CNU 2026: participação feminina se aproxima da metade!
Dados consolidados divulgados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) mostram um cenário de quase equilíbrio entre homens e mulheres entre os aprovados no CNU 2ª edição (Concurso Nacional Unificado).
As informações foram apresentadas em coletiva realizada nesta terça-feira (17), com a presença da ministra Esther Dweck e outros representantes do governo federal.
De acordo com o levantamento, as mulheres representam 48,8% dos aprovados, enquanto os homens somam 51,6%. O percentual indica uma participação feminina significativa, ainda que ligeiramente inferior à masculina no total geral.
Um dos pontos destacados pelo governo foi a adoção de medidas para ampliar a presença feminina no certame. Entre elas, a equiparação de vagas para mulheres na segunda etapa — a prova discursiva —, estratégia que buscou reduzir desigualdades históricas no acesso a cargos públicos.
CNU: diferenças marcantes entre áreas
Apesar do equilíbrio no resultado geral, a distribuição por blocos temáticos revela disparidades importantes.
Áreas tradicionalmente associadas ao cuidado e às ciências humanas concentram maior presença feminina. É o caso do bloco de Seguridade Social e Saúde, onde as mulheres são ampla maioria, com 72,7% dos aprovados. O mesmo padrão aparece em Cultura e Educação (56,1%) e nos cargos intermediários da área da saúde (68,5%).
Por outro lado, setores ligados às ciências exatas e à infraestrutura seguem com predominância masculina. Em Engenharia e Arquitetura, por exemplo, os homens representam 74,2% dos aprovados, enquanto em Ciência e Tecnologia esse índice é de 71,6%.
A maior disparidade foi registrada no bloco de Desenvolvimento Socioeconômico, com 81,1% de aprovados do sexo masculino.
Na área de Administração, o cenário é mais equilibrado, com leve maioria feminina (53,9%), enquanto Justiça e Defesa (70% masculino) e Regulação (68,8% masculino) também reforçam a tendência de maior participação de homens.
Confira os dados:
| Bloco | Área | Feminino | Masculino |
| 1 | Seg. Social e Saúde | 72,7% | 27,3% |
| 2 | Cultura e Educação | 56,1% | 43,8% |
| 3 | Ciência e Tecnologia | 28,4% | 71,6% |
| 4 | Eng. e Arquitetura | 25,8% | 74,2% |
| 5 | Administração | 53,9% | 46,1% |
| 6 | Desenv. Socioeconômico | 18,9% | 81,1% |
| 7 | Justiça e Defesa | 30,0% | 70,0% |
| 8 | Intermediário Saúde | 68,5% | 31,5% |
| 9 | Intermediário Regulação | 31,2% | 68,8% |
| Total | Geral | 48,4% | 51,6% |
CNU: retrato do mercado público
Os números do CNU refletem, em grande medida, padrões já observados no mercado de trabalho brasileiro, onde ainda há segmentação por gênero em determinadas áreas.
Ao mesmo tempo, o avanço da participação feminina no resultado geral indica mudanças graduais e o impacto de políticas públicas voltadas à equidade.
Para ficar por dentro de todas as informações sobre o CNU, além da participação feminina que se aproxima da metade, não deixe de conferir nosso artigo completo sobre a seleção: