Aprovado em 1° lugar no concurso Prefeitura de Venâncio Aires/RS para o cargo de Analista de Recursos Humanos
Concursos Públicos“Para quem está iniciando, é o que digo à minha afilhada, torço muito para que ela estude, passe em um concurso e tenha um bom trabalho […]”
Confira a nossa entrevista com Bruno da Rocha Sartori, aprovado em 1° lugar no concurso Prefeitura de Venâncio Aires/RS para o cargo de Analista de Recursos Humanos:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Bruno da Rocha Sartori: Me chamo Bruno da Rocha Sartori, tenho 37 anos, sou natural de Porto Alegre e sou formado em Gestão Pública, Administração, Processos Gerenciais e Ciências Contábeis.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Bruno: O desejo de me tornar servidor público surgiu quando eu comparei a vida da minha mãe, com a do meu pai. A minha mãe sempre foi servidora pública, enquanto o meu pai trabalhou na iniciativa privada. A qualidade de vida que ela tinha, além da possibilidade de estar mais presente em casa, despertou em mim a vontade de seguir esse caminho.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Bruno: Atualmente, eu trabalho e estudo. Há quatro anos a minha rotina com o estudo é: Quando eu não estou trabalhando, eu estou estudando ou fazendo algo de casa para a minha filha e esposa. Aproveito para estudar no horário do almoço e parte da noite. Evito que as redes sociais consumam o meu tempo, isso derruba muita gente que é inteligente, mas que não consegue ter disciplina.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Bruno: O primeiro concurso em que fui aprovado foi na Secretaria de Educação do Estado, como secretário de escola, se não me falha a memória fiquei em 8º lugar. Trabalhei lá por quatro anos. Depois, fui aprovado na Prefeitura de Flores da Cunha, em 5º lugar, onde atuei quase um ano como Auxiliar Administrativo. Em seguida, fiquei em 2º lugar na Prefeitura de Nova Prata, como Oficial Administrativo, cargo que exerço atualmente. Também fui aprovado em 1º lugar como agente de contratação em Nova Petrópolis. Fui nomeado para cargos administrativos nas Prefeituras de Feliz, Capão da Canoa e Estrela, além de outras aprovações. Claro que tive outras tantas reprovações e várias “bolas na trave”.
Em 2024, fiz o concurso para Técnico Legislativo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Fiquei em 3º lugar na prova objetiva, mas após a redação, caí para a 58ª posição. Fiz também o concurso do TSE para técnico, no qual fiquei na casa dos 340 colocados. Trinta dias depois, eu prestei o concurso para Gestor Público em Sapucaia do Sul e fiquei em 1º lugar. Em Caxias do Sul, eu fiz concurso para administrador do Samae, ficando em 9º lugar e para a Prefeitura Municipal, em 18º lugar, pelo que recordo. Novamente em Nova Prata, fiquei em 2º lugar como oficial financeiro e contábil. O último grande concurso que fiz foi o do TCE-RS, cujo resultado final ainda estou aguardando. Nele, consegui melhorar bastante a minha nota de redação, o que me fez subir posições, diferentemente do que ocorreu na Assembleia. Por fim, fiz o concurso de Venâncio Aires para Analista de Recursos Humanos, cerca de 30 dias após o do TCE.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Bruno: Quando sai um edital, eu reduzo ao máximo a minha agenda social. Eu dedico o meu tempo livre à minha esposa e à minha filha, dentro de casa. O restante fica para depois.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Bruno: É normal surgirem conflitos, por causa disso, afinal, nem sempre todos entendem. Mas, no geral, eu tenho o apoio da família. Nunca vai existir um ambiente perfeito, tem que se adaptar.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Bruno: Especificamente para o concurso de Venâncio Aires, estudei durante 30 dias. Porém, já são quatro anos de estudo intenso. Sempre penso em dar o meu melhor para a minha filha e isso me traz disciplina. Eu poderia ter dado uma pausa entre um concurso e outro, mas preferi continuar e isso tem gerado bons resultados. Em vez de parar uma semana, que pode virar um mês, paro na segunda-feira e, na terça, já estou estudando novamente.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Bruno: A maior parte do material ao qual dou atenção são os PDFs e os seus resumos. Acredito que a capacidade de síntese, diante da enorme quantidade de conteúdo exigido em concursos, faz o candidato avançar. Já assisti a muitas videoaulas, utilizava a velocidade acelerada e pulava assuntos nos quais já tinha certo domínio, mas fazer questões é indispensável. Além de estudar a teoria e revisar os resumos, eu preciso resolver muitas questões. Isso é fundamental. É necessário administrar bem o tempo, caso contrário, é desperdício de tempo.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Bruno: Eu conheci o Estratégia Concursos por indicação de um amigo muito inteligente, que é uma referência para mim. Ele me mostrou a plataforma, me deu acesso a alguns resumos e eu decidi assinar.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Bruno: Já utilizei outros materiais e cursos concorrentes. O material do Estratégia é bastante completo e reúne professores de alto nível. Acredito que o time, de forma geral, seja realmente um dos melhores do Brasil. O que mais me incomodava em outros cursos era a falta de profissionais qualificados reunidos em um só lugar.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Bruno: Eu fui aprovado também utilizando outros materiais.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Bruno: Senti diferença ao estudar com o Estratégia. Na parte administrativa, por exemplo, quando estudei a Lei 14.133, Lei de Licitações, fiquei bastante impactado com a didática da explicação. Os resumos dos PDFs enriquecem muito o estudo e são pilares do próprio resumo que o aluno produz.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Bruno: Sei que muitos recomendam sobre revezar disciplinas durante o dia, mas eu costumo dedicar de uma a duas semanas a um mesmo assunto, aprofundando ao máximo. Faço muitas questões, utilizo os resumos do Estratégia e começo a resolver questões da banca por meio de um banco de questões, que vai dos assuntos mais básicos aos mais avançados, analiso os meus erros, leio os comentários, faço “prints” das explicações e acrescento ao meu resumo. Uso marcações com cores diferentes, pesquiso imagens no Google para criar associações e, ao final, reviso tudo.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Bruno: Para revisar, eu utilizo os meus próprios resumos, os bizus do Estratégia e prints no celular. Muitas vezes, faço o resumo do resumo.
