O presente artigo visa dissertar sobre o papel da curiosidade nos estudos para concursos públicos de banca como a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Ultimamente, os concursos públicos estão cada vez mais concorridos. E a internet ajudou a difundir materiais cada vez mais qualificados e acessíveis. Então, qualquer diferencial que facilite ou aprimore os estudos é bem-vindo.
A curiosidade é uma excelente ferramenta de aprimoramento de estudos. Tanto cientificamente, como no método de estudo em si, ela auxilia, e muito, o estudante de concurso público em sua jornada.
Iniciando a temática curiosidade nos estudos, apresenta-se a neurociência da curiosidade.
Biologicamente, do ponto de vista da neurociência, ao se deparar com algo que desperta dúvida ou surpresa, são ativados circuitos específicos no cérebro, incluindo o hipocampo , responsável pela formação de novas memórias, e o núcleo accumbens, estrutura ligada à motivação e ao sistema de recompensa.
Ainda, este processo desencadeia a liberação de dopamina. a dopamina é um neurotransmissor essencial para o foco e prazer de aprender. Ela cria um ciclo de recompensa interna: a cada nova descoberta, o cérebro “premia” o esforço com uma sensação positiva. Isso aumenta a disposição do estudante de continua estudando, mesmo assuntos complexos e fora de sua zona de conforto.
Pesquisas mostram, também, que, quando curioso, o estudante tem maior “receptividade geral”. Aumentam foco e interesse não só nas disciplinas complexas e desconhecidas, também em assuntos paralelos, como revisões, ou disciplinas simples mas não tanto interessantes.
Uma dica prática pode ser iniciar o ciclo de estudos com uma disciplina desconhecida e desafiadora, ou até mesmo uma pergunta provocativa e de interesse pessoal. Isso pode aumentar o rendimento geral dos estudos.
Seguindo com o tema curiosidade nos estudos, aborda-se a superação do método mecânico.
Um dos maiores entraves do estudo para concursos é a repetição, e o fato de ter que decorar coisas sem nem saber o porque.
A curiosidade é a chave de ligação que vai fazer o aluno gerar o insight entre diferentes disciplinas de um edital, às vezes de áreas diversas.
É importante sair do estudo passivo, e ir para o estudo proativo.
Apenas ler, ouvir ou assistir vídeos é realmente maçante. É necessário interpretar, anotar as dúvidas, buscar diferentes fontes, responder às próprias dúvidas anteriores e fazer seus próprios insights. Conversar com os coachings e professores, que geralmente são servidores públicos e passaram pelo mesmo processo de estudos anteriormente.
Fazer o raio-x da banca, entender de verdade o que ela quer em cada prova e em cada questão.
Os aprovados são os que realmente absorveram, e encaram qualquer malícia ou pegadinha da banca, pois dominam o conteúdo. São os que absorveram, e não apenas leram ou assistiram. E a curiosidade é fundamental para a proatividade.
Continuando a análise sobre curiosidade nos estudos, o tema são as atribuições do cargo.
Um edital de concurso, e seu conjunto de disciplinas, é o mínimo que a organização pública que está ofertando a vaga espera que o candidato tenha conhecimento para ocupar a função oferecida no edital.
Geralmente, a concorrência é bem grande em concursos públicos, porém poucas pessoas chegam a ser aprovadas, sobrando vagas ofertadas, em alguns casos. Significa que poucas pessoas apresentam o mínimo de conhecimento necessário. Isso nos concursos, mas também como profissionais em geral.
Ao estudar para concursos, o desafio de conhecer sua própria área de formação fica em evidência.
Além disso, na maioria dos cargos é necessário conhecer Direito Público, Administrativo e Constitucional, que são a base do sistema político brasileiro, e que pouca gente conhece, apesar de muito importante para o exercício da cidadania consciente.
Conhecer a estrutura do órgão que almeja trabalhar, seu papel no sistema federativo, e o que o cargo que deseja ocupar efetivamente realiza, seus deveres e impedimentos, é essencial e é conteúdo de edital.
Tudo isso deve ser fonte de curiosidade, que impulsiona os estudos, afinal é o prêmio dos esforços realizados nos estudos para o concurso.
Para finalizar o artigo “Curiosidade nos estudos”, aborda-se a facilitação da realização das provas em si.
Além de estudar o conteúdo das disciplinas, é possível mapear as bancas.
Com a mesma curiosidade, pode-se analisar provas e questões anteriores, e perceber como cada banca gosta de cobrar determinado assunto.
E existe um padrão de banca a banca, e uma certa tendência de cobrança e posicionamento delas ao longo do tempo. essa pesquisa é estratégica e fundamental para concursos públicos.
Outro ponto de interesse são as provas dissertativas.
Com o estudo proativo, e movido à curiosidade, é muito mais fácil desenvolver um texto escrito, pois o aluno já tem seus conceitos metalizados, à sua maneira, e vai desenvolver de maneira tranquila o raciocínio necessário, pois absorveu o tema.
Seja proativo, questione, e absorva melhor.
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