O que aprendi com os fuzileiros.
Dane Fernandes

O que aprendi com os fuzileiros.

Como é o meu primeiro artigo no site do Estratégia, vou procurar ser objetivo, sem modinhas ou técnicas da Nasa, para contribuir com aqueles que desejam a aprovação em concurso.

Comecei a minha caminhada focado em carreiras militares. Naquele tempo (venho de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul), a “febre” era essa. O uso da farda inspirava respeito e uma boa remuneração. Quando entrei para o Exército, fui “carinhosamente” destinado a integrar um pelotão de fuzileiros, daí o motivo do título deste artigo.

Vou tentar traduzir, em palavras, o que aprendi por lá. Não será uma tarefa fácil (aliás, será difícil pra caramba!!), mas vamos em frente.

“Se você quiser mudar o mundo, comece arrumando sua cama”. Este adágio foi pronunciado pelo comandante das forças especiais americanas na Operação “Lança de Netuno”, operação esta que capturou o terrorista Osama bin Laden. Verdade seja dita, é um pronunciamento carregado de sabedoria. Se você não fizer bem as pequenas coisas, certamente não fará as grandes. Em concurso, utilizo o mesmo procedimento: se não consigo passar em concursos medianos, certamente, nos grandes, não terei sucesso (pelo menos, no início da caminhada).

“Coma o elefante”. Esta é fácil: pedacinho por pedacinho, ou aula por aula. Com esta técnica, que eu chamo de segmentação, você não ficará apavorado com a quantidade. Com os fuzileiros é assim: uma missão por dia, sendo cumprida com excelência. Divida o elefante em partes que caibam na boca – e no estômago. Evite pensar no desafio como um todo para não desanimar. Foque nas pequenas partes e pense em concluí-las, uma de cada vez.

“Dê valor para as pequenas coisas”. Se você subiu o primeiro degrau, comemore. Vou citar alguns exemplos de pequenas coisas que, no conjunto, representam muito: a gota de chuva que lava a montanha, a estrela que ilumina a terra, a formiga que devora o tigre e o escravo que constrói a pirâmide. Todo ato de construir (e de ser aprovado em concurso) é um ato de pedra sobre pedra, na qual a pedra seguinte só encontra apoio na pedra anterior. No caso de contabilidade, por exemplo, você deve seguir a sequência de “pedras empilhadas”: contabilidade básica, intermediária e avançada. Não tente “inverter as bolas”, pois encontrará dificuldades.

“Encontre sua tribo”. Vi o seguinte pronunciamento: “Seres humanos não se incomodam com as dificuldades, na realidade eles até prosperam nesse cenário; o que os incomoda é o fato de não se sentirem úteis. A sociedade moderna aperfeiçoou a arte de fazer as pessoas sentirem-se inúteis. É hora de dar fim a isso – Sebastian Junger”. Assim, junte-se a pessoas que compartilham os mesmos objetivos que você. Seja via contato pessoal, virtual, etc. Isso vai gerar um senso de pertencimento e, em última análise, o ajudar a encontrar seu propósito!

“Se errar o alvo, ajuste a mira. Você não pode errar novamente”. O macete então é escolher um único passo (só um!) que você deve dar para chegar mais próximo do seu objetivo. Como força de vontade é um recurso limitado, toda sua força de vontade será empregada de maneira inteligente, num único ponto, como se fosse uma alavanca capaz de mover aquela única pedra que está no seu caminho.

Quando fui encarar os outros concursos que realizei, utilizei os mesmos princípios: um passo por vez, uma meta por período e o objetivo, gradualmente, foi sendo conquistado. Falhei algumas vezes (e muitas vezes o planejamento é falho!!), mas estas falhas me fortaleceram. Passar em concurso não é somente preencher quadrinho de planilha de acompanhamento (se fosse simples assim, era só seguir o cardápio de uma nutricionista e qualquer um seria magro).

Assim, fica a dica: da esquerda para a direita, de cima para baixo e do mais simples ao mais complexo. Não tem erro. As coisas são simples, mas nós acabamos complicando a situação e nos perdendo no meio de técnicas mirabolantes.

Faça o que tiver de ser feito. Simples assim. Logicamente, às vezes temos algumas crises de existência, e estudar fica um pouco sem sentido, mas isso não pode durar mais de um dia. No dia seguinte, volte aos livros sem maiores porquês sobre isso! Mantenha o foco e, com certeza, a vitória virá!

Sucesso e espero vocês do lado de cá!!

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Dane Fernandes

Dane Fernandes

Oficial Escrevente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, onde exerce a função gratificada da Direção do Foro. Instrutor do Centro de Formação e Desenvolvimento de Pessoas do Poder Judiciário. Especialista em Controladoria e Finanças, com registro no The Institute of Internal Auditors, com sede na Flórida – Estados Unidos da América. Aprovado e convocado nos seguintes concursos: Escola de Sargentos das Armas, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Banco do Brasil e, novamente, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Possui experiências em EAD (educação a distância) em escolas de governo, tais como TCU (Instituto Serzedello Corrêa), CGU, Escola de Administração Fazendária (ESAF), Tribunais de Contas dos Estados do RS, BA e PE, Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), além da Academia Nacional de Polícia (Polícia Federal).

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