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Minha história de concurseiro – Fábio Teles

Eu sei, eu sei… Você deve estar esperando uma história do tipo: Um gari que recolhia livros no lixo, que estudou por conta própria e passou na faculdade, não é?!… Não, não é esse tipo de história que vou lhes contar. Talvez seja algo mais comum. Algo do dia a dia de milhões de brasileiros. Algo que, por não ser extraordinário, leve você a se identificar comigo. Afinal, todos temos histórias de superação! E elas tem o grande significado de transformar nossas vidas para melhor! E talvez motivar aqueles que as ouçam e os façam pensar: ORA, SE ELE CONSEGUIU EU TAMBÉM CONSIGO!

Não vou retornar muito atrás nessa minha vida de concurseiro, porque faço concursos desde 1996 (ah, para de querer saber a minha idade! Rsrs). Eu vou lhes contar quando decidi estudar para a Receita Federal e COMO FOI SOFRIDO E COMO FUI AJUDADO!

Estava eu, professor de Ciências, numa escola pública municipal da Baixada Fluminense – RJ, mês de dezembro de calor infernal, quando da porta perguntei para um amigo, professor de Matemática, que estava no outro lado do corredor: – Oh Vitor, o que acha de estudarmos para um concurso federal?! Ele deu um sorriso e disse: – Vamos! Daí, perguntei: – Polícia Federal ou Receita Federal?! Ele fez uma cara de dúvida, franziu a testa, pensou um pouco e disse: – Acho melhor Receita Federal. Eu reforcei: – Verdade, não tenho perfil para mexer com arma não. Parecia premonição do que estava por vir…

Nessa época, final de 2006, EU TRABALHAVA EM 3 LUGARES: escola particular, Tribunal de Justiça/RJ e escola pública. Já estava decepcionado com o baixo salário de professor… Eu pensava: como vou pagar a faculdade para 3 filhos quando estiver na época?! (SIM, TENHO 3 FILHOS!!! Se eu contar minha vida, você chora!!! Rsrs) Meu salário quase não dava para pagar todas as contas. Juntar dinheiro?! Nem pensar!!! Me apertava de todos os lados para não me enrolar nas dívidas… E como nada é tão ruim que não possa piorar… Fui demitido da escola particular… E agora?

Decidi que não mais voltaria a procurar escola para dar aulas. Estava Insatisfeito com o magistério… AQUELA VONTADE DE ESTUDAR FOI INTENSIFICADA PELA DEMISSÃO. Estava decidido: o horário da manhã seria para estudar para concurso público! Resolvi pegar o dinheiro da minha rescisão e investir no concurso da Receita Federal! Fui na internet, baixei o edital do concurso de 2005 e… Cara, o que era aquilo?! Pensei: impossível! “Um milhão” de matérias que eu não fazia ideia nem do que eram. Lembrem: EU SOU FORMADO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS! Nem português eu tinha aprendido direito! Quanto mais Contabilidade, Matemática Financeira, Economia, Direto Tributário, Constitucional, Administrativo…

Mas racionalizei: QUANTO MAIS TEMPO EU DEMORAR PARA COMEÇAR, MAIS TEMPO VAI DEMORAR PARA EU ESTUDAR TODAS ESSAS MATÉRIAS. Tomei coragem e procurei um curso presencial no Centro do RJ, vi o curso de básico fiscal, perguntei o valor e… Nossa! Quase tive um infarto! Muito caro! Mas logo em seguida, racionalizei novamente: ISSO É UM INVESTIMENTO! QUANDO RECEBER MEU SALÁRIO, TUDO ISSO SERÁ PAGO!!! SEM FALAR NOS RENDIMENTOS!!!

