Aprovado! Veja o depoimento de Rodolpho, aprovado no concurso AFRFB

Entrevista:

Rodolpho Abrantes Camerini e Silva – Aprovado no concurso da Receita Federal para o cargo de Auditor Fiscal/2014

“Não trate ‘disciplina’ como uma característica inata. Ou seja, uns a tem; outros, não. Todos nós temos essa qualidade em nosso interior. Mas, devemos colocá-la em prática. Não achava agradável acordar todos os dias às 6 horas da manhã. E ir dormir vendo letrinhas, na parede, de tanto estudar. No entanto, fazia isso com prazer; porque achava que meu sonho era muito maior que meu esforço.Tenha foco, fé e disciplina; que sua hora chegará!”

Persistência. Essa deve ser a palavra-chave na vida de todo concurseiro. É claro que existem casos de pessoas que passaram “de primeira”; com pouco tempo de estudo no concurso dos “sonhos”. Mas, esses são exceções. Em sua grande maioria, uma aprovação/classificação pode levar meses, até anos! E não desistir, é o segredo do sucesso. 

Mas, engana-se quem acha que é preciso um único ingrediente para passar em um concurso público. No caso do biólogo Rodolpho Abrantes Camerini e Silva, nada adiantaria a persistência; se ele não tivesse caminhado de mãos dadas com outros substantivos: fé, foco e disciplina. 

Confira o depoimento desse mineirinho, recém-aprovado no concurso da Receita Federal para o cargo de Auditor Fiscal. E veja que o sacrifício é apenas o intervalo entre seu objetivo e a sua glória. E que para alcançar essa vitória, basta não desistir!

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você. Assim, nosso leitor conhecerão você melhor. Você é formado em que área? Trabalhava e estudava? Ou se dedicava, inteiramente, aos estudos? Quantos e quais concursos já foi aprovada? Qual o último?

Rodolpho Abrantes Camerini e Silva: Meu nome é Rodolpho, sou mineiro de Muriaé e biólogo; formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Após me formar, resolvi dedicar-me aos concursos públicos. Apesar de não ter nenhuma noção sobre as áreas. Fiz minha matrícula em um curso presencial preparatório para a Polícia Rodoviária Federal no início de 2009. E consegui passar no concurso, realizado em setembro do mesmo ano. Entretanto, por motivo de fraude, o concurso foi suspenso. No início de 2010, resolvi que me dedicaria à carreira fiscal. E iniciei outro curso presencial, que durou um ano. Em 2011, continuei minha preparação para a Receita, estudando por livros e PDF’s. E, em agosto daquele ano, passei no concurso do Banco do Brasil (BB) em 2º lugar. Quando comecei a trabalhar. Logo que tomei posse no BB, o concurso da PRF (no qual eu tinha sido aprovado) foi retomado. E fui convocado para a prova física. Mas, optei por permanecer no BB. Durante minha preparação, permaneci trabalhando no banco. Fiz o concurso da Controladoria Geral da União (CGU) em 2012. Mas, não fui aprovado. Além disso, tive a oportunidade de fazer minha primeira prova da Receita Federal em 2012. Mas, por apenas uma questão, não consegui o mínimo em legislação tributária (apesar de ter obtido boa média global). De 2012 até 2014, continuei meus estudos com muita força de vontade. Até que logrei êxito no concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal de 2014.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Rodolpho: Minha vida social ficou bastante restrita. Uma vez que, por trabalhar durante a semana, tirava os fins de semana e feriados para dedicar-me um pouco mais. Mas, nas noites de sábado e de domingo, eu relaxava e saía com minha namorada. É claro que, na maioria das vezes, fazia programas mais tranquilos; para não prejudicar os estudos nos dias seguintes.

Quando não trabalhava, dedicava de 8 a 10 horas líquidas de estudo. E ao iniciar meu trabalho, eu me dedicava 6 horas,  durante a semana e 7, aos sábados e domingos. Aproveitava qualquer tempo livre para estudar. Como por exemplo, ouvir a Constituição Federal quando viajava.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação? Ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho? Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Rodolpho: Na minha opinião, se você pretende tentar um concurso de alto nível (como Auditor da Receita), é meio complicado não manter o foco nas principais matérias. Isso porque a maioria de seus concorrentes estarão fazendo isso. Creio que o ideal seja dividir o estudo em macro grupos (por exemplo área fiscal, tribunais, etc.). E fazer concursos englobados nesses grupos.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante esse tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos? Mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

Rodolpho: Estudei por, aproximadamente, 6 meses para a PRF; 3 meses para o BB e 4 anos para a Receita Federal. No caso da PRF e do BB, estudei apenas quando os concursos já estavam autorizados. Todavia, para o concurso da Receita, estudava, diariamente, como se o edital fosse sair nos próximos 6 meses. E isso me mantinha motivado.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Rodolpho: Fiz cursos telepresenciais, videoaulas, livros e PDF’S. Por um lado, a vantagem das aulas em vídeo é a facilidade de aprendizagem. Uma vez que são ministradas de forma mais didática e detalhada. Entretanto, demandam muito tempo. Por outro lado, os livros e PDF’S são mais dinâmicos. Mas, em alguns casos, menos didáticos que as aulas em vídeo. Aconselho conciliar os dois Ou seja, ver aulas em vídeo, quando tiver dificuldades na aprendizagem. E, no mais, optar pelo dinamismo dos materiais impressos.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria?

