
“Não desista. Por mais difícil que pareça, todos nós somos capazes. […]”
Confira nossa entrevista com Franciellen Santana, aprovada em 10° lugar no concurso CPRM para o cargo de Analista em Geociências – Administração:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-la. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Franciellen Santana: Meu nome é Franciellen, tenho 30 anos e sou natural de Salvador/BA, embora atualmente resida em Lauro de Freitas/BA. Sou técnica em Análises Clínicas e bacharela em Administração. Minha trajetória sempre foi marcada pelo desejo de crescimento profissional e pela busca constante de novos aprendizados, o que acabou me aproximando do universo dos concursos públicos.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Franciellen: Trabalhei durante anos em uma empresa familiar, mas cheguei a um ponto em que não havia mais espaço para crescimento. Após concluir minha graduação, surgiu o desejo de atuar na minha área de formação. No entanto, percebi que as oportunidades na iniciativa privada não ofereciam boas perspectivas, tanto em relação à remuneração quanto às exigências cada vez maiores dos processos seletivos. Foi então que enxerguei nos concursos públicos a chance de conquistar estabilidade, valorização profissional e um futuro mais alinhado aos meus objetivos.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Franciellen: Sim, durante boa parte da minha preparação precisei conciliar trabalho e estudos. Eu trabalhava de segunda a sábado, no período da tarde e noite, e fazia faculdade pela manhã, de segunda a sexta. A rotina era bem intensa, mas eu fazia o possível para aproveitar cada intervalo disponível.
No entanto, foi após concluir a faculdade que consegui direcionar de fato minha energia para os concursos. Com mais tempo para estudar, pude organizar melhor meu cronograma e, consequentemente, comecei a ver resultados mais concretos na minha evolução.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovada? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Franciellen: Minha primeira aprovação aconteceu em 2019, no concurso da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), para o cargo de Assistente em Administração. Fiquei em 13º lugar na ampla concorrência e 4º lugar nas cotas. Apesar da aprovação, optei por não assumir.
Em 2020, fui aprovada na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), no cargo de Técnica em Análises Clínicas, alcançando a 1ª colocação tanto na ampla quanto nas cotas, e assumi o cargo.
No ano seguinte, fui aprovada novamente em 1º lugar no processo seletivo para o Serviço Militar Voluntário da Marinha, para ingresso como Cabo – Patologia Clínica. Assumi o posto e conciliei essa função com minhas atividades na EBSERH.
Em 2023, realizei o concurso da EBSERH para Analista Administrativo – Qualquer Nível Superior, e novamente alcancei a 1ª colocação na ampla concorrência, nas cotas e também na microrregião 3, cargo que ocupo atualmente.
Agora, nesse da CPRM estou, por ora, em 10º lugar na ampla e 1º nas cotas, considerando que ainda faltam os recursos e a etapa de títulos.
Além das aprovações em que fui convocada e assumi, também obtive bons resultados em outros concursos, ficando no cadastro reserva de alguns concursos:
- TRF 1 (2024) – Analista Judiciário – Área Administrativa: 45º na ampla e 11º nas cotas
- TRF 1 (2024) – Técnico Judiciário – Área Administrativa: 105º na ampla e 15º nas cotas
- MPU (2025) – Técnico do MPU – Administração: 77º na ampla e 12º nas cotas
- STF (2025) – Analista Judiciário – Apoio Especializado – Administração: 74º nas cotas
- TSE/ TRE-BA (2025) – Analista Judiciário – Área Administrativa: 55º na ampla e 17º nas cotas
- TSE (2025) – outro cadastro de classificação: 202º na ampla e 55º nas cotas
- CRP-3 (2024) – Analista Organizacional – Compras e Contratos: 12º na ampla e 1º nas cotas (não compareci à heteroidentificação)
- CONAB (2025) – Analista – Administração: 21º na ampla e 12º nas cotas
Além destes, também tive outras aprovações, embora em colocações mais distantes do número de vagas, como no TRT-BA e no TJ-BA.
Mesmo com as aprovações, pretendo continuar estudando. Ainda não me considero no meu “cargo fim”, então sigo focada em evoluir na carreira pública.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Franciellen: Minha vida social sempre variou conforme o momento da preparação. Quando não havia edital aberto, eu ainda conseguia manter certa rotina de lazer com amigos e família. Porém, assim que o edital era publicado, minha prioridade se tornava exclusivamente os estudos.
Nessas fases, eu realmente reduzia ao máximo os compromissos e só comparecia a eventos indispensáveis. Já passei férias inteiras estudando, deixei de ir a festas tradicionais e abri mão de muitos finais de semana. Foi um período de renúncias, mas necessário para alcançar os resultados que eu buscava.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseira? De que forma?
Franciellen: Sim, sempre tive muito apoio. Claro que surgiam festas, convites e eventos, mas todos compreendiam quando eu precisava dizer “não”. Minha família e meus amigos sempre respeitaram minha rotina e até adaptavam os encontros à minha disponibilidade. Esse apoio foi essencial para manter o equilíbrio emocional e seguir firme na preparação.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Franciellen: Como eu havia feito a prova da CONAB em 13 de julho, aproveitei bastante a base de conteúdos que já vinha estudando. Apenas incluí os tópicos que ainda não tinha visto, o que tornou o direcionamento bem mais rápido. No total, preparei-me de forma específica por cerca de dois meses, já que muitos assuntos eram recorrentes de concursos anteriores.