COMECEI MEIO QUE NO ESCURO. E eu lá sabia quais eram os melhores professores ou os melhores livros… Eu achava que era só fazer o curso e estudar… Ledo engano! Foi um ano inteiro batendo cabeça… Meu curso presencial aos sábados me obrigava a viajar da Baixada Fluminense para o Centro do RJ, o que era muito cansativo e custoso. E os professores?! Tive alguns bons, mas a maioria… Lembro de um que perguntou na turma: – Quem aqui estuda apenas 3 horas por dia? Pensei: eu… (não respondi para não passar vergonha). Pensem: eu não podia me dar ao luxo de deixar meus outros dois empregos. Tinha filhos para criar. Daí ele falou: – Não vai passar! Essa frase mais parecia com um balde cheio de gelo jogado em nossas cabeças. Mas eu discuti sem falar. Disse em alto e bom pensamento: vou passar sim, mas vou demorar um pouco mais! (Ah confessem! Eu sei que vocês debatem em pensamento também! Kkk)

Só sei que com o passar do tempo, minha turma de 80 alunos foi esvaziando, esvaziando… Muitos desistiram no meio do caminho. Outros passaram por problemas e tiveram que parar… ALGUNS POUCOS HERÓIS DA RESISTÊNCIA PERMANECERAM… EU ERA UM DELES!

Eu tinha várias dúvidas sobre como estudar, fazer revisões, resumos, enfim… Já tinha percebido de cara que estudar para aquele tipo de concurso não tinha nada a ver com o estudo para o vestibular ou da faculdade. Alguém no corredor do curso me falou de um material gratuito na internet chamado Manual do Concurseiro, de um tal de Alexandre Meirelles. Fiquei curioso e baixei. Quando eu li… Sinceramente… Nem dormi naquela noite! Era o mapa da mina! ERA UM JEITO DE ESTUDAR QUE EU NUNCA TINHA VISTO, COM CICLOS DE ESTUDO, USANDO OS LADOS DIREITO E ESQUERDO DO CÉREBRO. (Você já ouviu falar disso?!) Decidi usar aquele método! Claro que não deu para usar do jeito que ele escreveu. Tive que adaptar ao meu jeito. Durante nossa preparação precisamos testar e ver qual método realmente funciona conosco.

Mas não demorou muito para eu perceber que estudar apenas 3 horas por dia não iria dar. A quantidade de matérias era absurda! Aquele professor tinha um pouco de razão… Tinha que acrescentar mais horas de estudo, mas como fazer isso se eu trabalhava de tarde e de noite?! Conclusão: dormir menos! Passei a acordar 5h da manhã para ter mais horas de estudo. E comecei a tentar achar mais horas ociosas ao longo do dia. CONCURSEIRO PRECISA CRIAR SUA ESTRUTURA. E eu estava tentando criar a minha…

Antes do sol nascer, lá estava eu, cumprindo meus ciclos e fazendo meus esquemas! Vejam que era o melhor horário para um homem fértil como eu! Rs Todos os 3 filhos estavam dormindo!!! Então não iriam me interromper por um bom tempo!!! Além disso, era o horário que eu mais rendia. Sou o tipo de pessoa que fica bem desperto pela manhã. Infelizmente, nem todos são assim…

Na frente da minha mesa, havia colocado um mural de cortiça com a frase: PROJETO FISCAL – APROVAÇÃO ATÉ 2010! Eu sabia que na minha realidade não conseguiria vencer todas as matérias com menos de 3 anos de estudo (comecei a estudar em janeiro de 2007). Eu não sabia nada de nada. Tudo era novo para mim! Lembro de ter perguntado uma vez para um colega sobre o que estudava Direito Administrativo. Eu simplesmente não tinha noção. Posso dizer: COMECEI DO ZERO. Língua Portuguesa só aprendi mesmo (e confesso que sei pouco ainda) estudando para a Receita Federal, porque antes era tudo fragmentado e meio sem sentido na minha cabeça. Nós temos escolas muito fracas nesse Brasil! (Está bem: se você contar a sua vida eu choro… Rs)

Além disso, eu coloquei no mural 3 lembretes para me policiar. Eram: DISCIPLINA, AUTOSSUPERAÇÃO E ADMISTRAÇÃO DO TEMPO. Eu entendia que só tendo DISCIPLINA (cumprindo meu ciclo diário, semanal e mensal é que eu mudaria minha vida!); SUPERANDO MEUS LIMITES (afinal, eu tinha muitos!) e ADMINISTRANDO O POUCO TEMPO QUE EU TINHA é que eu conseguiria ter sucesso nesse concurso!