Rodolpho: Estudava várias matérias por dia. Elas eram divididas em turnos; que variavam de 30 minutos a  1 hora e meia. No início de minha preparação, creio ter perdido muito tempo elaborando resumos. Diante  disso, no último ano de preparação, resolvi focar mais na resolução de exercícios (tratando com “carinho especial” aqueles que errava). E trabalhava a teoria, grifando as partes mais importantes.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar essas dificuldades?

Rodolpho: Creio que 99% dos concurseiros fiscais penam com a contabilidade e a estatística. No meu caso, não foi diferente. Para solucionar o problema, passei a dedicar um tempo maior para o estudo dessas disciplinas. E, principalmente, tentei não tomar raiva delas. Deu certo! E, no fim de minha preparação, já conseguia vê-las como aliadas.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos nesse período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na releitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Rodolpho: Esse concurso privilegiou quem estava se preparando, com antecedência; por não ter havido inclusão de nenhuma disciplina nova. Portanto, no meu caso, como nada era novidade, ponderei a pontuação de cada uma das disciplinas. E dividi meu número de horas, de acordo com o peso de cada matéria. Fiz também muitas questões discursivas, que me ajudaram muito na memorização das matérias.

Estratégia: Na semana da prova, por um lado, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando, intensamente, dia e noite). Por outro, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco; para chegarem, no dia da prova, com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Rodolpho: Desde que saiu o edital, estudei todo tempo que podia. Mas, de forma inteligente, sem criar uma estafa mental. Especificamente, na semana de prova, li alguns resumos do Estratégia. E refiz algumas questões que eu denominava “paradigmáticas do mal” (pois, fazia os exercícios 20 vezes; mas, sempre, errava todos). Ou seja, era um “paradigma do mal”, que eu tinha que quebrar para acertá-las no concurso, rsrs.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as discursivas. Como foi seu estudo para essa importante parte do certame? O que você aconselha?

Rodolpho: No meu concurso, a Esaf colocou a prova discursiva junto com a objetiva. E isso foi uma inovação nas provas da Receita Federal. Tive, relativamente, pouco tempo para me preparar. Mas, fiz o curso de discursivas do Estratégia. E resolvi todos os temas propostos, além de  ter tido duas questões corrigidas pelos professores. No meu caso, a prova discursiva foi um diferencial. Pois alcancei quase 90% de acerto. O ideal mesmo é fazer questões discursivas ao longo dos estudos.  E não deixar para última hora, como eu fiz.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Rodolpho: No início de minha preparação, errei ao perder muito tempo estudando teoria e fazendo resumos extensos. Acho a teoria importante. Mas, a solução de diversas questões é mais eficiente.

Meu maior acerto foi saber o que queria, desde o início e não parar de estudar. Ainda que fossem 2 horas em um dia, eu estudava; não deixei o ritmo cair. Não acredito em “férias de concurseiro”. Se você necessita de descanso, que esse não passe de uma semana. Quando tirava férias no trabalho, usava o tempo vago para me dedicar ainda mais aos estudos.

Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Rodolpho: O primeiro deles é a falta de foco. Concurseiro que atira para todo lado, vira “concurseiro pato” (voa, nada, corre; mas, não faz nada disso direito, rsrsrs). Você tem que saber o que quer. Outro erro é a escolha de materiais errados (procure indicação de quem já está no ramo). Por fim, apontaria também a pressa de passar. Não tenha pressa, todo mundo passa, só não passa, quem desiste. Eu sou prova disso: se eu consegui, por que você não conseguirá?

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação?

Rodolpho: O mais difícil foi manter a autoestima. Cheguei várias vezes a pensar: “isso não é para mim, será que eu chegarei lá um dia?”… Tive muita sorte, de estar rodeado de pessoas, como minha namorada Mariana e meus pais. Eles sempre davam aquele empurrão na hora certa. E me apoiaram incondicionalmente. Ainda que isso implicasse abdicar de várias coisas.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Rodolpho: Não trate “disciplina” como uma característica inata. Ou seja, uns a tem; outros, não. Todos nós temos essa qualidade em nosso interior. Mas, temos que colocá-la em prática. Não achava agradável acordar todos os dias às 6 horas da manhã. E ir dormir vendo letrinhas, na parede, de tanto estudar. No entanto, fazia isso com prazer; porque achava que meu sonho era muito maior que meu esforço.

Tenha foco, fé e disciplina; que sua hora chegará!

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