Concursos Públicos

Mentalidade para discursivas: você só aprende se puder ensinar a alguém.

Olá, Pessoal, tudo bem? Hoje falaremos um pouco sobre mentalidade no estudo para discursivas.

Mentalidade para discursivas.

Inicialmente, é importante ressaltar que o estudo para discursivas é muito peculiar em relação ao tradicional estudo focado nas provas objetivas. Todavia, o primeiro não existe sem o segundo, na maioria dos casos.

Além disso, estudar para discursivas (elaborando textos e mentalizando as respostas) é uma forma de verificar o seu nível de apreensão da matéria. Você efetivamente só aprende algo se for capaz de ensinar a alguém.

Se você não entendeu a lógica dos parágrafos anteriores, calma porque vamos explicar melhor!

Tipos de provas discursivas

A primeira coisa que o concurseiro deve fazer ao se deparar com um edital de concurso público que exija a “famigerada” prova discursiva (e hoje em dia eles são a maioria) é enquadrá-lo em um dos casos a seguir:

  1. Prova discursiva de tema livre;
  2. Prova discursiva com tema relacionado ao conteúdo programático.

Caso 1

No primeiro caso (a meu ver o mais difícil), a mentalidade do concurseiro no estudo para discursivas deverá ser focada na elaboração de textos. Assim, o treinamento exaustivo irá contribuir para o aprimoramento da ortografia e das técnicas de coesão textual.

Nessa situação, “não há muito o que fazer”. Ao candidato, basta treinar muito e “rezar” para que apareça na prova um tema com o qual ele tenha familiaridade.

Todavia, é claro que o Estratégia Concursos oferece vários cursos de redação. Os professores irão indicar alguns temas com maior probabilidade de serem explorados (isso ajuda bastante!).

Além disso, o candidato experiente poderá tirar proveito dos seus estudos rotineiros da disciplina de língua portuguesa (explorada na maioria esmagadora dos certames) para aprimorar a sua escrita segundo o padrão culto. Isso acontecerá naturalmente.

Caso 2

No segundo caso, elimina-se “um pouco” o critério subjetivo na definição do tema. Assim, será cobrado um dos assuntos indicados no conteúdo programático e passíveis de exigência na prova objetiva. Dessa forma, o próprio edital do certame indicará algumas disciplinas que poderão ser alvo de exigência na prova discursiva.

Felizmente (na minha opinião), esse tem sido o modelo mais adotado nas últimas provas para os cargos públicos mais cobiçados. Contudo, fique atento, pois as maiores Bancas Examinadoras da atualidade (como o CEBRASPE e a FGV) estão cada vez mais exigentes nesse tipo de cobrança.

Nesse modelo, o examinador busca selecionar o candidato que possui várias formas simultâneas de conhecimento, a saber: conhecimento do padrão culto da língua, capacidade de expressar opiniões de forma coerente e concisa, além de conhecimento técnico específico das disciplinas mais importantes.

Apesar de aparentemente mais difícil, esse tipo de prova discursiva privilegia em grande escala os candidatos mais bem preparados.

Assim, o caso 1 apela fortemente para o senso comum. O caso 2, por sua vez, exige maior tecnicidade do candidato.

Portanto, a mentalidade do aluno no estudo para discursivas será totalmente diferente nos dois casos citados.

É a partir da situação descrita no caso 2 que teceremos os comentários deste artigo.

Mentalidade para Discursiva Vs. Objetiva

O estudo para as provas objetivas é natural para qualquer concurseiro. Todavia, o que fazer quando o tema da prova discursiva será escolhido dentre os diversos assuntos delimitados no conteúdo programático da prova objetiva?

A verdade, meus caros, é que nessa situação, o estudo para a prova objetiva já é um preparatório para a discursiva.

Para ser sincero, de nada adiantaria se você, concurseiro, fosse PhD em Língua Portuguesa ou um imortal da Academia Brasileira de Letras, mas não tivesse a menor noção acerca do tema escolhido pela Banca Examinadora. Não é verdade?

Dessa forma, antes de qualquer preparação para a prova discursiva, recomendo que o candidato foque integralmente no estudo do conteúdo programático. Nesse primeiro momento, o ideal é estudar como se não houvesse prova discursiva (leitura dos pdfs, resolução de questões, mapas mentais etc.).

Todavia, CUIDADO! O estudo específico para a prova discursiva não deverá ser negligenciado! Porém, ele só será efetivo, para textos técnicos, a partir de um certo nível de conhecimento da matéria.

A essa altura, você já foi capaz de perceber que o estudo para as provas objetivas e para as discursivas são complementares.

Assim, a mentalidade para o estudo de discursivas integrado com o de objetivas deverá seguir a dinâmica abaixo:

Mentalidade para estudo integrado discursiva x objetiva.

Por óbvio, não é recomendável a elaboração de textos relativos a todos os assuntos do conteúdo programático, pois seu tempo é precioso. Por isso, os próprios professores do Estratégia Concursos irão direcionar seus estudos de discursivas aos temas com maior probabilidade de exigência em prova (aproprie-se da experiência deles!).

Assim, de qualquer forma, o candidato bem treinado em relação ao conteúdo programático e bem treinado em relação à escrita de discursivas (independentemente do tema) terá total condições de “detonar” na prova discursiva.

Mentalidade para Discursiva: elaborar textos para medir o conhecimento

Você já entendeu que o estudo para a prova objetiva é essencial também para a preparação focada na prova discursiva. Mas será que o treinamento para a prova discursiva poderia auxiliar também o desempenho na prova objetiva?

