
“Não desista. A aprovação pode demorar, porque o caminho é exigente, mas quando ela chegar, você vai agradecer profundamente a si mesmo! […]”
Confira nossa entrevista com Virgínia Fonseca, aprovada em 4º lugar na CAESB para o cargo de Agente de Suporte ao Negócio – Especialidade: Assistente Administrativo:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-la. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Virgínia Oliveira: Meu nome é Virgínia, tenho 27 anos, nasci em Brasília/DF e sou formada em Engenharia Civil.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Virgínia: Resumindo, nunca quis concurso público, pois era apaixonada por Engenharia Civil, mas comecei a trabalhar e passei por algumas empresas na minha profissão. E vi que não era para mim.
Na minha trajetória, tive chefes (homens e mulheres) arrogantes que me trataram mal e por um salário miserável. Decidi que eu tinha me empenhado minha vida toda e não era para aquilo, queria algo muito melhor! Então decidi começar a estudar para concursos e nenhum deles foi para a minha área.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Virgínia: Sim e não. Meu pai me ofereceu a alternativa de continuar recebendo o valor correspondente a pensão alimentícia enquanto eu estudasse para concursos.
Eu estudava de segunda a sexta o dia todo. E sábado e domingo trabalhava para ele, e se caso desse, estudava também.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovada? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Virgínia: Nas vagas imediatas, o cargo de Agente da CAESB foi minha primeira aprovação. Fora das vagas foram vários (PPGG, NOVACAP, PCDF…)
Irei continuar estudando, mas ainda não decidi ao certo para qual concurso. Irei mudar de área, pois agora quero estudar para cargos mais altos, mas provavelmente será para área de controle ou fiscal.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Virgínia: Eu sou muito exagerada, me culpava muito caso estivesse fazendo outra coisa a não ser estudar, então saía o mínimo possível.
Deixei de ir em inúmeras festas e encontros. Somente bem no final, pouco antes de passar na CAESB, que mudei minha forma de estudar e me preparar. Daí, então, tive uma vida mais normal.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseira? De que forma?
Virgínia: Alguns sim e outros não. Tem amizades que eu tinha e hoje não tenho mais por isso. Na família, alguns tive que deixar as opiniões de lado e continuar estudando.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Virgínia: 4 meses. Essa reta final estava muito pesado, eu passei a cultivar mais qualidade de estudo ao invés de tempo, mas sentia culpa todos os dias por achar que não estava estudando o suficiente. Porém, no final foi o contrário.
Além disso, para quem acredita em Deus, Ele me dizia que estava muito perto, que eu precisava aguentar só mais um pouquinho e acreditar. Eu achava que era coisa da minha cabeça, mas todo dia eu pensava “falta pouco, confia” e seguia em frente.
No final das contas, estava realmente muito perto e que bom que eu confiei. Mas se não fosse Deus falando comigo, talvez teria desistido.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Virgínia: Os cursos em PDF são super vantajosos, pois economizam tempo em relação as videoaula. Os PDFs do Estratégia são muito bem feitos, explicam muito bem o conteúdo e te direcionam para as partes mais importantes dentro daquele tópico.
As videoaulas são vantajosas para conteúdos difíceis de compreender, por outro lado, desvantajosas, pois gasta muito tempo.
As questões são vantajosas, pois mostram o que realmente cai nas provas e ajudam a fixar o conteúdo.
Flashcards (revisão ativa) são muito vantajosos, pois forçam seu cérebro a lembrar de tudo (no meu caso, meus resultados só mudaram após eles; era o que faltava para eu conseguir minha aprovação).
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Virgínia: Quando decidi que começaria a estudar para concursos, fiz uma pesquisa de qual era o melhor cursinho para concursos. Pelas pesquisa, tudo indicava Estratégia e um outro curso, mas eu já tinha tido acesso a materiais gratuitos desse outro curso e não me identifiquei com os PDFs e nem com os professores. Então optei pelo Estratégia, e não me arrependo!
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Virgínia: Estudei por pouco tempo com o material gratuito desse outro curso e não me identifiquei. Me incomodei principalmente com os professores, me identifico mais com os do Estratégia.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Virgínia: Não cheguei a fazer nenhum concurso, eu usei o material por pouquíssimo tempo, coisa de 1 mês.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Virgínia: Com toda certeza fez diferença, pois os PDFs do Estratégia são diferenciados, os professores são muito didáticos e estudei muito pelo YouTube também. Portanto, assisti aulas de professores de outros cursos e prefiro, sem dúvidas, o Estratégia.
Diferenciais: sempre utilizei muito os PDFs, são muito bem feitos, raramente fico com dúvidas, pois explicam muito bem o conteúdo e chamam nossa atenção aos pontos que mais caem e são mais importantes.
Outra coisa foi o Passo Estratégico, que demonstram a estatística dos conteúdos que mais caem de acordo com o concurso, a banca e o cargo. Isso me ajudou muito a direcionar mais esforço e atenção para os tópicos que mais importam.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Virgínia: Tive vários planos de estudo, estudei errado por 2 anos e, no último ano, fui mudando algumas coisas aos poucos.
No meu último plano, eu estudava teoria/questões de manhã e a tarde e fazia revisões a noite. Estudava 50 minutos e parava 10 minutos, sendo cada matéria 1 hora ou no máximo 2 horas líquidas; depois, quando terminava uma matéria, passava para a próxima. Portanto, variavam as matérias e a quantidade, pois tinham dias que eu conseguia estudar 3 e outros 2 matérias no dia.
