Otimização do tempo em provas de concurso público
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Otimização do tempo em provas de concurso público

Saiba como realizar a otimização do seu tempo em provas e seja aprovado.

Muito se fala sobre preparação para prova de concurso público: metodologia de estudos, materiais a serem adquiridos, formas de revisar, e por aí vai. No entanto, você já parou para pensar que o maior desafio pode surgir, justamente, no dia da sua prova?

A verdade é que não basta adquirir conhecimento (embora isso seja essencial para a aprovação). É preciso, ainda, ser capaz de lembrar-se de tudo aquilo que foi estudado, ter organização de tempo, controle emocional e, por fim, um certo jogo de cintura: porque sempre podem surgir imprevistos, inclusive no dia da prova, e é preciso saber lidar com eles.

Pensando nisso, no presente artigo, auxiliaremos você, concurseiro, a analisar os principais fatores que ocorrem no dia da prova de um concurso público e o que você pode fazer para realizar uma otimização do seu tempo. Abordaremos algumas sugestões que podem fazer a diferença para que você tenha um bom desempenho e conquiste, enfim, a tão sonhada aprovação.

Otimização do tempo: momentos prévios à prova

O principal fator que influencia diretamente no dia da prova de um concurso público é o tempo. Desde a hora que você acorda até o momento em que você entrega a grade de respostas, você não pode se descuidar dele.

Assim, recomenda-se que você já programe o seu despertador a fim de levantar com uma antecedência maior do que costuma fazer. Você, provavelmente, acordará com uma certa ansiedade e, para isso, não há nada pior do que começar o dia correndo. Permita-se tomar o café da manhã e um bom banho com calma. Pode ser também o momento de fazer aquela última revisão nos resumos e partir para o local de prova.

Nesse momento, vale dizer que o tempo que você levará no trânsito já deve ter sido calculado anteriormente. Considere sempre um tempo a mais, a fim de que um eventual acidente no caminho ou mesmo uma mudança climática repentina não interfiram nos seus planos iniciais.

Passada essa etapa, ao chegar no local de prova, já localize a sua sala e entre nela com certa antecedência. Organizado o material, é hora de respirar fundo, tranquilizar a mente e dar o seu melhor ao ouvir, enfim: “podem iniciar a prova”.

Otimização do tempo: iniciando a prova objetiva

Provavelmente, você vai iniciar a prova deparando-se com um texto da disciplina de Português. A decisão é: seguir em frente ou pular essa etapa? Lá vai o conselho: não deixe para decidir isso na hora. Monte sua estratégia antecipadamente e procure segui-la.

Se você tem facilidade em Português, vale iniciar pela disciplina. Faça uma primeira leitura do texto e, após, já parta para as perguntas. Por outro lado, para quem costuma demorar um pouco mais para se concentrar, uma dica é iniciar consultando os enunciados das questões relacionadas àquele texto. Desse modo, a leitura já será realizada buscando as respostas necessárias.

Em relação às demais disciplinas, vale dizer que, em regra, a maior parte das questões são relacionadas aos “conhecimentos específicos” exigidos em cada certame. Nesse sentido, não tenha receio de iniciar por eles. Uma ótima dica é optar por fazer a prova a partir das matérias com as quais você tem mais facilidade: desse modo, você adquirirá confiança para resolver as demais questões.

No mais, outra sugestão é pular as questões que envolvem cálculos (como raciocínio lógico e matemática) e deixar para resolvê-las mais tarde, já que demandarão mais tempo. O mesmo vale para as perguntas relacionadas a assuntos considerados mais difíceis. Evite depositar tempo demasiado em uma mesma questão.

Táticas para soluções de dúvidas e marcação das respostas na grade

otimização do tempo em provas
Marcação das respostas na grade

Se você tiver dúvidas em relação a alguma pergunta, vale a pena riscar as alternativas que você identifica que estão erradas e concentrar-se apenas em discernir entre aquelas que você considera o provável gabarito da questão. A partir disso, se permanecer com dúvida, siga para a leitura do próximo enunciado. É possível que a leitura das demais questões confira informações ou relembre conceitos valiosos para o discernimento das suas dúvidas iniciais.

A ideia central é que, ao final da primeira leitura da prova, você já tenha realizado grande parte das questões. Assim, apenas algumas poucas questões mais complexas (que demandam mais tempo) terão permanecido sem resolução. Se forem muitas, vale tentar resolver mais algumas. Caso contrário, uma boa dica é já passar as assertivas assinaladas para a grade de respostas. Isso fará com que você identifique que boa parte da prova já está concluída e diminuirá sua ansiedade.