Por falar em SUPERAR LIMITES, vamos falar dessa “linda”: A CONTABILIDADE. Essa matéria me fez ter muito medo de não conseguir atingir meu objetivo. Eu tinha um bloqueio com ela, sei lá… Fiz Contabilidade Básica duas vezes. Li dois livros, fazendo exercícios. Mas não sei não… Essa matéria não é de Deus! Fala sério!!! Com muita dificuldade fui avançando. Não deixava muito tempo sem ver essa matéria. Dedicava mais horas para ela… Procurei manter um ritmo constante. Isso porque, certa vez, ouvi no curso que:

“Estudar é como subir duna: se você sobe correndo, cansa. E se você para, você desce! Então o melhor era manter um ritmo!”

Vencida a etapa das matérias básicas, passei para as matérias complementares. Já estava mais maduro nesse mundo de concursos. Já procurava os melhores professores, os melhores materiais. PENSAVA SEMPRE EM ATALHOS. Pensava que havia pessoas que só estudavam e eu ainda tinha que trabalhar em dois empregos…

Conheci ótimos professores, mas um em especial preciso citar: professor de Direito Constitucional, PAULO TELLES. Depois de ter vencido a etapa de aprender as matérias básicas e complementares para a Receita Federal, era a hora dos simulados. Naquela época apenas havia simulados presenciais e caros. Não tinha dinheiro para fazer… Foi quando comentei com esse professor que faria uma solicitação de desconto. Ele me disse que pela minha dedicação nas aulas ELE DARIA UMA BOLSA INTEGRAL PARA OS SIMULADOS! Nossa!!! Como fiquei grato!!! Resolvi retribuir àquele gesto generoso com meu total empenho nos estudos e apresentar para ele minha aprovação! Iria me esforçar ao máximo!!!

Os simulados não eram nada fáceis. Provas nas manhãs de sábado e correção das provas na tarde do sábado seguinte. Havia um ranking, e cá entre nós, eu estava lá na “lanterninha”… NOS SIMULADOS, DESCOBRI QUE O MUNDO NÃO ERA BONITO! Se eu achava que estava estudando forte, precisava intensificar mais, caso contrário eu iria nadar, nadar e morrer na praia. Teve uma vez que fiz uma prova de Contabilidade (ela de novo…) Acertei pouquíssimo… Não foi fácil para mim. Me deu um frio na barriga, um medo… Fui ferido na minha autoestima. Pensei: não vou conseguir passar para a Receita Federal… Mas reagi! Disse para mim mesmo: Vou estudar mais ainda! Vou superar isso!!! (No mundo dos concursos, somos nossos próprios heróis!)

Conheci vários gênios no simulado. O raciocínio deles era de Einstein! Me sentia burro do lado deles… Como eles conseguem fazer essas questões tão rápido?! E que raciocínio era aquele?! Mesmo assim, ouvi de um deles que na hora da prova valia tudo, até contar com os dedos! Rs E realmente, uma vez, o vi contar com os dedos fazendo prova!!! Rsrs Claro que depois dessa eu contava com os dedos também!!! O importante era não errar a questão!!!

Mas uma coisa era sempre dita pelos professores: para passar para a Receita Federal você precisa ser bom em todas as matérias. Não adiantava ser excelente em umas e péssimo em outras… Isso era uma profecia… Vários gênios daquele simulado não passaram para a Receita Federal, enquanto outros, que nem brilhavam tanto, foram aprovados. Conclusão: É NECESSÁRIO TER UM EQUILÍBRIO DE DESEMPENHO.

