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As 5 estratégias que realmente fazem você passar em concursos

Existem cinco (5) estratégias que realmente fazem você passar em concursos, e se você está estudando, esse tipo de orientação vai fazer muita diferença.

Diversos candidatos, aprovados nas primeiras colocações dos principais concursos do Brasil, confirmam o que eu chamo de “o básico de quem aprova”. Isso não é teoria bonita, mas padrões observados em candidatos aprovados nas seleções mais difíceis do país.

A seguir, vou te explicar de maneira sucinta e bem prática.

1) Trabalhar e estudar não é desvantagem (na verdade, até ajuda)

Muita gente acha que só passa quem estuda o dia inteiro. Porém, não é bem assim. Segundo se observa, a maioria dos aprovados trabalhava enquanto estudava, e isso faz sentido por três motivos:

a) Você aprende a usar melhor o tempo

Quando você trabalha, seu tempo é limitado. Isso te obriga a parar de enrolar. Ou seja, quem tem o dia livre muitas vezes cai na armadilha do “depois eu estudo” — e acaba estudando menos.

Tem um provérbio que diz: “Quer algo bem feito? Peça a alguém ocupado. O desocupado terá uma desculpa para continuar assim. O tempo é melhor utilizado por aqueles que pouco o tem.

b) Qualidade importa mais que quantidade

A ideia de qualidade de tempo x quantidade de tempo fica muito mais clara quando você entende a teoria do Cal Newport. Esse autor defende que não é o número de horas que você estuda que determina seu resultado, mas o nível de foco dentro dessas horas.

O conceito central: “Trabalho Profundo” (Deep Work)

Cal Newport chama de trabalho profundo aquele momento em que você está totalmente concentrado, sem distrações, forçando o cérebro de verdade e lidando com algo cognitivamente difícil.

Ou seja, o oposto do que ele chama de “trabalho superficial”, que inclui estudar mexendo no celular, ler sem prestar atenção, ficar pulando entre matérias e assistir aula em velocidade alta sem absorver.

Vamos entender isso na prática?

Quantidade de tempo

É o que a maioria mede:

  • “Estudei 8 horas hoje”
  • “Fiz 40 horas líquidas na semana”

Mas isso pode enganar.

Você pode passar 8 horas estudando com distrações e, na prática, aprender pouco.

Qualidade de tempo

É o que realmente importa:

  • 2 horas com foco total
  • Sem celular
  • Fazendo esforço mental real
  • Testando sua memória

Essas 2 horas podem render muito mais que 6 ou 8 horas mal aproveitadas. Simples assim: não é a quantidade, mas a qualidade que te fará avançar.

Por que isso funciona?

Porque aprendizado exige esforço cognitivo. Seu cérebro só cria conexões fortes quando você precisa pensar, sente dificuldade ou tenta lembrar (e não só reler). Sem fazer isso, a informação entra e sai rápido (memória de curto prazo).

Veja um exemplo simples

Imagine duas pessoas: João e Maria.

João:

  • Estuda 8 horas por dia
  • Com celular, pausas longas, distrações

Maria:

  • Estuda 3 horas por dia
  • Foco total, sem interrupções

Resultado comum:

Maria aprende mais e evolui mais rápido, apesar de ter menos horas de estudo diário.

c) Você sofre menos pressão psicológica

Quando você depende só do concurso, a pressão aumenta muito, e isso pode levar a decisões ruins, ansiedade e até desistência. Ter um trabalho te dá uma base, tornando sua mente mais estável.

2) Revisar do jeito certo (a maioria faz errado)

Aqui está um dos pontos mais importantes, pois para revisar de maneira assertiva não adianta só reler PDF ou ficar olhando resumo. Essas ações dão falsa sensação de aprendizado.

O problema é que isso ativa só a memória de curto prazo, e o que realmente funciona vem da psicologia cognitiva: é o chamado “recall ativo” (ou prática de recuperação).

