Melhores concursos fiscais previstos para 2020: Como se preparar?
Concursos Públicos

Melhores concursos fiscais previstos para 2020: Como se preparar?

O ano de 2020 já começou e com ele vêm as expectativas de abertura de concursos. Dentre as possibilidades prováveis para concursos fiscais, selecionamos cinco que consideramos mais “quentes” para você já começar a sua preparação. Para auxiliar ainda mais na sua jornada, abaixo temos também algumas dicas de estudos para você.

Sefaz – PR

A comissão formada para organização do certame paranaense concluiu seus estudos no fim do ano passado e apontou, em seu relatório, necessidade de mais de 100 vagas para os cargos de Auditor Fiscal e Agente Fazendário Classes A, B e C.

  • Cargo: Auditor Fiscal
    • Vencimento base: R$ 5.127,00
    • Escolaridade: Nível Superior
  • Cargo: Agente Fazendário Classes A, B e C
    • Vencimento base: até R$ 6.194,09
    • Escolaridade: Nível Superior, Médio e Fundamental

Além dos vencimentos base acima, gratificações e outros adicionais podem ser acrescidos às remunerações. Por exemplo: no último concurso, realizado em 2012, a remuneração inicial prevista no edital totalizou R$ 11.046,64. Além disso, abaixo podemos ver que dados retirados do portal da transparência do Estado do Paraná registram uma remuneração bruta acima de R$20.000,00 para um auditor que entrou no cargo em 2014:

Figura 1: Remuneração de um auditor fiscal do Paraná de acordo com o portal da transparência

Sefaz – ES

O concurso da Secretaria da Fazenda do Espírito Santo está previsto no orçamento do ano de 2020 e a necessidade de sua realização já foi declarada pelo Secretário com sendo urgente. Além disso, o governador do Estado também já admitiu que o mesmo é necessário.

  • Cargo: Auditor Fiscal da Receita Estadual
    • Remuneração: R$ 12.069,75
    • Escolaridade: Nível Superior

Sefaz – CE

Previso no orçamento do Estado do Ceará para o ano de 2020, foram solicitadas ao Governador do Estado pelo menos 100 vagas. Porém, a Secretária da Fazenda, Fernanda Pacobahyba, e o Sindicato da categoria dos Auditores defendem que a necessidade vai muito além de tal quantitativo.

  • Cargo: Auditor Fiscal da Receita Estadual
    • Vencimento Base: R$ 3.162,37
    • Escolaridade: Nível Superior

Destaca-se que o vencimento base é acrescido de gratificação e outros adicionais e que, de acordo com o edital do último certame, em 2006, o valor total da remuneração inicial podia chegar a R$ 9.112,00. Ademais, novamente o portal da transparência do estado no mostra valores acima de R$ 20.000,00 para um auditor admitido em 2014:

Figura 2: Remuneração de um auditor fiscal do Ceará de acordo com o portal da transparência

ISS – Fortaleza

A Secretaria Municipal de Finanças encaminhou, no ano passado, uma solicitação de concurso com 60 vagas para o cargo de Auditor e 40 vagas para o cargo de Analista. Com previsão no Projeto referente à Lei Orçamentária de 2020, as chances de o edital ser lançado nesse ano são grandes.

  • Cargo: Auditor do Tesouro Municipal
    • Remuneração: R$ 13.377,28
    • Escolaridade: Nível Superior
  • Cargo: Analista do Tesouro Municipal
    • Remuneração: R$ 8.986,71
    • Escolaridade: Nível Superior (áreas específicas)

ISS – Rio de Janeiro

Com 187 cargos vagos atualmente, um grupo de estudos foi criado no ano passado para avaliação das necessidades de pessoal da Secretaria da Fazenda. Uma vez que os procedimentos internos forem concluídos, o edital poderá ser lançado para a seleção de novos servidores. Além do mais, cerca de 75 auditores terão condições de se aposentar até o ano de 2021.

  • Cargo: Fiscal de Rendas
    • Remuneração: R$ 23.876,91
    • Escolaridade: Nível Superior

Dicas de Estudos

Com tantas oportunidades excelentes de concursos fiscais para o ano de 2020, quem inicia os estudos antes mesmo da publicação do edital sai na frente dos concorrentes. Para tal, podemos nos basear no último edital lançado para o certame de nosso interesse.

