ENTREVISTA: Anderson Sales - Aprovado em 10º lugar no concurso para Perito da Polícia Técnico Científica de Goiás

Entrevista:

ENTREVISTA: Anderson Sales – Aprovado em 10º lugar no concurso para Perito da Polícia Técnico Científica de Goiás

“Grandes vitórias exigem um grande DIFERENCIAL. Eu, por exemplo, fui buscar horas de estudo em horas nada comuns. Enquanto muitos estavam dormindo, eu estava resolvendo provas, assistindo vídeo-aulas, estudando apostilas de 200 páginas por exemplo. Só vence quem fizer algo a mais, só vence quem fizer algo extraordinário e incomum. Pois o comum já tem bastante gente fazendo”

Dedicação. Não há palavra melhor para definir a trajetória como concurseiro do dentista Anderson Sales. Há dois anos estudando para concursos e com 39 anos de idade, Anderson buscou em sua trajetória o caminho mais curto que o levasse a aprovação e garantisse a tão sonhada estabilidade profissional. Para tanto foi preciso, principalmente, abrir mão de algumas coisas, inclusive dos momentos de lazer com a família.

Anderson chegou a ouvir sua filha pedindo em uma Oração que ele fosse logo aprovado, pois estava com saudades do pai. Se isso o desanimou?! Pelo contrário: o deu forças para seguir em frente e buscar, tão logo, seu objetivo. E assim aconteceu. Com muita dedicação, Anderson conseguiu alcançar seu proósito, ser aprovado no concurso para Perito da Polícia Técnico Científica de Goiás.

Confira nossa entrevista:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Trabalhava e estudava, ou se dedicava inteiramente aos estudos?

Anderson Sales: Sou dentista e tenho 39 anos de idade e, há dois anos resolvi dar um novo rumo a minha vida, correndo atrás de uma estabilidade financeira pois a iniciativa privada é muito ingrata conosco. Sou formado há 14 anos em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e especialista em Ortodontia. Fiz especialização também em Odontologia do Trabalho e Odontologia Legal porém estes dois ainda estão incompletos. Dividia meu tempo de modo que trabalhava pela manhã e pela tarde, e estudava a noite, em intervalos de almoço e muito pelas madrugadas.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Anderson: A sensação foi indescritível, pois nunca tinha sido aprovado em um concurso público. Fiz três concursos antes destes e não fui aprovado.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Anderson: Antes de tomar a decisão de entrar pra vida de concurseiro, tinha uma vida social bastante intensa. Saía bastante com minha esposa e meus filhos; saía com casais de amigos; participava de várias festas em família. Quando comecei os estudos cortei bruscamente as atividades sociais. Inclusive sábados, domingos e feriados foram dias de muito estudo e muita abdicação. Minha esposa e meus filhos sofreram muito com minha ausência. Foi bastante difícil abdicar da presença de estar curtindo a vida com eles. Lembro-me de minha filha pedindo em uma Oração em casa que eu fosse logo aprovado, pois estava com saudade de mim.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho? Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Anderson: Fiz concursos apenas para área policial, mais especificamente, Polícia Técnica. Fiz um concurso pra Perito Criminal em SP, Perito Odonto legal em SE e BA. Cheguei perto, mas não passei. Esse concurso pra Polícia Científica de Goiás foi meu quarto concurso e consegui a façanha de passar em 10°, concorrendo com 18.804 inscritos. Foi muito importante manter o foco em uma determinada área. Afinal de contas, os assuntos são muito extensos e a repetição de provas que você faz, te deixa cada vez mais preparado. Acho muito complicado quando a pessoa atira pra tudo que é lado. Ela acaba não potencializando o conhecimento em determinada área e atrasa muito mais a sua aprovação.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

Anderson: Dois anos. Não é fácil depois de não ser aprovado num concurso, continuar estudando pra outro. Ainda mais sem edital prévio. Mesmo assim, ficava estudando por conta própria. Eu mesmo planejava como estudar, quais disciplinas dar mais ênfase, fazia interpretação de textos de português quase todos os dias, etc.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Anderson: Logo no início, antes de sair o edital esperado, estudei por livros de Medicina Legal e Criminalística. Quando saiu o edital pra Perito aqui na Bahia me matriculei num curso preparatório com aulas presenciais que duraram dois meses. Durante este curso comecei a estudar muito por PDF e vídeo-aula e não parei mais. A grande vantagem dos livros é o conhecimento aprofundado sobre os assuntos, pois o autor não está preocupado com concursos, então o estudo torna-se mais denso e um pouco mais demorado. A maior vantagem das aulas presenciais em relação às vídeo-aulas são que o professor está ali para tirar suas dúvidas de imediato. Porém o assunto é passado de forma mais lenta, principalmente quando pára a sequência da aula pra tirar dúvidas de outros alunos, sobre assuntos que estamos dominando. Os PDFs, na minha opinião, para concursos, são as grandes ferramentas de aprovação. São materiais criados por professores altamente gabaritados, com grandes embasamentos teóricos e que conhecem todas as famosas pegadinhas de todas as bancas. Sem contar o histórico de cada um deles em relação à aprovações em diversos concursos.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria?

