ENTREVISTA: Guilherme Vale - Aprovado em segundo lugar (DF) no concurso da Defensoria Pública da União

Entrevista:

ENTREVISTA: Guilherme Santana do Vale – Aprovado em segundo lugar (DF) no concurso da Defensoria Pública da União

“Você é capaz, todos somos. É uma batalha perdida a que se considera perdida.  Não é necessário ser extraordinário para passar, basta planejamento e disciplina”

Com apenas 25 anos, Guilherme Santana do Vale já tem uma considerável experiência em concursos e agora comemora sua aprovação, em segundo lugar, no concurso da Defensoria Pública da União (DPU), para o cargo de Analista Técnico-Administrativo/DF. Na entrevista abaixo, ele conta um pouco de sua história e dá dicas preciosas para os que escolheram o caminho dos concursos públicos e lembra que, com planejamento e disciplina é possível atingir seu objetivo, e isso sem deixar de se divertir!

Estratégia Concursos – Conte-nos um pouco sobre você, para que nosso leitor possa te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Guilherme – Meu nome é Guilherme Santana do Vale, tenho 25 anos, formado em Direito pelo UniCeub na metade de 2014, nascido e criado em Brasília/DF. Nunca fui lá tão estudioso, especialmente no ensino médio, mas a partir da faculdade passei a me esforçar mais nas aulas, até mesmo para honrar o dinheiro que meus pais estavam investindo em mim. Frequento academia semana toda, não gosto de baladas, sou viciado em jogos de computador, animes e adoro sair com os amigos para tomar umas. Uma mistura meio louca, mas em resumo, é isso.

Estratégia – Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos?

Guilherme – Durante a faculdade eu cheguei a ter contato com alguns materiais de concurso, mas de maneira muito tímida, sem planejamento, só com algumas lidas aleatórias. Comecei de fato a estudar apenas após a faculdade, em dedicação exclusiva, por incentivo de meus pais.

Estratégia – Quantos e em quais concursos você já foi aprovado? Qual o último

Guilherme Prestei o concurso para agente penitenciário do DF em 2015 e fui aprovado na primeira etapa, mas não me classifiquei para a segunda. Pouco antes do concurso da DPU, prestei o concurso para o TJDFT, em que, pela classificação extraoficial, estou em 49º em analista judiciário – área judiciária e em 205º em técnico judiciário – área administrativa. O último foi o da DPU, primeiro em que fiquei dentro das vagas imediatas, em 2º lugar no DF.

Estratégia – Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Guilherme – Quando vi o resultado do TJDFT confesso que uma lágrima escapou. Sei que não fiquei nas vagas imediatas, mas mesmo assim fiquei muito satisfeito com a colocação. Quando vi o resultado da DPU, o coração disparou, parecia que ia sair pela boca. Sensação de alívio e dever cumprido (e que dever!). Depois de uns 5 minutos olhando para a tela do computador esperando a ficha cair, foi só espalhar para a família, namorada e amigos e partir para o abraço.

Estratégia – Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Guilherme – Foi relativamente tranquila. Muita gente acha que para passar em concurso é necessário ficar recluso no quarto durante um ou dois anos, mas eu acho isso simplesmente impossível! É enlouquecedor! A única vez em que fiquei três semanas seguidas estudando, acabei saindo cinco dias seguidos logo em seguida. O prejuízo é muito maior do que manter um nível saudável de lazer. Com disciplina e planejamento é perfeitamente possível deixar pelo menos um dia da semana de folga para sair com os amigos, etc. É claro que é necessário dizer não para muita coisa, mas isso faz parte do jogo. Em geral, eu sempre deixei os sábados como dia de folga. De vez em quando eu adaptava um pouco, estudava cedo na sexta, saia de noite, estudava cedo no sábado e também saía de noite.

