Onomatopeia: seu significado, figuras de linguagem e exemplos
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Onomatopeia: seu significado, figuras de linguagem e exemplos

Olá, queridas e queridos! Como vocês estão? O artigo em questão irá trazer uma explicação completa sobre o conceito de onomatopeia. Temos certeza de que muitos não ouvem essa palavra desde os “tempos da escola”. Vamos lá!

Figuras de linguagem

Pelo fato da onomatopeia ser classificada como uma figura de linguagem, é necessário entender o significado dessa classe. As figuras de linguagem são ferramentas linguísticas que possuem o objetivo de enriquecer um texto e atingir um uso mais eficaz da linguagem.

Sabemos que há diversos níveis em que o escritor do texto pode se expressar. Textos do gênero literário costumam trazer uma subjetividade muito maior do que textos informativos. Isso não quer dizer que as figuras de linguagem sejam utilizadas somente em escritas com teor mais artístico. Muito pelo contrário, textos informativos também utilizam as figuras de linguagem.

Denotação e Conotação

A denotação e a conotação são dois exemplos de figuras de linguagem dos mais utilizados. A denotação acontece quando a palavra é utilizada em seu sentido usual/literal. Já a conotação refere-se a uma utilização do sentido figurado daquela mesma palavra. Além de serem utilizadas com palavras, é possível que essa diferenciação também aconteça com expressões inteiras.

Denotação x Conotação em exemplos

  1. Carlos ficou chateado quando chegou em casa e percebeu que havia perdido suas chaves.
  2. Maria e Alfredo soltaram os cachorros quando chegaram ao gramado do parque.
  3. A chave para ser aprovado em um concurso de alto nível está muito além das horas de estudo.
  4. Os pais de Mário soltaram os cachorros quando descobriram sua desobediência.

Analisando os pares de frases 1-3 e 2-4, é possível perceber uma clara diferença de sentido entre as palavras destacadas. Na frase 1, a palavre chave foi utilizada em seu sentido literal: a chave que entra na maçaneta e abre uma porta.

Por outro lado, na frase 3, a utilização ocorreu de maneira figurada. Nesse caso, a palavra chave trouxe a ideia de segredo. Assim, verificamos que a frase 1 utilizou-se da denotação, enquanto a frase 3 da conotação.

Para demonstrar que a diferença entre denotação e conotação também pode ocorrer com expressões, analisaremos as frases 2 e 4. Na frase 2, Maria e Alfredo, literalmente, soltaram os cachorros: estavam presos e foram soltos. Isso fica bastante claro pelo contexto trazido na frase, principalmente pelo local em que a ação ocorre: o “gramado do parque”.

Em relação à frase 4, temos um caso de conotação. Mais uma vez, é possível perceber que a expressão “soltaram os cachorros” foi utilizada de maneira figurada. A análise do contexto da frase possibilita essa conclusão. Se a frase, em sua totalidade, fosse “Os pais de Mário soltaram os cachorros”, não seria possível concluir se haveria uma denotação ou conotação.

Um macete para lembrar a definição de denotação e conotação é que denotação começa com a sílaba de. Um possível link seria denotação = de verdade, tendo em vista que se trata da figura de linguagem que utiliza as palavras com seu sentido literal.

Segmentações das figuras de linguagem

Também é interessante notar que as figuras de linguagem, como é o caso da onomatopeia, são divididas em 4 grupos. Figuras semânticas ou de palavras, sintáticas ou de construção, de pensamento e sonoras.

As figuras semânticas/de palavras são aquelas que utilizam o emprego de uma palavra ou expressão num sentido não convencional. A palavra semântica possui ligação com a ideia de interpretação do sentido de um texto. Pela definição desse grupo, fica claro que a conotação é classificada como uma figura semântica.

Figuras sintáticas ou de construção são utilizadas para aumentar a expressividade e trazer uma maior lógica aos textos. Muitas vezes, possuem o objetivo de aumentar a coesão e coerência e também evitar a repetição desnecessária de certos termos.

Em relação às figuras de pensamento, trabalham com a combinação de ideias e pensamentos. O principal objetivo é trazer uma maior expressividade e emoção ao texto.

Por fim, as figuras sonoras ou de som são aquelas que são associadas à sonoridade. Mesmo que um texto seja construído por meio de palavras, essas possuem um poderoso poder de conduzir o leitor a diversas outras sensações como espaciais e sonoras.