Nesse ponto, aconselha-se, inclusive, que, se houver alguma questão objetiva na qual você encontra muita dificuldade, não tenha medo de deixar sua resolução para o final de toda a prova (objetiva e dissertativa). Assim, após passar todas as demais alternativas assinaladas para o cartão de respostas e finalizado o texto dissertativo, você poderá usufruir todo o tempo restante para se dedicar à questão mais complexa.

Na pior das hipóteses, se você não tiver muito tempo, isso possibilitará que você realize um chute técnico, isto é, analisando todas as alternativas já marcadas nas demais respostas daquela disciplina e, principalmente, o teor das alternativas daquela questão.

Otimização do tempo: e a prova discursiva?

Uma das principais inseguranças dos concurseiros refere-se ao tema das provas discursivas: sejam elas estudos de caso ou redação. Há quem diga que a melhor ideia seria você olhar os respectivos temas logo após receber o caderno de questões. No entanto, dessa forma, corre o risco de você se preocupar excessivamente com a discursiva e não se concentrar adequadamente na prova objetiva.

Assim, a dica é: uma coisa de cada vez. De nada adiantará um bom desempenho numa redação se você não tiver alcançado uma pontuação mínima que possibilite que ela seja avaliada.

Embora, em regra, não haja regras absolutas relacionadas à resolução da prova, um conselho prudente é que você verifique o tema da prova discursiva após ter realizado boa parte da prova objetiva (e, quem sabe, após ter passado as respectivas respostas para a grade).

É chegado, então, o momento de escrever.

Antes disso, vale olhar o relógio, tomar uma água e decidir sobre ir ao banheiro e/ou comer alguma coisa. Enquanto isso, considerando que você verificou o tema, é possível que algumas informações lhe venham à mente para a construção de seu texto.

Quanto à resolução da prova discursiva de um concurso público, evite escrever integralmente o rascunho: opte por escrever itens / tópicos sobre as ideias que surgirem. Monte apenas a estrutura de seu texto e vá em frente, escrevendo na folha definitiva.

Embora escrever o texto possa causar uma certa insegurança no início, vale lembrar que, até então, você já terá realizado muitas questões sobre as quais havia estudado, o que terá deixado você confiante o suficiente para seguir dando o seu melhor.

Por fim, não deixe de revisar integralmente seu texto: é nesse momento que você poderá corrigir algum ajuste necessário relacionado à pontuação e à acentuação gráfica, por exemplo.

Controle sobre os imprevistos: uma contradição?

Concurseiro, saiba que o seu desempenho será o reflexo do seu período de estudos. Quanto mais você treinar a resolução de questões, realizando simulados e controlando seu tempo, mais bem preparado você estará para encarar a hora da prova.

Além disso, não deixe de conferir o edital e observar todas as orientações ali indicadas, como, por exemplo, as cores de canetas a serem utilizadas, a forma admitida de levar os alimentos, etc. Inclusive, não se esqueça desses detalhes: levar água e algum lanche podem fazer toda a diferença para o seu bem-estar.

No mais, como se percebe, todas as dicas citadas acima visam auxiliar você em situações previsíveis: o deslocamento até o local, a ordem de resolução das questões, a tática para escrever o texto dissertativo e até mesmo a hora de marcar as respostas na grade definitiva. São situações com as quais você terá de lidar, inevitavelmente, ao fazer um concurso público.

No entanto, vale dizer que todas essas situações podem ser alteradas, em parte, por alguns imprevistos, como um tema inusitado na prova dissertativa, uma dor de cabeça repentina ou até mesmo uma demora demasiada em resolver adequadamente alguma questão.

Evidentemente, não há como controlar a ocorrência de todos esses acontecimentos. No entanto, é possível que você controle a sua forma de reagir. Ou seja, você pode se conscientizar sobre a possibilidade de eles surgirem e já decidir, antecipadamente, sobre sua conduta a partir de então. Assim, você evita o aumento de sua ansiedade, controla aquilo que está no seu alcance aceita, com resiliência, que, de fato, uma parcela nisso tudo não depende de você.

Dedique-se. Estude de verdade e confie.

Dessa forma, com disciplina e muito treino, a hora da sua aprovação chegará.

Bons estudos!

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Nathália Reyes

Nathália Reyes

Bacharel em Direito, graduada pela Universidade Federal de Pelotas (2017). Advogada, aprovada na OAB com média 9,25, ainda durante a graduação. Pós-graduada em Ciências Criminais pela Universidade Estácio de Sá em parceria com o Complexo de Ensino Renato Saraiva. Aprovada em 2º lugar para o cargo de Técnico Judiciário, no concurso do TRF-4 (2019). Coach para concursos. 

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