Não bastasse minha vida sofrida de simulado, VEIO O EDITAL. Caramba, várias matérias novas e ainda discursivas! Eu não acreditei… Decidi não me preocupar com a discursiva naquele momento. Eu precisava passar entre os 1.000 primeiros colocados. Caso contrário, nem discursiva eu veria na minha frente. Mais uma vez faltava dinheiro para comprar o material de estudo das matérias novas. Um amigo concurseiro, daqueles que acham que a melhor estratégia é compartilhar, mandou para mim, por e-mail, todos os módulos que ele havia comprado. Talvez ele não saiba, mas sou grato até hoje. É o Raphael Lacerda, vulgo Balboa. Hoje ele é Fiscal do ICMS do RJ. Vlw, Balboa!

Com aquele novo edital, fiquei na dúvida. ESTUDO PARA ANALISTA OU AUDITOR?… Eram matérias diferentes para cada cargo. Mais uma vez me sentia inseguro e não tinha para quem perguntar… Ajustei a antena e mandei uma consulta para o cara lá de cima! Pode parecer delírio, mas ouvi na mente a resposta: PARA AUDITOR! Decidi acreditar e seguir a orientação daquela voz!!!

ERA A HORA DO “SPRINT” FINAL! Tirei férias e cheguei a estudar de 6h até as 23h (umas 12h líquidas!!!) Tinha dia que me dava ânsia de vômito de tanto estudar… Tomava muita Coca-Cola para me manter acordado e refrigerado naquela estufa do Rio de Janeiro. Eu estudava em pé para não dormir… Eram muitas HBCs (Horas Bunda na Cadeira) e o corpo sentia…

FINALMENTE O DIA DA PROVA!

Fiz a prova para Auditor-Fiscal da Receita Federal em Copacabana/RJ, numa escola entre prédios residenciais. Lembro até hoje de um morador feliz da vida que cantou pagode durante toda nossa prova, na manhã de sábado! Eu fiz a prova com os ouvidos tapados pelos dedos! Sem brincadeira… Vontade de gritar um: CALA A BOOOCAAAA, mas não dava…

De tarde veio ela, minha arqui-inimiga e temida Contabilidade. Jesus! Meu coração acelerou. A respiração ficou ofegante… Comecei tentando resolver uma questão de DRE… Nada de achar a resposta. Passei para uma de Análise de Demonstração Financeira… Nada também… Entrei em desespero. Coloquei as mãos na cabeça e sussurrei: – Não acredito que vou ser derrotado por essa matéria… Não acredito… Vou nadar, nadar e morrer na praia… Pedi para ir ao banheiro. Lá OREI. PEDI A DEUS QUE ME PERMITISSE COLOCAR NA PROVA O QUE EU HAVIA ESTUDADO. Não pedi nenhum privilégio.

Saí do banheiro transformado! Parecia que havia sido atingido por um raio! Eu gritava por dentro. Sentei na frente da prova e gritava por dentro com ela: VOU DESTRUIR VOCÊ! VOU DESTRUIR VOCÊ! Recomecei a prova. Fiz a primeira questão: ACHEI O RESULTADO. Fiz a segunda: ACHEI; a terceira: ACHEI DE NOVO! Conclusão: acertei 17 de 20 questões!!! Meu maior obstáculo havia sido vencido!!! Que alívio…

APÓS TODAS AS PROVAS E TODO O PAGODE, TINHA CUMPRIDO MINHA MISSÃO! Bastava esperar o resultado da prova de Auditor-Fiscal para ver se eu ficaria entre os 1.000 primeiros colocados e se eu iria fazer as provas discursivas.

