NBC TSP 03
Olá, pessoal. Tudo certo? No artigo veremos sobre o Custo-Padrão, principalmente sobre a abordagem Cespe/Cebraspe.
Esse tema vem causando bastante dificuldade para alguns alunos, assim a ideia é sanar essas dúvidas.
O que veremos?
Vamos lá.
Antes de vermos o custo-padrão propriamente dito, é importante nos situarmos para não confundir os conceitos, assim vamos diferenciar os sistemas de produção e os métodos de custeio.
Sistema de Produção: como os custos são acumulados.
Métodos de custeio: forma como os custos serão alocados
Compreendido isso, vamos ao custo padrão de fato.
Pessoal, entenda que o custeio padrão surgiu pela necessidade de se avaliar o custeio fabril por meio de custos estimados e compará-los com valores reais, perceba a finalidade de planejamento.
Assim, podemos dizer que em termos bem gerais que se trata de uma técnica gerencial de planejamento e controle de custos a longo prazo.
Entretanto, atente-se ao seguinte:
CPC 16, 21. Outras formas para mensuração do custo de estoque, tais como o custo-padrão ou o método de varejo, podem ser usadas por conveniência se os resultados se aproximarem do custo. O custo-padrão leva em consideração os níveis normais de utilização dos materiais e bens de consumo, da mão-de-obra e da eficiência na utilização da capacidade produtiva. Ele deve ser regularmente revisto à luz das condições correntes. As variações relevantes do custo-padrão em relação ao custo devem ser alocadas nas contas e nos períodos adequados de forma a se ter os estoques de volta a seu custo.
Ou seja, o custo-padrão pode ser utilizado para a escrituração contábil, desde que sejam realizados os ajustes necessários.
Ainda é importante conhecer os tipos de custo padrão.
Tipos de custo padrão:
Obs.: Atente-se que mesmo o custo-padrão ideal também considera algum nível de ineficiência (quando impossíveis de serem eliminadas), isso já foi objeto de prova!!!
Esquematizando tudo:
Agora vamos conhecer as variações do custeio padrão. Iremos abordar aqui as duas principais variações que aparecem em prova, variação da matéria-prima e variação de mão de obra.
Antes disso, é importante que se compreenda que a variação ocorre devido à diferença entre o custo esperado e o custo real.
Além disso, vamos estabelecer uma convenção.
Δ = Real – Padrão
Logo como estamos trabalhando com custo, podemos entender que:
Δ positivo -> desfavorável (mais caro que o planejado)
Δ negativo -> favorável (mais barato que o planejado)
Variação da matéria-prima (MP)
ΔP = (PR – PP) x QP
ΔP= (PR – PP) x QR
Essa abordagem pode ser demonstrada graficamente, em que a área da variação mista é considera como parte da variação do preço (ΔP + Δmista)
ΔQ = PP x (QR – QP)
ΔMista = (PR – PP) x (QR – QP)
ΔTotal = ΔP + ΔQ + ΔMista
Agora veremos a variação da mão de obra.
Variação da mão de obra (MOD)
ΔT = (TR – TP) x EP
ΔT = (TR – TP) x ER
ΔE = TR x (ER – EP)
ΔMista = (TR – TP) x (ER – EP)
Apenas uma comparação com as nomenclaturas:
Obs.: Apesar da nomenclatura diferente, para facilitar trataremos tudo como “quantidade” e “preço”.
Aqui temos a tabela que nos auxiliaria a resolver os exercícios no padrão Cespe.
| Quantidade | Preço | Custo Unitário (C unit) | Custo Total | |
| Padrão | QP | PP | QP x PP | CPt = C unit X Qnt produzida |
| Real | QR | QR | QR x PR | CPt +- Variação total |
Pessoal, como havíamos falado, vamos resolver as duas principais variações que são cobradas em prova, variação da Matéria-Prima e variação de Mão de Obra.
Como veremos a frente, os últimos concursos estão cobrando o conhecimento desse tipo de exercício, então sabê-los resolver é imprescindível.
CESPE – Auditor da CAGE RS – 2018
Um pequeno frigorífico usa padrões para controlar o consumo de uma mistura de carnes de diferentes tipos de frutos do mar de alta qualidade utilizada como matéria-prima na fabricação de um produto para exportação: para cada quilo de produto, são utilizados 450 gramas da mistura, ao custo de R$ 125 o quilo. Em determinado mês, foram produzidos 2.000 kg do produto e constatadas as seguintes variações totais:
variação de preço: R$ 9.000 favorável;
variação total: R$ 3.500 desfavorável.
