COMO FUI APROVADO NAS ÁREAS FISCAL, GESTÃO E CONTROLE
Concursos Públicos

COMO FUI APROVADO NAS ÁREAS FISCAL, GESTÃO E CONTROLE

Alô, concurseiro! Feliz Ano Novo, que em 2017 sejamos todos realizadores de sonhos!!!


Meu nome é Diego Parreira, atualmente sou Auditor da Controladoria Geral do Município do RJ (CGM-RJ), lotado na Auditoria Geral, e Coach do Estratégia Concursos. Nas próximas linhas tentarei sintetizar minha jornada no mundo dos concursos e compartilhar as experiências e métodos que adquiri, entre erros e acertos, ao longo desses anos e quase 20 concursos prestados.

UMA LONGA VIAGEM COMEÇA COM UM ÚNICO PASSO
Minha relação com concursos públicos começou extremamente cedo, aos 10 anos de idade, quando me preparei sozinho e fui aprovado para o Colégio Militar de Manaus (10º lugar, 1996). Um pouco depois, aos 15 anos, passei para o Colégio Naval (139º lugar, 2001) e para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar – EPCAr (15º lugar, 2001). Optei pela Marinha, cursei o Colégio Naval e em meados da Escola Naval comecei a questionar a minha permanência na carreira militar. Nessa época (2007) fiz o famoso curso/pacote “Fiscal Básico” aos sábados – por causa do internato – e emendei uma turma de simulados. Foi um estudo bem raso, sem o comprometimento necessário, e eu nem imaginava que ainda faltavam outras dez matérias. Naturalmente o projeto acabou sendo adiado por causa da minha formatura (2008) e da viagem de instrução (2009).

Após um ano como Oficial, tentando conciliar um estudo descontinuado e de baixa qualidade com a rotina do navio (viagens e escala de serviço), tomei a decisão mais importante da minha vida. Em Dezembro/2010, com o total apoio dos meus pais, pedi demissão da Marinha para ficar apenas estudando: abri mão da estabilidade para buscar a minha felicidade.

O SUCESSO É A SOMA DE PEQUENOS ESFORÇOS – REPETIDOS DIA SIM, E NO OUTRO DIA TAMBÉM
Assim, como concurseiro em tempo integral (2011), tratei de arrumar uma biblioteca perto de casa para estudar e mantive esse hábito até o final dos meus estudos. Ter buscado esse ambiente ideal foi extremamente benéfico, por vários motivos: 1) a estrutura era melhor para estudar; 2) me fez criar um hábito diário de estudo, assim como ir trabalhar ou ir para a faculdade; 3) conheci pessoas incríveis com os mesmos objetivos (incluindo minha esposa e o grande amigo de “jornada fiscal”, Dudu, também Coach do Estratégia); e 4) entrei no clima de “competição”.

Em resumo, o início dessa nova etapa foi assim: o foco eram os fiscos estaduais e municipais, de preferência RJ ou SP (diferente de muitos iniciantes da área fiscal, eu nunca almejei ser Auditor da Receita); eu buscava indicação de materiais com amigos ou fóruns na internet, e comecei utilizando o método das fichas para fazer meus resumos. Acertei na maioria dos resumos e errei em alguns (a escolha entre resumir ou não e de como fazê-lo é estratégico, pois pode afetar todo o seu tempo de preparação); e eu levava o estudo mais no feeling, sem rodízio de matérias e sem massificação com exercícios. 

Com quatro meses de estudo enfrentei o ICMS-RJ (2011) e tive que traçar um plano para poder fazer a melhor prova que eu poderia com os recursos de que eu dispunha. Fiz um estudo bem distribuído já que havia mínimos por matérias, e alcancei 125/200 pontos, porém fui eliminado em legislação por duas questões (o último da lista entrou com 123 pontos). Mesmo assim fiquei satisfeito, considerando o progresso em tão pouco tempo. Em Agosto/2011, passei para o cargo de Oficial de Fazenda da Secretaria de Fazenda do RJ, cujo conteúdo programático estava inteiramente dentro do conteúdo para Auditor Fiscal. Perto de ser nomeado, saiu o edital para Analista de Planejamento e Orçamento do Município do RJ (plano de carreira bem melhor) e eu resolvi prestar. Eram 3 matérias a mais para estudar: Raciocínio Lógico (eu tenho facilidade), Contabilidade Pública (estudei o mínimo pois o peso era muito baixo) e Orçamento Público (maior peso da prova). Assim, incluí orçamento no ciclo de estudos para fiscal até Outubro/2011 e fui aprovado. Minha motivação se renovava a cada aprovação. 