A revisão era “separada”, eu revisava com 1, 4, 7, 14, 21 e 30 dias determinado tópico. Então dependia do conteúdo que iria dar para eu revisar naquele determinado dia.
No meu primeiro ano, eu exagerei, estudava umas 10 horas líquidas, porém não era nada saudável e sustentável. Então fui diminuindo e, no final no meu último ano, estudava mais ou menos umas 3 ou 4 horas líquidas, prezando pela qualidade de estudo e não pelo tempo de estudo.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Virgínia: Criei muitos resumos no começo, mas foi um erro. Logo parei e fazia resumos somente dos conteúdos que eu já tinha ido para as questões e visto um desempenho baixo. A partir disso, eu voltava, revia a teoria e descobria meus erros, com base nisso, eu fazia um resumo somente para esse tópico.
Para a maioria dos conteúdos, eu fazia mapas mentais bem resumidos com mnemônicos, dicas e conceitos mais importantes.
Após isso, fazia flashcards (revisão ativa) com base nos mapas mentais e em questões que errei. Eu baixei o aplicativo Anki Pro e criei meu próprios flashcards. Fazia no final do dia dos conteúdos que caíssem para o dia, de acordo com o intervalo de 1, 4, 7, 14, 21 e 30 dias.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Virgínia: Importância máxima, pois mesmo sabendo o conteúdo existem chances de errar as questões por não conhecer a banca, o linguajar e as pegadinhas. As questões te ajudam não só a aprender o conteúdo, mas a entender exatamente o que realmente cai do assunto, como a banca cobra, pegadinhas e etc.
Não sei quantas questões fiz, mas não foram poucas. Após pegar a teoria de determinado tópico, eu só voltava nele para fazer questões e revisões, portanto chegou em um ponto que eu tinha quase toda teoria e só fazia questões. Cheguei a fazer 200 questões por dia boa parte da trajetória. Nessa época, eu fazia as provas sem sequer me cansar, pois eram menos questões do que eu estava acostumada a fazer por dia.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Virgínia: Administração Financeira e Orçamentária e Contratos.
Após perceber nas questões que os resultados eram ruins ou medianos, voltava na teoria e videoaulas para rever o conteúdo e perceber onde estavam minhas dificuldades.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Virgínia: Bem pesada. Nas duas semanas anteriores a prova, eu sempre fazia somente questões e flashcards. Eu tentava revisar e fazer questões de TODOS os tópicos que eu tinha terminado a teoria, ou seja, tentava rever todo o conteúdo que eu tinha nessas 2 últimas semanas.
Outra coisa, assistia muitos vídeos de resumo no YouTube do Estratégia, os “Reta Final” de todas matérias e no dia anterior a Revisão da Véspera.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Virgínia: Eu não tinha muito um treino “separado” para a discursiva. Eu sempre fazia os simulados disponíveis do Estratégia, principalmente as “Rodadas avançadas”, e neles tinham as redações que eu costumava fazer.
Após isso, assistia a correção e ia observando onde eu poderia ter dado uma resposta melhor e meus erros. A partir disso, dava uma “nota” baseada nessa análise.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Virgínia: Principais erros:
– Não estudar primeiro sobre como se deve estudar (tem muitos vídeos no YouTube explicando as formas certas de criar um plano de estudos e qual o jeito certo de estudar);
– Valorizar mais o tempo de estudo do que qualidade de estudo;
– Não revisar (no começo eu ia só para questões e não revisava, o resultado era esquecimento);
– Não descansar direito (estudava comendo, no ônibus no carro, na academia…);
– Estudar uma matéria inteira de uma vez.
Principais acertos:
– Variar as matérias;
– Descansar 10 minutos, de 50 em 50 minutos;
– Descansar (não estudar 100% do tempo livre, não tem cérebro que grave tudo de uma vez, ele trabalha como um músculo, deve ser aos poucos);
– Revisar.
Principal acerto (diferencial em minha aprovação):
– Flashcards (revisão ativa).
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Virgínia: Sim, muitas vezes, mas eu sentia que voltar a trabalhar em engenharia civil era tão ruim que nem sequer eu via como opção. Portanto, realmente eu sentia que eu nem sequer tinha a opção de desistir, eu era obrigada a passar.
Minha maior motivação foi querer uma vida próspera e estável. E, nos meus últimos anos, principalmente foi Deus: acreditar, ter fé e confiar Nele e em mim mesma.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Virgínia: Primeiro, procure conteúdos, vídeos, explicações sobre qual é a forma certa de estudar e montar um plano de estudos. Mesmo que isso leve 1 mês, acredite, isso não é perca de tempo, muito pelo contrário, a sua aprovação virá muito mais rápido e passará na frente de muita gente.
Segundo, revise. Sem revisão é certeza de que esquecerá os conteúdos e terá que estudar novamente e perder um tempo valioso (pesquise sobre revisão ativa e escolha o melhor método para você, o meu foi Flashcards). E, por fim, que é essencial, são as questões/ Simulados.
Não desista. A aprovação pode demorar, porque o caminho é exigente, mas quando ela chegar, você vai agradecer profundamente a si mesmo! Quem não desiste é aprovado, mas cada um tem o seu tempo.