ENTREVISTA: Amanda Barbosa Borges - Aprovada em 5º lugar no concurso CLDF para o cargo de Técnico Legislativo

Entrevista:

ENTREVISTA: Amanda Barbosa Borges – Aprovada em 5º lugar no concurso CLDF para o cargo de Técnico Legislativo

“Não desperdice seu tempo! Lembre-se de que cada segundo importa e que você precisa ter bem claro o que é realmente prioridade na sua vida. O que não for prioridade, aconselho que você suspenda enquanto sua aprovação não chega. Não desista, porque sua hora também vai chegar”.

Confira nossa entrevista com Amanda Barbosa Borges, aprovada em 5º lugar no concurso da Câmara Legislativa do Distrito Federal para o cargo de Técnico Legislativo:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formada em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Amanda Barbosa Borges: Sou formada em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília (UnB), tenho 24 anos e nasci em Brasília.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Amanda: Como meu pai é servidor público, desde criança meus pais me aconselhavam a estudar Direito, mas já tendo como foco final o concurso público. Durante bastante tempo eu acreditei que esse seria o meu caminho, até ver meu nome como aprovada em Direito na UnB no meio do meu terceiro ano. Nesse momento, por gostar bastante das matérias de exatas, eu acabei optando por finalizar o meu ensino médio e prestar o vestibular para Engenharia Civil. Isso suspendeu os planos de concurso público na minha vida, os quais só retornaram quando eu me formei e o mercado da minha área já não estava o mesmo de quando eu entrei.

Cheguei a trabalhar em uma multinacional, mas percebi que vários aspectos não correspondiam com meus planejamentos para o futuro, principalmente o quesito da estabilidade e a minha vontade de permanecer residindo em Brasília. Isso fez com que eu tomasse a decisão de sair do meu emprego e começar a estudar para concursos.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseira, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Amanda: Não, quando eu decidi estudar para concursos, optei por pedir demissão do meu emprego e focar em período integral nos estudos. Eu havia economizado uma boa quantia proveniente de dois estágios e um emprego. Assim, me planejei para tentar passar em algum concurso em até dois anos. Foi necessário ter bastante coragem, mas tive completo apoio da minha família para tomar esse risco.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovada? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Na realidade, o concurso da CLDF foi o primeiro que eu prestei. Então não tive experiência prévia com aprovações ou reprovações.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Amanda: É realmente uma sensação indescritível! Desejo para todos que se dedicam que esse momento seja alcançado também. Eu não esperava, de forma alguma, que eu pudesse obter uma classificação tão elevada nesse concurso. Mesmo sabendo o percentual de acertos pelo gabarito, a nota da redação era uma incógnita para mim. Como consegui ficar com nota máxima na redação, isso me fez subir na classificação. Quando vi meu nome em quinto lugar, eu realmente não consegui acreditar! Foi um alívio imenso.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Amanda: Se eu tivesse me planejado melhor e iniciado um estudo no pré-edital, eu poderia ter levado os estudos de uma forma mais sustentável e equilibrada. Como eu comecei a estudar faltando 3 meses para a prova, cada segundo era extremamente importante. Eu tinha consciência de que se eu quisesse ter alguma chance de ser aprovada, eu teria que renunciar as saídas a fim de “recuperar o tempo perdido”.

Então eu estudava 12 horas brutas diárias de domingo a domingo. A exceção era um dia na semana, no qual eu reservava cerca de quatro horas para sair com o namorado que eu tinha na época. O restante das saídas eu realmente precisei abdicar, mas valeu muito a pena.

Estratégia: Você é casada? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?

