Entrevista - Aprovada concurso Câmara BH Técnico Legislativo

Entrevista:

ENTREVISTA: Ingrid Ranieri – Aprovada no concurso da Câmara Municipal de Belo Horizonte no cargo de Técnico Legislativo

“Não existe só um jeito de passar, quem passa não teve todas as condições favoráveis, muito menos se sentia confiante o tempo todo. Saiba se planejar, dedicar, aprender com os erros e busque uma motivação verdadeira que te sustentará até o final”

Confira nossa entrevista com Ingrid Ranieri, aprovada no concurso da Câmara Municipal de Belo Horizonte no cargo de Técnico Legislativo:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formada em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Ingrid Ranieri: Meu nome é Ingrid, tenho 26 anos, e sou formada em Engenharia Civil pela UFMG. Sou natural de Belo Horizonte.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseira, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos?

Ingrid: Eu me dedicava exclusivamente aos estudos durante o período de preparação.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovada? Qual o último?

Ingrid: O concurso da Câmara Municipal de Belo Horizonte é o primeiro em que eu sou aprovada.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Ingrid: A sensação é indescritível, ainda não dá para acreditar que é verdade. Mas, ao mesmo tempo, a sensação é de dever cumprido e de que todo esforço valeu a pena.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Ingrid: Durante a preparação, mantive, de certo modo, minha vida social, encontrando com amigos e familiares. Porém, evitava eventos mais desgastantes, que pudessem atrapalhar o dia seguinte de estudo. Achei importante não abdicar totalmente da vida social, buscando sempre um equilíbrio. Claro que dizer “não” faz parte, mas se planejar direitinho, é possível conciliar quase tudo.

Estratégia: Você é casada? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?

Ingrid: Moro com meus pais e desde o início eles me apoiaram e entenderam minha decisão. Eles respeitaram meu momento de estudo e estavam sempre do meu lado quando eu precisei. Foram fundamentais principalmente quando batia os momentos de incerteza e de insegurança. Como minha mãe já havia passado por essa situação, ela me ajudou muito e me deu conselhos fundamentais. Também tenho outros familiares que passaram em outros concursos e que me ajudaram a todo momento e me deram o apoio que eu precisava.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho?

Ingrid: Inicialmente, foquei meus estudos para vagas de Engenharia Civil. Porém, percebi que estudar para Engenharia era uma tarefa bem ingrata, já que a matéria é bastante ampla, os materiais não são tão bons quanto os de Direito e as vagas são poucas, e isso tudo me desmotivou.

Dessa forma, foquei meus estudos para o concurso do MPU. Comecei, então, a ver vídeos do Estratégia de dicas de estudo, principalmente dos coaches, e também as dicas dos aprovados nos concursos recentemente. Isso ajudava muito a me motivar e, com o tempo, eu percebi que são detalhes e pequenos ajustes, que não são difíceis de serem implementados, que fariam a diferença. Como o concurso não saía, mudei meu foco para o da CLDF, que também acabou sendo suspenso. Foi então que saiu o edital da CMBH e como o conteúdo era parecido, resolvi estudar pra ele.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Ingrid: Minha resposta anterior já demonstra isso um pouco. Acho que, como não há tanta previsibilidade no lançamento de editais e como eu não tinha nenhum concurso dos sonhos em mente, fui me adaptando com os que apareceram. Mas pra quem tem uma meta final clara, fazer concursos durante a preparação acho importante para dar mais segurança e para se testar mesmo. Não acho que a jornada até a aprovação ocorra de forma linear.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

Ingrid: Eu comecei a estudar em fevereiro de 2017 e, a partir de então, estudava todo dia, com raríssimas exceções. Claro que, no fim de semana, não mantinha o mesmo ritmo, mas achava importante absorver pelo menos um pouco de conteúdo por dia. Recuperar um dia perdido acaba sobrecarregando os dias seguintes e nos deixando mais desmotivados. Além disso, sabia que a maioria das pessoas não estudavam no fim de semana, mas era também essa mesma maioria que não passava.