Além disso, para os iniciantes é interessante iniciar os estudos pelas disciplinas básicas da área fiscal, que são:

  • Direito Constitucional;
  • Direito Administrativo;
  • Direito Tributário;
  • Contabilidade;
  • Português;
  • Raciocínio Lógico.

Tais disciplinas, além de servirem de base para outras que costumam ser cobradas em concursos fiscais, são comuns na grande maioria dos concursos (algumas inclusive em outras áreas além da fiscal), de modo que iniciar por elas permite ao concurseiro prestar outras provas durante sua preparação, tanto para poder ganhar experiência, quanto para possíveis “concursos trampolim” (utilizados como degrau de entrada no serviço público para os concurseiros que precisam ter alguma renda enquanto estudam).

Como forma de organizar o estudos das disciplinas citadas de concursos fiscais, temos o famoso Ciclo de Estudos. Esse Ciclo consiste em dividir sua carga horária diária de estudos entre duas ou três disciplinas diferentes mais revisões. No dia seguinte, disciplinas diferentes das estudadas no dia anterior são estudadas e assim por diante, de maneira que uma disciplina só se repita no ciclo depois que todas as disciplinas deste ciclo tenham sido estudadas por um período. Segue um exemplo para ficar mais claro:

Figura 3: Exemplo de Ciclo de Estudos Básico

No quarto dia de estudos, reiniciamos o ciclo, seguindo a programação prevista para o primeiro dia e assim por diante.

Pesquisas científicas apontam que, ao estudarmos determinado conteúdo por demasiado tempo, sem intervalos, nossos níveis de concentração e retenção tendem a cair. Assim, alternar disciplinas a cada uma ou duas horas de estudos (como sugerido no exemplo de ciclo acima) em vez de passar o dia todo estudando a mesma matéria pode ser mais produtivo.

Outro fator que justifica o uso do Ciclo de Estudos é a chamada Curva do Esquecimento. Esta nada mais é que um gráfico, construído com base em estudos do psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus, representando o percentual de retenção de um conteúdo estudado à medida que o tempo passa. Com base nessa curva, definiram-se períodos para a realização de revisões do conteúdo, com a finalidade de se evitar uma queda brusca na retenção das informações. Abaixo, temos uma representação dessa curva, juntamente com o feito das revisões:

Figura 4: Curva do Esquecimento

Segundo o estudo, a primeira revisão deverá ser realizada 24 horas após o contato inicial com a matéria. Uma segunda revisão, 7 dias após a primeira, renovará novamente sua memória. Por fim, 30 dias após esta segunda revisão, será realizada uma terceira e, caso necessário, as subsequentes respeitarão esse mesmo intervalo. O Ciclo de Estudos, então, se mostra como uma boa ferramenta de organização para acrescentarmos as revisões necessárias no nosso cronograma de estudos para concursos fiscais.

Em ordem de revisarmos o conteúdo estudado, precisamos de um material resumo, uma vez que reler completamente todo o material estudado se torna inviável. Para isso, existem várias técnicas de resumo, como fichamentos, mapas mentais, grifos nos materiais, resumos em áudio, resumos escritos, e diversas outras. Assim, como escolher a técnica ideal?

Basicamente, devemos avaliar o custo x benefício de cada uma das técnicas disponíveis. Por custo, entende-se basicamente o tempo gasto para confeccionar o material (e eventuais custos financeiros, dependendo da técnica escolhida) e por benefícios nos referimos à velocidade de revisão e ao nível de absorção/compreensão que a técnica nos proporciona, bem como à quantidade de informações possíveis de serem abordadas no nosso resumo.

Todos esses fatores citados acima têm uma parcela pessoal, que depende das características do concurseiro. Uma pessoa, por exemplo, pode ter uma certa destreza na elaboração de mapas mentais e se dar bem com a revisão por esse método, que é um método mais visual. Já outra, pode não lidar bem com tal técnica e ter mais facilidade de absorção de informações pela via auditiva (para essa pessoa, talvez resumos em áudio funcionem melhor).