Lógico que sim! Elaborar textos sobre as matérias estudadas é uma das técnicas mais eficientes para autoanalisar o seu nível de entendimento da matéria.

Por isso, diz-se que você só aprende algo de verdade se for capaz de ensinar a alguém. Pois bem, seu texto nada mais é do que a sua tentativa de ensinar alguém acerca daquele tema: seja mediante uma simples exposição de ideias ou da utilização de técnicas de persuasão para convencimento do leitor.

Durante o processo de elaboração do texto, o candidato irá naturalmente perceber os pontos de deficiência e as lacunas de conhecimento (termos não apreendidos, dificuldade de argumentação e justificativa, pobreza de exemplos etc).

Dessa forma, todos os pontos de deficiência citados são indicativos de lapsos no estudo do conteúdo, podendo ser utilizados como medidores para identificação dos pontos que exigem reforço no estudo.

Mentalidade para discursivas: como elaborar textos para aferição do conhecimento?

Para que a técnica funcione a contento, é recomendável que o aluno adote as seguintes medidas (após a definição do tema):

  • Elabore o texto em local silencioso, simulando as condições existentes no ambiente de prova;
  • Produza o texto de uma única vez, cronometrando o tempo utilizado;
  • Evite qualquer tipo de consulta durante a elaboração do texto (seja sobre o conteúdo temático ou sobre dúvidas ortográficas);
  • Elabore o texto em uma folha pautada para melhor percepção das margens e do número de linhas (o aluno poderá até imprimir o modelo de página utilizado pela sua Banca Examinadora – facilmente localizável na internet);
  • Ao término, verifique o tempo despendido e releia o texto de forma crítica, identificando os erros ortográficos e a correção em relação ao tema (nesse momento estão permitidas – e são recomendáveis – as consultas ao material didático).

Por fim, o aluno deverá ser capaz de identificar se seu nível de conhecimento acerca do tema é ou não suficiente. Em caso negativo, uma revisão completa do assunto (ou pelo menos dos pontos de fraqueza), com resolução de baterias de questões, fará toda a diferença.

Mentalidade para discursivas: você só aprende algo se for capaz de ensinar a alguém

Vale ressaltar que a resolução de uma prova discursiva (no caso 2 citado no início deste artigo) nada mais representa que a solução de uma ou várias questões objetivas, todavia, mediante as “próprias palavras” do aluno.

Nesse sentido, à medida que o concurseiro for adquirindo experiência na escrita de textos, conforme descrito anteriormente, outras técnicas potencializadoras podem ser adotadas.

A essa altura, o aluno poderá utilizar uma mentalidade específica para estudo de discursivas: a partir de questionamentos acerca de determinado tema (podem ser utilizados os pontos de dificuldade anteriormente identificados durante o estudo objetivo ou mesmo durante a elaboração de textos), o aluno tentará respondê-los mentalmente, sem consulta.

A mentalização das respostas além de treinar o cérebro para “gravar” o conteúdo é um excelente potencializador temporal, afinal, é muito mais rápido pensar do que escrever. Certo?

Todavia, eis que surge a dúvida: e como identificar a adequação das respostas mentais? O ideal é que o aluno tente ministrar, mentalmente, uma aula sobre o assunto, com explanação do tema e descrição de exemplos. Afinal, todos nós já fomos alunos e somos capazes de identificar uma boa aula, não é mesmo?

Nesse sentido, se conseguiu ministrar mentalmente uma aula fluida sobre aquele tema, ótimo! É um sinal de que está conseguindo aprender de verdade sobre aquele assunto (lembre-se: você só aprende algo de verdade se for capaz de ensinar a alguém). Por outro lado, caso não consiga, tenha paciência! Revise o assunto! Tente novamente!

A utilização de técnicas mentais, como a citada, pode poupar horas do estudo, além de “forçar” o cérebro a absorver o conteúdo.

Conclusão sobre a mentalidade para discursivas

Diante do exposto, vale ressaltar que, mesmo que utilize técnicas mentais, a escrita ainda é muito importante e não deve ser menosprezada. Por isso, adote momentos específicos no seu ciclo de estudos para produzir textos. Afinal, você precisará escrever – e muito bem – para obter a aprovação.

Por fim, o ideal é misturar responsavelmente todas as técnicas citadas neste artigo (produção de textos e técnicas mentais). Dessa forma, discursiva nenhuma será capaz de se opor à sua aprovação.

Meus amigos, por hoje é só. Sigam firme nos estudos que a aprovação é inevitável. Confiem na técnica!

Um grande abraço,

Rafael Chaves

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Rafael Chaves

Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal do Piauí - UFPI. Especialista em Engenharia Ambiental e Saneamento Básico pela Faculdade Estácio. Atualmente exerce o cargo de Auditor de Controle Externo do TCE/AM. Aprovado e nomeado nos seguintes concursos: ARSETE/PMT (1º lugar - Analista de Regulação - Eng. Civil), Prefeitura de Campinas/SP (Eng. Civil) , CODEVASF (Analista de Desenvolvimento Regional - Eng. Civil), TCE/AM (2º lugar - Auditor de Controle Externo - Obras Públicas / 14º lugar - Auditor de Controle Externo - Auditoria Governamental), TCE/TO (2º lugar - Auditor de Controle Externo - Eng. Civil), TCE GO (Analista de Controle Externo - Controle Externo).

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