Curva do esquecimento: Saiba quais são os efeitos do tempo sobre a nossa memória!
Diego Cerqueira Berbert Vasconcelos

Curva do esquecimento: Saiba quais são os efeitos do tempo sobre a nossa memória!

Curva do Esquecimento de Ebbinghaus: Entenda o porquê as revisões são tão importantes!

Olá, meus amigos, tudo bem? Hoje falaremos da curva do esquecimento.

Curva de esquecimento de Herman Ebbinghaus
Curva do Esquecimento de Herman Ebbinghaus

Difícil começar o texto dizendo isso, mas nós temos a incrível capacidade natural de levar ao esquecimento +- 50% do que aprendemos durante um dia de estudo, se não for feita uma boa revisão do conteúdo logo no dia seguinte.

É isso mesmo! :) E digo mais, se não feita a revisão nos dias seguintes, a tendência é uma perda ainda maior.

Olha só que curioso! Estudos teóricos desenvolvidos pelo psicólogo alemão Herman Ebbinghaus, comprovaram a capacidade do nosso cérebro de armazenar uma informação recém adquirida, mensurando quais seriam os efeitos do tempo sobre nossa memória. É a chamada “curva do esquecimento” (ou Forgetting Curve).

Curva-do-esquecimento1
Curva do Esquecimento de Ebbinghaus

Vejam só. O ponto A seria o início de um estudo que você fez durante certo dia em Direito Constitucional sobre determinado tema, por exemplo. Aqui, é quando seu cérebro consegue reter toda a informação necessária e útil sobre a matéria, chegando ao nível de 100%.

O problema vem agora, perceba que, com o passar do tempo, aquela informação que você adquiriu o cérebro tende a levar ao esquecimento. Se for olhar cuidadosamente a linha vermelha, vai perceber que, após o primeiro dia de estudo, a curva chega ao ponto de +- 50%. Logo em seguida, passados dois dias, se não houver uma boa revisão, seu conhecimento pode chegar a 30%. E isso só tende a decrescer com o passar do tempo.

É lógico que há outros fatores envolvidos que podem fazer com que uns sofram mais do que outros, mas o que quero trazer com isso é um dos pontos mais cruciais no planejamento de estudo para concurso público, e que muitos acabam deixando um pouco de lado: o uso sistemático das revisões.

Vamos olhar novamente o gráfico, agora com atenção especial na linha verde indicada pela letra C. Os estudos teóricos comprovaram que, se for feita uma primeira revisão logo no dia seguinte após o estudo, nosso cérebro tende a recuperar aquele percentual de esquecimento, fazendo com que a informação acabe sendo retida de forma mais eficiente e por um espaço de tempo bem maior, de modo que se eventualmente não for feita uma nova revisão no dia seguinte a perda agora será inferior a de antes (algo em torno só de 30%).

Transpondo essa sistemática para os demais dias, semanas e meses, há uma tendência satisfatória de melhorar a nossa capacidade de absorção do conhecimento. E isso é muito positivo!

“Ah, Diego, mas se eu ficar focado nas revisões o tempo inteiro… são muitas matérias…. vou acabar não avançando no edital…vai ser uma complicação só…”

Curva do esquecimento: como driblar?
Como driblar a curva do esquecimento? Com muitas revisões!

Calma, muita calma (rs). Eu sei que é muito importante percorrer todo o edital, mas não podemos ter pressa nesse momento. Não adianta querer correr com os estudos se não houver qualidade, pois lá na frente, pode ter certeza, você irá precisar rever todo o programa novamente gastando praticamente o mesmo tempo!

O uso das revisões sistemáticas é fundamental justamente para aparar estas arestas. Estudar de forma consistente é estudar com alta capacidade de absorção do conhecimento!

Agora, é lógico que esta sistemática não precisa ser aplicada a “ferro e fogo”. Importante identificar as peculiaridades de cada um; quais as deficiências; o tempo disponível, o volume de matérias envolvido, e a capacidade individual do aluno, enfim, até para que vocês não se percam nessa caminhada.

Uma metodologia razoável, e que tem tido bons resultados no nosso programa de coaching aqui no Estratégia é trabalharmos inicialmente com 3 revisões: 24h, 7 dias e 30 dias. A depender da necessidade, pode-se  estender com uma nova revisão após 3 meses e assim vamos trabalhando.

Então, como fazemos, Diego? Vamos lá.

Se você estudou hoje Direito Constitucional, amanhã, você pode destinar em média 15/20m para fazer uma revisão do estudo do dia anterior. Após 7 dias, você fará uma nova revisão deste mesmo item que havia sido estudado, mas agora usando um período de tempo menor, algo em torno de 8/10 minutos. E lá na frente, após 30 dias, a mesma batida em torno de 10m.

Após esse processo inicial, você pode (ou melhor deve) continuar com a sistemática das revisões, mas agora num ritmo de revisão “em bloco”, buscando rever os pontos principais da aula 0, 1 e 2, por exemplo, até porque já terá avançado no edital, permitindo inclusive fazer revisões mais compiladas, aliado é claro com a resolução de muitos exercícios para completar o estudo.

Meus amigos, usem a curva do esquecimento a seu favor! Para quem tiver interesse, gravei um vídeo esses dias sobre o tema, explicando um pouquinho mais sobre a importância do uso das revisões, qual melhor metodologia e as dificuldades encontradas por alguns alunos.

Enfim, é só clicar no link abaixo e curtir o vídeo lá no meu canal do youtube. Podem deixar críticas, dúvidas, sugestões, que vamos conversando…. tudo certo?

#curvadoesquecimento

Um abraço a todos e uma ótima semana de estudos!

Diego Cerqueira
Coach no Estratégia Concursos
Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil

Email: [email protected]
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Diego Cerqueira Berbert Vasconcelos

Diego Cerqueira Berbert Vasconcelos

Professor em Direito Constitucional para o Exame de Ordem - OAB. Coaching para concursos públicos e Exame de Ordem. Formado em Direito (Unifacs) e em Ciências Contábeis pela Universidade Federal da Bahia. Pós Graduado em Direito Tributário pelo IBET. Atualmente exerce o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. Atuou como Auditor de Controle Externo pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia; também aprovado nos concursos de Auditor Fiscal do Estado do Pará - ICMS/PA/2013 e Analista Cálculo/Contábil PGE/BA/2013.  

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