Modelos teóricos da gestão pública
Olá, pessoal, tudo bem? No artigo de hoje estudaremos os modelos teóricos da gestão pública: patrimonialista, burocrático e gerencial. Esse é um assunto bastante recorrente em provas de concursos públicos, portanto, abordamos de forma objetiva os principais tópicos a respeito do tema para você gabaritar as questões da sua prova!

Sendo assim, para melhor compreensão, organizamos o conteúdo da seguinte forma:
- Introdução ao conceito de Gestão Pública
- Modelo Patrimonialista
- Modelo Burocrático
- Modelo Gerencial
- Conclusão
Conceito de Gestão Pública
O termo gestão pública refere-se ao ato de administrar os recursos, os setores e as organizações públicas, ou seja, consiste na organização e na condução da administração pública. Dessa forma, utiliza-se de práticas e métodos com o objetivo de colocar em ação as políticas públicas de interesse coletivo.
Com o passar do tempo, o governo adotou alguns modelos de gestão na Administração Pública brasileira, a exemplo: modelo patrimonialista, burocrático e gerencial. Vamos então, conhecer cada um desses modelos?
Modelo Patrimonialista
O modelo patrimonialista, também conhecido como clássico, foi marcado por uma administração pública centralizada. Nesse modelo, havia forte apropriação privada por parte de um grupo privilegiado, que detinha a posse dos bens e propriedades do Estado. Portanto, não havia a separação entre o que era, por exemplo, bem público e bem privado.
Nesse sentido, os governantes tinham total controle do uso dos bens e recursos, utilizando-os para benefício próprio. O serviço público foi marcado pela distribuição de cargos através de recompensas e favorecimento pessoal.
Nessa lógica, percebe-se que o modelo patrimonialista foi marcado pela existência da corrupção, nepotismo, uma vez que, as relações de poder eram desenvolvidas por meio de laços pessoais.
Vejamos agora as suas principais características!
Características do modelo da gestão patrimonialista
- Nepotismo e corrupção: cargos ocupados por parentes, amigos.
- Confusão entre o público e privado: os governantes tratam os bens públicos como bens pessoais.
- Instituição fragilizada: inexistência de normas e leis. As instituições são dependentes dos governantes.
- Inexistência de meritocracia: não havia competência ou qualificação dos servidores e sim predominância de laços pessoais.
- Cargos com prebendas e sinecuras: alcançados sem esforços, troca de favores.
Modelo Burocrático
O modelo burocrático surgiu como uma forma de resolver os problemas que haviam no patrimonialismo. Dessa forma, o modelo em questão veio com o objetivo de combater a corrupção, desenvolver o profissionalismo, por exemplo, criação de concursos públicos (contratação por mérito), ou seja, criar uma estrutura bem definida e organizada.
Perceba que nesse modelo há a necessidade de obter uma instituição com regras claras e bem definidas, focada na legalidade, formalidade, rigidez, presença de hierarquia, fatores esses que tem por fim alcançar a eficiência nas operações desempenhadas pela instituição.
No entanto, quando esses aspectos citados anteriormente são utilizados de forma demasiada, podem também trazer pontos negativos, a exemplo, falha na comunicação, dificuldade de inovação e lentidão em alguns processos, devido à excessividade de burocracia e rigidez na hierarquia.
Características do modelo da gestão burocrático:
- Presença de hierarquia, divisão de trabalho: cada funcionário tem suas tarefas bem definidas.
- Combate à corrupção: coibir o uso indevido dos cargos e privilégios pessoais.
- Formalismo e impessoalidade: proibir o nepotismo, agir de forma neutra e imparcial, priorizar os interesses coletivos.
- Separação entre o público e o privado
- Presença de leis e normas: Administração busca agir conforme à lei e regras formais.
Modelo Gerencial – Nova Gestão Pública
A Administração Gerencial surge com o objetivo de tornar o Estado mais eficiente. Nessa perspectiva, o modelo gerencial traz uma nova percepção da administração pública, uma vez que, foi identificada a necessidade de desenvolver uma administração que atendesse às necessidades da sociedade, com o intuito de acompanhar a modernidade, eficiência (foco na redução de gastos) e qualidade nos serviços prestados.
Diferente do modelo burocrático, no qual preza pela rigidez nos processos, o modelo gerencial leva em consideração o alcance de metas por meio de processos mais ágeis e modernizados executados por meio de políticas públicas.
Trata-se, portanto, de um modelo que valoriza a transparência, descentralização administrativa, valorização do servidor público, avaliação de desempenho, esses são elementos cruciais para o bom desempenho da administração.
Características do modelo da gestão gerencial:
- Qualidade nos serviços públicos
- Foco em resultados
- Autonomia dos gestores
- Eficiência
- Descentralização
Além disso, vale ressaltar que o modelo gerencial exige constantes atualizações referentes às adaptações, no que diz respeito às mudanças que surgem em relação aos serviços prestados à população, pois essas adaptações são essenciais para a prestação de um serviço público de qualidade.
Conclusão
Bom pessoal, finalizamos aqui o nosso resumo sobre os modelos teóricos da gestão pública. Portanto, nossa expectativa é de que o artigo tenha sido útil para o seu aprendizado.
Bons Estudos e até a próxima!
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