Outros exemplos de figuras de linguagem

Como o tópico figuras de linguagem está sendo utilizado de maneira pedagógica para introduzir o tema principal do artigo, a onomatopeia, não nos cabe explicar todas as figuras existentes. Inclusive, isso seria impossível em um artigo tão curto, devido à imensidão de tipos de figura que a língua portuguesa nos apresenta.

Abaixo, citaremos algumas das mais famosas figuras de linguagem, dentro da segmentação apresentada acima:

– Figuras semânticas ou de palavras

  • Conotação
  • Analogia
  • Pleonasmo
  • Eufemismo

– Figuras sintáticas ou de construção

  • Elipse
  • Zeugma
  • Assíndeto

– Figuras de pensamento

  • Paradoxo
  • Antítese
  • Gradação ou Clímax

– Figuras sonoras ou de som

  • Onomatopeia
  • Cacofonia
  • Aliteração

Onomatopeia

Significado da Onomatopeia

Após uma apresentação geral sobre as figuras de linguagem, conseguiremos adentrar especificamente em nosso foco: a onomatopeia. Sabemos que o próprio nome dessa figura de linguagem costuma trazer curiosidade àqueles que entram em contato com ela. Conforme evidenciado acima, a onomatopeia se enquadra dentro das figuras sonoras ou de som.

A onomatopeia é utilizada para reproduzir um barulho, som ou ruído do mundo real dentro de um texto. Podem ser ruídos emitidos por diferentes tipos de animais, sons característicos de alguns objetos ou até alguns que remetem a sensações. Tendo em vista o seu objetivo, é muito comum que ela seja utilizada em textos do gênero literário e publicitário e seja pouco presente em textos dissertativos.

onomatopeia Toc-toc
Exemplo clássico de onomatopeia: Toc-toc

Onomatopeia em concursos públicos

Trazendo o nosso tema central para a esfera dos concursos públicos, analisaremos a importância desse tema nas provas. Os textos corriqueiramente utilizados em provas de concurso se aproximam mais de gêneros informativos e dissertativos do que artísticos e publicitários.

Entretanto, há algumas bancas que tendem a utilizar charges e tirinhas em questões de língua portuguesa. O exemplo mais nítido dessa utilização acontece com a banca Vunesp, que possui muita tradição no estado de São Paulo e costuma organizar o concurso do Tribunal Judiciário do estado de São Paulo (TJSP).

É muito comum que onomatopeias e outras figuras de linguagem façam parte de uma charge ou tirinha. Dessa forma, caso o candidato esteja pleiteando uma vaga na qual a banca organizadora tenha a tendência de utilizar essas formas alternativas de linguagem em suas provas, é prudente ter uma noção geral sobre tais figuras de linguagem.

Mesmo em alguns textos informativos, é possível que a onomatopeia e outras figuras de linguagem sejam utilizadas. É muito raro que sua presença seja intensa. Por outro lado, é muito comum que a compreensão, por parte do aluno, de um trecho do texto ligado a uma figura de linguagem possa fazer uma tremenda diferença no momento de assinalar a assertiva correta.

Exemplos famosos de onomatopeia

Toc-tocsom de batidas na porta
Tic-tac som do relógio
Uhuuugrito que expressa sentimentos de felicidade ou adrenalina
Sniff Sniffsom de pessoa triste/chorando
Grrrsom que expressa raiva
Atchimbarulho do espirro
Cof-cofsom de tosse
Plaftsom de queda
Crashsom de batida
Au ausom do latido cachorro
Miausom do miado do gato
Cocóricósom do canto do galo
Bang-bangsom de tiro
Bi-bisom de buzina
Din-don som da campainha
Blém-blémsom de sinos badalando
Onomatopeias famosas

Conclusão

Esperamos que nosso artigo tenha sido o mais claro e objetivo possível na explicação sobre a onomatopeia. Na atualidade, qualquer mísero ponto faz uma enorme diferença em diversos concursos. Continue a aumentar seu leque de informações para conquistar a sonhada vaga!

Desejo ótimos estudos a todos e um grande abraço.

https://www.youtube.com/watch?v=o9EdUwuaC1o

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Felipe Luccas

Felipe Luccas

Auditor-Fiscal da Receita Federal, aprovado em 22º Lugar. Professor de Língua Portuguesa. Membro da equipe de Coaching do Estratégia Concursos. Formado em Letras-Inglês pela UFRJ, pós-graduado em direito tributário. Servidor do Poder Judiciário Federal por 6 anos.  Aprovado nos concursos de Técnico do TRT RJ, TRF 2ª Região, TRF 5º Região, TJ RJ, entre outros.  

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