Concursos federais ainda podem reforçar 49 órgãos; entenda!
Um total de 49 órgãos da Administração Pública Federal pode ganhar novos concursos federais nos próximos anos.
Isso porque o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) está realizando, desde 2024, a implantação assistida do dimensionamento da força de trabalho (DFT).
A medida visa coletar dados sobre a força de trabalho atual das instituições públicas brasileiras, indicando gargalos que podem ser resolvidos através de um melhor planejamento para futuras contratações e alocação de pessoal.
“Ao apoiar-se em uma gestão baseada em evidências, o DFT contribui para que as políticas públicas resultem em entregas eficazes, alinhadas às expectativas da sociedade”, destaca a coordenadora-geral de Planejamento da Força de Trabalho do MGI, Lorena Ferreira.
É importante ressaltar que, apesar da implementação do DFT, nos 49 órgãos ao longo de 2024 e 2025, isso não quer dizer que novos concursos federais serão realizados, mas é um bom indicativo para aqueles que sonham em desfrutar de uma oportunidade nacional.
O dimensionamento da força de trabalho é feito em 4 etapas. Veja:
- ETAPA 1 – Reunião inaugural e alinhamento estratégico: É a etapa inicial dos trabalhos, com a abertura geralmente realizada pelas autoridades do órgão/entidade e do MGI, seguida da realização de uma oficina presencial para mapeamento das grandes entregas do órgão e o relacionamento dessas entregas com seu planejamento estratégico e cadeia de valor;
- ETAPA 2 – Oficinas on-line (fase qualitativa): É o início dos trabalhos com as unidades até o nível de coordenação-geral (ou equivalente) para realização da descrição de área, ou seja, levantamento de todas as atividades e entregas das unidades e seu respectivo relacionamento com os serviços, processos e iniciativas estratégicas do órgão ou entidade.
- ETAPA 3 – Oficinas on-line (fase quantitativa): Nesta etapa, são identificadas as entregas em que houve atuação em um determinado intervalo de tempo e respectiva quantificação dos esforços das equipes empregados nessas entregas (o tempo alocado em cada), bem como os gargalos, demandas reprimidas e quantitativos das entregas realizadas frente ao esperado. A partir desta etapa, o Sistema de Dimensionamento de Pessoas (SISDIP) começa a ser utilizado.
- ETAPA 4 – Cálculo do DFT e análise dos resultados: Com todas as informações inseridas no sistema, é gerado o cálculo do DFT das unidades, que resulta na produção de diversos dados que podem subsidiar decisões gerenciais sobre as equipes. Os resultados vão evidenciar as entregas prioritárias da unidade, lacunas de entregas, estimar o quadro ideal do número de pessoas, apontar a concentração de esforços nas entregas mapeadas, dentre outras informações.
Estas etapas foram realizadas em um total de três ciclos, que constituem os últimos dois anos de aplicação do DFT. Veja os órgãos federais analisados e que podem ter novos concursos:
- Advocacia-Geral da União (AGU)
- Agência Espacial Brasileira (AEB)
- Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
- Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
- Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD)
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
- Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
- Casa Civil
- Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
- Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)
- Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
- Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
- Controladoria-Geral da União (CGU)
- Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS)
- Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)
- Fundação Biblioteca Nacional
- Fundação Casa de Rui Barbosa
- Fundação Cultural Palmares
- Fundação Joaquim Nabuco
- Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)
- Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
- Instituto Benjamin Constant (IBC)
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
- Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
- Ministério da Agricultura e Pecuária
- Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
- Ministério das Cidades
- Ministério das Comunicações
- Ministério da Cultura
- Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
- Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
- Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania
- Ministério da Fazenda
- Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
- Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
- Ministério da Justiça e Segurança Pública
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
- Ministério de Minas e Energia
- Ministério do Planejamento e Orçamento
- Ministério de Portos e Aeroportos
- Ministério da Saúde
- Ministério do Trabalho e Emprego
- Ministério do Turismo
- Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc)
- Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa)
- Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Concursos federais: avança a reestruturação das carreiras!
Em dezembro, o Governo Federal estava prestes a enviar o Projeto de Lei de Gestão de Pessoas do Poder Executivo Federal ao Congresso Nacional para a devida análise e possível aprovação.
A medida tem o objetivo de aumentar a eficiência dos serviços públicos oferecidos à população, trazendo medidas que reorganizam carreiras e aumentam o contingente de cargos no funcionalismo público.
Segundo o MGI, o texto pretende reestruturar e valorizar os cargos da área da Cultura, organizar uma carreira de suporte administrativo, criar 8.600 cargos para universidades federais e formalizar propostas negociadas ao longo de 2025.
O Plano Especial de Cargos do Ministério da Educação e a Medida Provisória que reajusta os salários dos servidores de Segurança Pública do Distrito Federal também fazem parte do respectivo projeto.
Conforme notícia do Ministério da Gestão e Inovação, tais mudanças atingirão 200 mil servidores, sendo 157 na atividade e 44 mil aposentados, com despesa estimada de R$ 4,2 bilhões em um ano.
“Também estão sendo criados 8.825 cargos efetivos, sendo 8.600 para as universidades federais e 225 para a Anvisa. Esses cargos serão ocupados à medida que forem sendo providos por meio dos concursos públicos”, ressalta a pasta.
Criação de uma nova carreira transversal
Novos concursos federais poderão sair do papel após a reestruturação de diversas carreiras e a aplicação de outras medidas.
Isso porque será criada mais uma carreira transversal, que demandará novos aprovados em certames para preenchimento.
Estamos falando da carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE), que aglutina diferentes cargos de suporte da administração federal.
A expectativa é de que haja novos concursos, mas, segundo o MGI, essa carreira unificará profissionais que atuam como administrador, analista técnico-administrativo, arquivista, bibliotecário, contador, técnico em comunicação social, entre outros.
“Essa aglutinação promoverá equilíbrio salarial entre esses cargos para tornar essa carreira mais compatível com outras carreiras do poder executivo federal, aumentando a retenção desses profissionais, que são fundamentais para a melhoria contínua da eficiência administrativa dos órgãos e da prestação dos serviços públicos à sociedade”, argumenta a pasta.
Criação de cargos para Anvisa e ANS e reajuste para Receita Federal e AFT
Também estão previstas as criações de novos cargos para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), novas vagas para a Agência Nacional de Saúde (ANS), o que reforça a realização de novos concursos.
O Governo Federal pretende ainda reajustar os auditores fiscais da Receita Federal e da carreira de Auditor-Fiscal do Trabalho.
Quer saber mais informações sobre os concursos federais, além dos órgãos vinculados ao DFT? Então, confira os certames previstos para 2026!
Mais informações sobre os concursos federais