ENTREVISTA: Marcos Ferreira - Aprovado em 95º no concurso da Polícia Federal para o cargo de Agente

Entrevista:

ENTREVISTA: Marcos Ferreira – Aprovado em 95º no concurso da Polícia Federal para o cargo de Agente

Busquem sempre melhorar o desempenho, façam autoavaliações, corrijam seus erros. Não deem ouvidos às pessoas que falam palavras desmotivadoras ou frases taxativas. É uma batalha difícil, com muitos obstáculos, mas não se esqueçam que a recompensa é muito maior”

Confira nossa entrevista com Marcos Ferreira, aprovado em 95° lugar no concurso da Polícia Federal para o cargo de Agente:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Marcos Filipe Rodrigues Ferreira: Sou formado em Gestão Pública. Tenho 21 anos e sou de Brasília.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?

Marcos: O que me impulsionou a estudar para concursos, foram os atrativos que o serviço público oferece como: a estabilidade financeira, a remuneração e o fato de poder atuar diretamente em prol da sociedade.

Quanto à área policial, desde criança eu tinha muita admiração pelas polícias do Brasil e, no decorrer do tempo, a ideia de ser policial acabou virando um sonho. Porém, o que mais pesou na minha decisão, foi o papel social da polícia de fazer cumprir a lei e proteger quem mais precisa.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Marcos: Na minha trajetória, tive a sorte de poder me dedicar inteiramente aos concursos, graças ao apoio dos meu pais. Eles me ajudaram tanto financeiramente como psicologicamente.

De certa forma, acredito que foi uma vantagem, pois foi possível permanecer mais tempo focado nos estudos.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Marcos: Fui aprovado em 3 concursos: Polícia Federal para o cargo de Agente – 95° lugar (nas vagas); Superior Tribunal de Justiça para o cargo de Técnico Judiciário – 87º (concurso somente de cadastro reserva); Polícia Militar do DF para o cargo de Soldado – Não lembro a classificação, mas estava nas vagas. O último deles foi o do DPF.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?

Marcos: Não sei explicar muito bem a sensação. Foi uma mistura de felicidade, euforia, alívio e dever cumprido.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Marcos: Ao iniciar meus estudos para concursos, eu entendi que devia abrir mão de sair com os amigos e me dedicar, exclusivamente, a esse novo projeto.

Não foi fácil no início. Eu tinha a sensação de que a vida estava passando, as pessoas se divertindo e eu estava sentando em frente a tela de um computador, me dedicando a um projeto que não era certo.

Com o tempo, criei o hábito de estudo e me adaptei a esse novo estilo de vida, sempre com o pensamento de que eu seria recompensado e colheria bons frutos no futuro.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro(a)? Se sim, de que forma?

Marcos: Sou solteiro E não tenho filhos. Moro com meus pais que, a propósito, me apoiaram desde o início da jornada. Minha família (pais, avós, tios) acreditaram em mim e me apoiaram de diversas formas. Desde o incentivo, a não desistir e seguir em frente nos momentos mais difíceis, a financeiramente, com os materiais de estudo.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Marcos: Acredito que se a matérias cobradas no edital forem parecidas com as do concurso que a pessoa colocou como objetivo maior, é válida a ideia de prestar esse outro concurso.

No meu caso, o concurso do DPF é meu objetivo principal. Porém, sempre tive em mente que se eu pudesse fazer outros concursos que tivessem semelhança com o concurso da PF, eu poderia ganhar experiência de prova.

Entendo que é importante para um concurseiro se habituar com o tempo de prova, resolver questões inéditas e saber controlar a tensão ao fazer uma prova.

Pretendo continuar estudando para, no futuro, prestar o concurso de Delegado de Polícia Federal (assim como muitos colegas que também foram aprovados para o cargo de Agente).

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Marcos: Minha trajetória no mundo dos concursos começou há 2 anos. No entanto, decidi focar no concurso do DPF somente depois de um tempo, pois não havia previsão de novos concursos para o órgão quando comecei a estudar. Agora, direcionado à PF foram, aproximadamente, 10 meses.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Marcos: Sim, estudei alguns meses sem o edital. Foi em novembro de 2017 que iniciei minha preparação devido à iminência de sair o edital (na verdade, demorou mais um pouco para sair, porém já se falava em edital nessa época).

É difícil estudar sem o edital, pois não se sabe o que pode mudar no conteúdo programático do último edital e nem mesmo se o concurso efetivamente ocorrerá.

Pra mim funcionou assim: procurei assistir vídeos motivacionais quando estava desanimado e praticar atividades físicas para aliviar o estresse dos estudos (para o TAF também, pois quem estuda para as carreiras policiais, deve começar a preparação o mais cedo possível).

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Marcos: Minha preparação foi totalmente online. Utilizei bastante materiais em PDF, mas não deixava de lado as videoaulas quando tinha dificuldades em algum assunto novo.

O material em PDF tem a vantagem de ser completo e detalhado, o que possibilita ao aluno ter contato com boa parte da matéria. Mas, em compensação, acredito que exige muita concentração do aluno na leitura.