Nesse período, foquei essencialmente em revisões e na resolução de provas anteriores da banca, o que ajudou muito a manter o ritmo e a disciplina.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Franciellen: Utilizei principalmente cursos em PDF e resoluções de questões.
A grande vantagem foi a otimização do tempo, já que o PDF permite estudar de forma objetiva e direta. Como desvantagem, destaco apenas que, quando o conteúdo é mais denso, pode exigir um esforço maior de concentração — mas, ainda assim, é o formato com que mais me identifico.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Franciellen: Quando decidi estudar para concursos, comecei pesquisando na internet. Cheguei a adquirir um curso de outra instituição para comparar, mas não me adaptei. Além disso, eu assistia a vídeos no YouTube e muitos deles reforçavam a qualidade do Estratégia. Assim, decidi investir na assinatura.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Franciellen: Sim, cheguei a adquirir um material de outra instituição, mas como minha preferência sempre foi estudar por PDFs, não consegui me adaptar ao formato e à metodologia do concorrente.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Franciellen: Não, não cheguei a realizar nenhum concurso usando o material concorrente.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Franciellen: Senti, sim. Antes, meus estudos eram totalmente aleatórios — eu ficava procurando conteúdos na internet e não tinha uma organização adequada.
Com o Estratégia, passei a ter direcionamento, trilhas claras e materiais completos. O PDF, sem dúvidas, foi o maior diferencial, junto com a ferramenta de marcação dos aprovados, que acelerou muito minha revisão.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Franciellen: Como trabalho em outra cidade, meu tempo disponível sempre foi reduzido. Nos dias de semana, eu estudava cerca de 2 horas por dia, e nos finais de semana, aproximadamente 6 horas por dia.
Nunca consegui me adaptar ao estudo de várias matérias ao mesmo tempo. Preferia manter o foco: estudava uma disciplina por vez e alternava a cada três dias. Já as matérias em que eu tinha mais domínio eram mantidas com revisões e resolução de questões, o que me ajudava a manter o conteúdo sempre fresco sem precisar recomeçar do zero.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Franciellen: Sou muito visual, então no início fazia resumos escritos à mão. Porém, percebi que não era tão eficiente.
Passei a fazer meus resumos no Word Online, que podia acessar de qualquer lugar. Cheguei a imprimir alguns para revisar e sempre reforçava a revisão com resolução de questões.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Franciellen: A resolução de exercícios é fundamental. Eu muitas vezes achava que dominava determinado assunto, mas ao resolver questões percebia exatamente onde estavam minhas fraquezas.
Não sei precisar quantas fiz ao longo da trajetória, mas foram muitas — principalmente as disponibilizadas ao final dos PDFs do Estratégia.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Franciellen: Tive bastante dificuldade com Atualidades — era a matéria que eu mais temia. Para superar isso, procurei ver o máximo de conteúdo possível nos PDFs do Estratégia, que foram extremamente úteis para organizar o estudo e me dar segurança.
Também enfrentei desafios em Administração Financeira e Orçamentária (AFO) e em Matemática. Nessas disciplinas, foquei em resumos objetivos e, principalmente, na resolução de muitas questões, que foi o que realmente consolidou meu aprendizado.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Franciellen: Foi uma semana marcada por ansiedade e muita revisão. Resolvi o máximo de questões possível e ainda tentei ver conteúdos novos — o que não recomendo (risos). Foi um ritmo bem intenso.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Franciellen: Fiz uma análise das últimas redações cobradas pela FGV e observei meus erros em concursos anteriores.
Busquei ver o máximo de conteúdo de Atualidades no Estratégia para ter um bom repertório. Meu conselho é: conheça o estilo da banca e treine com base em temas anteriores.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Franciellen: Meu principal erro no início foi gastar muito tempo fazendo resumos à mão no início e não conseguir manter o foco e a constância que a preparação exige. Além disso, eu tenho o hábito de deixar para estudar com o edital aberto, algo que ainda pretendo melhorar.
Já meus maiores acertos foram justamente o oposto disso: aprender a direcionar melhor meus estudos, revisar de forma mais estratégica e continuar insistindo, mesmo quando a evolução parecia devagar. A constância fez toda a diferença.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Franciellen: Sim, pensei em desistir várias vezes. A caminhada não foi fácil. Passei por dias de muito choro, ganhei peso, me afastei de familiares e amigos… É um processo que mexe emocionalmente e exige renúncias constantes.
Apesar disso, eu sempre tive muito claro que buscava segurança e qualidade de vida, algo difícil de alcançar na iniciativa privada. Minha motivação era simples: ter acesso ao básico com tranquilidade e continuar evoluindo, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.
Foi isso que me fez levantar todos os dias e seguir, mesmo quando a vontade era parar.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Franciellen: Não desista. Por mais difícil que pareça, todos nós somos capazes. A caminhada exige foco, paciência e muitas renúncias, mas o resultado vale cada esforço — especialmente quando você vê seu nome na lista de aprovados.
Se esse é o seu sonho, vá atrás. Dê o seu melhor dentro da sua realidade e siga avançando, mesmo que aos poucos. A aprovação transforma não só sua vida profissional, mas também sua autoestima, sua visão de futuro e sua confiança.