Aprovado em 1° lugar para Analista Judiciário - Área Administrativa no concurso TRE DF
Concursos Públicos
“Eu diria que vale a pena cada dia que você não saiu para o churrasco dos amigos, cada noite em que você dormiu menos do que deveria, cada dia que você se privou da diversão […]”
Confira nossa entrevista com Kaíque Souza Martins, aprovado em 1° lugar para Analista Judiciário – Área Administrativa no concurso TRE DF:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua idade, formação e cidade natal?
Kaíque Souza Martins: Sou o Kaíque, tenho 27 anos, sou formado em Administração pela Faculdade de Palmas e sou natural de Taguatinga, interior do Tocantins. Além disso, comecei a estudar para concursos policiais e depois migrei para a área fiscal.
Estratégia: Conte o início da sua trajetória, o que te levou a iniciar os estudos para concursos?
Kaíque: Comecei os estudos para concursos públicos em 2018 e sempre consegui manter uma boa constância — exceto quando participei do curso de formação da Polícia Penal Federal (PPF). Na época, a preparação foi para a PM-TO, pois conhecia muita gente que faria a prova, então decidi ser mais um. Porém, estudei de forma completamente errada, sem planejamento e sem resolução de questões, embora tenha sido o suficiente para que eu pegasse o gosto pelos estudos. Após o certame, e a consequente reprovação, decidi que continuaria focando na carreira policial. Nessa área, consegui aprovações na Polícia Penal de Goiás (32º, em 2019), na Polícia Penal Federal (1º, em 2021, cargo que assumi por 3 anos), na Polícia Militar do Tocantins (4º, em 2021) e na Polícia Federal (CR). Após essas aprovações, migrei os estudos para a área fiscal e, devido à base sólida que formei, consegui a aprovação para Analista Judiciário concurso do TRE-DF.
Estratégia: Como você conheceu o Estratégia Concursos e porque tomou a decisão de se tornar nosso aluno?
Kaíque: Conheço o Estratégia desde o início da preparação, mas me tornei aluno após 1 ano de estudos, pós-reprovação na prova da PRF de 2019. À época, estava migrando das videoaulas para o PDF e o Estratégia sempre foi referência nos livros digitais. Acabou sendo a opção mais óbvia, uma vez que nesse período o Estratégia voltou-se fortemente às carreiras policiais.
Estratégia: Como era sua rotina e plano de estudos?
Kaíque: O concurso do TRE-DF foi uma oportunidade, pois não estudava para a área de tribunais, mas, como eu já tinha estudado todas as matérias do edital, exceto direito eleitoral, optei por fazer uma boa revisão e fazer a prova. Nos meses que antecederam a prova, já que eu trabalhava em regime de plantão, estudava cerca de 4 a 5 horas líquidas nos dias de folga, intercalando as matérias (duas ou três no dia). Nos dias anteriores à prova, estudei o máximo de horas que consegui, priorizando tópicos que eu não dominava e aqueles que exigiam decoreba. Em relação ao período de estudos, na folga, sempre gostei de estudar pela manhã e pela noite, deixando o período da tarde para outros afazeres.
Estratégia: Você trabalhava e estudava?
Kaíque: Durante toda a minha trajetória, sempre conciliei estudos e trabalho. No final de 2024, época da prova do TRE-DF, trabalhava em regime de plantão (um dia de trabalho, três de folga) e isso me favorecia bastante, já que também conseguia estudar em momentos ociosos no trabalho. Já nos dias de folga, conseguia elevar tanto a quantidade de horas líquidas quanto a qualidade de estudos. No trabalho, devido às limitações do ambiente, gostava de estudar matérias em que eu estava em modo de revisão por questões, de modo que eu não precisasse utilizar cadernos físicos para fazer contas ou grifar PDFs não estudados.
Estratégia: Quais ferramentas do Estratégia você mais utilizou em sua preparação e quais eram os diferenciais de cada?
Kaíque: Eu sempre preferi ferramentas mais clássicas para estudos: comecei por videoaulas, migrei para o PDF e hoje consigo mesclar bem as duas opções. No pós-edital do TRE-DF, como já havia estudado quase toda a teoria (por videoaula e por PDF), foquei bastante na resolução de questões de prova, à exceção de alguns tópicos (os quais estudei por videoaula) e da matéria de direito eleitoral, que estudei parcialmente por PDF. Assim, para este concurso específico, não me recordo de ter utilizado outras ferramentas que o Estratégia disponibiliza.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso?
Kaíque: É muito difícil responder essa pergunta, porque eu tive contato com as matérias do concurso em diversos momentos da minha vida, então não é algo que eu tenha delimitado. Eu já estudei administração (geral, pública e financeira e orçamentária) em diversos momentos da minha preparação. Nas semanas antecedentes à prova do TRE-DF, fiz uma boa revisão por meio de questões, especialmente questões difíceis e “coringas” do Cespe. Com meu conhecimento de concursos anteriores, a exemplo do concurso da Câmara dos Deputados, embora fosse outra banca, eu me aprofundei bastante na parte de Administração. Então, isso me deu um suporte para chegar um pouco mais tranquilo na prova do TRE-DF. Já em relação à disciplina, desde quando comecei a estudar para concursos, sempre fui disciplinado, então criei uma rotina rigorosa, no sentido de estudar todo dia, nem que fosse uma hora no dia. E, como eu estudo há muito tempo, já não é um problema, pois já criei esse hábito e hoje o estranho é não estudar.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade?
