoria (adquirida no histórico de concursos e bancas) no que estudar.

Geralmente existem questões fáceis, médias e difíceis. 

Os candidatos aprovados no concurso como um todo, costumam acertar quase todas as questões médias e fáceis. Dentro delas, algumas questões peculiares também causam desempate entre candidatos. Então, esse conteúdo deve ser dominado por quem quer uma vaga.

Já quem é aprovado dentro das vagas, costuma disputar o acerto das questões difíceis, e das questões médias e fáceis peculiares.

Porém, como um todo, as questões de uma prova costumam não abordar todo o conteúdo do edital. E existe chance de se estudar o que cai e vice-versa. Existe sorte, sim.

Mas também existe análise coerente, planejamento e otimização da eficiência nos estudos. Qualidade, previsões, projeções e estratégia, acima de quantidade e volume, rumo à aprovação em concursos.

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