Estratégia – Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro(a)? Se sim, de que forma

Guilherme – Moro com meus pais, não sou casado e não tenho filhos, mas namoro há um bom tempo. Meus pais não só entenderam como foi deles que partiu a ideia de estudar para concursos. Eles são servidores públicos e sempre me recomendaram esse caminho. Além do apoio financeiro de meus pais (nada volumoso, até porque estar sem dinheiro era uma motivação a mais para querer passar logo num concurso), sempre tive apoio moral, não só deles, mas também de minha namorada e amigos. Esse apoio moral foi, sem sombra de dúvida, o que me manteve firme. Os momentos de dúvida e desespero foram violentos. O problema de se formar e virar concurseiro logo de cara é que você não adquire experiência para entrar na iniciativa privada e se não passar num concurso vai ter muito mais dificuldade para conseguir algo. Sem o constante apoio moral das pessoas próximas a mim não teria chegado nem na metade do caminho.

Estratégia – Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho?

Guilherme – Sim, tentei, mas o objetivo não era bem motivação ou treino. Na verdade, eu tinha medo de ir mal e ficar desmotivado, porém, aprendi da pior forma que não sou muito bom em estudar sem edital, até porque sempre fui do tipo de pessoa que faz tudo em cima da hora. Eu preciso de um prazo certo. O principal concurso que almejava era o do TJDFT, mas no início de tudo, quando decidi estudar, ele parecia tão longe que aquele pensamento de “amanhã começo” me dominava e acabei perdendo alguns meses nessa enrolação. Dia estudava, dia não, e sempre de maneira aleatória, sem qualquer controle. Quando fiquei sabendo do concurso para agente penitenciário do DF de 2015, dei uma olhada no edital e vi que várias matérias também eram cobradas no TJDFT, então resolvi estudar para ele visando manter um cronograma mais rígido.

Após a prova fiquei um tempo meio perdido, mas quando o edital do STJ saiu, minha namorada conversou comigo sobre estudar para ele e nessa hora cheguei à conclusão de que seria melhor aproveitar outros concursos para estudar mesmo que com algumas matérias diferentes, porque pelo menos as matérias em comum seriam estudadas com mais eficiência.

Estratégia – Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Guilherme – Sim, acredito. Sei que muita gente pensa diferente, mas isso realmente é uma questão mais pessoal. Depois do concurso de agente penitenciário, como não havia edital, voltei a ficar meio desleixado e só voltei a estudar com afinco quando o edital do STJ saiu. Eu sabia que as matérias não eram todas cobradas na prova do TJDFT, mas tenho certeza de que, se não tivesse usado esses outros editais para me animar a manter um cronograma rígido, com prazo final, não teria estudado de forma eficiente. O próprio concurso da DPU foi resultado desse estilo. Já que eu havia estudado algumas matérias da área administrativa no concurso do STJ que caiam no concurso da DPU e já que a prova deste era aproximadamente um mês após a prova do TJDFT, resolvi estudar apenas as matérias que ainda não havia tido contato durante esse mês e acabei tendo o melhor resultado até agora da maneira mais inesperada possível.

Estratégia – Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

Guilherme – Por aproximadamente um ano. Comecei em novembro de 2014 com um cursinho de aulas presenciais por mais ou menos 6 meses. Como afirmei acima, confesso que durante os períodos sem edital e após o fim das aulas eu fiquei meio perdido. Então se o leitor, assim como eu, se sente desanimado e não consegue estudar sem edital, o melhor conselho que posso dar é: faça outros concursos com pelo menos 4 matérias que caem no seu “concurso objetivo”. Seja realista. Se for para ficar desleixado enquanto não houver o edital do concurso final, melhor estudar essas 4 matérias com eficiência, mesmo que invista algum tempo em outras.

Estratégia – Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Guilherme – Comecei com um curso para carreiras jurídicas de aulas presenciais. As aulas presenciais têm a enorme vantagem de possibilitar que o aluno tire dúvidas instantaneamente. Além disso, os cadernos de anotações das aulas dão um excelente material de revisão. Por outro lado, por causa da limitação de tempo, infelizmente é impossível aprofundar demais em todos os tópicos e um ou outro sempre fica meio raso.