Esse conceito é muito estudado por pesquisadores como Henry L. Roediger III.

O que isso significa na prática?

Você precisa tentar lembrar antes de ver a resposta. Veja algumas formas simples de fazer isso:

  • Resolver questões antes de revisar a teoria
  • Olhar o índice da aula e tentar lembrar do conteúdo
  • Esconder partes das anotações e tentar completar de cabeça

E o mais importante: errar faz parte

A sensação de “não lembro nada” é ruim, mas é exatamente aí que o aprendizado acontece. Acertar faz bem pro ego, mas errar faz bem para o aprendizado. E o momento de errar é no treino e não no jogo.

Por isso, quando você tenta lembrar, erra e depois vê a resposta, o cérebro fixa muito mais.

3) Estratégia de prova (não é sair resolvendo tudo)

Na hora da prova, não passa quem sabe mais, mas sim aquele que acerta mais. E para acertar mais, precisa de estratégia.

A maioria das pessoas não tem uma estratégia adequada e que vai aumentar seus ganhos. A estratégia recomendada você irá conhecer agora.

Como funciona:

Primeiro, comece a prova de maneira sequencial, ou seja, da primeira matéria à última. Isso é primordial por alguns motivos, e evita frustrações.

Assim, na primeira passada, resolva apenas as questões fáceis e rápidas, que representam cerca de 60% da prova.

Desse modo, evite no começo textos longos, cálculos demorados e questões confusas.

Por quê isso funciona? Pois você garante pontos fáceis, evita perder tempo com questões difíceis e diminui o risco de não atingir o mínimo por matéria. Isso é muito comum em provas grandes, como as da Receita Federal.

4) Material certo (menos é mais)

Atualmente, tem muita ferramenta, muito curso, muita coisa… e isso mais atrapalha do que ajuda.

Os aprovados, em geral, seguem uma base simples: PDFs e questões comentadas. Mas por quê?

  • PDF é mais rápido
  • Você avança mais conteúdo em menos tempo
  • Dá para revisar com mais facilidade

E as videoaulas?

Podem ser usadas, porém, com moderação. Principalmente para matérias difíceis no começo. Depois disso, o ideal é voltar para o PDF.

E a lei seca?

É fundamental. Ler a legislação diretamente é essencial, especialmente em provas que cobram literalidade.

Dica bônus

Uma das ferramentas mais interessantes para acelerar a sua aprovação é contar com a orientação de um especialista que já percorreu esse caminho

Essa orientação pode potencializar muito os seus resultados, pois alguém que já enfrentou as mesmas dificuldades e conquistou aprovação em concursos, por exemplo, possui experiência prática para indicar prioridades, evitar erros comuns e ajustar o planejamento de forma mais eficiente.

Por esse motivo, se você tem dificuldade com provas de concursos eu tenho uma boa notícia: a assinatura Platinum tem um profissional para te apresentar, além de correção ilimitada de discursivas.

Esse, com certeza, é um investimento que vale muito a pena, buscando uma aprovação mais rápida.

5) Descanso também faz parte do estudo

Esse é um ponto que muita gente ignora. Na reta final, o instinto é estudar em alta rotação, mas isso pode te prejudicar.

Prova de concurso é cansativa — às vezes são 10, 12 horas em um fim de semana. É quase como uma prova de resistência.

A lógica aqui é parecida com a de atletas:

  • Você não aumenta a carga antes da prova
  • Você reduz para chegar no máximo desempenho

Isso é comum em esportes de alta resistência, como o Ironman Triathlon.

Resumindo tudo que foi dito neste artigo, se fosse pra simplificar ao máximo:

  • Descanso também é parte da preparação
  • Trabalhar pode te ajudar mais do que atrapalhar
  • Revisar certo vale mais que estudar mais
  • Prova tem estratégia
  • Material simples e acompanhamento funcionam melhor

Essas cinco (5) dicas irão transformá-los em candidatos aptos a disputarem as primeiras colocações em quaisquer cargos públicos.