Nesse caso, é correto afirmar que o preço efetivamente pago pelo quilo de matéria-prima foi
Resolução:
ALTERNATIVA C – superior a R$ 115 e inferior a R$ 120.
Vamos separar as variáveis.
ΔP= -9.000 (negativo, lembre-se da convenção)
Δ total = 3.500
PP = 0,45
QP = 125
PR = ?
QR = ?
Agora vamos utilizar a tabela anteriormente apresentada.
| Quantidade | Preço | Custo Unitário (C unit) | Custo Total | |
| Padrão | 0,45 | 125 | 56,25 | 112.500 |
| Real | QR | QR | 116.000/2000 = 58* | 116.000* |
* Somamos o valor da variação total desfavorável.
* Se temos o valor total e a quantidade produzida, basta dividir para encontrar o valor unitário.
Como o enunciado também forneceu a variação de taxa (preço), vamos utilizar a fórmula dela.
ΔP = (PR – PP) x QR
-9.000 = (PR – 125) x QR
-9.000 = (PR x QR) – (125 x QR)
Aqui encontra-se a sacada, deve-se perceber que temos o valor do custo total real e podemos substituí-lo por (PR x QR).
-9.000 = 116.000 – (125 x QR)
-125.000 = -125 x QR
QR = 100
Perceba que esse valor de QR é o valor total e não unitário, assim basta dividi-lo pela quantidade produzida para encontrar de forma unitário
QR = 100/200
QR = 0,5
Agora vamos preencher o restante da tabela.
| Quantidade | Preço | Custo Unitário (C unit) | Custo Total | |
| Padrão | 0,45 | 125 | 56,25 | 112.500 |
| Real | 0,5 | QR | 58 | 116.000 |
O preço real agora é bem simples, basta dividir o custo unitário pela quantidade.
QR = 58/0,5
QR = 116
Agora vamos resolver um exercício de variação de mão de obra, mas perceba a similaridade da forma de resolver.
CESPE – Auditor Fiscal SEFAZ DF – 2020
Situação hipotética: Uma empresa que utiliza o sistema de custo padrão para fins gerenciais considera que uma unidade de dado produto deve consumir 0,45 horas de mão de obra direta, cuja taxa horária é de R$ 13,00. Em dado período foram produzidas 200 unidades desse produto, o que gerou uma variação favorável de taxa de mão de obra direta (MOD) de R$ 90,00 e uma variação total de R$ 40,00 desfavorável. Assertiva: Com base nessas informações, é correto concluir que a taxa efetivamente incorrida pela mão de obra utilizada foi inferior a R$ 12,50.
Resolução:
CORRETO.
Para não se perder, separe sempre as variáveis.
ΔP= -90 (negativo, lembre-se da convenção)
Δ total = 40
PP = 13
QP = 0,45
PR = ?
QR = ?
Agora vamos utilizar a tabela anteriormente apresentada.
| Quantidade | Preço | Custo Unitário (C unit) | Custo Total | |
| Padrão | 0,45 | 13 | 5,85 | 1170 |
| Real | QR | QR | 1210/200 = 6,05* | 1210* |
* Somamos o valor da variação total desfavorável.
* Se temos o valor total e a quantidade produzida, basta dividir para encontrar o valor unitário.
Como o enunciado também forneceu a variação de taxa (preço), vamos utilizar a fórmula dela.
ΔP = (PR – PP) x QR
-90 = (PR – 13) x QR
-90 = (PR x QR) – (13 x QR)
Substituindo o valor do custo total real pela parcela PR x QR.
-90 = 1210 – (13 x QR)
-1300 = 13 x QR
QR = 100
De forma unitária
QR = 100/200
QR = 0,5
Vamos preencher o restante da tabela.
| Quantidade | Preço | Custo Unitário (C unit) | Custo Total | |
| Padrão | 0,45 | 13 | 5,85 | 1170 |
| Real | 0,5 | QR | 6,05 | 1210 |
O preço real agora é bem simples, basta dividir o custo unitário pela quantidade.
QR = 6,05/0,5
QR = 12,10
Pessoal, chegamos ao final do artigo sobre Custo-Padrão na abordagem Cespe/Cebraspe. Espero que tenha sido útil para seu conhecimento.
Obviamente que não tratamos todo o conteúdo, assim não deixe de assistir as videoaulas e ler os pdf.
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