
“[…] Mesmo quando parecer distante, a linha de chegada estará ali em frente, e valerá todo o esforço![…]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com RAFAEL MORO BRANDÃO, aprovado em 3º lugar no Concurso CGE SP para o cargo de AUDITOR ESTADUAL DE CONTROLE – AUDITORIA:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Rafael Moro Brandão: Sou natural de Ribeirão Preto, onde me formei em Direito na USP, no começo de 2022. Após um período na advocacia, decidi estudar para concursos públicos, em busca de rotina e estabilidade. Fui aprovado e tomei posse em dois cargos administrativos de nível superior: inicialmente na UNESP, em Jaboticabal (em abril de 2023), e em sequência na USP, em São Carlos (em abril de 2024).
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Rafael: Fui efetivado em um escritório de advocacia assim que formado, mas não me encontrei na carreira, por isso comecei a estudar, inicialmente para o concurso de Assistente Técnico Administrativo da UNESP. Na sequência, ingressei como Analista para Assuntos Administrativos na USP. Durante minha experiência na Administração Pública, desenvolvi grande interesse pela área de controle, e com isso decidi voltar a estudar mirando a Controladoria Geral do Estado de São Paulo, cujo concurso já estava anunciado e em vias de publicação do edital.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Rafael: Sim, conciliei os estudos com jornada de trabalho de 40 horas semanais, em regime presencial. A preparação para o concurso foi minha prioridade durante sete meses, período em que dediquei a maior parte das horas em que não estava trabalhando para cumprir o cronograma de estudos.
Como o trabalho ocupava praticamente todo o dia, passei a acordar cedo e utilizar também parte do meu horário de almoço para estudar. Após o expediente, conseguia estudar por mais horas ininterruptas, totalizando, em média, 6 horas diárias. Aos finais de semana, procurava manter o ritmo, por vezes aumentando a carga de estudos.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado(a)? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Rafael: O primeiro concurso que prestei foi o da UNESP, para cargo de uma vaga, para exercício em Jaboticabal, tendo sido aprovado em 1º lugar. Alguns meses depois, prestei o concurso da USP e passei dentro do número de vagas, conseguindo lotação em São Carlos, minha 2ª opção de cidade.
Aproximadamente dois anos depois, voltei a estudar, especificamente para a CGE-SP. Como parte da preparação, prestei o CNU 2, considerando a semelhança de parte do conteúdo e da banca organizadora (FGV), também ficando dentro das vagas. Após a aprovação na Controladoria do Estado, meu grande objetivo, pausei os estudos, para maior dedicação ao cargo e à nova rotina.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Rafael: Durante os meses de preparação, sobretudo no período pós-edital, acredito que seja natural (e talvez mesmo inevitável) abdicar de momentos de lazer, mas é importante tentar conciliar, ainda que em escalada reduzida. Nessa fase, intercalava finais de semana sozinho estudando e outros conciliando estudos e tempo de qualidade com minha namorada. Em relação aos amigos e familiares, os encontros se tornaram esporádicos, mas tentando manter convivência e não perder eventos importantes. Como eu morava em São Carlos e todos eles em Ribeirão Preto, passei a voltar apenas a cada duas semanas, e não todo final de semana.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro(a)? De que forma?
Rafael: Sim, tive apoio de todos ao meu redor e foi fundamental. Minha namorada também estava estudando à época e portanto tinha muita compreensão do tempo que eu precisava dedicar, o que facilitou e até mesmo incentivou a rotina. Também é importante esse entendimento pelos familiares, para não gerar desequilíbrio de expectativas, em especial pela ausência em certos momentos e diminuição do tempo disponível aos finais de semana.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Rafael: Foram sete meses de dedicação específica ao concurso da Controladoria Geral do Estado de São Paulo. A constância nos estudos e a clareza nos objetivos foram fundamentais para manter o ritmo. No meu caso, ajudaram muito metas diárias e semanais, que fossem ao mesmo tempo ambiciosas (para estimular a dedicação) e realistas (para evitar eventuais frustrações excessivas por não conseguir atendê-las).