Mais ou menos no meio do cursinho conheci o método de estudo de Alex Viegas (fácil de achar na internet) e comecei a fazer fichas de estudo. Fiz aproximadamente 800 fichas antes de parar. Achei que as fichas possibilitam de longe o melhor método de revisão. Lendo as fichas todo dia por uma hora, não tem como não decorar quase tudo que está nelas. A grande desvantagem (pelo menos para mim) é o tempo que se leva para elaborá-las e como condensar muita informação com desenhos. Já me peguei perdendo vários minutos pensando em como ia desenhar essa ou aquela informação.

Por fim, parti para as apostilas em PDF, de teoria e exercícios e por aí fiquei. Acho que não há custo x benefício melhor no mundo dos concursos. É só comprar e estudar, sem perda de tempo procurando e organizando material de estudo. Em geral a matéria é bem dividida. Com elas descobri que os exercícios são o maior segredo para a aprovação. São eles que “ensinam a fazer prova”. É fazendo e refazendo exercícios que nos familiarizamos com as bancas e aprendemos o que elas realmente cobram nas provas. Além disso, acredito que lendo a apostila seja possível adquirir muito mais informação num determinado espaço de tempo do que assistindo a uma aula. E digo isso sendo um lentíssimo leitor, mas com a linguagem clara e direta ao ponto, sem enrolação, a leitura acaba sendo mais fluida. Nunca toquei em livro de doutrina para estudar para concursos. Fora aqueles concursos de mais alto nível, como Juiz, Promotor e Defensor, acredito, sinceramente, ser perda de tempo.

Estratégia – Como conheceu o Estratégia Concursos?

Guilherme – Quando comecei a ler algumas entrevistas, como essa, em alguns fóruns na internet. Em algumas delas vi pessoas falando sobre estudar por apostilas e recomendando o material do Estratégia.

Estratégia -Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?

Guilherme – Inicialmente, dei uma lida rápida em alguns livros e apostilas sobre como estudar para concursos (Manual de um Concurseiro, de Alex Viegas; 10 Passos para Aprovação em Concursos, de Alexandre Garcia; e uma apostila de Alexandre Meirelles). Aconselho a leitura. Juntei tudo que havia lido e comecei a criar um estilo próprio. A primeira coisa que faço é um calendário no Word onde separo os dias desde o início dos estudos e o dia da prova. Marco os sábados como folga, os domingos como dias de revisão em exercícios e uma ou duas semanas antes da prova para revisão. Em seguida, conto quantas aulas (apostilas) o curso tem e divido o total pelo número de dias que tenho para estudar. O resultado é o número de aulas (apostilas) que devo estudar por dia, fora as de revisão. Com as fichas de revisão de Alex Viegas, entendi que a melhor forma de consolidar aprendizado é por meio de repetição, então dei bastante atenção para as revisões.

No final, acabei com o seguinte esquema: ler a teoria da apostila grifando os tópicos importantes e fazer os exercícios comentados. Em média, fazia isso com duas aulas (apostilas) por dia. No dia seguinte, passava o olho nos pontos grifados das aulas do dia anterior e refazia os exercícios. Quando eu percebia que a banca cobrava sempre os mesmos assuntos e a teoria era muito vasta, apenas refazia os exercícios. Em seguida, partia para aulas ainda não estudadas, dando um total de 4 aulas (contando com as de revisão) em média por dia. Nas revisões em exercícios aos domingos, refazia os exercícios, sem comentários, de todas as aulas que havia estudado na semana anterior. Nos que errava, voltava nos comentários para verificar o erro.

Para manter o controle de tudo, sempre anotava no calendário as aulas que havia revisado, as que havia estudado pela primeira vez, as horas brutas e horas líquidas que gastei em cada. Explico: sempre uso o cronômetro do celular para marcar quanto tempo efetivamente estudei. Essas são as horas líquidas. Sempre que me distraía com qualquer coisa, Whatsapp, Facebook, pegar café, etc, pausava o cronômetro. As horas brutas são a diferença entre a hora que comecei e que parei de estudar aquela aula sem contar com essas pausas. Se interessar ao leitor, segue um exemplo retirado do calendário que fiz para o STJ:

entrevista aprovado

Essa anotação de hora bruta e hora líquida é útil para verificar a evolução no tempo dedicado ao estudo. No início, cheguei a umas seis horas brutas para apenas uma hora líquida e comecei a prestar mais atenção a esse detalhe.