Dica para iniciantes

Para você que está iniciando nos concursos fiscais e não está familiarizado com nenhuma dessas técnicas pode ser interessante iniciar seus estudos utilizando a técnica de grifos nos materiais. Tal técnica, consiste em basicamente destacar nos PDFs as passagens mais importantes do texto e, durante a revisão, voltar lendo apenas as partes em destaque. Em ordem de se manter o custo x benefício o mais alto possível (este deve ser sempre nosso objetivo!), alguns cuidados devem ser tomados:

  • Caso os grifos sejam feitos já na primeira leitura do material, o ideal é que se utilize algo que possa ser apagado, e aqui explicamos o porquê: na primeira leitura, tendemos a grifar informações que, com o avanço dos estudos, se tornarão banais e, assim, não haverá mais necessidade de revisar essas informações sempre que revisarmos a respectiva aula. Se você estudar pelo material digital, basta utilizar a função de marcador existente no seu leitor de PDF (caso não tenha um, como sugestão de programa gratuito temos o Foxit PDF Reader, amplamente difundido na internet). Tal marcação digital pode ser facilmente apagada e refeita quantas vezes for necessário. Porém, se você é daqueles que realmente não conseguem utilizar material e precisam imprimir tudo, uma sugestão é fazer as marcações a lápis para que, quando revisar, possa reavaliar a importância das marcações iniciais feitas e apagar aquelas desnecessárias.
  • Devemos evitar grifar parágrafos ou até mesmo frase inteiras. O ideal é focarmos em “palavras-gatilho”, que são as palavras mais importantes da informação que queremos revisar e as quais serão capazes de nos fazer relembrar toda a informação ao ser lida. Porém, os grifos devem fazer sentido para quem os utilizará. Dificilmente conseguiremos fazer uma boa revisão através de grifos apenas de palavras avulsas. Por vezes, algumas palavras bastarão. Por outras, podemos formar frases com as palavras grifadas. Exemplo:
Figura 5: Exemplo de grifos

Dentre os pontos positivos dos grifos, podemos destacar:

  • Agilidade na confecção: o tempo gasto para grifar o material é muito menor do que o tempo gasto para elaborar um resumo ou um mapa mental, por exemplo. Ademais, entre o grifo no material digital e o grifo no material físico, o primeiro é ainda mais rápido;
  • O custo financeiro, caso se grife diretamente no PDF, é zero!! Sequer temos que comprar marcadores, como fazemos caso utilizemos o material impresso;
  • Podemos utilizar diferentes cores, de modo a categorizar os grifos ou dar um destaque ainda maior para determinadas informações, por exemplo. Isso favorece nossa capacidade de absorção e retenção do conhecimento. Porém, devemos tomar cuidado para não exagerar nas cores e transformar nosso material em um verdadeiro arco-íris, o que, em vez facilitar, dificultará a leitura.

Citamos os grifos pois, de uma maneira geral, os concurseiros não costumam ter problemas com essa técnica, o custo financeiro dela é baixo (ou zero), gasta-se pouco tempo para elaborá-la e, posteriormente, para realizar a revisão, o tempo gasto normalmente não é demasiado longo (apesar de outras técnicas mais trabalhosas de confecção possuírem um tempo de revisão ainda mais curto).

Sendo assim, essa técnica costuma ter uma das melhores relações custo x benefício. Entretanto, destacamos que cada caso é um caso. Pode ser que você não se adapte aos grifos e necessite buscar alguma das outras técnicas citadas aqui. As pessoas têm suas particularidades e estas devem ser consideradas na hora de estudar – não apenas quando se trata de técnicas de resumo, mas em todos os aspectos do estudo para concursos.

Portanto, avalie as dicas sugeridas para concursos fiscais, aplicando-as sem se esquecer que elas não são uma verdade universal e tendo em mente que pode ser que, para você, uma ou outra adaptação das sugestões dadas pode torná-las ainda mais produtivas.

Contamos com diversos vídeos no nosso canal do youtube sobre dicas e técnicas de estudos. Além disso, várias outras ferramentas estão disponíveis, como monitorias, salas VIP, webinários e – o mais individualizado e personalizado de todos – o programa de coach. Todas elas com a intenção de trazer para o aluno uma personalização cada vez maior dos seus estudos, coisa que, com o aumento constante do nível de preparação dos concurseiros, tem sido cada dia mais importante, ainda se tratando de concursos fiscais.

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