Assumi o cargo de APO-RJ e passei a conciliar o estudo com o trabalho, portanto, tive que otimizar o tempo e fazer “malabarismos” para ganhar tempo. Após testar os mais diferentes horários e locais de estudo, o melhor arranjo para mim foi: 1) estudar de manhã antes do trabalho (então, eu já ia trabalhar com o sentimento de dever cumprido e não ficava ansioso); 2) estudar durante o horário do almoço e depois almoçava em 15’-20’; e 3) sair do trabalho e ir direto para a biblioteca. Dessa forma, eu estudava por volta de 4,5h-5h líquidas por dia, de segunda a sexta. E nos finais de semana, virei usuário assíduo do famoso salão de estudos do Instituto de Matemática Pura e Aplicada – IMPA (no RJ), pois ficava aberta até as 23h. Para ganhar mais tempo e comodidade, passei a frequentar também um reduto de estudos que um colega criou, com baias e tudo mais, no mesmo bairro onde eu morava. Foi inclusive onde passei os carnavais de 2012 e 2013.

Passei a fazer marcações diretamente no material em PDF (o que demandava menos tempo em comparação aos resumos escritos). Assim eu fazia revisões, essencialmente, lendo o texto grifado do PDF (refinando as marcações sempre que preciso), além de recorrer aos velhos resumos (fichas). 

Em 2012, após prestar quatro concursos para fiscos municipais, praticamente seguidos, fui aprovado e tomei posse no ISS-São José dos Campos; mas não entrei em exercício porque não iria resolver o meu problema. Em 2013 prestei o ICMS-SP, porém fiquei como excedente por apenas duas questões na P3. A partir daí decidi entrar em uma consultoria porque o resultado estava cada vez mais próximo e eu queria encerrar essa batalha de uma vez por todas.

A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL
Minha experiência com a consultoria foi rápida (10 meses), porém gratificante, pois me permitiu realizar um sonho. Somente com o acompanhamento do coach eu fui capaz de construir um conhecimento sólido, algo totalmente diferente do tipo de estudo que eu havia levado até aquele momento. Passei a ser um candidato competitivo e brigar efetivamente pelas vagas. Foi realmente uma mudança de paradigma na minha vida de concurseiro. 

Após seis meses de consultoria, encarei a banca CESPE no concurso para o ICMS-ES: uma prova objetiva de múltipla escolha, quatro questões dissertativas e uma redação. Fui aprovado em 15º lugar para Auditor Fiscal da Receita Estadual do Espírito Santo (cargo que exerci por um ano e meio). Quatro meses após ter garantido a vaga no ICMS-ES, enfrentei novamente o ICMS-RJ no início de 2014 (A Revanche). Arrematei 144/200 pontos, nota geral para ser o 6º colocado, eliminado por uma questão de direito empresarial. Segui minha vida em terras capixabas! Rs

No segundo semestre de 2015, ao decidir voltar para o Rio de Janeiro, ensaiei uma vagarosa retomada dos estudos. Fui aprovado para o cargo de Auditor Fiscal de Duque de Caxias e assumi, usando como ponte para voltar para o RJ, até prestar o concurso para a CGM-RJ e ser aprovado em 3º lugar. Para a CGM-RJ, mais 3 matérias novas: Auditoria Interna (me garanti com a auditoria para fiscal), Contabilidade Pública (cumpri os mínimos com Administração Financeira e Orçamentária, que foi cobrada junto) e Controle Interno e Gestão de Riscos (leitura dinâmica dos principais tópicos do material do Estratégia). Percebam que, tomando alguns cuidados, é possível migrar de uma área para outra. Agora estou de volta à cidade maravilhosa e à Prefeitura do RJ.