Em relação ao ritmo das matérias, acho importante evoluir todas juntas. Estudar uma matéria no início é quase certeza de esquecê-la no dia da prova, a não ser que a pessoa tenha um esquema de revisão monstruoso. Para controlar isso, anoto quantas aulas (apostilas) cada matéria tem e tento sempre deixar todas proporcionais no avanço dos estudos.

Quanto a resumos, como eu já tinha cadernos do cursinho presencial e algumas fichas de revisão, optei por não fazer mais. Acredito que o importante não é o resumo em si, mas sim a revisão, especialmente com exercícios. Esse foi meu foco.

Estratégia – Você tinha mais dificuldades em alguma disciplina? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Guilherme – Português. Sempre escrevi e interpretei textos relativamente bem, mas quando comecei a estudar para concursos sequer me lembrava do que era um pronome relativo. A solução foi exercício atrás de exercício. É repetindo que se consolida o aprendizado. Para complementar os exercícios das apostilas, fazia alguns exercícios em sites voltados para questões de concursos. Não é uma boa forma de aprender toda a matéria que me traz dificuldade, mas é a melhor forma de direcionar meu conhecimento ao que a banca cobra.

Estratégia – A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na releitura, em resumos, em exercícios, etc?

Guilherme – Estressante é a forma mais dócil de chamar esse período. No concurso do TJDFT, simplesmente entrei em colapso na sexta-feira antes da última semana, com direito a choro e tudo. Quanto mais perto da prova, mais medo se acumula. Mas quanto à estratégia de estudo, tentei seguir o planejamento do início ao fim: revisão do dia anterior; teoria nova; e exercícios, sempre de forma homogênea com todas as matérias e deixando a última semana para revisão.

Estratégia –  Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Guilherme – Passei pelos dois estilos. Aconselho seguir o que seu corpo e sua mente querem, não adianta lutar contra o estresse. Como disse acima, entrei em colapso na reta final do TJDFT. Eu estava atrasado em meu cronograma devido há alguns dias em que a preguiça dominou. Acabei ficando fissurado em concluir o que havia planejado: parei de fazer academia, me tranquei no quarto, fiquei umas duas ou três semanas sem sair, e me deparei com 12 horas líquidas de estudo em um único dia. Cheguei a um nível de estresse tão grande que não conseguia estudar mais nada. Lia, lia, lia, mas não fazia ideia do que estava lendo. O pensamento estava a quilômetros dali e a angústia só aumentava. Foi provavelmente a pior fase da minha vida.

Quando desabei, conversei com meu pai e minha namorada e ambos me aconselharam a me “desligar” até voltar a ficar bem. Voltei a estudar cinco dias depois, já na quarta-feira da semana da prova e, diante do curto tempo que me restava, decidi apenas revisar os cadernos que tinha do cursinho presencial e fazer alguns exercícios.

Já no concurso da DPU, a história foi diferente. Como eu havia saído da prova do TJDFT com o caderno de prova e achava que minha nota pelo gabarito preliminar estava razoável, dei uma relaxada. Segui o cronograma, estudei as aulas das matérias que ainda não conhecia e deixei apenas três dias ao final para revisar os cadernos das matérias que já conhecia. Como eu estava mais tranquilo, aproveitei para dar uma acelerada no início e deixei menos conteúdo para estudar no final. Fiquei com bastante tempo de sobra na última semana e deu para fazer tudo tranquilo. Estava tão relaxado com a nota do TJDFT que sequer esperei para sair com a prova da DPU. Não fazia ideia de como tinha ido até sair o resultado definitivo. Em resumo, deixar um período de maratona para o final, pela experiência que tive, só resulta em desespero e em pensamentos como “não vai dar tempo de ver tudo”, “não estudei o suficiente”, etc, que acabam dominando a cabeça e não deixam rendimento algum sair.