Já as videoaulas são mais intuitivas e dinâmicas, fazendo com que o aluno tenha uma máxima compreensão. Porém, podem não ser tão abrangentes como os materiais em PDF, devido ao fato de o professor não dispor de tanto tempo para falar de todo o assunto.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Marcos: Foi através de uma aula gratuita no canal do Estratégia, no YouTube. Gostei bastante da metodologia e da didática dos professores e acabei adquirindo alguns cursos no site.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Marcos: Sempre fui muito organizado nos meus projetos. Fiz um planejamento de estudo em que eu estudava, no máximo, 3 matérias por dia, sem deixar de lado nenhuma matéria do conteúdo programático.

Esse planejamento variava nos períodos pós-edital, pois eu priorizava as matérias de maior peso e as que viessem como novidade, principalmente por conta da escassez de tempo.

Na minha preparação, procurei não focar somente em uma forma de estudo. Utilizei bastante os resumos, porém jamais copiava deliberadamente os conceitos do material mas, sim, escrevia com minhas próprias palavras e utilizava de artifícios que facilitassem a memorização como, por exemplo: a organização por tópicos e palavras-chave.

Além disso, fazia muitos exercícios (uma média de 100 itens do Cespe por dia em período pré-edital). Entretanto, quando saía o edital, essa média subia para de 150 a 200 itens.

Agora, quanto a revisão da matéria, funcionou para mim da seguinte forma: sempre revisava a matéria do dia anterior e fazia uma recapitulação da disciplina do dia (nunca estudava a mesma matéria dois dias seguidos), além de revisar rapidamente todo o conteúdo estudado durante a semana no domingo.

Já o tempo de estudo era em média 4 horas líquidas por dia (sem edital) e 6 horas líquidas por dia (com edital na praça).

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Marcos: No concurso do DPF, tive dificuldades com Estatística, pois nunca tive contato com a matéria. Como era uma disciplina nova do edital, tive pouco tempo para aprendê-la.

Como não sabia por onde começar, recorri às videoaulas para entender melhor como resolver as questões e responder a prova. Felizmente, consegui responder algumas questões na prova, o que me rendeu pontos preciosos na nota final.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Marcos: Na semana que antecedeu a prova, dediquei a maior parte do tempo para revisar o conteúdo estudado nos últimos meses. Acredito que foi decisivo, pois me possibilitou lembrar de coisas que havia estudado há muito tempo e que, efetivamente, poderiam cair na prova (algumas caíram).

Na véspera fiquei estudando até às 21hs, mas no outro dia continuei minha revisão até antes de entrar na sala para fazer a prova. Acredito que foi a forma que encontrei de manter a calma e ficar com a consciência tranquila de ter dado o meu melhor até o último segundo.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Marcos: Não dediquei muito tempo da minha preparação para essa parte, pois construí uma base boa no meu ensino médio. Não sei exatamente a quantidade, mas fiz por volta de 10 redações durante todo estudo voltado para a PF.

Aconselho àqueles que têm dificuldades em elaborar texto, dedicar maior tempo para essa disciplina e realizar, ao menos, 1 redação por semana.

Estratégia: Como foi sua preparação para o TAF e para as demais etapas?

Marcos: Embora tenha iniciado a preparação física juntamente com os estudos, eu decidi treinar com um especialista para não correr o risco de cometer erros na hora da avaliação, bem como melhorar meus índices. Felizmente, consegui vencer essa etapa com tranquilidade.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS? O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Marcos: Foram várias as vezes que pensei em parar. A falta de motivação, a exaustão dos estudos, a sensação de incerteza. Mas a força de vontade e a fé me fizeram persistir.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Marcos: Sempre que pensava em desistir, eu imaginava como seria minha vida daqui a uns anos se eu não parasse. O ponto alto era quando eu me imaginava vestido com a camisa preta e prestando um bom serviço para a sociedade. Essa, para mim, é a maior das motivações que tive no decorrer dessa caminhada.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Marcos: É um imenso prazer contar um pouco da minha trajetória no mundo dos concursos. Estar do lado da vitória é uma sensação indescritível. Espero que, nas devidas proporções, minha história sirva de motivação para aqueles que buscam uma vida melhor e que querem ajudar o próximo.

Caros colegas concurseiros, não desistam! É uma batalha difícil, com muitos obstáculos, mas não se esqueçam que a recompensa é muito maior.

Busquem sempre melhorar o desempenho, façam autoavaliações, corrijam seus erros. Não deem ouvidos às pessoas que falam palavras desmotivadoras ou frases taxativas.

E o mais importante: tenham fé e acreditem em si mesmos, pois se tem uma coisa que posso afirmar, com toda certeza do mundo. é que faria tudo novamente se fosse necessário. Desejo boa sorte a todos os concurseiros.

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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]

Abraços,

Thaís Mendes

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Resultados:

  • Concurso TJ PR Dos 275 aprovados, 31 são nossos alunos
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  • Concurso Sefaz RS 2018 (Escrivão) Dos 100 aprovados, 50 são nossos alunos
  • Concurso Sefaz RS 2018 (Agente) Dos 180 aprovados, 113 são nossos alunos

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