Amanda: Não sou casada e não possuo filhos. Na época dos estudos eu namorava, mas terminei meu relacionamento faltando um mês para a prova da primeira fase. Moro com meus pais e minha família como um todo foi uma peça fundamental para todas as minhas conquistas. Sou muito grata por ter em casa pessoas que acreditam em mim mesmo quando nem eu estou acreditando mais e que me inspiram a sempre buscar o meu melhor.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? (Se esse ainda não é o concurso dos seus sonhos, se possível, citar qual é se pretende continuar se preparando para alcançar esse objetivo)

Amanda: Então, acredito que depende de cada caso. No meu, apesar de o concurso da CLDF não ser meu foco final, foi uma excelente oportunidade no meio do meu caminho, visando o cargo de Analista do Senado Federal. Como as disciplinas são semelhantes e eu já esperava que o concurso do Senado não sairia tão cedo, a CLDF por ser também do Legislativo e da área Administrativa, foi uma ótima oportunidade.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovada?

Amanda: Estudei apenas 3 meses. Mas eu já tinha uma base em Português, Redação e Raciocínio Lógico, da época do pré-vestibular e PAS (Vestibular seriado). Então para essas matérias eu só precisei me adequar para a banca e fazer revisões, questões e simulados.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Amanda: Não cheguei a estudar sem edital lançado para concursos, mas durante minha preparação a longo prazo para o vestibular, algo que me fazia manter a disciplina era o estabelecimento de metas, tanto de estudo quanto de desempenho. Essas metas eram mensais, semanais, diárias e até horárias. Isso me estimulava a querer cumprir o meu planejamento e evitava com que eu caísse na procrastinação.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Amanda: No início me matriculei em aulas presenciais, mas não me adequei. A vantagem do presencial é o contato com outras pessoas passando por uma situação semelhante à sua. Além disso, por ter um horário fixo, você não tem o perigo de se dispersar estudando em casa. A desvantagem é o tempo de deslocamento, o valor do curso presencial que geralmente é mais caro que o online e o ritmo das aulas, já que muitas vezes eu sentia que eu poderia estar rendendo melhor em casa. Como eu estudava 8 horas em casa, comprei as aulas do Estratégia e me identifiquei bastante com a metodologia dos PDFs e das videoaulas.

A vantagem das videoaulas é que é possível acelerar no executor de vídeo e baixar no celular para assistir enquanto você almoça, janta, deita para descansar as costas, enquanto espera alguma consulta, entre outros momentos. A vantagem do PDF é que possui várias questões comentadas no final e isso ajuda muito a fixar o conteúdo.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Amanda: Pelo Youtube e por alguns amigos do meu pai que foram aprovados recentemente em concursos.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Amanda: Como eu tinha apenas 3 meses para estudar para a prova, precisei ter uma carga horária mais elevada e abdicar de outras atividades. Como essa quantidade de horas é bastante intensa e cansativa, eu procurava revezar as videoaulas com os PDFs e trocar as matérias também, seguindo um ciclo de estudos. Dessa forma, eu estudava uma matéria por no máximo 2 horas e já passava para outra. Além disso, fazia resumos e mapas mentais quando eu considerava necessário, mas minha principal fonte de revisão eram os grifos com um sistema de marcação por cores distintas (no caso da lei seca).

Eu marcava de amarelo as palavras importantes, de rosa todas as ressalvas, de laranja os prazos, quóruns, idades mínimas (tudo que era “decoreba”), de vermelho a palavra “não” quando cobrada pelas questões, de verde as matérias regidas por “lei complementar” e de azul as regidas por “lei ordinária”. Além disso, fazia flashcards para memorizar os pontos mais cobrados por cada legislação e os prazos. A fim de melhorar minha produtividade, eu costumava acelerar as aulas (entre as velocidades 1,5x e 2x), além de revisar pelos áudios antes de dormir.  

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Amanda: Minha maior dificuldade foi o Direito. Uma vez que eu não tinha nenhuma experiência prévia com as disciplinas e a terminologia é muito específica, eu precisei de um tempo maior para me adaptar com a linguagem e os termos. Uma coisa que facilitava era assistir as videoaulas antes de partir para a leitura da “lei seca”, porque o professor já explicava muita coisa que eu ficaria “quebrando a cabeça” para compreender sozinha. Isso me fez economizar bastante tempo.  