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Rafael: Mesclei diversos tipos de materiais (PDFs, resumos, questões e videoaulas), variando o foco a depender do momento da preparação. As Trilhas Estratégicas foram essenciais na fase pré-edital, seguindo a dinâmica de PDFs/questões + revisão/questões + resumos, o que ajudou a criar uma base forte das matérias mais importantes. Após o edital, utilizei intensamente esse material que eu já havia construído como fonte de revisão e intensifiquei os estudos por meio de questões, recorrendo também às videoaulas específicas lançadas para o pós-edital do concurso.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Rafael: Por meio de divulgação em redes sociais.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Rafael: Utilizei outro cursinho no estudo para o meu primeiro concurso público (UNESP) e me auxiliou bem à época, mas neste segundo momento recorri ao Estratégia por entender que proporcionaria um suporte maior na área de controle e ofereceria materiais mais específicos dedicados aos grandes concursos, inclusive no pré-edital. Na comparação, diria que também me adaptei bastante ao sistema de questões e foi um diferencial.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Rafael: A preparação com o outro curso foi em outro momento, e com ele obtive a aprovação na UNESP. Com a mesma base de estudos, também fui aprovado na USP.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Rafael: Sim, senti um domínio maior sobre minha preparação como um todo, com maior clareza dos meus pontos fortes e fracos, e controlando melhor a distribuição do tempo de estudos entre as disciplinas. Na minha visão, os materiais são completos sem perder a objetividade, o que ajuda muito a guiar os estudos com foco e estratégia. A Trilha Estratégica foi fundamental no momento inicial, para consolidação dos conteúdos, e na reta final recorri muito ao Passo Estratégico e ao Bizu Estratégico.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Rafael: Eu tentava estudar todas as matérias simultaneamente, para não perder de vista nenhuma disciplina, me guiando inicialmente pela Trilha Estratégica e depois por roteiros próprios. Nunca me prendi às horas líquidas, e sim ao número de atividades que eu deveria desempenhar a cada dia ou semana. De toda forma, durante os dias de semana, acredito que fui evoluindo de 4 a 7 horas diárias, com o mesmo ritmo aos finais de semana e feriados, intensificando no período pós-edital – nessa fase eu intercalava finais de semana com essa intensidade e outros com mais horas de estudo. Já nas três semanas anteriores ao concurso eu tirei férias no trabalho e com isso estudei ainda mais, possivelmente uma média de 10 horas líquidas.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Rafael: As revisões eram diárias desde o início e me esforcei para fechar grande parte do conteúdo antes da publicação do edital, de modo que esse período fosse praticamente exclusivo dedicado às revisões. Eu não fazia cadernos ou resumos, para economizar tempo, e por isso me guiava mesmo pelos materiais do Estratégia (PDFs completos, mapas estratégicos etc.) e organizava em pastas específicas para revisitar com maior facilidade. No pós-edital, treinar o formato da prova é muito importante, e semanalmente eu resolvia simulados inéditos do concurso, simulados semelhantes de outros cargos ou provas de outros concursos.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Rafael: A resolução de exercícios é essencial tanto para consolidar o conteúdo quanto para aprender a lógica da banca organizadora, sendo importante conciliar baterias de questões com filtros diversos. Fiz inúmeras questões desde o início dos estudos, num primeiro momento seguindo as metas sugeridas pelas Trilhas Estratégicas e posteriormente criando filtros amplos no sistema de questões, sem limitar quantidade, resolvendo exercícios sempre que possível.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Rafael: Levei algum tempo para assimilar parte dos conteúdos de Contabilidade Pública, que eu nunca havia estudado e ainda não tinha tido contato no trabalho. Nesses casos, é importante dedicar mais horas para fixação, para evitar lacunas de conhecimento que possam comprometer o aprendizado de temas subsequentes ou dificultar um raciocínio mais aprofundado em questões discursivas. Para mim, facilitava tentar entender a aplicação da matéria na prática e ficar atento às pegadinhas clássicas das bancas.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Rafael: A semana da prova foi inteiramente dedicada à revisão por meio de baterias de questões, Passo Estratégico e Bizu Estratégico. No dia anterior, viajei bem cedo para a cidade da prova para ter tempo de revisar uma última vez as principais anotações e pontos centrais de normativos específicos, considerando que o dia de prova teria aplicação nos dois períodos.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Rafael: A prova discursiva requer uma preparação específica, preferencialmente intensificada na reta final. Desde o início dos estudos eu procurei resolver questões discursivas com alguma frequência, mas em geral mentalmente ou por meio de tópicos, mais para treinar conhecimento e estruturação de raciocínio. Nas semanas logo antes da prova, passei a treinar de fato as questões nos moldes do concurso (número de linhas e tempo), por vezes resolvendo duas questões por dia, assim como aconteceria na prova. Uma estratégia que me valeu muito foi prestar outro concurso com questões discursivas em data próxima (CNU 2), simulando ainda mais as condições de prova, ainda que as matérias não fossem exatamente equivalentes.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Rafael: Na minha experiência específica, acho que o principal acerto foi desenvolver um ciclo de estudos com foco exclusivo para o meu concurso, sem desviar no caminho ou tentar conciliar editais distintos. Apesar de não ter começado os estudos com tanta antecedência, tive tempo suficiente para me dedicar por mais de uma vez a todas as matérias e, dentro do possível, “fechar” o edital com um bom custo-benefício. Nesse sentido, destaco a importância da Trilha Estratégica no pré-edital. Por outro lado, um “erro” talvez tenha sido, justamente no pré-edital, apostar no estudo de “Tecnologia da Informação”, disciplina que me tomou tempo e esforço mas não fez parte do conteúdo programático do edital.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Rafael: Meu objetivo de concurso era muito específico e a curto/médio prazo, então essa circunstância facilitou a manter a motivação, embora por vezes o cansaço e a incerteza possam sim nos fazer duvidar do processo. Uma lição que levo é, quando surgirem dúvidas e incertezas (que são naturais), tentar lembrar dos motivos que nos fizeram iniciar os estudos.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Rafael: É necessário aprender a conviver com a insegurança e a ansiedade durante os estudos, em especial para superar momentos que nos fazem questionar o percurso. Por vezes iremos nos desanimar, e a questão não é impedir que isso aconteça, mas sim entender como reagir e reunir forças para seguir sonhando! A constância diária é fundamental para manter o ritmo e o foco, tentando visualizar e valorizar a evolução sempre, inclusive os pequenos avanços, embora nem sempre seja fácil. Mesmo quando parecer distante, a linha de chegada estará ali em frente, e valerá todo o esforço!