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Princípio da Impessoalidade

Olá, alunos! Tudo bem? Neste artigo vamos falar sobre um tema bem importante e recorrente em provas de concursos públicos na matéria de Direito Constitucional e Administrativo: O Princípio da Impessoalidade.

Esse princípio é um dos famosos princípios da “LIMPE”. Ele está previsto expressamente no caput do art. 37 da Constituição Federal. Em resumo, esse princípio orienta a atuação da Administração Pública no sentido de afastar interesses pessoais, favoritismos e perseguições, assegurando que o agir estatal seja direcionado exclusivamente à consecução do interesse público.

Devido a importância do tema, neste artigo serão analisados o conceito, o conteúdo, o alcance e a aplicação do Princípio da Impessoalidade, com foco direcionado às exigências das provas de concursos públicos.

Conceito e previsão constitucional

Na Constituição Federal, o Princípio da Impessoalidade está previsto no art. 37, caput, junto aos princípios da legalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Trata-se de um dos pilares da Administração Pública, aplicável a todos os Poderes e entes federativos.

A impessoalidade impõe que a atuação administrativa seja orientada pelo interesse público, sendo vedado qualquer forma de favorecimento ou prejuízo baseado em critérios pessoais, políticos, ideológicos ou subjetivos.

Esse princípio preconiza que o administrador não atua em nome próprio, mas como representante do Estado, razão pela qual seus atos são imputáveis ao órgão ou à entidade administrativa, e não à sua pessoa física.

A doutrina aponta duas dimensões principais do princípio:

a) impessoalidade como isonomia, assegurando tratamento igualitário aos administrados que se encontrem em situação equivalente;

b) impessoalidade como neutralidade administrativa, afastando a promoção pessoal de agentes públicos por meio de atos, programas, obras ou serviços.

Nesse contexto, é importante destacar que a impessoalidade não exige tratamento absolutamente igual em todos os casos, mas sim tratamento isonômico, permitindo distinções quando juridicamente justificadas.

impessoalidade

Desdobramentos do princípio da impessoalidade

O Princípio da Impessoalidade projeta efeitos concretos sobre diversos aspectos da atuação administrativa. Um de seus desdobramentos mais relevantes é a vedação à promoção pessoal de agentes públicos, notadamente por meio da publicidade institucional.

Em outras palavras, há proibição que nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores constem em publicidade de atos, programas, obras ou serviços públicos.

Outrossim, outro aspecto fundamental é a igualdade de tratamento entre os administrados. A Administração não pode beneficiar ou prejudicar indivíduos específicos sem fundamento legal. Assim, decisões administrativas devem se basear em critérios objetivos e previamente estabelecidos, afastando preferências pessoais ou discriminações arbitrárias.

Além disso, a impessoalidade reforça a ideia de que os atos administrativos pertencem à Administração, e não ao agente que os pratica. Por isso, a substituição de gestores não autoriza a interrupção injustificada de políticas públicas regulares tampouco a personalização de ações estatais.

Só para ilustrar, em concursos públicos, esse princípio se manifesta de forma intensa, garantindo igualdade de condições entre os candidatos, observância de critérios objetivos de seleção e vedação de favorecimentos indevidos.

Portanto, qualquer desvio nesse sentido compromete a legitimidade do certame e configura violação direta à impessoalidade.

Diferenças entre Impessoalidade, Moralidade e Igualdade

Embora relacionados, esses princípios não se confundem. Devemos destacar a diferença entre eles para que você não escorregue no dia da prova.

Inicialmente, vamos falar do princípio da impessoalidade. Ele está relacionado à neutralidade da atuação administrativa e à vedação de favorecimentos ou perseguições pessoais.

Já a moralidade exige que o agente público atue conforme padrões éticos de boa-fé, lealdade e honestidade, mesmo quando a conduta for formalmente legal. Um ato pode ser legal, mas imoral.

Por seu turno, a igualdade ou isonomia consiste na obrigação de tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades. A isonomia é um conteúdo relevante da impessoalidade, mas não se limita a ela.

Em síntese, entende-se que a impessoalidade evita a personalização da Administração; a moralidade combate condutas antiéticas; e a igualdade assegura justiça no tratamento dos administrados.

Princípio da impessoalidade na Jurisprudência

Há jurisprudência consolidada no sentido de que o Princípio da Impessoalidade veda a utilização da estrutura estatal para promoção pessoal de agentes públicos. É pacífico o entendimento de que a publicidade oficial deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social.

Os tribunais também reconhecem a impessoalidade como fundamento para o controle do desvio de finalidade. Quando demonstrado que o ato administrativo foi praticado para atingir pessoa determinada e não para atender ao interesse público, admite-se sua anulação pelo Poder Judiciário.

Considerações finais

Pois bem. Estamos chegando ao final de mais um artigo, sendo assim vamos consolidar as informações trazidas até aqui.

Conforme explicado, o Princípio da Impessoalidade constitui um dos pilares do regime jurídico administrativo brasileiro, assegurando que a atuação estatal seja orientada exclusivamente pelo interesse público. Quando veda personalismos, favoritismos e perseguições, o princípio protege a legitimidade da Administração Pública e reforça a confiança da sociedade nas instituições.

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