Artigo

Edital para 515 vagas deve sair até o próximo dia 31

O edital do concurso para o Banco Central (BC) continua programado para sair ainda em julho, porém a sua publicação não deverá mais ocorrer até esta sexta, dia 26. Uma fonte ligada à direção do BC informou à FOLHA DIRIGIDA nesta quarta, 23, que algumas questões burocráticas ainda precisam ser definidas e que, por isso, o documento só deverá ser liberado na última semana deste mês, ou seja, até dia 31. Este será o segundo adiamento na liberação do edital, já que anteriormente ele estava programado para sair no último dia 19, de acordo com essa fonte da direção do BC. Serão oferecidas 515 vagas, sendo 100 para técnico (com remuneração inicial de R$5.531,23, já com auxílio-alimentação, de R$373), 400 para analista (R$13.968,85) e 15 para procurador (R$16.092,13). As contratações ocorrerão pelo regime estatutário, que dá direito à estabilidade.
Na última quarta-feira, dia 17, a chefe do Departamento de Gestão de Pessoas (Depes) do BC, Nilvanete Ferreira da Costa, confirmou à FOLHA DIRIGIDA que o concurso para técnico e analista será regionalizado. Dessa forma, os candidatos terão que optar, já no ato da inscrição, em qual cidade desejam trabalhar. A chefe do Depes acrescentou, no entanto, que não haverá vagas para todas as dez capitais onde a autarquia possui unidades, porque algumas delas já tiveram a necessidade de pessoal suprida por meio do processo de mobilidade interna, recém-concluído. O presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central no Rio de Janeiro (Sinal-RJ), Sérgio Belsito, afirmou na última segunda-feira, dia 22, que a entidade acredita na destinação de vagas para a regional no concurso para os cargos de técnico (nível médio) e analista (superior) que está prestes a ser lançado pelo banco. “Estamos com esperança”, disse ele.
O BC possui representação em Brasília (sede), Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Recife, Salvador e Belém. A distribuição das vagas por localidade segue em segredo, mesmo a poucos dias da divulgação do edital, mas o esperado é que as chances, em sua maioria, estejam concentras em Brasília. No caso de procurador (bacharelado em Direito e pelo menos dois anos de prática forense), outro cargo do concurso, a seleção será nacional, com a maior parte dos aprovados devendo ir para Brasília, como informou, em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o procurador-geral do banco, Isaac Sidney Menezes Ferreira. O cronograma do concurso ainda não foi adiantado pelo BC. No entanto, como o edital sairá no final de julho, as inscrições serão aceitas ao longo do mês de agosto. A partir da divulgação do edital, serão concedido 60 dias até a aplicação das provas objetivas. Frente a isso, especula-se que elas poderão ocorrer ou no final de setembro (dia 29) ou em um dos quatro domingos de outubro (6, 13, 20 ou 27).

Em busca de estabilidade, candidatos não se importam em trabalhar em outro estado

No concurso do Banco Central (BC), as vagas para técnico e analista serão regionalizadas. Com isso, os candidatos terão que escolher, no ato da inscrição, para qual cidade desejam concorrer às vagas. Porém, a notícia de que poderá não haverá vagas para algumas capitais pegou muitos de surpresa. E como Rio e São Paulo tiveram parte da carência de pessoal suprida pelo processo de mobilidade interna, há um temor que as duas cidades não sejam contempladas ou tenha uma oferta reduzida. A FOLHA DIRIGIDA ouviu futuros candidatos ao concurso, no curso Degrau Cultural, que estão se preparando para a prova de técnico. Eles estão dispostos a tudo: até mesmo mudar de cidade, se for o caso. Os pais de Felipe Vilela se aposentaram pelo Banco Central. Como eles costumavam levá-lo ao BC na infância, ele confessou que sempre gostou muito da instituição.

Apesar disso, ser servidor público nunca foi um sonho. Esse desejo veio com o tempo. “Trabalhava em uma corretora de valores, mas o mercado financeiro está muito complicado atualmente”, afirmou ele, que saiu do emprego e agora se dedica somente ao curso preparatório. Como essa é a primeira vez que Felipe estuda para um concurso, o jovem decidiu começar de baixo e tentar uma vaga para o nível médio, mesmo sendo graduado. Se não houver vagas para o Rio um um quantitativo muito pequeno, ele pretende concorrer em Belo Horizonte, pois tem família lá, além de ser uma cidade próxima daqui. Como não é casado nem tem filhos, ele disse não ter problemas em mudar de cidade. A estabilidade que este emprego proporcionará, para ele, é o que conta. “Estou preparado para qualquer desafio”, ressaltou.

Fabiana Oliveira pensa o mesmo que Felipe. Se não fosse por uma diferença: ela é casada e tem uma filha, de sete anos. Mesmo assim, vai investir no concurso, mesmo com essa indefinição das cidades contempladas. “Para ter um emprego público e uma vida sossegada, vale a pena. A estabilidade é um sonho de qualquer um. Além disso, seria uma cultura nova e uma experiência diferente”, avaliou ela, que já fez prova para a Caixa Econômica Federal. Como já foi da área financeira e gosta do ramo, está investindo agora no Banco Central. “São milhares de pessoas concorrendo para a mesma vaga. Por isso, não podemos perder tempo”, aconselhou. Outros dois candidatos dispostos à mudança de cidade são Reginaldo Pinheiro e Rosana Afonso. Segundo ela, não seria sacrifício nenhum. “Gostaria de ir para Natal, pois já passei as férias lá e adorei”, disse ela. Já Reginaldo havia pensado em escolher outra cidade, mesmo se houver vagas para o Rio de Janeiro. “Sempre quis morar em Fortaleza. Lá o custo de vida é bem menor, além de ser uma linda cidade”, adiantou. Pelo jeito, a palavra mudança não assusta esses candidatos em nada. A estabilidade que o Banco Central proporciona, segundo eles, é o que motiva.

Fonte: Folha Dirigida

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Veja os comentários
  • Nenhum comentário enviado.