Como uma grande parte desse período foi sem edital, procurei estudar mais as matérias que, com certeza, estariam nos concursos como Português, Direito Administrativo e Direito Constitucional.

Seguir um planejamento de estudo e criar uma rotina foi o que mais me motivou. Sabia que era questão de tempo até sair o edital.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Ingrid: Usei principalmente o material em PDF, videoaulas do Estratégia e os aulões do Youtube. O PDF é bem completo, possui tanto a teoria quanto os exercícios resolvidos da banca. Quando o tema era mais difícil ou a leitura era mais cansativa, optava pela videoaula. Apesar de uma das desvantagem mais citadas em relação aos vídeos ser um maior tempo gasto, acho que essa ferramenta é importante quando a leitura não está rendendo de jeito nenhum. O que funcionava para mim, era ler bastante de manhã, quando estava mais descansada e deixar a videoaula para o final do dia.

Em relação aos aulões, assistia-os principalmente quando queria revisar algum ponto de alguma disciplina ou para revisar várias matérias nos aulões de véspera, que acontecem aos sábados. Era uma forma de sair um pouco da rotina de planejamento da semana, sem deixar de estudar.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Ingrid: Foi indicação de um amigo meu.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?

Ingrid: Acho que o mais difícil é aceitar que não tem como memorizar tudo de todas as matérias. O importante é tentar entender o máximo, criar padrões, relações e não sair memorizando tudo. No início, isso leva mais tempo, mas depois fica bem mais fácil e você se sente mais seguro ao resolver questões.

Em relação a organização, comecei não tendo um planejamento claro e , por isso, o estudo não rendia e estudar a mesma matéria por muito tempo se tornava improdutivo e prejudicava a fixação. Fiz poucos resumos, mas gastavam muito tempo e não ajudavam tanto.

Elaborei um ciclo de estudos no qual estudava cada disciplina por uma hora, dava um intervalo de 10 minutos e estudava outra. Assim, o cronograma não fica tão rígido e nem tão monótono e é possível ver um pouco de cada matéria com maior frequência. Costumava intercalar as matérias, evitando colocar duas disciplinas de muita leitura de forma subsequente.

Inicialmente, achei importante focar na leitura da teoria, mas depois o foco maior era na resolução dos exercícios. Marcava aqueles que eu errava e fazia anotações por escrito daquilo que achava mais importante em relação aos comentários da questão, mas bem sucintamente. Assim, revia constantemente esses textos e, sempre que necessário, voltava à teoria para tentar compreender melhor essa parte da matéria.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Ingrid: Eu tinha mais dificuldade em matérias do Direito, que eram totalmente novas pra mim. Procurei focar na leitura e anotar sempre o vocabulário específico para que isso pudesse me auxiliar na compreensão. Depois de muita leitura e também com a resolução das questões, fica mais fácil entender e memorizar.

