Como escrever uma boa redação sobre o tema Preconceito.
Fala, estrategistas! Vamos aprender como escrever uma boa redação sobre o tema Preconceito?
Atualmente, observamos uma condenação social forte às formas tradicionais e flagrantes de preconceito. Há diversas formas de preconceito e todas levam à exclusão do indivíduo de determinado grupo. Vamos debater o assunto para escrever uma boa redação sobre o tema Preconceito.
Podemos dizer que a escravidão e a pobreza contribuíram para o surgimento do preconceito e do racismo.
De fato, o preconceito e o racismo parecem ser tão antigos quanto as relações de poder assimétricas entre os indivíduos e a necessidade simultânea de justificar tais relações.
Snowden (1995), em uma análise histórica do preconceito, sustenta que o preconceito já existia na antiguidade greco-romana, apesar de não ser um preconceito racial, pois não havia divisões e hierarquias raciais naquele período.
As definições e os níveis de análise do preconceito e do racismo espelham os contextos sociais e históricos onde ocorrem as relações racializadas.
Assim, a natureza e as formas de manifestação do preconceito são moldadas e até mesmo estabelecidas pelas normas sociais presentes no contexto.
Vamos brevemente descrever os tipos de preconceitos existentes para você saber como escrever uma boa redação sobre o tema Preconceito.:
O racismo ou o preconceito racial são expressões que menosprezam uma cultura ou etnia, vendo-a como menos capaz, inferior e merecedora de discriminação. A discriminação racial é um dos conceitos pré-estabelecidos mais antigos conhecidos. A ideia de raça pode ser vista como uma criação social, empregada para elucidar a etnia. Na realidade, não há raças humanas. Outro aspecto é que o uso não se limita apenas aos afrodescendentes, mas também se estende aos indígenas, nordestinos e outros variados.
O preconceito religioso, também conhecido como intolerância religiosa, engloba todas as ações e pensamentos discriminatórios direcionados a indivíduos ou coletivos que professam crenças ou religiões distintas. Certos religiosos resistem à ideia de que sua fé possa ser questionada. Isso abre caminho para manifestações de preconceito, atos de intolerância e desrespeito a outras religiões, desencadeando conflitos (guerra santa).
O preconceito cultural engloba todas as formas de expressão que buscam menosprezar algum aspecto distintivo de uma comunidade (seus conhecimentos, crenças religiosas, moral, leis, artes, linguagem, tradições e costumes tradicionais). Exemplos de debates sobre as diferenças culturais incluem o etnocentrismo e a xenofobia.
O preconceito social está ligado ao estilo de vida e capacidade financeira de uma pessoa, categorizando a população em ricos e pobres. Quando a disparidade social é acentuada, pode gerar tensões e insurreições. O indivíduo que sofre preconceito pertence a uma classe social “desqualificada ou inferior”, sendo submetido a um pré-conceito baseado em sua posição social. Envolve todas as sociedades do mundo globalizado.
O preconceito estético, também conhecido como intolerância estética, refere-se à discriminação de indivíduos que não se encaixam nos padrões de beleza definidos pela sociedade. Essa discriminação está ligada a conceitos de beleza que variam conforme a cultura de cada comunidade, determinando o que se considera bonito ou feio.
Por outro lado, o preconceito linguístico aparece quando se julga uma pessoa apenas por seu sotaque ou por cometer erros na língua portuguesa, muitas vezes devido a níveis de escolaridade mais baixos. Em um mesmo idioma, existem diversas variações linguísticas que dependem da região e da comunidade. Por exemplo, o português falado na Bahia é distinto daquele falado no Paraná. Essas variações não são um problema; pelo contrário, elas enriquecem nossa cultura.
Já o preconceito sexual, também conhecido como homofobia, envolve qualquer forma de repulsa, ódio ou rejeição direcionada a indivíduos homossexuais, bissexuais, transexuais, lésbicas e travestis.
A população idosa tem se tornado, cada vez mais, alvo de discriminação. Eles enfrentam não apenas a crença limitante de que não possuem a capacidade necessária para realizar atividades cotidianas, como dirigir ou trabalhar, mas também a exclusão do mercado de trabalho, mesmo quando ainda não estão aposentados.
E por fim, o preconceito contra pessoas com necessidades especiais, que acomete tanto os deficientes físicos quanto os deficientes cognitivos, além daqueles que enfrentam transtornos como autismo moderado ou severo, lidam diariamente com o preconceito.
É comum que utilizemos os termos preconceito e discriminação como sinônimos; no entanto, é importante diferenciá-los.
O preconceito refere-se ao julgamento prévio, enquanto a discriminação é a ação de tratar pessoas de maneira diferente. Essa diferença de tratamento resulta na ausência de igualdade e na manifestação de preferências, provocando divisões sociais entre os indivíduos.
A discriminação pode ser um reflexo do preconceito, que nem sempre se apresenta de forma ostensiva. Muitas vezes, as ações discriminatórias se manifestam de maneira sutil. Um exemplo disso é o racismo estrutural, que provoca pequenos atos discriminatórios contra pessoas negras no cotidiano, frequentemente perpetuados de forma inconsciente por aqueles que os praticam.
Em 2008, 23% dos brasileiros declararam já ter sofrido algum tipo de preconceito, seja em relação à raça, local de moradia, classe social ou orientação sexual. Em 2019, esse número aumentou para 30%. De acordo com a pesquisa, o preconceito de classe social é o tipo mais comum. O preocupante é o número de casos de violência contra certos grupos sociais.
Entre 2015 e 2017, registraram-se casos de intolerância religiosa a cada 15 horas no Brasil. Os adeptos das religiões afro-brasileiras são os mais afetados, cerca de 39% dos casos.
Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) revelam que, entre 2015 e 2017, agrediuse uma pessoa LGBTQI+ por hora no Brasil.
Segundo os dados do Data SUS, entre 2011 e 2019 houve o aumento de 59% das mortes violentas no Brasil contra pretos e pardos. Em um comparativo, no mesmo período houve um aumento de 1,3% desse tipo de morte entre brancos. O que demonstra claramente que o racismo no Brasil faz muitas vítimas.
Sendo assim os dados das pesquisas indicam que o preconceito racial é o que tem maior incidência, seguido pela intolerância religiosa que está relacionada ao racismo.
Podemos afirmar que o preconceito é uma forma de autoritarismo social que permeia uma sociedade doente, geralmente originada da ignorância — ou seja, da falta de conhecimento sobre o que é diferente. Trata-se de um julgamento antecipado, desprovido de lógica ou base crítica, que se manifesta por meio de atitudes discriminatórias em relação ao outro, além de uma inclinação a comportamentos violentos, agressivos, discursos de ódio, xenofobia e sexismo.
As consequências do preconceito são amplas e afetam diversas esferas da vida social, econômica, política e psicológica. Todos os níveis da convivência social são impactados, resultando em marcas tanto individualmente quanto coletivamente, em dimensões físicas, morais e psíquicas. Esse conteúdo auxiliará muito sobre como escrever uma boa redação sobre o tema Preconceito.
Por hoje é isso, pessoal!
Abraços e até a próxima.
Bárbara Rocha
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