SE VOCÊ PENSA QUE PODE OU SE PENSA QUE NÃO PODE, DE QUALQUER FORMA VOCÊ ESTÁ CERTO
Enfim, meu amigo, sempre vibrei muito com o projeto “concurso público”, nunca foi um fardo angustiante. Como todo concurseiro, também vivenciei reprovações, que nada mais são do que choques de ordem para mudarmos o que não está funcionando. Lembremo-nos que “sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas”. Então, se você está desmotivado por não ter passado ainda, identifique o erro, corrija-o e tente mais uma vez. Continuar fazendo as mesmas coisas apenas te levará aos mesmos resultados. 

Confesso que não ter passado logo de início me permitiu evoluir e me conhecer em diversos graus, principalmente como pessoa. Comecei a enxergar um viés psicológico poderoso na preparação para concursos públicos. O candidato precisa estar convicto de sua grandeza para alcançar o resultado, o estado emocional já vale metade do caminho para o sucesso. 

O QUE VI DA VIDA CONCURSEIRA:
– Priorize os cursos online -> ganho de tempo;
– Faça um rodízio das matérias;
– Prefira marcações nos materiais a resumos escritos;
– Tenha um ambiente adequado de estudos;
– Cerque-se de pessoas com os mesmos objetivos -> “junte-se aos bons”;
– Avalie a contratação de um serviço de coaching;
– Mude sua percepção sobre o processo -> ESTUDAR É BOM;
– O tempo é o tempo que se tem!
– Seja humilde. Não se compare a ninguém. Ajude quem precisar.

Passei por todas as fases de estudo que um candidato pode passar: cometi erros e acertos, larguei um emprego estável para estudar, fiquei apenas estudando, conciliei estudo e trabalho, estudei com e sem coaching, obtive aprovações, fiquei fora das vagas por até 2 questões (DUAS VEZES), troquei de cargo, passei pra outro estado, voltei para o meu estado de origem etc, portanto, acredito que eu possa ajudar muitos que estejam vivenciando alguma dessas situações. 

Sei que o sucesso não vem sem a dose necessária de suor e renúncia, e eu estou aqui para facilitar o seu caminho até a aprovação. Vamos juntos! 

SONHOS SÃO GRATUITOS, TRANSFORMÁ-LOS EM REALIDADE TEM UM PREÇO

Grande abraço e contem comigo!
Diego Parreira


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Diego Parreira

Diego Parreira

- Auditor da Controladoria Geral do Município do Rio de Janeiro; - Segundo-Tenente Intendente (RM2-IM) da Marinha do Brasil; - Exerceu os cargos de Auditor Fiscal, Analista de Planejamento e Orçamento e Analista Fazendário; - Bacharel em Ciências Navais (habilitação em Administração) pela Escola Naval. - Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade de Franca; e - Pós-graduando pela Escola de Contas e Gestão do TCE-RJ - Curso de Aperfeiçoamento para Auditores Internos Municipais. Concursos militares: - Colégio Militar de Manaus (10º lugar, 1996), aos 10 anos de idade; - Colégio Naval (139º lugar, 16 mil inscritos, 2001), aos 15 anos; - Escola Preparatória de Cadetes do Ar (15º lugar, 22 mil inscritos, 2001), também aos 15 anos. Concursos de nível superior (aprovado e nomeado): - Analista da Fazenda Estadual do RJ (11º lugar, 2011, CEPERJ); - Analista de Planejamento e Orçamento do Município do RJ (15º lugar, 2011, SMA-RJ); - Auditor Tributário Municipal de São José dos Campos (7º lugar, 2012, VUNESP); - Auditor Fiscal da Receita Estadual do Espírito Santo (15º lugar, 2013, CESPE); - Auditor Fiscal Tributário de Duque de Caxias (7º lugar, 2015, IBEG); e - Técnico de Controle Interno da CGM-RJ (3º lugar, 2015, SMA-RJ) - cargo atual, exercendo ainda o Cargo em Comissão de Auditor. "Sonhos são gratuitos. Transformá-los em realidade tem um preço." (E.J. Gibbs) Conheça minha história clicando aqui.

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