Português também era um problema, porque não era tão simples quanto parecia. Percebi que eu deveria me dedicar muito mais nessa matéria, já que ela estaria presente em todos os concursos e que a maioria dos aprovados tinham um alto índice de acertos nessa disciplina. Minha estratégia foi começar do zero, para entender a matéria de forma abrangente. Nessa disciplina foquei em videoaulas e exercícios, pois sentia que a leitura não fluía tanto.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Ingrid: Na reta final eu foquei mais na revisão de exercícios já feitos e na resolução de exercícios recentes da banca. Sempre que resolvia as questões pela primeira vez, marcava aqueles que tinha errado ou que tinha acertado “na sorte”. Assim, na hora da revisão, dava bastante atenção a eles. Olhava sempre também os artigos do Estratégia pós-provas, tentava resolver essas questões e por ai também dava saber o que estava sendo mais cobrado. Focava também nas matérias que eu tinha mais dificuldade e que necessitavam de maior memorização. Além disso, revisava a lei seca constantemente.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desacelerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Ingrid: Olha, acho que depois da prova tem bastante tempo pra descansar. Acho importante tentar revisar o máximo possível para não perder os últimos meses de preparação. Só não aconselho estudar até tarde no dia anterior. Eu gosto de sair à noite e tentar distrair um pouco para aliviar a pressão pré-prova.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Ingrid: Para a prova discursiva, eu estabeleci a meta de fazer um texto por semana, seguindo o formato da prova e escolhendo o tema de acordo com assuntos da atualidade. Não consegui seguir essa meta à risca, mas escrevia textos sempre que possível. Acredito que isso ajuda muito tanto na organização quanto no desenvolvimento das ideias. Além disso, outro aspecto importante é estar atualizado, acompanhando noticiário, para que se tenha uma boa base de argumentação para a dissertação. A leitura de diversos segmentos também ajuda bastante em relação ao vocabulário e a ortografia. Outro aspecto importante, que parece até óbvio, é buscar aplicar os conhecimentos estudados na disciplina de Língua Portuguesa no momento da prática da redação. Sempre tive dificuldade no emprego da vírgula e no uso de crase, por exemplo, então, me atentava principalmente a esses aspectos. Dessa forma, uma estratégia fundamental, a meu ver, é identificar as dificuldades e os pontos fracos, buscando melhorá-los a todo momento.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Ingrid: Em relação aos erros, acredito que deveria ter feito mais revisões ao longo do estudo, pois percebi o tanto que elas ajudam na hora da prova. Às vezes, a vontade de progredir no estudo, querendo aprender o que ainda não foi visto, mas isso acaba atrapalhando na fixação do conteúdo já estudado. Por isso, dosar o tempo entre revisões e aprendizado é um dos fatores chaves.      

Outro aspecto a ser melhorado seria o estabelecimento de um planejamento consistente da semana de véspera da prova. É uma semana bastante tensa, pois a vontade é de rever a matéria inteira, o que se mostra inviável e aumenta o nervosismo. Além disso, você percebe que ainda existem pontos que você ainda não domina e que não há tempo hábil para aprendê-los. Acabei optando por rever os pontos que teoricamente eram mais cobrados e que eu tinha mais dificuldade de memorização. O aulão de véspera do Estratégia foi bem importante nesse aspecto.

Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Ingrid: Acho que o principal erro é não acreditar realmente na aprovação e isso acaba afetando muito na motivação e na dedicação durante todo o processo. Outro erro é não conhecer como o concurso funciona, e por isso, estudar da mesma forma que se estuda no colégio e na faculdade ou esperar o edital sair para começar a estudar, sem ter base nenhuma. Se preocupar excessivamente com quanto tempo leva até a aprovação ou quantas horas por dia são necessárias também não leva a um resultado positivo. Isso depende de cada um e como cada pessoa tem uma trajetória e uma base diferente, então se comparar pode gerar mais ansiedade e até frustração. E, finalmente, desistir na primeira reprovação e largar os estudos. Hoje vejo que aprender com a reprovação foi o que provavelmente me levou a aprovação de agora. Quanto mais cedo você percebe isso e mais proveito tira dessa situação negativa, mais perto você chega a um resultado positivo.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? E qual foi sua principal motivação?

Ingrid: O mais difícil foi a sensação de que sua vida está “parada”. Você não tem garantia nenhuma de que vai conseguir e não sabe se essa é a melhor escolha a ser feita, isso acaba gerando uma angústia. Mas também acaba sendo uma motivação: sair dessa situação o mais rápido possível. Minha maior motivação foi saber que só dependia de mim e que, com foco, dedicação e muito estudo, eu chegaria lá.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Ingrid: Acredite em você, em primeiro lugar, se prepare bem e não desista de jeito nenhum! Quem passa já esteve no seu lugar e conseguiu a aprovação. Não existe só um jeito de passar, quem passa não teve todas as condições favoráveis, muito menos se sentia confiante o tempo todo. Saiba se planejar, dedicar, aprender com os erros e busque uma motivação verdadeira que te sustentará até o final. E tão importante quanto saber o conteúdo é se preparar psicologicamente. Evite se cobrar exageradamente e ir para a prova como se fosse um “tudo ou nada”. Cerque-se de pessoas positivas, que realmente acreditam em você e que vão te ajudar nesse processo. No final, a sensação da aprovação é maravilhosa e faz todo esforço ser mais do que recompensado!

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