Nos últimos 15 dias antes da prova, eu intensifico bastante o estudo, porque não tenho uma memorização tão forte e preciso manter o conteúdo bem vivo na mente. Sei que isso aumenta a tensão e talvez não funcione para todos, mas, para mim, dá resultado.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Bruno: Já resolvi inúmeras questões, não saberia dizer quantas, mas eu comecei a evoluir quando entendi que a questão é minha amiga e que não devo ter medo de errar. Quando erro, no início do estudo, penso que bom que errei, porque estou aprendendo algo que não sabia. Foi ao mudar essa mentalidade, que senti o meu avanço.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Bruno: A minha maior dificuldade é treinar para provas dissertativas/redação, além de matemática. Não é uma área em que eu me sinta confortável, sinto muitas dificuldades ao estudar. Diria que o meu ponto mais fraco é a matemática, especialmente em conteúdos como geometria, trigonometria e algoritmos. Às vezes, acabo optando por deixar esses assuntos de lado.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Bruno: No pré-prova de Venâncio Aires, eu viajei sozinho até a cidade. Coloquei uma música no carro, chorei pelas dificuldades, mentalizei coisas boas, rezei. Levei mini resumos feitos à mão apenas para dar uma última lida. Normalmente não cai exatamente o que está ali, mas isso me traz segurança e confiança. Na reta final, sempre surgem várias emoções.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Bruno: Acredito que o meu maior erro tenha sido interromper os estudos várias vezes no passado. Essa trajetória de quatro anos poderia ter começado 10 ou 15 anos antes, mas faltou foco. Não abrir mão de certas coisas e não definir com seriedade o que eu buscava acabou adiando os meus resultados por muito tempo. Hoje, eu tenho certeza de que fiz a escolha certa. Encontrei um objetivo forte. O amor que sinto pela minha filha, ser pai, me faz querer dar a ela melhores condições para o desenvolvimento da Luna. Foi isso que me fez colocar os dois pés nessa caminhada. Tenho uma meta salarial bem definida e estou próximo de alcançá-la e talvez até a amplie.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Bruno: Nesse jogo, é preciso se preparar, fazer questões, elaborar resumos, ter um estudo ativo e não passivo. É necessário pesquisar, ir além, não ficar preso a um único tipo de material. Se surge uma dúvida, busque no blog do Estratégia, no Google, no YouTube, no ChatGPT, leia comentários e filtre as informações. Assim, você constrói a sua própria interpretação e desenvolve discernimento sobre o que está estudando e isso faz evoluir. As bancas mudam, as provas mudam, o tempo de estudo muda, então, eu tenho que saber mudar, mas a regra mais importante que se mantém é “fazer questões da banca”.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Bruno: Para quem está iniciando, é o que digo à minha afilhada, torço muito para que ela estude, passe em um concurso e tenha um bom trabalho. As pessoas precisam cultivar o amor-próprio, honrar os seus valores pessoais, ter objetivos mais claros e confiar no caminho que escolheram. Muitas vezes, ficamos imaginando vários cenários e procurando alternativas, mas deixamos de enxergar a estrada que já está aberta à nossa frente. Por falta de conexão, sem foco, acabamos deixando as oportunidades passarem.
É fundamental aprimorar o foco e ter confiança de que você está cumprindo a sua missão no momento em que estuda, para resolver uma parte da sua vida e se aproximar de uma grande conquista. Cada um tem sua própria caminhada. Eu sigo degrau por degrau. O meu início foi deixando para trás uma faculdade federal, sem me formar, para morar sozinho em uma cidade no interior e ganhar um salário mínimo, apenas para me tornar concursado e não me arrependo. Não é uma dica, mas de alguma coisa, você vai ter que abrir mão.
Não existe uma receita pronta. Eu diria para se aproximar de uma ou duas pessoas que já trilharam esse caminho, mas evitar ouvir opiniões demais. Só você pode confiar na própria jornada, acreditar que é possível e agir. Às vezes, existe um certo preconceito em ser estudioso, como se fosse algo distante da nossa realidade, mas é preciso trazer o estudo para perto, criar o hábito, familiarizar-se com a leitura, não ter medo de abrir uma lei na internet e compreender que o aprendizado acontece aos poucos. Seja amigo das questões. Coloque uma música agradável e comece a se dedicar a entender o conteúdo. Não é fácil e, na maioria das vezes, não é prazeroso, mas você aprende a tolerar e a superar e isso pode até se tornar parte da sua identidade, algo que certamente trará ótimos frutos. Afinal, quantas pessoas você já ouviu dizer que se arrependeram de se tornar servidor público?