Kaíque: Ao longo desses anos de preparação, eu já encontrei algumas matérias pelas quais eu não tenho muita afinidade – e provavelmente nunca vou ter. Porém, no concurso do TRE-DF, havia matérias que são mais tranquilas de se estudar, então não tive problema relevante em relação a isso. A única matéria que eu não havia estudado era Direito Eleitoral, embora houvesse ali uma intersecção com Direito Constitucional, e eu foquei nisso para estudar um pouquinho de alguns PDFs. Ainda assim não consegui estudar a matéria toda, o que não foi decisivo porque Direito Eleitoral tinha um peso pequeno na prova, então o objetivo era não zerar a disciplina. Mas, graças a Deus, consegui uma pontuação até relevante, marcando apenas questões com gabarito “errado”, pois não tinha certeza absoluta das assertivas com gabarito “correto”.
Estratégia: Qual sua estratégia de reta final?
Kaíque: Na reta final eu foquei bastante em resolução de questões, e em Direito Eleitoral eu tive que ler uma pequena parte da teoria e complementar com questões também. Não fiz nenhum simulado e não utilizei nenhum flashcard. Em relação aos resumos, eu raramente faço hoje em dia. Eu gosto mais do caderno de erros, pois aquilo que estou errando de forma reiterada nas questões é passado para um caderno físico, permitindo uma releitura pontual. Eu utilizei bastante isso em Administração Financeira e Orçamentária.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi a sua rotina de estudos para esta importante fase do certame?
Kaíque: Para a prova discursiva, eu não treinei nenhuma redação (ou pelo menos não me recordo), porque, depois que consegui obter um bom entendimento da língua portuguesa e da estrutura da discursiva, optei por estar bem quanto aos conteúdos da prova objetiva, de forma a não ser surpreendido na discursiva por um tema não estudado. Assim, para o TRE-DF, eu me preocupei em entender a teoria, porque a prova discursiva cobraria conhecimentos da parte específica, ou seja, de Administração ou Licitação e Contratos, e eu tinha que estar bem preparado para poder fazer uma discursiva de um tema técnico. Embora isso não tenha ocorrido, sendo um tema mais genérico, eu me saí muito bem, conseguindo 48 de 50 pontos.
Estratégia: De que forma sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada?
Kaíque: Eu estou solteiro e não tenho filhos. Em relação ao apoio de amigos e familiares, nunca tive nenhum problema relevante em relação a isso. Eu já era servidor público, já tinha conquistado algumas aprovações, não era uma experiência inédita e isso obviamente contribui para a confiança das pessoas ao redor, embora eu não tenha contado para muitas pessoas que faria o Concurso Unificado da Justiça Eleitoral.
Estratégia: Qual a sensação de ter sido convidado para o Baile dos Primeiros do Estratégia Concursos?
Kaíque: É uma sensação excelente, é um símbolo vitorioso das noites mal dormidas, dos finais de semana não aproveitados e dos eventos não frequentados. Eu tenho ciência da dificuldade que é passar em um concurso público, principalmente nas primeiras posições, e o convite ao Baile premia todo o meu esforço.
Estratégia: Durante sua preparação, ouviu falar sobre o Baile dos Primeiros? Imaginou que um dia estaria nesta confraternização?
Kaíque: Não só ouvi falar, como já participei. Em 2021, pós-aprovação como 01 da Polícia Penal Federal, participei da primeira edição e foi muito memorável. É uma honra participar pela segunda vez do Baile dos Primeiros e poder encontrar tantas trajetórias parecidas com a minha, embora eu não imaginasse que estaria lá de novo.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Kaíque: Meus principais erros foram tentar estudar os mínimos detalhes de alguns tópicos na primeira leitura, bem como espaçar demais as revisões, perdendo o contato com a matéria por muito tempo. Meus principais acertos foram a resolução de questões por tópicos e a utilização do caderno de erros e das questões favoritas, principalmente no pós-edital.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? O que você diria para a sua versão de 5 anos atrás?
Kaíque: Se eu dissesse que houve alguma dúvida durante esse percurso todo, eu estaria mentindo, porque não houve. Em nenhum momento pensei em desistir. Até porque, como eu estudo há muito tempo, as aprovações obtidas reforçam que eu estava no caminho certo. Assim, não pensei em desistir lá atrás e não penso em desistir hoje. É só uma questão de tempo para eu poder finalmente aposentar a caneta preta.
Estratégia: Por fim, deixe sua mensagem para todos aqueles que estão começando e almejam chegar aonde você chegou!
Kaíque: Eu diria que vale a pena cada dia que você não saiu para o churrasco dos amigos, cada noite em que você dormiu menos do que deveria, cada dia que você se privou da diversão em prol da meta diária de estudos, e cada domingo de prova Brasil afora. Pelo menos para mim, creio que não poderia ter acertado mais na escolha pelos estudos. Sei que a aprovação parece distante em algum momento, mas ela só chegará se você não desistir de estudar amanhã, na semana seguinte, no mês ou no ano que vem. Não se sabe quando será a prova da sua vida, mas, quando ela chegar, espero que esteja preparado.