MAS NÃO PODIA RELAXAR. No final de semana seguinte era a prova de Analista-Tributário. E lembram? Aquela voz tinha ditto para estudar para Auditor. Então, Administração Geral não tinha nem olhado. Administração Financeira e Orçamentária (até hoje não sei para que serve essa matéria para a área fiscal…) tinha pincelado. Passei a semana toda tentando ler os tópicos do Edital para fazer a prova. Cada dia estudava um tópico. Aos trancos e barrancos fui passando a semana.

Na prova de Analista achei que seria tranquilo. Pensava: essa prova vai ser mole! Já fui mais que testado na semana passada! Quando comecei a fazer a prova… Surpresa! Estava tão difícil quanto a prova de Auditor. Precisava fazer essa prova com atenção, com sangue frio. Lembro que as provas de Língua Portuguesa, de Espanhol e de Raciocínio Lógico estavam mais difíceis que as provas de Auditor-Fiscal. Não é possível… será que nessa vida de concurseiro não tem nada fácil?!

Finalmente veio o resultado e consegui me classifcar para as provas discursivas! Nova etapa nessa maratona… Fui fazer curso de discursivas para melhorar minha redação. Confesso que escrever nunca foi meu forte. E caligrafia também não! Comprei até caderno de caligrafia para treinar! FAZIA PELO MENOS UMA REDAÇÃO POR DIA. Foi um parto.

No dia das provas discursivas me sentia bem preparado. Havia revisado meus esquemas, feito muitas redações. Tudo pronto! A prova discursiva de Direito Tributário continha questões que eu havia lido no dia anterior! Pensei empolgado: Ah! Vou arrebentar!!! Fiz a prova a lápis, com todo detalhe e capricho. Mas quando olhei para o relógio… Faltava uma hora e meia para acabar e eu ainda não tinha feito duas questões da prova… Bateu um desespero. Passei a prova a caneta, com o coração acelerado e tendo câimbras nas mãos. CALCULEI ERRADO, aff… Mesmo assim, no final deu certo! Consegui entregar a prova da manhã dentro do tempo! À tarde eu não iria repetir esse erro. Faria diferente: esquema de ideias primeiro e depois escreveria direto a caneta! Se eu tivesse que cair, eu iria cair atirando!

RESULTADO: PASSEI PARA AUDITOR-FISCAL E ANALISTA-TRIBUTÁRIO! Mas para Auditor, minha prova discursiva me fez perder posições (eu disse que escrever não era o meu forte…). Dessa forma, fiquei entre os excedentes. Para Analista-Tributário, passei bem colocado e pude escolher um bom local de trabalho (o que significa que não fui para uma fronteira).

Hoje já trabalho como Auditor-Fiscal e me sinto muito orgulhoso de pertencer a esse órgão de excelência. Na Receita Federal do Brasil temos o privilégio de conviver com vencedores! Guerreiros das mais variadas formações! Pessoas do mais alto nível que um dia decidiram fazer parte dessa Secretaria. E essa diversidade é a maior riqueza de nossa instituição!!!

Mas confesso também que, durante esse trajeto, foi muito sofrido ter disciplina dentro da minha realidade de vida. Foi sofrido superar os imensos limites que eu possuía de formação intelectual e de inteligência emocional. Foi doído, por fim, lidar com tanta limitação de tempo e de dinheiro.

Mas posso dizer: valeu a pena dormir pouco por 3 anos! Valeu a pena investir nesse sonho! Valeu a pena acreditar e seguir a orientação daquela voz!!! Sou muito grato a Deus e a todos que foram instrumento d’Ele ao longo do meu caminho. A todos que me ajudaram, meu muito obrigado! A todos que querem estudar para a Receita Federal: ACREDITEM! Eu trabalhava em 2 empregos, com 3 filhos, e ainda consegui fazer nascer o Auditor-Fiscal dentro de mim! Então eu digo a vocês: ACREDITEM NO SEU SONHO! PORQUE SE EU CONSEGUI, VOCÊS TAMBÉM CONSEGUEM!!!

FORTE ABRAÇO!!!

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