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O que é computação em nuvem?

Confira neste artigo o que é computação em nuvem. Entenda o conceito de forma simples e estruturada sob a ótica institucional

O que é computação em nuvem?

Olá, pessoal! Tudo bem? Hoje faremos uma breve exposição a respeito do que é computação em nuvem.

Redes sociais, plataformas de streaming e acesso a e-mails. Tudo isso faz parte da computação em nuvem. Longe de se tratar apenas de entretenimento, a tecnologia se faz presente em diversas áreas de nosso cotidiano e contribui, inclusive, para a construção de uma administração pública mais moderna. 

​Com efeito, a essência do mecanismo é caracterizada principalmente pela capacidade de acessar dados de qualquer lugar, com segurança e baixo custo. Mas, o que exatamente a computação em nuvem representa? 

Neste artigo, vamos analisar o tema de forma simples e estruturada, dissecando-o, sobretudo, sob a ótica institucional. Acompanhe!

​Ao contrário do que se pode imaginar, a “nuvem” (ou cloud computing) não é algo etéreo ou invisível. Em síntese,  trata-se de computadores e servidores de altíssima potência, de propriedade de grandes empresas (como Google, Amazon e Microsoft), que ficam localizados em enormes centros de processamento de dados espalhados pelo mundo.

​Desse modo, em vez de cada usuário ter seu próprio equipamento caro e difícil de manter, é como se as empresas “alugassem” um espaço nesses supercomputadores via internet. ​Para facilitar o entendimento, precisamos analisar a computação em nuvem em seus três principais níveis. Vejamos:

  • Software como Serviço (SaaS): é o nível mais comum. Você usa um programa que já está pronto na internet, como o Gmail ou o Google Drive. Você não precisa instalar nada no seu computador; basta fazer o login e usar.
  • Plataforma como Serviço (PaaS): aqui o foco é para quem cria. Imagine que você quer desenvolver um aplicativo. Em vez de comprar servidores, você aluga uma plataforma pronta para “construir” sua ideia lá dentro.
  • Infraestrutura como Serviço (IaaS): é o nível mais técnico. O órgão público ou a empresa aluga a “máquina nua” (processamento e armazenamento) para configurar do seu jeito, evitando gastos com hardware físico.

​Ao analisar o movimento de digitalização do governo brasileiro (como o portal GOV.BR) é possível constatar que a computação em nuvem é peça-chave e os motivos são baseados na eficiência:

  • Economia de escala: comprar e manter servidores físicos é caríssimo. Além disso, eles estragam, ficam obsoletos em poucos anos e exigem equipes de manutenção 24 horas. Na nuvem, o governo paga apenas pelo espaço que ocupa. Se a demanda cresce (como na época do Imposto de Renda), o sistema “estica”; se a demanda cai, o custo diminui.
  • Segurança de dados: certamente, é muito mais seguro guardar dados em um datacenter profissional, com sistemas de criptografia e proteção contra invasões, do que em um servidor simples dentro de uma repartição pública sujeita a quedas de energia ou falhas humanas.
  • Mobilidade e colaboração: a nuvem permite que servidores públicos, por exemplo, acessem ferramentas de trabalho de qualquer lugar. Desse modo, quebram-se as barreiras físicas da burocracia e acelera-se o bom atendimento ao cidadão.

Ainda sob a ótica institucional, cabe ressaltar que ​a computação em nuvem facilitou a existência dos Portais da Transparência. Ou seja, com os dados sendo processados de forma centralizada e organizada na nuvem, ficou muito mais fácil extrair relatórios, gráficos e planilhas para que qualquer cidadão possa fiscalizar os gastos do governo em tempo real. 

​Entretanto, inovar traz desafios. Nesse contexto, o principal deles é a soberania de dados. Imagine que dados brasileiros estejam guardados em servidores que fisicamente ficam em outros países. Como garantir que as nossas leis, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) sejam respeitadas? 

É um questionamento e tanto. Nessa esteira, o governo brasileiro tem investido em “nuvens governamentais” ou contratos rigorosos que garantem que, mesmo que a tecnologia seja estrangeira, o controle dos dados continue sendo do Estado brasileiro.

Para quem estuda o tema ou apenas quer entender o conceito, a lição é clara: entre os muitos benefícios da tecnologia, a prestação de um serviço público de excelência tem se efetivado com sucesso, com custos menores e resultados maiores. 

Em última análise, a nuvem é uma ferramenta que permite que o Estado seja mais leve, rápido e presente na vida dos cidadãos. Hoje, uma pequena prefeitura no interior do país pode ter acesso aos mesmos sistemas de segurança e processamento que uma grande multinacional, graças à nuvem.

Então, é isso, pessoal! Chegamos ao fim de nossa análise sobre o que é computação em nuvem. Esperamos que tenham gostado.

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Bons estudos a todos e até a próxima!

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Edmar Bezerra Araujo

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