Anderson: Em relação a fazer memorização, não há outra forma melhor do que fazer o máximo de questões possíveis. Você acaba memorizando por osmose quando faz muitas questões de provas. Eu costumava estudar apenas uma matéria por dia, no máximo duas. Mas o que eu gostava mesmo era esgotar aquela disciplina naquele dia. Não fazia resumos, preferia fazer exercícios ou ler os resumos dos próprios professores no final das aulas em PDF.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Anderson: Cada disciplina nova era uma dificuldade para começar a estudar. Não digo as básicas como matemática, física, química e biologia (Importantíssimas para concursos pra Perito Criminal). As dificuldades eram as de Direito, pois para mim que sou dentista era novidade. Informática não é difícil, porém a quantidade de detalhes é enorme. A melhor forma de superar era mergulhar em questões de provas anteriores.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Anderson: Na reta final de acontecer as provas, eu me concentrava nas disciplinas de maior peso e, por ordem decrescente de peso, nas demais. É um grande erro perder muito tempo com matérias que não pesam tanto estando próximo das provas. A minha forma de rever os assuntos, como já disse várias vezes, era detonar questões de concursos anteriores.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Anderson: Eu fazia uma coisa que hoje não acho correto. Eu me acabava de estudar na reta final, dormia menos ainda e, na véspera da prova, passava a noite toda estudando quase que sem dormir, e fazer a prova no dia seguinte. Não aconselho isso. Fiz por desespero de passar o mais rápido possível num concurso, pois estou com 39 anos. Mas não é o correto. O certo é se antecipar, estudar com bastante antecedência, mesmo de sair o edital. Quando a banca lançar o edital você já estudou a maior parte do assunto. Na semana antes da prova o aluno precisa relaxar muito e estar com os assuntos em dia.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Anderson: Para as discursivas treinei pouco pois não tinha como estudar sozinho. Eu estudei em escolas no ensino médio e fundamental que me deram boa base de estudo, principalmente em matemática, português e redação. Gostava e gosto muito de ler sobre ciências exatas e biológicas. 

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Anderson: O único erro que cometi foi estudar desesperadamente nas vésperas da prova, faltando uma semana por exemplo. Porém acho que os meus grandes acertos foram: pegar dicas e experiências com pessoas que passaram em concursos; fazer planejamento de como estudar; fazer inúmeras provas anteriores. Focar no estilo da banca que eu iria prestar concurso. Escolher materiais de qualidade para os estudos pois existem muitas porcarias que são vendidas pra concurseiros. 

Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Anderson: Primeiro erro é atirar pra tudo que é lado. Não focar em uma determinada área profissional é um grande problema pra quem busca a aprovação. Outro erro é não ter um plano de estudos. Não se vence uma guerra sem antes conhecer o seu inimigo e criar uma grande estratégia para a batalha. E o pior erro, é a pessoa não enxergar e não querer ouvir a experiência de quem já venceu e, não aceitar opiniões de que ainda continua no caminho errado.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação?

Anderson: Apenas ficar longe da minha família durante os estudos

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Anderson: Sejam perseverantes, tenham Fé em Deus e façam as suas partes que a vitória é certa.

Porém, grandes vitórias exigem um grande DIFERENCIAL. Eu, por exemplo, fui buscar horas de estudo em horas nada comuns. Enquanto muitos estavam dormindo, eu estava resolvendo provas, assistindo vídeo-aulas, estudando apostilas de 200 páginas por exemplo. Só vence quem fizer algo a mais, só vence quem fizer algo extraordinário e incomum. Pois o comum já tem bastante gente fazendo.

Desejos que todos os verdadeiros guerreiros da vida desfrutem desta sensação de realização e felicidade indescritível que estou vivendo hoje.

Boa sorte e Fé em Deus!!!!

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