Por outro lado, não acho que ficar sem estudar absolutamente nada na última semana seja uma boa ideia, mas isso é algo pessoal. Conheço uma pessoa que passou bem classificado em um concurso e ele nunca estuda na última semana. Eu, porém, sempre fui aquele que estudava um dia antes da prova, então, pelo menos uma semana antes do concurso revisando tópicos importantes é de muita relevância.

Estratégia –  Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Guilherme – O principal erro foi não ter deixado alguns dias sobrando no cronograma como margem de erro. É impossível seguir tudo à risca. Sempre vão existir imprevistos, ou até mesmo aqueles dias em que você simplesmente não consegue se concentrar de tanto sono, estresse ou simplesmente preguiça. Se tivesse feito isso no concurso do TJDFT, provavelmente minha reta final teria sido bem melhor.

Como acerto, acho que o principal foi a realização de muitos exercícios. Em alguns assuntos é facilmente perceptível como as perguntas se repetem.

Estratégia –  Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Guilherme – Não planejar cuidadosamente o estudo é o principal. Já vi algumas pessoas insistindo em estudar o que dá vontade na hora, só que eles fazem isso todas as horas e todos os dias. Quando vai chegando a hora da prova elas notam como ainda falta coisa para estudar e entram em desespero.

Outro é estudar só por teoria. Esse é um pecado que não se pode cometer mais, a não ser que a pessoa seja muito, mas muito inteligente. Já vi gente decorando assuntos que não caiam em prova há vários anos, coisa que só se percebe fazendo exercícios. Como resultado da falta de prática com exercícios da banca, a pessoa pode acabar dando mais atenção para assuntos de menor relevância e passar batido em assuntos que sempre são cobrados.

Estratégia –  O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? E qual foi sua principal motivação?

Guilherme – O medo de nunca passar. Como já disse, nunca fui lá tão estudioso, então tive que aprender a estudar para concursos no tranco e, muitas vezes ficava pensando que não era capaz, até, porque a competição aumenta cada vez mais. É só olhar as notas de concursos de dois anos atrás e os de agora que já bate um desânimo. Pensei em advogar quando me formei, mas nunca havia estagiado em escritório de advocacia e não tenho contatos no meio. Seria muito difícil começar do zero e com o passar do tempo os concursos começaram a parecer a única alternativa de ter uma boa remuneração, até porque a cada dia que eu passava estudando para concursos era um dia a menos de experiência que eu poderia adquirir na iniciativa privada.

A principal motivação foi minha família, namorada e amigos, que sempre me arrancavam do chão quando eu caía e achava impossível levantar. Sem o apoio deles não vejo como nada disso teria sido possível.

Estratégia –  Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Guilherme – Você é capaz, todos somos. É uma batalha perdida a que se considera perdida (essa é a frase que tive que passar para o caderno de respostas na prova do TJDFT. Até arrepiei na hora). Não é necessário ser extraordinário para passar, basta planejamento e disciplina. Gastar tempo se planejando nunca é perder tempo, mas sim investir, desde que você bote o que planejou em prática. Não desanime quando cair uma vez. Converse com quem te ama para se tranquilizar, bote a cabeça em ordem, mostre que é teimoso e levante de novo.

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  • ISS Teresina 2016/2017 dos 79 aprovados para o cargo de Auditor Fiscal da Receita Municipal, 48 foram nossos alunos
  • ANVISA 2016/2017 (Técnico Administrativo) dos 185 aprovados, 79 foram nossos alunos
  • Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal 2016/17 dos 917 aprovados para o Quadro de Oficiais - Bombeiros Militares Combatentes, 202 foram nossos alunos
  • Tribunal Regional do Trabalho 11ª Região 2017 dos 551 aprovados para o cargo de TJAA, 137 foram nossos alunos