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Amanda: A semana que antecede a prova, para mim, é extremamente importante para a releitura integral da lei seca. A teoria eu já tinha consciência que estava bem fixada, mas sabia que a letra da lei poderia ser cobrada de uma forma um pouco mais específica e isso exige que você esteja com o conteúdo fresco em mente.

Na véspera da prova eu continuei a revisão da legislação. Acredito que cada candidato deve fazer o que te deixa menos ansioso nesse dia e, no meu caso, era estudar mesmo.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Amanda: No mesmo dia da prova objetiva, foi realizada a prova de redação. Eu não tinha experiência com redação oficial, então tive que aprender do zero. Mas considerei mais simples do que a redação dissertativa em si, já que a maior parte das linhas é preenchida com as partes do ofício ou memorando. Dessa forma, você não tem que ficar inventando muito na hora da prova, é só conectar as informações fornecidas de maneira clara, objetiva e gramaticalmente correta. Penso que simplificar e ser impessoal é o segredo desse tipo de redação.

Não é bom inverter a ordem ou usar um vocabulário rebuscado demais, pois isso pode te prejudicar. Além disso, fazer pelo menos uma redação por semana também é essencial e uma dica é fazer a redação em casa, em menos tempo do que você vai ter na prova. Isso treina a sua velocidade de escrita e evita que você não consiga finalizar a redação caso ocorra um imprevisto na hora da sua prova.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Amanda: Acredito que na preparação para esse concurso em si eu comecei pelo caminho correto, “trilhei o caminho das pedras”, mas em outras preparações (vestibular, PAS, provas de bolsas), eu errei por acreditar que o estudo para uma prova a longo prazo fosse semelhante ao estudo para uma prova a curto prazo, sendo que são totalmente diferentes.

A prova a longo prazo exige uma metodologia muito mais específica para que você consiga reter o conteúdo de uma forma que você vá se lembrar daquilo depois de 3, 6, 9 meses e até anos. Dessa forma, são necessárias revisões, resolução de muitas questões, elaboração de resumos, mapas mentais ou flashcards e vários outros métodos. Ter um conhecimento prévio dessas técnicas de estudo me auxiliou bastante para que eu conseguisse a minha aprovação em tão pouco tempo.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Amanda: Como eu possuo o hábito de me planejar, quando as coisas fogem do meu planejamento eu costumo me sentir um pouco frustrada. Por exemplo, um mês antes da prova objetiva, eu tive um término de namoro de quase três anos e aquilo me deixou abalada. Não consegui estudar nada no dia seguinte, mas foi muito importante separar esse tempo para que eu conseguisse me recuperar psicologicamente.

Uma coisa a se ter em mente é que esses imprevistos acontecem na vida de todo mundo que está estudando e o que difere é a velocidade com que as pessoas conseguem se reerguer para voltarem aos estudos. Eu costumava pensar: “vou me dar um dia para chorar e no outro retorno 100%. O restante do sofrimento fica pra depois da prova”.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Amanda:A estabilidade e a vontade de permanecer residindo em Brasília, por conta da minha família, me motivaram bastante a me dedicar para esse concurso da CLDF.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Amanda: A primeira dica que eu dou para quem está iniciando os estudos agora é: se autoconhecer! As pessoas que são aprovadas fazem muitas coisas semelhantes, mas fazem muitas coisas distintas também, então não há uma fórmula fixa. Você precisa testar novos métodos e ver o que as pessoas que são aprovadas estão fazendo mas, se depois de testar, não funcionar para você, não se preocupe porque você vai ser aprovado do seu jeito também!

A segunda dica é: não desperdice seu tempo! Lembre-se de que cada segundo importa e que você precisa ter bem claro o que é realmente prioridade na sua vida. O que não for prioridade, aconselho que você suspenda enquanto sua aprovação não chega. E por último: não desista, porque sua hora também vai chegar .

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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]

Abraços,

Thaís Mendes

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Resultados:

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